Macroeconomia e mercado

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Rubens Ometto convoca assembléia

Entre os temas está o aumento do capital social, sem a emissão de novas ações.

O empresário Rubens Ometto Silveira Mello assina edital de convocação de Assembléia Geral Extraordinária e Ordinária.

A Assembléia está marcada para 02/10/2015, às 14h, na capital paulista.

Segundo o Edital, o evento irá tratar da seguinte ordem do dia da Assembléia convocada pelos controladores da Usina Bom Jesus S/A Açúcar e Álcool:

Em matéria extraordinária:

1) Deliberar sobre o aumento do capital social em mais R$ 55.784.673,39, com a capitalização de reserva de ágio e reserva estatutária, sem a emissão de novas ações.

2) Alterar o “caput” do artigo 5º do Estatuto Social para constar a modificação prevista no item acima, se aprovada; e

3) Aprovar a reforma do estatuto social, com adaptação e inclusão de artigos, em especial os artigos referentes aos poderes administrativos, conferindo assim nova estrutura administrativa e de governança à Companhia e a sua consolidação.

Em matéria ordinária:

1) Examinar, discutir e votar as Demonstrações Financeiras e o Relatório da Administração, relativos aos exercícios sociais encerrados em 31/12/2013 e 31/12/2014; 2) Deliberar sobre a destinação do resultado dos exercícios; e

3) Eleger os membros do Conselho de Administração, fixando-lhes as respectivas verbas de remuneração. (Jornal Cana 24/09/2015)

 

Açúcar: Especulação sobre entrega de outubro estreita spread

O vencimento da tela de outubro, na próxima quarta-feira (30), continua a estreitar o spread entre os dois primeiros contratos de açúcar demerara na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Participantes especulam que a Wilmar International está para repetir uma compra volumosa, a exemplo das mais de 1 milhão de toneladas adquiridas em maio.

Em razão dessa percepção, outubro subiu sete pontos (0,64%) e fechou em 10,95 cents/lb. Março, por sua vez, recuou 2 pontos (0,17%) e terminou em 11,55 cents/lb, com máxima de 11,87 cents/lb (mais 30 pontos) e mínima de 11,54 cents/lb (menos 3 pontos). O spread outubro/março variou de 69 para 60 pontos de prêmio para o segundo contrato da tela. Há apenas um mês, a diferença era de 112 pontos, sendo que em junho bateu em 159 pontos.

Vale destacar, porém, que a movimentação de agora tende a encerrar tão logo ocorra a expiração de outubro. Em evento na terça-feira em São Paulo, o chefe sênior da plataforma de açúcar da Louis Dreyfus Commodities (LDC), Jacques Gillaux, comentou que fixações contra março por produtores da Tailândia devem manter o mercado abaixo dos 12 cents/lb, ao menos no médio prazo.

O viés de baixa no horizonte é reforçado pelo dólar, que não dá trégua em sua valorização. Os temores quanto economia e política internas levaram a divisa para R$ 4,1350 ontem (+2,10%), maior valor da história.

Nesse cenário, o suporte permanece em 11,50 cents/lb, ao passo que a resistência está em 11,85 cents/lb, máxima de segunda-feira. Acima disso aparecem os 12 cents/lb.

Nos portos brasileiros, o total de navios que aguardam para embarcar açúcar aumentou de 46 para 50 na semana encerrada ontem, segundo levantamento da agência marítima Williams Brazil. O relatório considera embarcações já ancoradas, aquelas que estão ao largo esperando atracação e também as que devem chegar até o dia 21 de outubro.

Foi agendado o carregamento de 1,55 milhão de toneladas de açúcar. A maior quantidade será embarcada no Porto de Santos, de onde sairão 1,07 milhão de t, ou 69% do total. Paranaguá responderá pelos 31% restantes (480,93 mil t).

O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a quarta-feira em R$ 52,81/saca, alta de 0,67% ante a véspera. Em dólar, o índice ficou em US$ 12,77/saca (-1,39%). (Agência Estado 24/09/2015)

 

“O setor precisa parar de pedir a CIDE e investir para tornar o etanol mais competitivo”

Ricardo Dornelles: “o setor sucroenergético tem condições de fazer melhor”

Esta edição da Conferência Internacional sobre Açúcar e Etanol da Datagro, realizada nos dias 21 e 22 de setembro, na capital paulista, não contou entre seus debatedores com Ricardo Dornelles, diretor da Secretaria de Petróleo, Gás Natural e Combustíveis Renováveis do Ministério do Meio Ambiente ME. Mas se participasse, Dornelles corria o risco de ser vaiado pelo público, ao apresentar suas justificativas em defesa da atuação governamental em relação à política energética do país. O que já ocorreu com ele em outras edições da Conferência.

Para dar mais competitividade ao etanol, o setor pede ao governo o retorno integral da Cide (Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico) sobre a gasolina de R$ 0,10 para R$ 0,60 por litro. Ao ser entrevistado pela CanaOnline sobre essa solicitação, Dornelles disse que está mais que na hora de o setor sucroenergético parar de pedir ajuda como o retorno integral da CIDE. “Esta é uma realidade ocorrida há 10 anos, neste período, os empresários deveriam ter investido para reduzir o custo de produção do etanol, deixando-o mais competitivo.”

Sobre a argumentação de Dornelles, o presidente do Sindalcool/PB, Edmundo Coelho, disse que o sucroenergético é um dos setores que mais investe em tecnologia, mesmo com a crise em que vive há quase 10 anos, e intensificada justamente pela política artificial de preço aplicada à gasolina, com congelamento de preço e menor tributação ao combustível poluente, chegando ao absurdo de o Brasil ser o único país do mundo onde o combustível verde paga mais imposto que o combustível fóssil.

A sorte do setor é que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, disse no encerramento do Seminário Internacional - Sistema Financeiro, Economia Verde e Mudanças Climáticas - também realizado esta semana, que: " A Cide, sem dúvida nenhuma, é um indicador importante para a economia verde quando se aplica à gasolina.” O Ministro deu a entender que, com a cobrança e a alta do preço da gasolina, o consumo de etanol se favorece, o que teria impacto na recuperação do setor sucroenergético e na redução de emissões de carbono. (Cana Online 24/09/2015)

 

Terras Novas, de Carmen Ruete, confirma diretores

A Agropecuária Terras Novas S.A., criada em 2010 em José Bonifácio (SP), e controlada por Carmen Ruete de Oliveira, do Grupo Virgulino Oliveira, confirma os integrantes da diretoria pela próxima temporada.

Ficou decidido em Assembléia Geral Extraordinária da Agropecuária Terras Novas, realizada em 26/08/2015, que os nomes dos membros da diretoria são:

Joamir Alves, como diretor presidente; e Carmen Ruete de Oliveira, como diretora sem designação.

O prazo do mandato da diretoria é de um ano, com início em 01/09/2015 e término em 31/08/2016.

Presidida por Carmen Ruete de Oliveira, a Assembléia Geral Extraordinária foi realizada na sede social da Agropecuária Terras Novas, em José Bonifácio (SP). (Jornal Cana 24/09/2015)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Terceiro recuo consecutivo da confiança dos consumidores brasileiros em setembro reforça expectativa de nova queda do PIB neste trimestre

O índice de confiança do consumidor (ICC) recuou 5,3% entre agosto e setembro, conforme divulgado há pouco pela FGV. Essa foi a terceira queda seguida na margem e levou o indicador ao menor nível da série histórica. Para tanto, contribuíram as contrações de 6,0% do índice de expectativas e de 5,4% do componente que mede a situação atual. Segundo a própria fundação, a inflação ainda elevada, a piora do emprego e o enfraquecimento da atividade econômica, de modo geral, vêm pressionando a confiança dos consumidores para baixo. Isso, portanto, reforça nossa expectativa de nova contração do PIB neste trimestre.

Atividade

BC: Crescimento do crédito continuou moderado em agosto

Acompanhando a desaceleração da atividade econômica brasileira, os dados do mercado de crédito, divulgados ontem pelo Banco Central, mostraram crescimento modesto de 0,6% do estoque total em agosto, mantendo praticamente o mesmo ritmo observado nos últimos três meses. Com esse desempenho, a carteira do Sistema Financeiro Nacional (SFN) somou R$ 3,1 trilhões, levando o crédito a representar 54,6% do PIB, ante os 52,9 % registrados no mesmo período do ano passado. O crescimento na margem das linhas direcionadas (0,7%) segue superior ao observado nas modalidades livres (0,4%). Dessa forma, em agosto, a participação do crédito direcionado alcançou 48,9% da carteira total, ante 47,7% do final de 2014. Importante mencionar que desde 2008, impulsionado pelo BNDES e pelo crédito imobiliário, essa participação só tem aumentando, já que na época a relação era de 32,3%. Para o restante do ano, esperamos continuidade dessa dinâmica, ainda que em intensidade mais moderada. Projetamos crescimento de 7,7% para o crédito total, sendo 3,1% para a carteira livre e 12,7% para o crédito direcionado.

Setor Externo

BC: Fluxo cambial na terceira semana de setembro foi positivo, reforçando o superávit exibido no início do mês

O fluxo cambial na terceira semana de setembro foi superavitário em US$ 900 milhões, segundo divulgou ontem o Banco Central. Esse resultado fez com que o saldo acumulado no mês voltasse para o campo positivo, somando US$ 383 milhões. Entre os dias 14 e 18 deste mês, tanto a conta comercial como a financeira foram superavitárias. A primeira se manteve bastante estável, registrando superávit de US$ 186 milhões, em comparação com US$ 191 milhões da semana anterior. Para isso, foram contratados US$ 2,987 bilhões para exportação e US$ 2,801 bilhões para importação. Na mesma direção, a conta financeira reverteu o saldo negativo da semana anterior e somou US$ 714 milhões. As compras de US$ 8,985 bilhões superaram as vendas de US$ 8,272 bilhões. Assim, o saldo de setembro retomou o ritmo do início do mês, reforçando o resultado superavitário do ano, de US$ 11,659 bilhões.

Internacional

Alemanha: Apesar da piora da confiança dos consumidores em setembro, economia alemã mantém ritmo favorável de crescimento

O índice de confiança dos consumidores alemães recuou de 10,1 para 9,9 pontos entre agosto e setembro, conforme divulgou o instituto GfK. O resultado refletiu tanto a piora do componente de expectativas como o que mede a avaliação das condições atuais da economia. Adicionalmente, a sondagem ainda projeta nova queda em outubro, para 9,6 pontos. Por outro lado, o clima de negócios no país exibiu a terceira alta consecutiva no mês passado, segundo os dados do instituto Ifo, também divulgados hoje. O indicador subiu de 9,7 para 10,0 pontos, impulsionado pelo comportamento favorável da confiança na construção, no comércio varejista e no atacadista. Apenas a indústria de transformação exibiu piora em setembro. Esses dados, portanto, sugerem que a economia alemã mantém um desempenho favorável, ainda que a redução da confiança dos consumidores possa levar a certa desaceleração do PIB nos próximos trimestres.

Tendências de mercado

As bolsas asiáticas encerraram o pregão de hoje com direções distintas. De um lado, as ações em Tóquio fecharam em queda. De outro, a bolsa de Shanghai exibiu ligeira valorização, impulsionada pelas empresas de tecnologia. As bolsas europeias e os índices futuros norte-americanos recuam neste momento, a espera do discurso da presidente do Fed, Janet Yellen, hoje à tarde.

O dólar perde valor frente a moeda dos países desenvolvidos, enquanto se fortalece em relação à maioria dos emergentes. Entre as commodities, o petróleo recupera parte das perdas dos últimos dias, enquanto as agrícolas mantém a tendência de queda. No Brasil, o real deve seguir a tendência de depreciação das moedas dos países emergentes, pressionando a curva de juros futuros para cima. O mercado ainda ficará atento à divulgação do Relatório Trimestral de Inflação do Banco Central, às 8h30.