Macroeconomia e mercado

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Aumento da gasolina eleva receita do setor em R$ 6 por tonelada, mas impacto depende de toda a cadeia

A União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) estima que o ganho de competitividade do etanol com o reajuste da gasolina, anunciado nesta terça-feira (30), elevará a receita do setor em até R$ 6 por tonelada de cana.

Em nota, a entidade ressalta, porém, que o reajuste de 6% nas refinarias atende a uma "necessidade pontual" do mercado de combustível fóssil e, portanto, "ainda está muito distante de uma solução efetiva para o crescimento do setor sucroenergético". Para a Unica, o restabelecimento sustentável do segmento passa pela "definição do seu real papel na matriz energética", bem como a tributação de derivados do petróleo.

Contudo, em entrevista ao Valor Econômico, a brasileira Copersucar, maior trading de etanol do mundo, acredita que o reajuste terá um efeito limitado sobre os preços do etanol hidratado. A empresa calcula o impacto em 5 centavos de real por litro, ou 5% na usina. Além disso, os preços do hidratado na usina, devido à oferta apertada e uma demanda forte, já haviam começado a subir há 15 dias e acumularam uma valorização de 10% em setembro.

Ainda segundo o Valor Econômico, o cenário indica que só há etanol hidratado suficiente para abastecer o mercado até 31 de março do ano que vem, quando terminará a safra 2015/16, se a demanda mensal encolher dos atuais 1,5 bilhão de litros para 1,2 bilhão.

É consenso que, para isso, o preço do hidratado nos postos terá que subir a ponto de superar a paridade de 70% do preço da gasolina, de forma a causar, de fato, um impacto mais forte no consumidor, levando-o a migrar para o derivado fóssil, explicou o diretor da SCA Trading, Martinho Seiiti Ono. "Com o reajuste da gasolina nessa reta final da safra, o espaço para o etanol subir se amplia", afirmou.

Por sua vez, o CEO da São Martinho, Fábio Venturelli, observou que muitas usinas estão em condições financeiras ruins e ofertaram muito produto no mercado, pressionando os preços para baixo durante toda a safra. "Tudo depende muito de como esse reajuste vai se estabelecer ao longo da cadeia, desde a usina, até as distribuidoras, postos e consumidor", avaliou. (Agência Estado 01/10/2015)

 

Usinas confirmam que juros altos desestimulam procura pelos recursos do ProRenova

Representantes de usinas ouvidos pelo Broadcast confirmaram que a demanda do setor sucroenergético pelo Prorenova, linha de financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) para renovação de canaviais, tende a ser menor neste ano na comparação com 2014. Na segunda-feira (28), a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) já havia dito que as taxas de juros são elevadas e que isso deve prejudicar "fortemente" a reestruturação das lavouras. Assim, as empresas pretendem tomar menos recursos ou ainda não decidiram se vão acessar o programa em 2015.

O diretor Região Brasil da Tereos Internacional, Jacyr Costa Filho, por exemplo, afirmou que a controladora da Guarani, que tem sete usinas no noroeste paulista, deve se credenciar para um montante menor, "por causa do custo". Em sua avaliação, a empresa deve tomar no máximo R$ 20 milhões, limite da faixa de empréstimo com "condições mais atrativas". A renovação e o plantio que não vierem do Prorenova serão feitos via caixa da companhia, para que as lavouras próprias da Guarani mantenham idade média de 3,2 anos, disse o executivo.

Com quatro usinas em operação, o Grupo São Martinho ainda não bateu o martelo sobre o montante a acessar. "Ainda estamos analisando as condições oferecidas pelo Prorenova 2015 para avaliar o volume de recursos que iremos captar", comentou, em nota, o diretor financeiro e de RI da empresa, Felipe Vicchiato. O mesmo ocorre com a Biosev, braço sucroenergético da Louis Dreyfus Commodities (LDC), que afirmou "acompanhar de forma contínua as linhas de crédito disponíveis no mercado".

Anunciado junto com o Plano Safra 2015/16, em junho, e confirmado na sexta-feira (25), o Prorenova 2015 disponibilizará R$ 1,5 bilhão, metade do que foi alocado na safra anterior, com limite financiável de R$ 7 mil por hectare. Para se obter um empréstimo, o limite de financiamento é de até R$ 150 milhões por grupo econômico. Em contratos de até R$ 20 milhões, a taxa de juros será composta por TJLP mais 1,5% ao ano, acrescida de intermediação de 0,1% para pequenas e médias ou de 0,5% para grandes empresas, com remuneração do agente negociador de até 1,7%. Caso o valor contratado seja maior, os juros serão corrigidos por Selic mais 1,2% para o BNDES. Nesse caso, não há alterações na intermediação, e a remuneração do repassador é livre.

Em evento na semana passada em São Paulo, o chefe do Departamento de Biocombustíveis do BNDES, Carlos Eduardo Cavalcanti, reconheceu que as condições financeiras para acesso ao crédito em 2015 "não estão tão favoráveis" na comparação com as de anos anteriores. O próprio banco fala em desembolso até 40% menor neste ano frente os R$ 6 bilhões observados em 2014.

Pelos cálculos do BNDES, o montante de R$ 1,5 bilhão alocado em 2015 permite o trato de 400 mil hectares de canaviais, desde que todo contratado. Lançado em 2012, o Prorenova contribuiu para a renovação de 1 milhão de hectares de plantações até 2014. (Agência Estado 01/10/2015)

 

Viés do açúcar em Nova York ainda é construtivo após reajuste da gasolina

O reajuste da gasolina pela Petrobras, anunciado na noite de quarta-feira, fortaleceu ainda mais o viés de alta que permeia o mercado futuro de açúcar demerara. Ontem, os contratos chegaram a disparar mais de 4% na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), e a tendência para hoje é de novos ganhos, com os preços testando a resistência psicológica de 13 cents por libra-peso.

A estatal brasileira elevou em 6% o valor do combustível fóssil na refinaria. Cálculos do Credit Suisse mostram que esse aumento deve acarretar em reajuste de 3,5% nos postos. Para o etanol hidratado, concorrente direto do derivado de petróleo, o banco estima aumento de aproximadamente 5% para o produtor, de R$ 1,30 para R$ 1,36 por litro.

Com esse prognóstico em mãos, participantes passaram a considerar uma safra ainda mais alcooleira no Centro-Sul do Brasil. No acumulado da temporada até 16 de setembro, 58,5% da oferta de matéria-prima já foi direcionada para o biocombustível, e a expectativa é de que esse porcentual se aproxime ainda mais dos 60% a partir de agora.

Contribuiu também a apreciação do real ante o dólar, de até 3% durante a sessão. A divisa fechou o dia em R$ 3,9740 (-2,19%). Para João Paulo Botelho, da INTL FCStone, a moeda norte-americana perto dos R$ 4 responde pelo spread invertido que se observa a partir do vencimento março. "São as fixações do Brasil nas telas de maio e julho de 2016", explicou, referindo-se à estratégia das empresas de aproveitar o dólar fortalecido para travar exportações futuras. A diferença entre maio e julho está em 8 pontos de prêmio para o primeiro.

E ontem ocorreu a expiração de outubro. Os relatos são de que a Wilmar International adquiriu mesmo um volume expressivo de açúcar, como se especulou nas últimas semanas. A entrega está estimada em 1,19 milhão de toneladas, o que para alguns analistas indica fraqueza no físico - algo baixista para os contratos.

Além disso, continua no radar a perspectiva de exportação maior pela Índia. Para a consultoria Platts' Kingsman, "os embarques da Índia devem aumentar em março, já que o tempo desfavorável na América Central, Tailândia, Europa e em algumas partes da Índia deve levar a uma alta nos preços internacionais" do açúcar.

Outubro subiu 41 pontos (3,49%) e expirou em 12,17 cents/lb. Março avançou 42 pontos (3,37%) e terminou em 12,88 cents/lb, com máxima intraday de 13 cents/lb (mais 54 pontos) e mínima de 12,58 cents/lb (mais 12 pontos). O spread outubro/março variou de 70 para 71 pontos de prêmio para o segundo contrato da tela.

O Indicador de Açúcar calculado pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) encerrou a quarta-feira em R$ 54,42/saca, alta de 0,09% ante a véspera. Em dólar, o índice ficou em US$ 13,69/saca (+2,32%). (Agência Estado 01/10/2015)

 

Safra de cana em São Paulo está com atraso de 20 milhões de toneladas

A safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul já entrou no seu último terço. Apesar de as condições climáticas terem ajudado os canaviais do ponto de vista do aumento da produtividade, as chuvas têm dificultado as operações de colheita, o que tende a continuar nos próximos meses.

Até o final da primeira quinzena de setembro, números da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica) indicam que foram processadas 403,8 milhões de toneladas, ante 412 milhões de toneladas até o mesmo período do ciclo anterior.

Como muitas usinas estão atrasadas em relação ao volume de cana que têm para moer, a safra deverá entrar bastante no mês de dezembro. E muitas unidades estimam que volume considerável de cana deverá ficar de pé (cana bis) para ser cortado no início do próximo ciclo, o que tende a adiantar o início do período de moagem em 2016.

Mas qual deverá ser o volume total de cana a ser moído nesta safra? Para responder estas perguntas, as condições climáticas nos próximos meses serão decisivas.

Segundo o diretor Técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA), Antonio de Padua Rodrigues, “o volume final de cana-de-açúcar a ser processado na safra 2015/2016 vai depender do ritmo de moagem observado no Estado de São Paulo nos próximos meses, pois a moagem está bastante atrasada”. A quantidade de cana-de-açúcar processada pelas unidades paulistas até o momento está 20 milhões de toneladas aquém do índice verificado na safra 2014/2015, explica Rodrigues.

O volume de cana que as usinas paulistas conseguirem processar até o final deste ciclo é primordial para se saber se o clima vai frustrar as previsões de safra deste ciclo ou não. (cana Online 01/10/2015)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Indicadores reforçam desempenho fraco da produção industrial em agosto

Uma série de indicadores divulgados ontem reforça o cenário de fraco desempenho da indústria em agosto. Em especial, o Indicador de Nível de Atividade (INA), que mensura a atividade industrial paulista, recuou 2,5% na passagem de julho para agosto, descontada a sazonalidade, conforme divulgado ontem pelo sistema Fiesp/Ciesp. A forte queda no período refletiu o declínio em catorze das dezoito categorias pesquisadas, com destaque para o segmento de móveis, cuja retração foi de 14,9% no período. Como resultado, o nível de utilização da capacidade instalada (NUCI) apresentou contração de 1,4 p.p. na margem, alcançando 75,7% na série livre de influências sazonais. Na mesma direção, o faturamento da indústria de máquinas e equipamentos somou R$ 6,9 bilhões em agosto, o equivalente a uma retração de 3,0% na margem, segundo dados divulgados ontem pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq) e dessazonalizados pelo Depec-Bradesco. Com isso, nos primeiros oito meses do ano, o faturamento acumulou recuo de 7,4%. A carteira de pedidos do setor, da mesma forma, retraiu 19% no ano e o nível da capacidade instalada (NUCI) alcançou 69,1% em agosto, uma queda de 10,1 p.p. ante o mesmo período do ano anterior. Já o consumo nacional de energia elétrica somou 37.736 GWh no mês, permanecendo estável em relação a julho, de acordo com dados divulgados ontem pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) e dessazonalizados pelo Depec-Bradesco. Já em relação ao mesmo período de 2014, houve queda de 2,1%. Esses dados, assim, reforçam nossa expectativa de queda de 2,0% na margem da produção industrial no mesmo período, dado a ser divulgado amanhã às 9h, pelo IBGE.

Atividade

Seade/Dieese: Taxa de desemprego avançou nas cinco regiões metropolitanas pesquisadas em agosto

A taxa de desemprego avançou em agosto, nas regiões metropolitanas de São Paulo, Porto Alegre, Salvador, Recife e Fortaleza, segundo a Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), divulgada ontem pelo sistema Seade/Dieese. A taxa de desocupação passou de 18,1% para 19,0% na região metropolitana de Salvador, na comparação com agosto de 2014, enquanto em Fortaleza oscilou de 8,2% para 8,6%, no mesmo período. Em Porto Alegre, a taxa de desemprego elevou-se 3,8 p.p., alcançando 9,7%. Já em Recife, a alta foi de apenas 0,1 p.p., levando a desocupação para 12,3%. Finalmente, em São Paulo, a expansão de 11,3% para 13,9% refletiu, essencialmente, a queda interanual de 2,6% da população ocupada, enquanto a população economicamente ativa (PEA) cresceu 0,3%, na mesma métrica. O resultado está em linha com o reportado pela pesquisa do IBGE e pelo Caged, reforçando o cenário de enfraquecimento adicional do mercado de trabalho neste ano.

 

ANAC:O oferta e demanda de assentos em voos nacionais recuaram em agosto

A oferta e a demanda de assentos em voos nacionais retraíram 3,9% e 2,6% entre julho e agosto, respectivamente, conforme dados divulgados ontem pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) e dessazonalizados pelo Depec-Bradesco. Na mesma direção, a oferta internacional caiu 2,9%, enquanto a demanda avançou 0,6%, na mesma métrica. Com isso, a taxa de ocupação dos assentos no mercado doméstico recuou de 83,3% para 78,6% e no mercado internacional subiu de 82,9% para 83,5%. Na comparação com agosto de 2014, a demanda por assentos no mercado doméstico, apresentou contração de 0,4%, ao passo que a oferta registrou alta de 0,4%. Já no mercado internacional, tanto a demanda como a oferta por assentos apresentaram variações positivas de 16,7% e 19,2%, respectivamente. Para os próximos meses, esperamos desaceleração da demanda por viagens aéreas nacionais e internacionais, em resposta ao dólar valorizado e ao enfraquecimento do mercado de trabalho brasileiro.

Anatel

Anatel: Número de acessos de banda larga teve alta em todas as cinco regiões brasileiras em agosto

O total de acessos de banda larga fixa no País somou 25,2 milhões em agosto, o que representa uma alta de 0,5% ante julho, conforme divulgado ontem pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel). No mesmo sentido, na comparação com agosto do ano passado, houve avanço de 7,6% nos acessos totais. Esse resultado refletiu o aumento em todas as regiões do País, com destaque para as altas de 18,0% e 11,7% verificadas nas regiões Norte e Centro-Oeste, respectivamente. Já o Sudeste, que concentra 59% dos acessos, avançou 5,4%. Apesar da alta exibida em agosto, acreditamos que a desaceleração do mercado de trabalho continuará reduzindo o ritmo de crescimento no setor de telecomunicações nos meses à frente.

Fiscal

BC: Setor público consolidado registrou déficit de R$ 7,31 bilhões em agosto

O setor público consolidado registrou um déficit de R$ 7,31 bilhões em agosto, segundo as informações divulgadas ontem pelo Banco Central. O resultado foi composto por um déficit de R$ 6,93 bilhões nas contas do governo central e de R$ 0,376 bilhão dos governos regionais e empresas estatais. Com isso, nos últimos doze meses, o déficit primário do setor público consolidado somou R$ 43,84 bilhões, o equivalente a 0,76% do PIB. Os gastos com juros, por sua vez, somaram R$ 49,7 bilhões em agosto, influenciados pelas despesas de R$ 17,22 bilhões com as operações de swap cambial do Banco Central. Nos últimos doze meses, os gastos com juros atingiram R$ 484,4 bilhões (8,45% do PIB), sendo que as operações com swap cambial representaram um gasto de R$ 111,66 bilhões (1,95% do PIB) nesse mesmo período. Com isso, o déficit nominal em doze meses atingiu R$ 528,29 bilhões, ou 9,21% do PIB. Por fim, a dívida bruta do Governo Geral subiu 0,72 p.p. no mês, alcançando 65,3% do PIB, o maior nível desde o início da série histórica (considerando a metodologia atual do Banco Central.

Setor externo

BC: Saldo do fluxo cambial foi negativo na quarta semana de setembro

O movimento cambial da quarta semana de setembro foi deficitário em US$ 555 milhões, conforme divulgou ontem o Banco Central. Com isso, o saldo acumulado no mês retornou para o campo negativo, registrando déficit de US$ 172 milhões. Durante o período compreendido entre os dias 21 e 25 de setembro, as contas comercial e financeira caminharam na mesma direção e ambas foram deficitárias. A conta comercial reverteu seu quadro e apresentou déficit de US$ 94 milhões. Para isso, foram contratados US$ 3,360 bilhões para importação ante US$ 3,266 bilhões para exportação. No mesmo sentido, a conta financeira reverteu o saldo bastante positivo da semana anterior e fechou com déficit de US$ 461 milhões, visto que as vendas de US$ 11,906 bilhões superaram as compras de US$ 11,445 bilhões. A despeito desse resultado, o saldo acumulado neste ano ainda é superavitário em US$ 11,103 bilhões.

Internacional

Área do Euro: Leitura final do índice PMI crescimento modesto da indústria neste trimestre

O Índice PMI da indústria de transformação na Área do Euro recuou de 52,3 para 52,0 pontos entre agosto e setembro, conforme leitura final do indicador divulgada nesta manhã. O resultado ficou em linha com a prévia e representa a terceira queda consecutiva na margem. Ainda assim, no trimestre encerrado em setembro, o índice ficou estável em 52,2 pontos, quando comparado com o trimestre anterior. Entre os países do bloco, em setembro se destacaram positivamente a França e a Irlanda, enquanto a Itália exibiu o menor resultado em sete meses. De todo o modo, os PMIs se mantêm acima do patamar neutro de 50 pontos, sugerindo continuidade da expansão da indústria na região neste trimestre.

China: Resultado do PMI sugere alguma estabilização da economia em setembro

O índice PMI do setor de manufaturas, medido pelo escritório de estatísticas da China, mostrou discreta melhora na passagem de agosto para setembro, avançando de 49,7 para 49,8 pontos. Esse resultado ficou levemente acima do esperado (49,7). Ao mesmo tempo, o indicador calculado pela Caixin foi revisado para cima em relação à prévia, subindo de 47,0 para 47,2 pontos em setembro, ante marca de 47,3 pontos atingida em agosto, chegando ao menor patamar desde março de 2009. O resultado, assim, sugere que a economia chinesa seguiu fraca no fechamento do terceiro trimestre, o que é compatível com uma expansão do PIB de 6,8% no período. De todo modo, a estabilidade indicada pelo indicador oficial deve ser decorrente da redução das incertezas em relação à taxa de câmbio, à correção dos mercados acionários, que está próxima do fim, e à aceleração dos gastos públicos (que poderão impulsionar em alguma medida os projetos de infraestrutura nos meses à frente).

Tendências de mercado

As bolsas asiáticas encerraram o pregão de hoje em alta, após a divulgação dos índices PMI da indústria de transformação na China

No mesmo sentido, os mercados europeus e os índices futuros norte-americanos também registram ganhos nesta manhã, à espera da divulgação dos índices PMI Markit e ISM da indústria de transformação.

O dólar continua perdendo força ante a maioria das moedas dos países emergentes, mas se mantém valorizado em relação ao euro e ao iene. Entre as commodities, o petróleo é cotado em alta neste momento, a despeito da elevação dos estoques norte-americanos na última semana de setembro, conforme informou ontem o Departamento de Energia dos EUA. No mesmo sentido, as principais agrícolas e as metálicas industriais também apresentam elevação, impulsionadas pelas ações asiáticas. No mercado doméstico, as atenções estarão voltadas à divulgação dos dados de balança comercial de setembro, para os quais projetamos superávit de US$ 3,0 bilhões. Adicionalmente, o mercado deve reagir ao adiamento da análise dos vetos presidenciais pelo Congresso Nacional.