Macroeconomia e mercado

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BNDES aumenta para R$ 7 mil o valor financiável por hectare de cana-de-açúcar

Com um prazo de contratação que vai até 31 de dezembro de 2015, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) divulgou um aumento no valor financiável por hectare de cana-de-açúcar, que passou para R$ 7 mil.

O anúncio foi feito na quinta-feira (24), na sede da Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) e envolveu as normas das linhas de crédito para financiamento da produção de cana-de-açúcar. O BNDES se pronunciou durante reunião do Programa de Reativação do Setor Sucroenergético.

O chefe do Departamento de Biocombustíveis do BNDES, Carlos Eduardo Cavalcanti, anunciou que o Programa de Apoio à Renovação e Implantação de Novos Canaviais (ProRenova 2015) tem volume de recursos de R$ 1,5 bilhão, queda de R$ 500 milhões em relação a 2014.

Apesar da redução de recursos, conquistou-se a manutenção do teto de financiamento de R$ 150 milhões por grupo econômico, sendo R$ 20 milhões com correção pela TJLP. O valor que exceder esse limite será corrigido pela taxa Selic.

Considerando a atual crise econômica, os representantes do setor que participaram da reunião se mostram satisfeitos com o resultado, concordando que, além de ações paliativas que permitam contornar a conjuntura atual, são necessárias medidas que promovam uma transformação estrutural do sistema produtivo agrícola e industrial. Ou seja, uma agenda de inovação.

"É com investimento, parceria do BNDES, dos agentes financeiros, do governo do estado e do setor produtivo que conseguiremos somar forças e conseguir soluções para melhorar as condições de produção, aproveitar o bagaço e a palha da cana-de-açúcar, reativando o setor. Só assim faremos a travessia nesse momento de crise", afirmou o presidente do Sistema FAEP, Ágide Meneguette.

É o que o setor tem buscado com a adoção de uma série de ações, como o projeto da FAEP que prevê a produção de energia de biomassa, a partir da queima da palha da cana, que foi levado ao BNDES pelo governo do Paraná. O projeto é resultado do programa de reativação do setor elaborado em conjunto pela FAEP e pela Associação dos Produtores de Bioenergia do Paraná (Alcopar).

Progeren

O superintendente da Área Industrial do BNDES, Maurício dos Santos Neves, explicou que a linha de capital de giro Progeren (Programa do BNDES de Apoio ao Fortalecimento da Capacidade de Geração de Emprego e Renda), que é aberto para todos os segmentos industriais, teve um limite extra para o setor sucroalcooleiro como resposta a uma necessidade colocada de renegociação de dívidas. "No período de crise que deve durar mais de um ano isso permitirá que o setor faça a travessia. Temos que buscar outros caminhos para trilhar", disse.

O limite de financiamento por grupo econômico que é de até R$ 70 milhões, e para o setor sucroalcooleiro foi anunciado R$ 130 milhões. Os recursos poderão ser tomados ao prazo de até 60 meses, com carência de até 24 meses e taxa Selic. "Essa foi a resposta possível que tentamos dar respaldados no diagnóstico que nos foi levado", afirmou Santos Neves.

Pass

O Programa BNDES de financiamento para a estocagem de etanol também disponibilizará R$ 2 bilhões, mantendo o mesmo limite do ano passado. A alteração novamente ocorre na taxa de juros que será 25% TJLP + 75% Referenciais de Mercado (RM). Os valores de referência do etanol anidro e hidratado se mantiveram em R$ 1,50 e R$ 1,35, respectivamente. (Sistema FAEP 25/09/2015)

 

Preocupação com safra do Brasil dá suporte a futuros do açúcar na ICE

Preocupações em torno da safra 2015/16 no Centro-Sul se sobrepuseram ao câmbio no Brasil ontem, e os futuros de açúcar demerara dispararam na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). A percepção no mercado é de que a produção do alimento na temporada será consideravelmente menor do que a inicialmente prevista, algo já sinalizado pelo relatório quinzenal da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), divulgado nesta quinta-feira.

De acordo com a entidade, as usinas da principal região produtora do País destinaram ainda menos matéria-prima para a fabricação de açúcar na primeira quinzena de setembro. O mix no período ficou em 40% para a commodity, contra 43% na segunda metade de agosto e 44% há um ano. Com isso, foram produzidas 1,7 milhão de toneladas de açúcar nos 15 primeiros dias do mês (-32,7%), levando o acumulado do ciclo para 20,8 milhões de toneladas (-10,9%).

No relatório, o próprio diretor técnico da Unica, Antonio de Padua Rodrigues, reconheceu que "apesar da desvalorização do real observada nas últimas semanas, os números indicam que as unidades continuam priorizando a produção de etanol, confirmando a expectativa de safra mais alcooleira". Até o momento, a associação mantém sua projeção de produção para o ano em 31,8 milhões de toneladas (-0,6%).

Dá sustento também a moagem atrasada na região por conta das chuvas. Só na primeira quinzena de setembro, a queda foi de 26%, para 29,6 milhões de toneladas. E as preocupações se voltam para os próximos meses, caso o El Niño se intensifique e provoque ainda mais precipitações no Centro-Sul. "O volume final de cana-de-açúcar a ser processado na safra 2015/16 vai depender do ritmo de moagem observado no Estado de São Paulo", onde a quantidade processada está 20 milhões de toneladas aquém do índice verificado em 2014/15, acrescentou Rodrigues.

Em meio a esse cenário, passou praticamente "despercebida" a escalada do dólar ante o real, para uma máxima histórica de R$ 4,2480 no intraday. No fim do dia, fechou em R$ 4,0460 (-2,15%), após declarações do presidente do Banco Central (BC), Alexandre Tombini.

Ontem, outubro subiu 24 pontos (2,19%) e fechou em 11,19 cents/lb. Março avançou 31 pontos (2,68%) e terminou em 11,86 cents/lb, com máxima de 11,88 cents/lb (mais 33 pontos) e mínima de 11,50 cents/lb (menos 5 pontos). O spread outubro/março variou de 60 para 67 pontos de prêmio para o segundo contrato da tela.

Nos gráficos, a resistência passou dos rompidos 11,85 cents/lb para os psicológicos 12 cents/lb. Para baixo, o suporte continua em 11,50 cents/lb.

O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a quinta-feira em R$ 52,91/saca, alta de 0,19% ante a véspera. Em dólar, o índice ficou em US$ 13,08/saca (+2,43%). (Agência Estado 25/09/2015)

 

Açúcar: menor produção no Brasil faz preços subirem

Ontem (24), os preços do açúcar reagiram no mercado internacional devido a divulgação do balanço de safra da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica). Segundo o levantamento, houve uma queda de 25,93% na quantidade de cana esmagada pelas unidades do Centro-Sul do Brasil em relação ao mesmo período do ano passado. A moagem, na primeira quinzena de setembro, atingiu apenas 29,58 milhões de toneladas por causa das chuvas, que prejudicaram a colheita.

Ainda de acordo com o balanço de safra, a produção de açúcar nos primeiros 15 dias do mês atingiu apenas 1,68 milhão de toneladas. Uma queda de 32,73% em relação as 2,5 milhões de toneladas verificadas em 2014. Já a produção de etanol atingiu 1,56 bilhão de litros na quinzena, sendo 598 milhões de etanol anidro e 959 milhões de hidratado.

Como consequência dessa menor produção, os preços da commodity tiveram uma alta expressiva nesta quinta-feira. Em Nova York, no vencimento outubro/15, a commodity foi negociada a 11,19 centavos de dólar por libra-peso. Um aumento de 24 pontos. No lote março/16, a alta foi ainda maior: 31 pontos. Do lote maio/16 a outubro/16, a valorização oscilou de 26 a 29 pontos.

Em Londres, na tela de dezembro/15, o açúcar subiu 7,40 dólares, com negócios firmados em US$ 348,90 a tonelada. No vencimento março/16, ele teve aumento de 6,90 dólares e no lote maio/16, de 7,20 dólares.

Mercado doméstico

No mercado interno, os preços do açúcar tiveram o quarto dia de alta na semana. Segundo índices do Cepea/Esalq, da USP, os negócios foram firmados em R$ 52,91 a saca de 50 quilos do tipo cristal, alta de 0,19%.

Etanol

Depois de dois dias seguidos de queda, os preços do etanol hidratado voltaram a subir ontem. De acordo com os índices da Esalq/BVMF, o metro cúbico foi negociado a R$ 1.227,50. Uma valorização de 0,04% no comparativo com a véspera. (UDOP 25/09/2015)

 

Indicação de diretores provoca conflito na ANP

Diretora geral da agência discorda das indicações do PMDB e recorreu a Aloizio Mercadante, do PT, para tentar barrá-las.

Na tentativa de barrar a indicação de dois nomes para a diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a diretora-geral Magda Chambriard recorreu à Casa Civil. A estratégia, porém, fez azedar a relação dela com o ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga.

O Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, apurou que o desentendimento é tamanho que Braga estaria dificultando a liberação de recursos para a autarquia, o que restringiu a autonomia de Magda no comando da ANP. Até mesmo contratos inferiores a R$ 10 milhões, que antes eram apenas da alçada da diretora-geral, agora têm de passar pelo crivo do ministro.

As indicações para a diretoria da ANP costumam ser negociadas com políticos da base aliada da presidente Dilma Rousseff. Desta vez, estavam sendo conduzidas por Braga (PMDB-AM), ao lado do vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) e do ministro da Aviação Civil, Eliseu Padilha (PMDB-RS). Segundo fontes, os três defendem a recondução ao cargo do ex-diretor Florival Carvalho e a contratação da atual diretora de Gás Natural do Ministério de Minas e Energia (MME), Simony Christine Araújo, para o lugar de Helder Queiroz, que deixou a agência no início de julho, ao fim do mandato, para retornar à UFRJ.

Apesar de ter trabalhado com Carvalho por quatro anos e ter boa relação pessoal com ele (neste ano, os dois comemoraram aniversário juntos, na casa do ex-diretor), Magda chegou a ameaçar renunciar ao cargo caso ele fosse reconduzido. Ela também discorda da indicação de Simony. Diante da iminência de aprovação de ambos pela presidente Dilma, a quem cabe a nomeação, Magda recorreu ao ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, com o argumento de que Carvalho e Simony prestariam um "desserviço" à agência.

Desentendimentos entre Magda e Carvalho sobre a condução da ANP e, principalmente, sobre a relação com petroleiras são de conhecimento público e, segundo fontes, ficavam mais evidentes nas reuniões semanais de diretoria, de onde saem as decisões da autarquia.

Magda tem fama de "durona" entre as petroleiras. Já Carvalho defende uma regulamentação mais flexível para a indústria. No episódio em que chegou a ser debatida uma possível mudança de regras para conteúdo local, ele sugeriu mudanças que deveriam valer já na 13.ª Rodada de Licitações de áreas para exploração e produção de petróleo, marcada para outubro.

Mas a diretora-geral não abriu espaço para discussão, sobretudo depois que Dilma, em evento em Pernambuco, deixou claro que a regra de conteúdo local não muda.

A resistência à recondução de Carvalho em si não chegou a irritar o ministro Braga, mas sim o fato de Magda ter recorrido a Mercadante, o que foi considerado uma quebra de hierarquia, na visão do ministro. No lugar do ex-diretor, Magda propôs o atual superintendente de Abastecimento da agência, Aurélio Nogueira Amaral.

Em resposta ao Broadcast, a ANP afirmou "que não houve desentendimento" entre a diretora-geral e o ministro. O Ministério das Minas e Energia informou que as "conversas entre o ministério e a ANP estão em harmonia". Em nota, a Casa Civil negou ter sido procurada por Magda ou pelo ministro Braga. (O Estado de São Paulo 25/09/2015)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Nova piora da confiança na construção sugere retração adicional do setor

O índice de confiança da construção (ICT) recuou 6,5% entre agosto e setembro, conforme divulgado há pouco na sondagem da construção, da FGV. Essa foi a maior queda do indicador desde março. Com isso, o ICT acumula retração de 31% no ano. O principal responsável pelo comportamento deste mês foi o recuo de 11,2% do componente que mede a situação atual dos negócios no setor. Já o índice de expectativas teve queda menos intensa, de 3,5%. Esse resultado, portanto, sugere retração adicional da construção neste trimestre, em especial do segmento imobiliário.

Inflação

BC: Relatório Trimestral de Inflação reforça expectativa de manutenção da taxa Selic em 14,25% por um período prolongado

O Relatório Trimestral de Inflação (RTI) do terceiro trimestre, divulgado ontem pelo Banco Central (BC), reforça a expectativa que a taxa Selic permanecerá em 14,25% por um período prolongado. De um lado, a instituição aponta riscos ao cenário de inflação, especialmente vinculados à depreciação da taxa de câmbio e sua transmissão para os preços domésticos. De outro, ressalta que as expectativas de inflação se mantém próximas à meta de 4,5% no médio e longo prazo. No que se refere ao crescimento doméstico, o documento manteve a avaliação de que o seu ritmo neste ano ficará abaixo do potencial, em parte em função do impacto de eventos não econômicos sobre os investimentos e da contração do consumo das famílias. Por outro lado, avalia que, após um período de ajustes (que pode ser mais extenso do que esperado anteriormente), a economia tende a se recuperar, impulsionada pelo fortalecimento da confiança das famílias e dos empresários. Com isso, o BC revisou para baixo suas expectativas para a variação do PIB neste ano, de uma queda de 1,1% no RTI de junho, para -2,7% no documento deste mês. As projeções de inflação no cenário de referência (que considera câmbio e Selic estáveis) foram revisadas para cima neste ano e no próximo. A expectativa para o IPCA de 2015 subiu de 9,0% para 9,5%. Para 2016, a projeção passou de 4,8% para 5,3%. Vale destacar que a inflação converge para o centro da meta de 4,5% entre o primeiro e o segundo trimestre de 2017. O Copom entende que as expectativas de inflação ainda se encontram próximas ou na meta de 4,5% nos horizontes de médio e longo prazo. Adicionalmente, argumenta que o aumento das projeções para 2016 é pequeno quando levadas em conta a intensidade da elevação das expectativas para este ano e a “deterioração da percepção dos agentes econômicos a respeito do balanço de riscos e da trajetória fiscal”. Nesse sentido, chama a atenção para “os impactos nos preços dos ativos de expectativas sobre as trajetórias sinalizadas para as variáveis fiscais, especialmente depois de mudanças recentemente anunciadas, mas ainda não consolidadas nas metas fiscais, e do rebaixamento da nota de crédito dos títulos soberanos brasileiros por uma das grandes agências de avaliação de risco”. Na opinião da autoridade monetária, a persistência dessa depreciação dos ativos domésticos, em especial da taxa de câmbio, aumenta o seu potencial de transmissão sobre os preços domésticos. Em resumo, o Banco Central se mantém vigilante aos riscos presentes no cenário doméstico e internacional e seu possível impacto sobre a inflação local. Por outro lado, as expectativas se mantém em trono da meta de 4,5% no horizonte relevante para a política monetária. Esse balanço de forças, portanto, reforça a sua sinalização de que a taxa Selic deverá manter-se em 14,25% por um período prolongado.

Atividade

IBGE: Desemprego sobe para 7,5% em agosto, mesmo com queda da taxa de participação

A taxa de desemprego nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre subiu de 7,5% para 7,6% entre junho e julho, conforme apontado pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada ontem pelo IBGE. Descontada a sazonalidade, a taxa de desocupação subiu 0,4 p.p. no período, passando de 7,1% para 7,5. Como temos salientado, a taxa de participação permanece estável desde o segundo semestre de 2014, não sendo responsável pela subida da taxa de desemprego. Em nossa avaliação, a alta do desemprego tem a ver exclusivamente com a queda da ocupação. A alta interanual de 0,9% da PEA se situa em linha com a tendência de médio prazo (1,1%); por sua vez, a população ocupada recuou 1,8% na mesma base de comparação. O rendimento médio nominal elevou-se 6,3% na comparação interanual, retomando a velocidade de crescimento observada em junho, após exibir alta de 7,5% em julho. Suavizado em três meses, o avanço foi de 6,7% (frente ao aumento de 5,8% apurado no mês anterior). Com isso, o rendimento médio real chegou a R$ 2.185,50, o que representa uma queda de 3,5% ante o mesmo período do ano anterior. Olhando para frente, esperamos que a variação interanual do rendimento nominal se estabilize em um patamar entre 6% e 6,5%. Adicionalmente, mantemos nossa visão de que o desemprego sustentará a trajetória de alta observada até o momento. Dos atuais 7,5% (em termos dessazonalizados), esperamos que a taxa de desemprego suba para 8% até o final do ano. Com relação aos dados do Caged de agosto, a serem divulgados ainda hoje, esperamos fechamento líquido de 70 mil vagas (em termos dessazonalizados, isso equivale a um fechamento líquido de 150 mil vagas).

Tendências de mercado

As bolsas asiáticas encerraram o último pregão da semana em alta, com exceção das ações em Shanghai, cuja queda reflete as preocupações com a desaceleração da economia chinesa. Os mercados acionários europeus apresentam ganhos nesta manhã, diante de uma fraca agenda de indicadores locais. Os índices futuros norteamericanos também operam no campo positivo, à espera da divulgação da nova prévia do PIB dos EUA referente ao segundo trimestre.

O dólar continua se fortalecendo ante as principais moedas. A exceção fica com a valorização do rand e do rublo, este último revertendo parcialmente as perdas dos dias anteriores. Entre as commodities, os preços do petróleo são cotados em alta, após os dados de estoques divulgados ao longo da semana sinalizarem ligeira redução da oferta. As principais agrícolas acompanham o movimento de elevação do petróleo. No mercado doméstico, as atenções estarão voltadas à divulgação dos dados de emprego formal do Caged de agosto, que deverão apontar redução líquida de 70 mil vagas no período, de acordo com a nossa projeção.