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Elizabeth Farina elogia fala de Dilma sobre importância do etanol

A diretora presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, destacou hoje as declarações da presidente Dilma Rousseff (PT) sobre a importância estratégica do etanol para o País, dadas durante a inauguração da unidade produtora do combustível de segunda geração da Raízen, em Piracicaba (SP).

"Fiquei feliz de ela ter vindo. É uma sinalização importante e fiquei satisfeita em ouvi-la dizer que o etanol é estratégico para o País. Eu nunca ouvi da presidente dizer isso de maneira tão clara, tão assertiva", afirmou a executiva.

Segundo a presidente da Unica, foi fundamental Dilma reforçar o compromisso "de que as redução das emissões, que é o papel estratégico que o etanol, terá nas negociações para a COP 21 (Conferência das Nações Unidas para o Clima)", em dezembro, em Paris.

Apesar de elogiar a presidente, Farina retomou o discurso da crise enfrentada pelo setor sucroenergético, mesmo após o aumento da demanda pelo etanol nesta safra. "O setor continua em crise; não estamos no momento dizer que demos a volta por cima. A alta no consumo de etanol é insuficiente para retomar a rentabilidade positiva e muito menos para equacionar a questão financeira das usinas", afirmou. (Agência Estado 23/07/2015)

 

Juiz aceita recuperação judicial da Santa Helena

O pedido de recuperação judicial da Energética Santa Helena, usina localizada em Nova Andradina (MS), foi aceito pelo juiz Robson Celeste Candelorio, da 2ª Vara Cível de Nova Andradina. As informações são do jornal O Correio News.

Procurada pelo Portal Jornal Cana, a Energética Santa Helena informou que deverá prestar informações sobre a recuperação judicial nos próximos dias.

A data de entrada do processo é de 8 de julho. O despacho do juiz foi proferido em 10 de julho e na segunda (20), foi feito o pedido de expedição de editais para publicação desta decisão.

Conforme o texto do Correio News, segundo consta nos autos a Santa Helena alegou que devido à recente crise econômica mundial, à alta dos juros, e, principalmente, limitação de crédito, houve uma forte retração, refletindo gravemente sobre a saúde econômico financeira da empresa, que atua no mercado sul mato-grossense há mais de 20 anos.

Além disso, a requerente se viu, com o passar dos meses da crise mundial, em delicada posição, não lhe restando outra opção senão a de requerer judicialmente o deferimento do processamento de sua recuperação judicial, visando viabilizar a superação desse estado de crise que considera passageiro, vez que vislumbra maneiras de preservar a empresa e sua função social.

O juiz nomeou como administrador judicial a empresa CPA (Consultores & Peritos Associados Ltda), de Campo Grande, fixando o em um por cento (1%) do valor do passivo da Santa Helena, o que corresponde a R$ 1.143.065,96, o valor total da remuneração do Administrador. O prazo para o pagamento dos honorários na recuperação judicial será de 36 meses.

A usina gera 1.295 empregos diretos em Nova Andradina.

Conforme o jornal Correio do Estado, o prazo concedido para a apresentação do plano de recuperação judicial foi determinado em 60 dias, improrrogáveis, contados da publicação da presente decisão de deferimento do pedido. Também foram suspensas por 180 dias das ações e execuções contra a devedora, ou seja, a Santa Helena. (Jornal Cana 23/07/2015)

 

Tecnologia é o caminho para consolidar o setor sucroenergético, diz Braga

O setor sucroenergético continuará em expansão e terá cada vez mais espaço na matriz energética brasileira, o que dependerá de avanços tecnológicos e da modernização do setor, afirmou o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, nesta quarta-feira (22/7) durante cerimônia de inauguração da Usina de Etanol de segunda geração em Piracicaba (São Paulo). Ao lado da presidenta Dilma Rousseff, Braga listou as medidas já adotadas pelo governo federal para permitir o desenvolvimento do setor, e destacou que a busca de produtividade será um dos caminhos para vencer os desafios.

“Aqui, está sendo apontado o caminho para que a indústria sucroenergética consolide o seu espaço na economia brasileira e na economia mundial”, afirmou na cerimônia de inauguração da usina, da Raízen. “O setor sucroenergético nos últimos anos enfrentou desafios e sempre houve a consciência de que era necessário, entre outras medidas, aumentar a produtividade com novas variedades de cana, com as pesquisas do etanol de segunda geração, com a busca permanente da inovação tecnológica. Hoje nós estamos vendo uma resposta firme a todos esses questionamentos e desafios”, disse Braga.

"A DEMANDA POR COMBUSTÍVEIS ESTÁ CRESCENDO ESTRUTURALMENTE, E JÁ EXISTE UMA LACUNA ENTRE A DEMANDA A SER ATENDIDA E A CAPACIDADE HOJE INSTALADA DE PRODUÇÃO DE GASOLINA E ETANOL"

O compromisso anunciado pela presidenta nos Estados Unidos, de que até 2030 entre 28% e 33% da matriz energética brasileira será composta por fontes renováveis além da hidrelétrica, deve estimular ainda mais o setor sucroenergético, avalia o ministro. Segundo Braga, os produtos da cana já representam 15,7% da Oferta Interna de Energia brasileira (contando etanol e uso do bagaço na geração de eletricidade) e a demanda por esses combustíveis irá crescer, exigindo ainda mais empenho de toda a cadeia do setor.

“Mas não há tempo para acomodação, como foi dito agora há pouco. A demanda por combustíveis está crescendo estruturalmente, e já existe uma lacuna entre a demanda a ser atendida e a capacidade hoje instalada de produção de gasolina e etanol. Esta é uma oportunidade que precisa ser aproveitada pelos investidores e pelo exemplo da Raízen”, afirmou.

Ações de apoio do governo federal ao setor

Braga também destacou que a capacidade instalada de energia elétrica a partir da cana de açúcar já é a terceira maior fonte na matriz brasileira e equivale à da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, ficando atrás apenas da hidroeletricidade e do gás natural. Disse ainda que o governo da presidenta Dilma tem o firme propósito de manter o Brasil com a matriz energética mais renovável entre as economias emergentes e desenvolvidas.

Entre as ações já adotadas para apoiar a indústria sucroenergética, o ministro mencionou a eliminação de tributos federais sobre a comercialização do etanol carburante; o aumento da mistura de etanol anidro na gasolina; reestabelecimento parcial da Cide sobre a gasolina C; financiamento a estocagem de etanol e a renovação dos canaviais, com recursos totais de mais de R$ 6 bilhões, apenas para a última safra; estímulo à inovação por meio do PAISS, com cerca de R$ 4 bilhões em financiamento e subvenção; e a abertura da possibilidade de emissão pelo setor de debêntures incentivadas.

“O governo agiu e continuará agindo para apoiar o setor sucroalcooleiro”, destacou o ministro. (MME 23/07/2015)

 

Novas usinas de etanol 2G no Brasil vão custar R$ 2,5 bilhões até 2024

As oito usinas de etanol de segunda geração, que devem entrar em operação até 2024, vão custar cerca de R$ 2,5 bilhões. A informação foi confirmada pela empresa do setor sucroenergético Raízen, que inaugurou nesta quarta-feira (22), em Piracicaba (SP), a primeira planta do combustível produzido pelo bagaço da cana-de-açúcar no Brasil. A estimativa é que, juntas, as fábricas façam 1 bilhão de litros do chamado etanol "2G" por ano.

Após a inauguração da primeira usina de etanol 2G no Brasil nesta quarta, com a presença da presidente Dilma Rouseff (PT) e do governador Geraldo Alckmin (PSDB), a Raízen espera um aumento mínimo de 50% na produtividade, sem precisar ampliar a área de plantio, chegando a 290 litros de combustível por tonelada de matéria seca. A nova planta será integrada à unidade Costa Pinto, também do grupo.

De acordo com o diretor da planta, Antonio Alberto Stuchi, o aumento na capacidade de produção do etanol celulósico também vai gerar economia nos processos. "Se nossa planta performar os 290 litros por tonelada, quando conseguirmos trazer toda a biomassa do campo, já teremos custo mais competitivo", disse.

Fábrica

Costruída em uma área de 30 mil metros quadrados e com capacidade para produzir 42 milhões de litros por ano, a unidade em Piracicabaé a primeira no país destinada exclusivamente para a produção desse tipo de combustível, segundo a empresa. A fábrica custou R$ 237 milhões e parte dos recursos são do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

As sete novas plantas serão construídas quando o custo de produção do etanol de segundo geração ficar no mesmo patamar que o de primeira. Quando anunciou a construção das usinas, a Raízen não informou onde serão localizadas as próximas fábricas do novo combustível, mas afirmou que elas não precisam ser integradas à usina já existente, como do caso da inaugurada nesta quarta em Piracicaba.

Adaptações

Na safra de 2014/2015, a usina do etanol 2G, que começou a operar em novembro do ano passado em fase de testes, produziu cerca de 1 milhão de litros de do biocombustível. O diretor da planta comentou que a fábrica passa por adaptações.

"A ideia agora é fazer algumas modificações no projeto para melhorar a ação das enzimas processo de produção e também o manuseio do bagaço. Começamos a enxergar algumas oportunidades para isso", explicou.

A Raízen produz anualmente cerca de 2 bilhões de litros de etanol comum (de primeira geração) e comercializa perto de 22 bilhões de litros de combustíveis por ano (25% do mercado brasileiro).

Pioneiras

Além da planta da Raízen, existem unidades produtoras do etanol de segunda geração também em São Manuel (SP) e São Miguel dos Campos (AL), mas as usinas não produzem exclusivamente o combustível, como vai acontecer em Piracicaba a partir da inauguração desta quarta.

Juntas, as três fábricas terão capacidade para produzir 127 milhões de litros do combustível por ano.

Comercialização

O etanol celulósico chegou às bombas de combustível no fiinal de 2014 em Piracicaba. Com sede na cidade, a Raízen forneceu 200 mil litros do 2G a um posto no município no dia 17 de dezembro. Foi a primeira vez que o produto foi comercializado no país, segundo a empresa.

No ano passado, a Raízen informou que o biocombustível chegaria aos consumidores com o mesmo preço do etanol de primeira geração.

A produção de etanol "2G" era testada pela companhia desde 2012 no Canadá, em parceria com uma empresa canadense de biotecnologia.

No Brasil são produzidos anualmente cerca de 28 bilhões de litros de etanol de primeira geração, segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). (Cana Oeste 23/07/2015)

 

Açúcar: Futuros na ICE se aproximam do suporte de 11,35 cents/lb

Os futuros de açúcar demerara registraram ontem o sexto pregão consecutivo de perdas na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Com o movimento, as cotações ficaram mais próximas do suporte de 11,35 cents por libra-peso, patamar que tende a ser testado na sessão de hoje, enquanto participantes aguardam números atualizados a respeito da safra 2015/16 no Centro-Sul do Brasil.

Às 12 horas desta quinta-feira, a União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) divulga os dados referentes à primeira quinzena de julho. Trata-se de um relatório muito esperado pelo mercado, pois deve dar uma clara ideia de como as chuvas em excesso no período atrapalharam a colheita em Estados como Paraná, Mato Grosso do Sul e São Paulo.

No início do mês, o diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, já havia afirmado que as unidades paulistas computavam até três dias de atraso nos trabalhos de campo por conta das precipitações. Já o presidente da Associação dos Produtores de Bioenergia de Mato Grosso do Sul, Roberto Holanda Filho, acrescentou que no Estado do Centro-Oeste algumas usinas chegaram a ficar a quinzena inteira sem processar.

O "estrago" provocado pelas chuvas já é esperado pelos participantes. Para o banco Pine, a moagem pode ter sido até 26% menor na comparação anual, em torno de 30,7 milhões de toneladas. Já a Platts aposta em processamento de 31,3 milhões de toneladas, também inferior às 46,5 milhões de toneladas observadas na primeira metade de julho de 2014. "Existem problemas técnicos na produção de açúcar após chuvas fortes", afirmou Claudiu Covrig, analista da Platts, em nota reproduzida pela Dow Jones Newswires.

Uma quebra assim seria altista para os futuros, mas o dólar valorizado tende a limitar qualquer rali. Ontem, a moeda subiu 1,86%, para R$ 3,2270. Outubro caiu 4 pontos (0,35%) na ICE Futures US e encerrou em 11,38 cents/lb, com máxima no dia de 11,55 cents/lb (mais 13 pontos) e mínima de 11,37 cents/lb (menos 5 pontos). Março recuou 10 pontos (0,78%) e terminou em 12,80 cents/lb. O spread outubro/março variou de 148 para 142 pontos de prêmio para o segundo contrato da tela.

Nos portos brasileiros, o total de navios que aguardam para embarcar açúcar aumentou de 44 para 51 na semana encerrada ontem, segundo levantamento da agência marítima Williams Brazil. O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que estão ao largo esperando atracação e também as que devem chegar até o dia 18 de agosto.

Foi agendado o carregamento de 1,80 milhão de toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada no Porto de Santos, de onde sairão 1,33 milhão de t, ou 74% do total. Paranaguá responderá por 22% (399,60 mil t); Maceió, por 3% (48,18 mil t); e Recife, por 1% (21 mil t).

O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a quarta-feira em R$ 47,90/saca, baixa de 0,95% ante a véspera. Em dólar, o índice ficou em US$ 14,84/saca. (Agência Estado 23/07/2015)