Macroeconomia e mercado

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O CTC tem projetos para recolhimento da palha da cana

O CTC possui projetos em fase comercial para o processamento industrial de palha de cana-de-açúcar, tanto para a rota de palha solta – cuja estrutura industrial de separação e processamento denomina-se como Sistema de Limpeza a Seco – quanto para a rota de palha enfardada.

Henrique Mattosinho D’avila explica que, no caso da palha enfardada destaca-se a construção da planta de demonstração em escala comercial na usina Ferrari, com capacidade de processamento de 100.000 t de palha/safra, a qual deve iniciar as operações em julho de 2015.

“Além disso, apoiado pelos 40 anos de experiência nesse segmento, o CTC entrega ao mercado uma solução que visa a otimização do aproveitamento de palha de cada usina, considerando os aspectos agronômicos, agrícolas e industriais, garantindo a sustentabilidade do sistema.” (Cana Online 27/07/2015)

 

Açúcar: Futuros na ICE começam semana pressionados pelo dólar

O dólar fortalecido ante o real deve continuar a pressionar os futuros de açúcar demerara nesta semana na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). A moeda norte-americana registra ganhos de quase 8% apenas em julho e de 26% no acumulado de 2015. Para analistas, tal câmbio "jogou por terra" o suporte dado pelo atraso de safra no Centro-Sul do Brasil e pode até empurrar as cotações para os psicológicos 11 cents por libra-peso.

Ainda sustentada no corte da meta fiscal pelo governo, o dólar subiu 1,76% na sexta-feira e fechou em R$ 3,3490, maior nível em 12 anos. A divisa nesse patamar estimula ainda mais fixações pelo Brasil e praticamente anula o viés de alta dado pela moagem de cana 6% menor na temporada 2015/16, conforme relatório divulgado na semana passada pela União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

O mercado dá atenção também à Índia. Por lá, nem mesmo as chuvas de monções irregulares devem atrapalhar a fabricação de açúcar. De acordo com a indústria local, o país asiático deve produzir em torno de 28 milhões de toneladas do alimento em 2015/16 e, com isso, registrar superávit pelo sexto ano consecutivo - a demanda indiana é da ordem de 25 milhões de toneladas.

A partir desses fundamentos, analistas já avaliam que há espaço para os futuros testarem o suporte de 11 cents/lb no curto prazo. Por ora, o piso inicial aparece em 11,10 cents/lb, uma vez que os 11,30 cents/lb foram rompidos. Para cima, a resistência voltou para os psicológicos 11,50 cents/lb.

Na sexta-feira, outubro caiu 27 pontos (2,35%) e encerrou em 11,24 cents/lb, com máxima no dia de 11,66 cents/lb (mais 15 pontos) e mínima de 11,20 cents/lb (menos 31 pontos). Março recuou 26 pontos (2,03%) e terminou em 12,57 cents/lb. Na semana, acumularam desvalorizações de 6,02% (menos 72 pontos) e de 5,84% (menos 78 pontos), respectivamente.

O spread outubro/março, que iniciara a semana passada em 139 pontos, fechou sexta em 143 pontos de prêmio para o segundo contrato da tela.

Pelo mais recente relatório da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC), fundos voltaram a ficar vendidos em açúcar na semana encerrada em 21 de julho. A posição passou de comprada em 9.239 lotes para vendida em 55.778 lotes.

O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a sexta-feira em R$ 47,61/saca, baixa de 0,17% ante a véspera.

Em dólar, o índice ficou em US$ 14,22/saca (-1,86%). (Reuters 27/07/2015)

 

Pequeno produtor precisa de prazo maior para se adaptar às novas tecnologias de plantio

Pequeno produtor precisa de prazo maior para se adaptar às novas tecnologias de plantio.

Tomas de Aquino Pereira, presidente da Assovale (Associação Rural do Vale do Rio Pardo), está preocupado com o futuro do pequeno e médio produtor de cana-de-açúcar.

Segundo ele, a adoção por parte do governo de normativas regulamentadoras como a NR 31, que proíbe o produtor de plantar cana usando caminhão, carretas ou carroças, inviabiliza no negócio cerca de 98% dos fornecedores de cana que estão abaixo de 20 mil toneladas de produção. “Os grandes conseguem buscar novas alternativas com maior velocidade, mas os pequenos tenderão a arrendar suas áreas. Essa canetada vai tirar esse agricultor do campo.”

De acordo com Pereira, novas tecnologias de plantio estão em fase de amadurecimento, como o plantio mecanizado e o MPB (Mudas Pré-brotadas), mas enquanto ainda não se consolidam e não estão acessíveis, o pequeno produtor fica limitado.

A princípio, a usina poderia ajudar esse produtor a realizar o plantio. Mas Pereira lembra que a própria unidade industrial tem pouco tempo para fazer essas operações nas suas próprias áreas, tendo dificuldades para acudir o pequeno produtor. “Diferente da colheita da cana, que ocorre de abril a dezembro, o plantio é rápido, praticamente entre março e abril. Por isso, seria importante o pequeno produtor dispor de uma alternativa viável para executar o seu plantio.”

Para ele, o governo precisa dar um prazo maior para que o pequeno se adapte. Em busca de uma solução para o problema, Pereira tem trabalhado junto a parlamentares do Congresso Nacional que defendem o agronegócio.

“Isso vai ajudar a manter o pequeno produtor de cana a se manter no campo com dignidade, sem ter que vender ou arrendar sua área”, diz Pereira, que defende que cada usina tenha uma porcentagem mínima de fornecedores como era estabelecido durante o IAA (Instituto do Açúcar e do Álcool). (Cana Online 27/07/2015)

 

Anuários do "Valor Econômico" e da "Exame" colocam Clealco em posição de destaque no mercado

O Grupo Clealco, que possui três unidades produtivas, localizadas nos municípios de Clementina, Queiroz e Penápolis, foi classificado com posição de destaque em rankings divulgados este mês pelo jornal "Valor Econômico" e pela revista "Exame".

O jornal "Valor Econômico" divulgou o "Anuário Inovação Brasil", produzido em parceria com a consultoria Strategy&, em que a Clealco ficou entre as cem empresas mais inovadoras do país. A publicação selecionou criteriosamente corporações que inseriram processos de criação e investimentos técnicos constantes como foco de suas estratégias, planos e metas, através de critérios que refletem a realidade brasileira.

Apenas três empresas do setor sucroenergético se classificaram entre as cem, e a Companhia superou ainda gigantes do setor comercial e industrial.

Já a revista "Exame" publicou a edição especial com as "melhores e maiores empresas do Brasil", e a Clealco se posicionou entre as 150 maiores empresas no segmento de agronegócio. A lista foi elaborada com base no valor das vendas líquidas no ano de 2014.

O reconhecimento comprova mais uma vez a credibilidade e a capacidade do Grupo em se fortalecer diante de cenários difíceis, como o enfrentado nos últimos anos pelo setor sucroenergético. A Empresa se mantém confiante no potencial econômico da região em que atua, e reafirma o seu compromisso com o desenvolvimento sustentável. (Cana Online 27/07/2015)

 

Coca-Cola interessada no açúcar refinado para fábrica de refrigerantes em Moçambique

Moçambique possui quatro unidades de produção

O Ministro da Indústria e Comércio de Moçambique, Ernesto Tonela, anunciou que a multinacional norte-americana Coca-­Cola está a estudar a possibilidade de utilizar o açúcar moçambicano na produção de bebidas refrigerantes. O ministro, citado pela agência AIM, revelou que a Coca-Cola vai trazer especialistas para identificar os requisitos necessários e auxiliar no aperfeiçoamento das técnicas de refinação, visando garantir que o produto das açucareiras esteja em conformidade com os padrões por ela exigidos.

A informação foi dada num encontro sobre os desafios que se colocam à indústria do açúcar realizado em Xinavane e onde estiveram presentes para além do ministro Ernesto Tonela representantes das açucareiras de Moçambique. A agência de notícias AIM escreve ainda que “a concretização desta parceria ( com a Coca-Cola) abre um ótimo mercado às açucareiras nacionais em particular no ramo do agro-processamento alimentar (bebidas, bolachas, sorvetes e outros derivados).”

Segundo o titular da pasta da indústria e comércio, do total da produção nacional do açúcar que, em 2014, se cifrou pouco mais de 400 mil toneladas métricas, apenas 10 mil toneladas perfazem o açúcar refinado. As estatísticas do consumo nacional estimam em 78 por cento a quantidade do produto que é absorvido pelo mercado doméstico, enquanto apenas 22 por cento é que vai para a indústria.

Moçambique possui quatro unidades de produção (Xinavane, Maragra, Sena e Mafambisse) num investimento privado estimado em 800 milhões de dólares, que se iniciou em 1992, altura em que cessou o conflito armado de 16 anos em Moçambique. A indústria açucareira emprega actualmente 35 mil trabalhadores (efectivos e sazonais), mas através do efeito multiplicador, o número de dependentes da indústria açucareira atinge os 150 mil trabalhadores sendo o segundo maior depois do aparelho do Estado. (Jornal Cana 27/07/2015)