Macroeconomia e mercado

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O Grupo Ultra

O Grupo Ultra prepara o bote sobre aproximadamente uma centena de postos da BR Distribuidora, a maioria no Nordeste.

São revendedores que não vêem a hora de trocar de bandeira, insatisfeitos com o aumento dos royalties imposto pela estatal. (Jornal Relatório Reservado 21/07/2015)

 

Prejuízo de usinas paulistas da Renuka cresce 143,7% em 2014/15

A Renuka do Brasil S.A. - companhia que reúne as duas usinas do Estado de São Paulo do conglomerado sucroenergético indiano relatou prejuízo líquido consolidado de R$ 747,84 milhões em 2014/15, período encerrado em 31 de março último.

O resultado representa uma alta de 143,7% sobre o prejuízo de R$ 306,86 milhões relatado em 2013/14, informou a companhia em balanço financeiro. O faturamento líquido consolidado recuou 1,05% nos períodos, de R$ 1,046 bilhão para R$ 1,035 bilhão.

No resultado, a Renuka, que chegou ao Brasil em 2009, informa apenas que tem "inovado em diversas formas de reduzir suas necessidades gerais de caixa no negócio", principalmente em operações de subarrendamento de lavouras para fornecedores.

"Por este projeto, a companhia subarrenda as terras e fornece serviços de infra-estrutura a esses fornecedores, quando necessário, e eles investem no plantio e cultivo da cana e vendem posteriormente essa cana à companhia", informou.

"Isso reduz o investimento da companhia no plantio, reduzindo também os efeitos dos riscos climáticos. Este projeto suporta os 'agro-investidores' por meio de repasses de áreas de cana a serem reformadas, com entrega da produção total dessas plantações à companhia e, ao mesmo tempo, impulsiona uma melhoria na capacidade técnica e estrutural desses parceiros de negócio", informou a Renuka do Brasil.

Apesar de ter uma capacidade de moagem de 10,5 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por safra nas usinas Madhu, em Promissão (SP), e Revati, em Brejo Alegre (SP), a Renuka do Brasil relatou processamento de 7,8 milhões de toneladas de cana em 2014/15, período que a forte estiagem atingiu as lavouras paulistas.

A companhia indiana tem ainda duas usinas no Paraná, na Renuka Vale do Ivaí S.A., com capacidade de processamento de 3,1 milhões de toneladas por safra. (Estadão conteúdo 21/07/2015)

 

Moagem se normaliza, mas preço do açúcar segue estável

O clima favoreceu a colheita de cana-de-açúcar no estado de São Paulo na última semana e usinas retomaram a moagem.

Segundo pesquisadores do Cepea, apesar de a produção ter sido normalizada, inclusive para os tipos de açúcar de melhor qualidade, representantes de usinas seguiram firmes nos valores de suas ofertas.

A demanda, por sua vez, está estável, mas, desde o início do ano, nota-se uma desaceleração no consumo de açúcar frente ao ano passado, o que pode estar relacionada à redução na atividade econômica do País.

Nessa segunda-feira, 20, o Indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal, mercado paulista, cor Icumsa entre 130 e 180, fechou a R$ 48,51/saca de 50 kg, ligeira alta de 0,4% em relação à segunda anterior. (Cepea / Esalq 21/07/2015)

 

Aumento da oferta pressiona cotação do hidratado (-1,4%). Anidro (+0,5%)

Com a retomada das atividades de moagem de cana na maior parte da região Centro-Sul, os preços do etanol hidratado caíram na última semana em São Paulo.

Entre 13 e 17 de julho, o Indicador CEPEA/ESALQ do hidratado (estado de São Paulo) foi de R$ 1,2115/litro (sem impostos), baixa de 1,4% em relação ao período anterior.

Para o anidro, cuja maior parte dos negócios continua ocorrendo via contratos, o Indicador registrou pequena elevação de 0,5%, fechando a R$ 1,3721/l (sem impostos).

Segundo pesquisadores do Cepea, o aumento no volume ofertado se deu principalmente entre aquelas usinas que precisavam “fazer caixa”. Na semana anterior, as chuvas haviam interrompido o processamento na maioria das unidades paulistas, reduzindo a disponibilidade do produto.

Embora o número de negócios tenha crescido de uma semana para outra, envolveram valores menores. (Cepea / Esalq 21/07/2015)

 

Incrementar a produtividade da cana em áreas com nematóides

O nematóide é um ser diminuto, que está presente em grande diversidade e em diferentes habitats. Algumas espécies podem causar danos às plantas cultivadas, atacando caules, folhas e flores.

A praga causa grandes danos ao sistema radicular da cana, que se torna deficiente e pouco produtiva. Essas reduções podem variar com a espécie ou espécies encontradas, a população de nematóides e variedade cultivada no talhão. Atualmente, em que a lucratividade é obtida nos detalhes do sistema de produção, é de fundamental importância o monitoramento das áreas cultivadas para prevenção do ataque dessa importante praga de solo.

O principal nematóide em cana é o do Gênero Meloidogyne (nematóides formadores de galhas). É o gênero mais importante, devido aos danos por ele causados quando presente em altas populações. A fêmea dessa espécie é sedentária, de corpo globoso, mesmo quando imatura, fica completamente dentro das raízes, se alimentando através de células nutridoras, sua presença é facilmente detectável devido à formação de galhas (engrossamento da raiz).

Mas é possível controlar a presença dos nematóides e aumentar a produtividade do canavial. Durante o 11º Seminário sobre controle de pragas da cana, Insectshow, que o Grupo IDEA realiza nos dias 29 e 30 de julho, em Ribeirão Preto, Rafael Factor Feliciano, profissional da Basf, apresentará a palestra: Solução Basf para incremento de produtividade em áreas de nematóides. (Cana Online 21/07/2015)