Macroeconomia e mercado

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Geração das usinas à biomassa cresce 15% no primeiro semestre de 2015

Dados da CCEE mostram aumento de 239 MW médios na geração nos seis primeiros meses do ano; capacidade instalada da fonte representa 7,7% na matriz energética.

As usinas movidas à biomassa produziram 15% a mais de energia no primeiro semestre de 2015 em relação ao mesmo período do ano passado. O levantamento da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE mostra o incremento na geração da fonte, mesmo em meses que incorporam boa parte da entressafra do setor.

 O montante médio produzido no primeiro semestre do ano (1.860 MW) foi 239 MW médios superior ao registrado no mesmo período de 2014, quando foram gerados 1.621 MW médios. São Paulo segue como principal produtor de energia a partir da fonte no país. As usinas paulistas geraram 841 MW médios no primeiro semestre de 2015. Na segunda posição aparece o Mato Grosso do Sul com 272 MW médios, seguido por Goiás (208 MW médios) e Minas Gerais (182 MW médios).

Em termos de crescimento, na comparação entre 2014 e 2015, o Mato Grosso do Sul foi o Estado que mais incrementou sua produção em 89,9 MW médios alcançando 271,6 MW médios (+50%). O Maranhão teve aumento de 32 MW médios e atingiu 60,7 MW médios (+112%), enquanto a Bahia gerou 31,6 MW médios a mais, atingindo 60,8 MW médios (+108%). (Cana Online 02/09/2015)

 

Apesar de petróleo barato, câmbio faz Petrobras ter perda com gasolina

Em agosto, estatal vendeu combustível 5,8% mais barato em relação ao que paga lá fora.

Com a perspectiva de desaceleração da China e as incertezas em relação à estratégia dos países árabes para controlar o preço do petróleo, a cotação do barril do petróleo despencou ontem. O tipo Brent, usado como referência no mercado internacional, recuou 8,5%, para US$ 49,59, o maior tombo desde maio de 2011, segundo levantamento do “Wall Street Journal”. A queda poderia ser uma boa notícia para a Petrobras, que importa petróleo para vender gasolina no Brasil. No entanto, a alta do dólar já causa perdas à estatal. Segundo cálculos do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), em agosto (até o dia 24), a petroleira vendeu no mercado interno gasolina 5,8% mais barata em relação ao que paga no exterior.

De maio a agosto, a defasagem acumulada é de 9,1%. Já no caso do diesel, a estatal ainda soma ganhos: vende no Brasil o diesel 12,5% mais caro em relação ao preços no exterior. Entre maio e agosto, o ganho com diesel chega a 19,2%.

“Como o volume de vendas do diesel é bem superior ao da gasolina, no fim do dia a Petrobras ganha dinheiro. Como a gasolina está na cesta do IPCA e o diesel não, acaba que os impactos inflacionários se diluem”, disse Adriano Pires, sócio fundador do CBIE, ao explicar que a Petrobras vende gasolina subsidiada.

Opep deve manter produção

Por isso, alguns bancos, em relatório, como o UBS, já falam da necessidade de aumento na gasolina neste ano. Além disso, a queda no preço do petróleo e o novo nível de câmbio fizeram o UBS cortar a estimativa de lucro da Petrobras em 2015 e 2016. Eduardo Velho, economista-chefe da INVX Capital Asset, lembra que a cotação do petróleo tipo Brent, usado como referência no mercado internacional, que se mantém em patamar próximo aos US$ 50 há meses, tende a cair ainda mais a curto prazo.

“A tendência é de queda no preço do petróleo. Como estamos começando o mês, a cotação da commodity tende a ficar ainda mais volátil, porque muitos investidores aproveitam para alinhar suas posições. Além disso, ainda há a China desacelerando de forma persistente, o que reduz a demanda futura, criando mais incerteza nos mercados”, disse Velho, destacando que as altas nos últimos dias não fizeram o preço do petróleo mudar de patamar.

Analistas também lembram as indefinições em torno da Opep, que reúne os maiores exportadores de petróleo do mundo. De quinta a segunda-feira, o preço do petróleo acumulou alta de 25%, maior avanço para um período de três dias desde 1990. A alta foi motivada por especulações de que o cartel liderado pela Arábia Saudita poderia cortar parte de sua produção para regular os preços do produto. Essa possibilidade, no entanto, perdeu força ontem.

“Não há uma sinalização clara da Opep em cortar a produção. Há ainda pressão dos investidores, que, depois de a economia americana mostrar forte reação no segundo trimestre, aumentaram as apostas de alta de juros nos EUA, o que acaba pressionando para baixo as moedas dos países emergentes e a cotação das commodities”, explicou Velho.

Em seu mais recente relatório, referente aos meses de julho e agosto, a Opep reiterou o posicionamento que vem adotando desde que os preços de petróleo começaram a cair: os países que não fazem parte do cartel deverão contribuir para estabilizar os preços, e não há “conserto rápido” para a instabilidade do setor.

Enquanto isso, o mercado também observa de perto os números nos EUA. Segundo pesquisa da Bloomberg, as reservas de petróleo americanas aumentaram em 900 mil barris na semana passada. O número oficial será revelado hoje pela Administração de Informação de Energia (EIA, na sigla em inglês).

Com estoque maior, espera-se uma queda na produção. Na segunda-feira, a EIA revisou a estimativa de produção nos EUA, de 9,53 milhões de barris por dia para 9,44 milhões de barris.

“Estamos esperando um freio na produção americana, mas não esperamos o mesmo da Opep”, disse Stephen Schork, presidente do Schork Group, à Bloomberg News. ( O Globo 02/09/2015)

 

Raízen: Passou pela “lista suja” da escravidão e fez “lista suja” de empregados

A Justiça do Trabalho da 15ª região condenou a Raízen Energia por manter uma “lista suja'' de empregados que faziam reclamações trabalhistas contra a empresa, faltavam no serviço (de forma justificada ou não) e apresentavam baixa produtividade. A lista, que teria cerca de 5 mil nomes, seria enviada aos “gatos'' (contratadores de mão de obra), responsáveis pela seleção para as lavouras de cana. Também haveria discriminação de mulheres e de pessoas com mais de 45 anos.

Além de se abster de ações discriminatórias nas contratações, a empresa foi condenada a pagar uma indenização R$ 3 milhões ao Fundo de Amparo ao Trabalhador. Na sentença (processo 0010539-23.2014.5.15.0024), proferida pelo juiz José Roberto Thomazi, a Raízen nega a existência da “lista suja''. À decisão cabe recurso.

Em nota ao Blog do Sakamoto, a Raízen ressaltou que não pratica e não compactua com nenhum tipo de discriminação ao contratar seus profissionais e nega a existência da lista. Afirma que “segue rigorosamente a legislação trabalhista e utiliza o Sistema Nacional de Emprego (Sine) para a seleção dos trabalhadores em outros estados e irá recorrer da decisão''.

A Raízen afirma que foi surpreendida pela divulgação por parte do Ministério Público do Trabalho a respeito do conteúdo do processo, que tramita em segredo de justiça imposto pela decisão judicial, situação que impede qualquer divulgação sobre o seu conteúdo. O MPT afirmou que o juiz decretou segredo de justiça com o objetivo de preservar os nomes dos trabalhadores inseridos na “lista suja”.

Ironicamente, a Cosan que depois se juntou à Shell Brasil, formando a Raízen para operações do setor sucroalcooleiro, bateu na porta do Palácio do Planalto e conseguiu um acordo com o governo federal, em 2011, para ver seu nome retirado do cadastro de empregadores flagrados com mão de obra escrava, a chamada “lista suja'' do trabalho escravo. Ou seja, foi inserida em uma “lista suja'' e depois excluída no “tapetão''.

Esse cadastro do governo federal serve como base de transparência e é usado pela sociedade e por empresas e bancos para o gerenciamento de riscos e ações de responsabilidade social. Desde dezembro, ele está suspenso por uma liminar concedida pelo Supremo Tribunal Federal à associação das incorporadoras imobiliárias.

A prática de organizar “listas sujas'' de empregados não é novidade e tem sido verificada em setores como o petroquímico, o automobilístico e o de mídia e comunicações.

A lista suja dos trabalhadores

A defesa da empresa, presente na sentença, afirmou que “todo e qualquer processo seletivo, seja na administração pública ou privada, possui elementos classificatórios, ou seja, há certos critérios que devem ser entendidos como a distinção e escolha de um perfil que mais seja adequado a vaga, sem que tal discernimento seja confundido com o ato discriminatório''. E que “a discriminação vedada por lei é aquela decorrente da condição da pessoa e não da conduta da pessoa''.

Contudo José Cardoso, preposto da empresa, que atuava na seleção de mão de obra, confessou que “havia uma relação de pessoas que não deveriam ser contratadas'' por terem ajuizado ações trabalhistas, por exemplo. O juiz ressalta que outros depoimentos confirmaram também que havia discriminação contra a contratação de mulheres e de pessoas com mais de 45 anos.

“A atitude da reclamada, na confecção da 'lista suja', constitui a pratica de se 'fazer justiça com as próprias mãos', proibida legalmente, a partir do momento que o Estado chamou a si o direito de punir. E o que é pior: com requintes de crueldade'', afirmou o juiz. “O condenado em processo crime sabe que após cumprir a pena imposta pelo Estado, ele retornará à sociedade e continuará normalmente sua vida, pois ele já pagou seu débito com a sociedade. Já o trabalhador citado em 'lista suja', cumpre sua pena 'em liberdade', pois as chances de retornar ao mercado de trabalho são mínimas.''

Em nota divulgada pelo Ministério Público do Trabalho, o procurador Marcus Vinícius Gonçalves, responsável pela ação civil pública, afirmou que “a prática instaura uma política de terror e opressão sobre o trabalhador, que tem somente sua força física para oferecer como moeda de troca no mercado de trabalho''. A decisão foi tomada no final de julho, mas foi divulgada agora pelo MPT.

A lista suja do trabalho escravo

Em 2011, um acordo fez com que o governo federal desistisse de tentasse reincluir a Cosan, maior produtora de açúcar e álcool, à “lista suja'' do trabalho escravo depois da empresa conseguir uma liminar para que seu nome fosse retirado. É praxe da Advocacia Geral da União entrar na Justiça para devolver os nomes dos flagrados com trabalho escravo que saíram, por decisão judicial, antes dos dois anos previstos no cadastro.

O acordo foi concebido durante o governo Lula a pedido do próprio Palácio do Planalto. Segundo apurou este blog na época, pegava mal para a Presidência da República, que se empenhara em organizar o Compromisso Nacional para Aperfeiçoar as Condições de Trabalho na Cana-de-Açúcar, visando promover a imagem do etanol dentro e fora do país com a justificativa de que melhoraria as condições dos trabalhadores, ter a maior empresa nacional do setor em uma lista de escravagistas.

Toda empresa tem o direito de entrar na Justiça caso se sinta prejudicada em uma fiscalização. Cabe ao Poder Judiciário decidir e ao governo federal defender suas ações. O problema é quando o Poder Executivo deixa de exercer o papel a que está incumbido, de cumprir as regras, abrindo mão de seus instrumentos de controle, como foi nesse caso. (Blog do Sakamoto 02/09/2015)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Balança comercial foi superavitária nas duas últimas semanas do mês, encerrando agosto com saldo positivo de US$ 2,689 bilhões

A balança comercial brasileira somou US$ 594 milhões entre os dias 24 e 31 de agosto, de acordo com os dados divulgados ontem pelo Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior (MDIC). Com isso, acumulou um superávit de US$ 2,689 bilhões no mês passado. Para isso, as exportações somaram US$ 15,485 bilhões, superando as importações, que alcançaram US$ 12,796. A comparação com as médias diárias de agosto do ano passado mostra retração de 33,7% das compras externas e de 24,3% dos embarques. A queda das importações foi impulsionada pela forte retração das compras de combustíveis e lubrificantes (68%), de veículos automóveis e partes (28,5%) e de equipamentos elétricos e eletrônicos (29,4%). Já em relação às exportações, houve queda em todas as categorias, com destaque para os produtos básicos, impulsionados pela retração de 46,3% das vendas de minérios. Como resultado, a balança comercial acumula superávit de US$ 7,297 bilhões em 2015, reforçando o ajuste em curso nas contas externas brasileiras. A depreciação recente do real e a continuidade do enfraquecimento da demanda doméstica devem contribuir para a persistência desse movimento no restante do ano.

Atividade

CNI: Indicadores industriais recuaram novamente em julho

Os indicadores industriais apurados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) recuaram novamente em julho, conforme divulgado ontem. O faturamento real das empresas caiu 0,2% na margem, excetuada a sazonalidade. No mesmo sentido, o nível de emprego registrou queda de 0,8% na passagem de junho para julho, marcando o sexto declínio consecutivo, enquanto que o número de horas trabalhadas apresentou variação negativa de 2,3% na margem, também descontada a sazonalidade. A massa salarial real e o rendimento médio real tiveram contrações no período de 2,5% e 1,6%, respectivamente. Por fim, o nível de utilização da capacidade instalada (NUCI) recuou 0,9 p.p. na margem em julho, na série livre de influências sazonais. Na comparação interanual, o NUCI oscilou de 81,7% para 78,7%. Assim, os dados reforçam nossa expectativa de manutenção do baixo patamar da produção industrial em julho, dado que será divulgado hoje, às 9h, pelo IBGE.

EPE: Consumo nacional de energia elétrica recuou em julho

O consumo nacional de energia elétrica somou 36.785 GWh em julho, o equivalente a uma queda de 0,6% em relação a junho, de acordo com dados divulgados ontem pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e dessazonalizados pelo Depec-Bradesco. O recuo foi generalizado, com destaque para o consumo residencial, que retraiu de 2,3% no período. No mesmo sentido, os consumos industrial e comercial caíram 0,7% e 0,2% na margem, respectivamente. Já em relação ao mesmo período do ano anterior, a queda de 2,9% no total consumido foi influenciada pelos declínios de 5,0% nas residências e de 3,4% na indústria, enquanto os setores de comércio e serviços apresentaram estabilidade na mesma base de comparação. Para o restante do ano, o consumo nacional deve continuar enfraquecido em face ao cenário de desaceleração da atividade doméstica e aumento dos custos da energia elétrica.

Anamaco: vendas de materiais de construção ficaram estáveis em agosto

As vendas de materiais de construção apresentaram estabilidade entre julho e agosto, na série livre de influência sazonal, segundo os dados divulgados ontem pelo Instituto de Pesquisas da Universidade Anamaco, com o apoio da Abrafati, Instituto Crisotila Brasil, Anfacer, Afeal e Siamfesp. Os destaques ficaram com cimento e tintas, que devido à retomada das pequenas obras e reformas, apresentaram alta no mês. Contudo, o levantamento, que ouviu 530 lojistas, também reportou queda de 6% na comparação com mesmo período de 2014. Já para os próximos meses, a acomodação do mercado de trabalho e o menor ritmo de atividade econômica devem limitar o ritmo de expansão do setor. ANP: produção de petróleo e Gás Natural voltou a subir em julho A produção de petróleo somou 2,466 milhões de barris de óleo por dia em julho, segundo dados divulgados ontem pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Isso representa um avanço de 2,9% em relação a junho e de 8,8% ante mesmo período de 2014. Já a produção de gás natural somou 95,3 milhões de metros cúbicos no mês, o equivalente a uma leve queda de 0,2% na comparação com o mês anterior e uma alta 8,5% quando comparada ao mesmo período do ano passado. A queima de gás natural, que somou 4,0 milhões de metros cúbicos por dia, apresentou melhora de 10,3% na margem e retração interanual de 11,3%. A produção do pré-sal foi de 812,1 mil barris de óleo equivalente por dia, o que representa um aumento de 8,4% na margem.

Anatel: Número de acessos de banda larga teve alta em todas as cinco regiões brasileiras em julho

O total de acessos de banda larga fixa no País somou 25,1 milhões em julho, o que representa uma alta de 0,6% ante junho, conforme divulgado ontem pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No mesmo sentido, na comparação com julho do ano passado, houve avanço de 7,21% nos acessos totais. Esse resultado refletiu o aumento em todas as regiões do País, com destaque para as altas de 18,56% e 11,97% verificadas nas regiões Norte e Centro-Oeste, respectivamente. Já o Sudeste, que concentra 59% dos acessos, avançou 4,69%, nessa métrica. Apesar da alta exibida em julho, acreditamos que a desaceleração do mercado de trabalho continuará reduzindo o ritmo de crescimento no setor de telecomunicações nos meses à frente.

EUA: Indicadores industriais sugerem menor ritmo de produção em agosto

O índice PMI da indústria de transformação norte-americana atingiu 53 pontos em agosto, em sua leitura final, de acordo com os dados divulgados ontem pela Markit. O resultado foi 0,8 ponto inferior ao observado em julho, descontada a sazonalidade. Ainda que o índice continue acima do nível neutro de 50 pontos, o resultado foi o menor desde outubro de 2013. Contribuiu para a queda do índice o menor ritmo de crescimento dos componentes de produção e de novos negócios. No mesmo sentido, o índice de atividade industrial ISM passou de 52,7 para 51,1 pontos na passagem de julho para agosto. O resultado ficou abaixo das expectativas do mercado, que apontavam estabilidade do indicador no período. O recuo foi puxado, majoritariamente, pela forte queda do indicador de novas encomendas. Dessa forma, os dados divulgados ontem sugerem menor ritmo de crescimento da produção industrial em agosto.

Queda do índice PMI global em agosto foi generalizada

O indicador de atividade da indústria global (PMI-Global), calculado pelo Depec-Bradesco, com uma amostra de 24 países mais a Área do Euro, recuou de 51,1 para 50,6 pontos entre julho e agosto. A queda reflete a desaceleração do setor tanto nos países emergentes quanto nos desenvolvidos. No primeiro grupo, o desempenho negativo foi generalizado. Entre os desenvolvidos, o resultado favorável exibido pela Suíça, Austrália e Japão não foi suficiente para compensar as retrações registradas pelos EUA e pela Área do Euro. De modo geral, o resultado do índice PMI global da indústria de transformação de agosto reforça nossa expectativa de crescimento moderado do PIB mundial neste ano, com a redução do descompasso de expansão entre os desenvolvidos e os emergentes.

Tendência de mercado

A maioria das bolsas asiáticas encerrou o pregão de hoje em queda, com destaque para a leve baixa de 0,2% das ações em Shanghai. Em contrapartida, os mercados europeus e os índices futuros norte-americanos registram ganhos neste momento, à espera da divulgação do Livro Bege e dos dados de encomendas à indústria nos EUA.

O dólar se fortalece ante as principais moedas. As commodities, por sua vez, apresentam direções divergentes nesta manhã. O petróleo é novamente cotado em baixa, após a divulgação da elevação dos estoques norteamericanos na última semana, ontem pelo American Institute of Petroleum. Entre as principais metálicas, o preço do alumínio encontra-se praticamente estável, enquanto que o cobre registra perdas no momento. Já entre as agrícolas, o milho é cotado próximo à estabilidade, o trigo em queda e a soja em alta. No mercado doméstico, as atenções estarão voltadas à divulgação dos dados de produção industrial de julho e à reunião do COPOM, para a qual esperamos manutenção da taxa Selic em 14,25%.