Macroeconomia e mercado

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O objetivo da Raízen é alcançar 100% do canavial registrado pelo VANT

A socaria da Raízen também começou a ser analisada do céu.

O VANT (veículo aéreo não tripulado) por se tratar de uma inovação tecnológica, de acordo com Antônio Fernando Pinto de Lima, diretor de Produção Agrícola da Raízen, o treinamento é fundamental para implantação do sistema, e a empresa conta com uma equipe de tecnologia para tratar as imagens fornecidas pelos VANT’s.

O desenvolvimento de novas ferramentas também está em andamento, como no caso do levantamento de falhas de plantio.

O Diretor Agrícola explica que a empresa tinha um sistema de medições por amostragem de falha do canavial e, com a amostragem ao acaso, o talhão poderia não representar bem toda a fazenda.

Aí, a equipe desenvolveu um sistema que apresenta a imagem, sua interpretação e quantifica as falhas do canavial. Por meio dessas informações, no caso de falhas, elas são corrigidas e realiza-se um plano em relação ao começo, isso é feito em 100% da área de plantio.

A socaria da Raízen também começou a ser analisada do céu. O equipamento mostra a situação das falhas e de ervas daninhas.

No caso das falhas na soqueira, para preenchê-las, a empresa adotou outra nova tecnologia, a de mudas de cana pré-brotadas (MPB), o uso dessas mudas para cobrir falhas será outra matéria na Cana Online.

No caso da socaria o primeiro objetivo é aprimorar o tratamento das imagens para que permitam mais precisão na avaliação, o que contribuirá muito para a identificação de áreas com infestação de pragas. O outro passo é alcançar 100% da área esquadrinhada pelos VANT’s.

O investimento até o momento (não divulgado pela empresa) já propicia redução de custos.

“Passamos a ter maior detalhamento das áreas, o equipamento fornece informações com maior qualidade, o que possibilita planejar melhor as ações que aplicaremos no canavial, tais como o traçado, a sistematização, os pontos de declividade.

Ter essas informações sobre 100% do canavial é um grande passo para alcançarmos o máximo de qualidade da cana”, afirma Lima.

Segundo ele, o caminho para o aproveitamento quase que integral do sistema ainda é longo, mas já é claro que a empresa aprovou o uso da tecnologia, tanto que, adquiriu seis novos equipamentos.

Cada vez mais, a Raízen terá seus canaviais na palma da mão. (Cana Online 09/09/2015)

 

O setor já se pergunta qual será a influência do clima na safra, principalmente em São Paulo

Se as chuvas que estão caindo no Centro-Sul neste início de setembro continuarem num bom ritmo até o fim da safra, as usinas não conseguirão colher toda cana disponível. E a frustração da moagem tenderá a ser maior ainda em São Paulo. Mesmo com a estiagem de agosto, o maior estado produtor de cana do país ainda tinha uma moagem acumulada até meados do mês inferior à verificada até o mesmo período do ano passado.

Até 15 de agosto deste ano, São Paulo havia processado 190,67 milhões de toneladas, contra 203,11 milhões de toneladas contabilizadas no mesmo período de 2014. E se a segunda metade da safra for chuvosa, esta defasagem poderá ser maior ainda.

De acordo com Antonio de Pádua Rodrigues, diretor técnico da Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), é até possível que a safra 2015/16 atinja próximo de 590 milhões de toneladas ou pelo menos fique perto do patamar registrado no ciclo passado, porque as condições climáticas verificadas até agora propiciaram uma maior oferta de cana. “Além disso, nos demais estados produtores do Centro-Sul (excetuando São Paulo) teremos de 13 a 15 milhões de toneladas de cana a mais.”

Já a pergunta que fica é se o estado de São Paulo terá condições de recuperar o atraso da moagem. Será que o clima vai ajudar?

Segundo Pádua, já é possível prever que esta será uma safra longa. “A previsão de término é na segunda quinzena de dezembro para a grande maioria das empresas.” Além disso, ele assegura que vai ter uma boa sobra de cana em pé, o que significa que a próxima safra vai começar mais cedo.

Pádua lembra que o atraso na moagem no estado de São Paulo deveu-se a alguns fatores: “primeiro as chuvas que caíram. E não se tinha uma expectativa de que haveria toda essa cana, o que levou muitas unidades a começarem a safra mais tarde”. (Cana Online 09/09/2015)

 

Chuvas podem frustrar a previsão de moagem da safra

Depois de um mês de agosto seco em várias regiões do Centro-Sul, este início de setembro tem sido bastante chuvoso nas regiões canavieiras. A chuva cai com gosto nas principais regiões do estado de São Paulo.

O clima seco do mês passado havia ajudado a safra no Centro-Sul a recuperar o ritmo de moagem em comparação com os números do último ciclo, depois de um início de safra relativamente chuvoso.

Segundo a Unica (União da Indústria de Cana-de-Açúcar), o volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades produtoras da região atingiu 47,41 milhões de toneladas na primeira metade de agosto, crescimento de 5,68% em relação aos 44,86 milhões de toneladas moídas na mesma quinzena de 2014.

O diretor Técnico da entidade, Antonio de Padua Rodrigues, havia destacado naquele momento que, “pela segunda quinzena consecutiva, o clima mais seco nas principais áreas produtoras facilitou as operações agrícolas, eliminando o atraso na colheita de cana observado este ano quando comparado com a safra anterior”.

A Unica ainda não fechou os dados da safra relativos à segunda quinzena de agosto, mas a atenção do setor se volta para o clima deste início de setembro. No estado de São Paulo, por exemplo, a chuva cai com vontade nas principais regiões canavieiras - como Ribeirão Preto, Piracicaba, Araçatuba e São José do Rio Preto -, e deve continuar no mínimo até o próximo sábado.

A partir de agora o clima entre em campo e passa a ser um componente decisivo nesta segunda metade da safra safra. Se as chuvas desta semana se repetirem nos próximos meses e olha que a Primavera nem começou!, a previsão da Unica de moagem próxima de 590 milhões de toneladas poderá não ser atingida.

Mas muitos fatores deverão influenciar os números finais desta safra, dificultando qualquer previsão, como a expectativa de maior oferta de cana por conta das condições climáticas favoráveis até o momento e a estimativa de incremento de cana (de 13 a 15 milhões de toneladas) nos estados do Centro-Sul, excetuando São Paulo. Estes fatores podem inclusive compensar a dificuldade operacional de colheita dos canaviais, decorrente das chuvas, e o atraso de moagem no maior produtor de cana do país, o estado de São Paulo. (Cana Online 09/09/2015)

 

Indústria de açúcar da Austrália deve continuar a se expandir

A indústria de açúcar da Austrália deve continuar a se expandir nos próximos anos, mas o ritmo de crescimento da produção deve se desacelerar após a forte alta no período entre as safras 2011/12 e 2014/15, afirmou o BMI Research, em nota. "O setor é muito competitivo e deve ver um aumento da demanda dos compradores tradicionais.

A Parceria Econômica Estratégica Transpacífico (TPP) e a possível retirada das taxas sobre a importação de açúcar nos Estados Unidos e no Japão podem dar um novo impulso ao setor, se o alimento for incluído no acordo", explicou a consultoria.

Além disso, a desvalorização do dólar australiano ajudou a compensar a queda dos preços internacionais do açúcar, cotados em dólar. "A rentabilidade entre os produtores de cana-de-açúcar vem caindo e o lucro pode alcançar 36 dólares australianos por tonelada em 2014/15, abaixo da média dos últimos cinco anos, de 44 dólares australianos por tonelada". (Cana Online 09/09/2015)

 

Temer vai propor aumento de tributo sobre gasolina para ajustar contas

Em sua estratégia de colocar seu partido, o PMDB, na linha de frente das negociações para encontrar saídas para a crise econômica, o vice-presidente Michel Temer vai propor nesta terça-feira (08) a governadores peemedebistas o aumento da Cide (tributado cobrado sobre a venda de combustíveis) sobre gasolina para gerar recursos para os cofres da União e dos Estados.

A proposta de Temer, feita a partir de sugestão do ex-ministro Delfim Netto, pode gerar uma receita adicional de R$ 14 bilhões, sendo R$ 11 bilhões para o governo federal e R$ 3 bilhões para Estados e municípios. A expectativa do vice é encontrar formas de eliminar o deficit primário de R$ 30,5 bilhões previsto no Orçamento de 2016 enviado pelo governo ao Congresso.

O tema será debatido em jantar agendado para hoje à noite no Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência, com a participação dos presidentes do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), e da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), e dos governadores do PMDB.

A ideia já vinha sendo discutida internamente pelo Palácio do Planalto e o aumento da Cide recairia apenas sobre a gasolina, não sendo elevada no caso do diesel. Motivo: reduzir o impacto inflacionário da elevação do tributo. Atingindo apenas a gasolina, a medida elevaria a inflação em cerca de um ponto percentual.

Este é o principal entrave para a adoção da medida, que teria validade a partir do próximo ano. Ficaria mais difícil a meta do Banco Central de fazer a inflação convergir para o centro da meta, de 4,5%, em dezembro do próximo ano.

PREOCUPAÇÃO

A atuação do vice-presidente diante de setores do PMDB, por sinal, tem preocupado o Palácio do Planalto que, nos últimos dias, viu crescer entre os principais auxiliares de Dilma Rousseff o temor de desembarque do governo do maior partido da base aliada.

Diante do clima de conspiração que tomou o Planalto desde que o vice foi a público dizer que era preciso "alguém com capacidade de reunificar a todos" para enfrentar a crise, ministros petistas e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva aconselharam Dilma a centrar esforços para "repactuar com o PMDB" e se reaproximar de Temer.

A avaliação é que, sem o partido aliado e o apoio do vice-presidente, Dilma entrará no pior cenário de isolamento político, o que deixará sua governabilidade "praticamente inviável".

Temer se afastou da articulação política do governo, recusou-se a retomá-lamesmo após apelo da presidente, e tem se reunido com diversos grupos e setores do PMDB para discutir saídas para a crise.

Depois do encontro com os presidentes do Legislativo e governadores peemedebistas, Temer fará, nesta quarta (9), uma reunião com cerca de cem dirigentes sindicais filiados à CSB (Central dos Sindicatos Brasileiros), entidade ligada ao PMDB.

O Planalto acredita que é preciso investir no diálogo com peemedebistas mais simpáticos ao governo, isolando Cunha e os ex-ministros Moreira Franco e Geddel Vieira Lima, que pressionam Temer pelo desembarque oficial do PMDB.

Segundo a Folha apurou, porém, não há nenhuma decisão fechada nesse sentido e, durante o jantar desta terça com governadores, Temer vai adotar um discurso conciliador para "resolver os problemas do governo", propondo saídas para o rombo fiscal de R$ 30,5 bilhões previsto para o ano que vem. (Folha de São Paulo 09/09/2015)

 

Após pressão do PMDB, Temer recua de apoio ao aumento da Cide

O vice tinha a intenção de defender a proposta no jantar promovido nesta noite por ele entre as lideranças do PMDB no Congresso e os sete governadores do partido, mas voltou atrás.

Brasília: A repulsa do Congresso a qualquer tipo de aumento de imposto obrigou nesta terça-feira, 8, o vice-presidente Michel Temer a voltar atrás na ideia de apoiar o aumento da Contribuição de Intervenção sobre o Domínio Econômico (Cide). As reclamações surgiram de todas as partes, do baixo clero à cúpula do PMDB.

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (RJ), contou ao Estado que ligou para Temer no meio da tarde para fazê-lo mudar de opinião. "Com argumentos técnicos, defendi que o aumento da Cide não era bom", disse.

O presidente do Senado, Renan Calheiros (AL), também criticou a ideia. "Continuo achando que primeiro é preciso cortar despesas, reduzir ministérios, extinguir cargos em comissão. Esse é o dever de casa. Em seguida, se discute o que se vai fazer com o déficit fiscal", afirmou.

Temer teve de se explicar, inclusive, a um pequeno grupo de deputados do chamado baixo clero. O telefonema foi presenciado por cinco parlamentares que acompanhavam o vice-líder do PMDB na Câmara, Carlos Marun (MS). Grande parte da bancada está irritada também com o líder Leonardo Picciani (PMDB-RJ), que chegou a defender volta da CPMF.

Foi no começo da tarde que vazou a informação de que Temer apoiaria o aumento da Cide. O vice tinha a intenção de defender a proposta no jantar promovido nesta noite por ele entre as lideranças do PMDB no Congresso e os sete governadores do partido. "Nenhum governador aguenta mais administrar crise. Querem uma saída", disse um auxiliar próximo a Temer.

Acostumado a lidar com assuntos econômicos no Congresso, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) rebateu a tese dos governadores: "A pressão é por mais recursos para pagar o custeio. A Cide não serve para essa finalidade, não vai salvar os governadores. Mas vamos aguardar para ver os números que serão apresentados".

Ao deixar o Palácio do Planalto para ir ao jantar com os governadores, Temer resolveu dar uma entrevista coletiva para desfazer a celeuma. "As pessoas não querem em geral aumento de tributo. Tenho sustentado exatamente o corte de despesas", disse Temer. "Aumento de impostos só em última hipótese; última hipótese descartável desde já", completou.

Temer rebateu a fala da presidente Dilma Rousseff, feita na segunda pelas redes sociais, de que seriam necessários remédios amargos para combater a crise, e classificou o reajuste de tributos como um exemplo. "Temos que evitar remédios amargos e, se for possível simplesmente cortar despesas, a tendência é essa", disse Temer.

O aumento da Cide tem sido aventado pela equipe econômica desde o começo do ano. Há duas semanas, o assunto chegou a ser tratado pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, com Renan e o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE). "Naquele encontro, Levy também falou da CPMF, mas ficamos contra", disse Eunício.

Temer resolveu encampar o aumento da Cide incentivado pelo governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão (PMDB). O vice-presidente se disse "impressionado" com a conversa que teve com o ex-ministro Delfim Netto de que o reajuste do tributo seria uma "alternativa menos danosa" - os dois almoçaram juntos na sexta-feira passada.

Com a defesa da Cide ao lado dos governadores, Temer também tinha a intenção de se reposicionar no tabuleiro político em Brasília. Após deixar o comando da articulação política há duas semanas, Temer tentar ocupar espaços para não mais perder poder e se colocar como opção para comandar o país num caso de deterioração do governo Dilma.

Na quinta-feira passada, ao participar de um evento com empresários, Temer chegou a declarar que Dilma não termina seu mandato caso ela continue bem avaliada apenas por 7% da população brasileira. No fim de semana, chegou a admitir que foi boicotado como articulador político. Depois, por meio de nota, negou "conspirar" contra Dilma. (Folha de São Paulo 09/09/2015)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Aceleração da primeira prévia do IGP-M de setembro refletiu maior pressão dos preços ao produtor e ao consumidor

A primeira prévia do IGP-M de setembro exibiu inflação de 0,56%, sucedendo alta de 0,10% no mês anterior. A aceleração ocorreu especialmente nos preços ao produtor, que passaram de uma deflação de 0,06% para uma alta de 0,75% no período. O principal responsável por esse comportamento foi o IPA agrícola, que saiu de uma deflação de 0,87% para uma alta de 0,89%. Já o IPA industrial exibiu variação de 0,70%, sucedendo avanço de 0,25% no mês anterior. No mesmo sentido, a prévia da inflação ao consumidor subiu de 0,14% em agosto para 0,25% em setembro. Por fim, o índice nacional de construção civil (INCC) desacelerou de uma alta de 0,94% para 0,09% na mesma base de comparação. As próximas leituras dos IGPs deverão continuar a trajetória de aceleração, refletindo maior pressão dos preços agrícolas.

Setor Externo

MDIC: balança comercial foi superavitária na primeira semana de setembro, repetindo o mesmo ritmo do mês passado

O saldo comercial na primeira semana de setembro, compreendida entre os dias 1º e 4 deste mês, seguiu em linha com o apresentado no final de agosto, registrando saldo positivo de US$ 554 milhões, de acordo com os dados divulgados ontem pelo Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior (MDIC). Para isso, as exportações somaram US$ 3,166 bilhões e superaram as importações, que alcançaram US$ 2,612 bilhões. A comparação com as médias diárias de setembro do ano passado mostra retração mais forte nas compras externas (-30,1%) do que nos embarques (-11,2%). A queda das importações foi impulsionada pelo forte recuo das compras de combustíveis e lubrificantes (-73,4%), de veículos automóveis e partes (-21,5%) e de equipamentos elétricos e eletrônicos (-33,3%). Em relação às exportações, houve queda em todas as categorias. O recuo de 7,7% dos manufaturados refletiu a retração nas vendas de materiais de transporte (-5,8%), enquanto a queda de 4,6% dos semimanufaturados se deu pela redução das vendas de ferro fundido, semimanufaturados de ferro/ aço, açúcar em bruto e madeira serrada ou fendida. O resultado dos produtos básicos foi ainda pior. A queda de 41% das exportações de minério puxou a variação negativa de 14,6% dessa categoria. Com isso, a balança comercial acumula um superávit de US$ 7,856 bilhões no ano. Esse resultado reforça a nossa previsão de superávit comercial em 2015.

Internacional

Reino Unido: enfraquecimento da produção industrial e das exportações britânicas pode levar BoE a postergar início da normalização monetária

A produção industrial inglesa recuou 0,4% entre junho e julho, sucedendo queda de mesma intensidade no mês anterior. O resultado surpreendeu negativamente as expectativas do mercado, que previa avanço de 0,1% na margem. A principal responsável pelo desempenho do setor em julho foi a indústria de transformação, que exibiu retração de 0,8% na margem (a maior queda desde maio de 2014). Na mesma direção, as exportações britânicas recuaram £ 2,3 bilhões de junho a julho, atingindo o menor nível desde setembro de 2010. Já as importações cresceram £ 300 milhões. Como resultado, o déficit comercial do país atingiu £ 11,1 bilhões. O enfraquecimento dos embarques britânicos e seu impacto sobre a produção industrial do país, assim, pode postergar o início da normalização monetária pelo banco central inglês (BoE), prevista inicialmente para ocorrer no segundo trimestre de 2016.

Tendências de mercado

As bolsas asiáticas encerraram o pregão de hoje novamente em alta, com destaque para a forte elevação das ações em Tóquio, que reverteram todo o recuo observado ontem. No mesmo sentido, os mercados acionários europeus operam no campo positivo nesta manhã, a despeito dos dados fracos de produção industrial e da balança comercial no Reino Unido. Os índices futuros norte-americanos também registram ganhos neste momento.

O dólar continua perdendo força ante as divisas dos países emergentes, enquanto que o euro, o iene e a libra se desvalorizaram em relação à moeda norte-americana. Entre as commodities, as principais agrícolas e as metálicas industriais são cotadas em alta, refletindo a melhora nos mercados internacionais. Em contrapartida, os preços do petróleo voltaram a cair, diante da expectativa de elevação dos estoques semanais nos EUA, dado a ser divulgado hoje pelo American Institute of Petroleum. No mercado doméstico, a fraca agenda de indicadores deve levar os ativos locais a acompanharem o movimento favorável do exterior.