Macroeconomia e mercado

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Rubens Ometto compõe coletivo que busca melhorar gestão publica

O presidente do conselho do grupo Cosan, Rubens Ometto Silveira Mello, está entre os homens e mulheres que comandam algumas das maiores empresas do Brasil que pretendem através de suas experiências melhorar a gestão pública do País.

De acordo com Regina Esteves, diretora-presidente da Comunitas, organização social que deu origem e que desenvolve o Juntos, o grupo está concentrado em cooperar com prefeituras, uma vez que essa é a esfera de governo mais próxima da população e que oferece benefícios mais rapidamente ao cidadão com resultados fáceis de mensurar.

O primeiro objetivo do Juntos é ajudar municípios a atingirem o equilíbrio fiscal, ampliando receitas e diminuindo despesas. (Jornal Cana 02/10/2015)

 

Vender palha de cana para usina gera renda extra para fornecedor

Saiba qual o preço médio pago pelas usinas pela tonelada da palha.

Fornecedores particulares de cana-de-açúcar trabalham uma nova fonte de renda: a venda da palha da cana-de-açúcar para as usinas sucroenergéticas produzirem energia elétrica.

O preço médio pago pelas usinas é tentador: elas pagam em média entre R$ 90 a R$ 100 pela tonelada entregue na fábrica.

A gestão do corte, carregamento e transporte (CCT), entretanto, é dos próprios fornecedores. E é que entra o nó da gestão.

O emprego da palha da cana como fonte para cogerar energia elétrica não é novidade. Há pelo menos dez anos a palha é tema de pesquisas e de técnicas para ter uma gestão eficaz. Mas assim como o plantio mecanizado da cana ainda não emplacou, por conta de ajustes técnicos, a gestão da palha ainda desafia o setor sucroenegético.

Evento do Sinatub/ProCana realizado na quinta-feira (1/10) em Ribeirão Preto reuniu perto de 200 representantes de usinas de cana e de fornecedores do setor, além de gestores da Unesp, justamente para discutir a gestão da palha da cana.

Custos

Os R$ 100 pagos pela usina pela tonelada da palha são um atrativo para o fornecedor, que recebe pelo método Consecana, que exclui o valor desse subproduto da cana.

O problema é justamente colher e entregar a palha para a usina com o menor custo. Na média, a entrega de uma tonelada de palha até a porta da indústria fica entre R$ 70 a R$ 80. O desafio é reduzir esse custo.

Antonio Fernando Tittoto é fornecedor de cana para a Usina do Grupo Pedra em Serrana (SP). E comercializa a palha da cana-de-açúcar.

“É possível reduzir os custos para entregar a palha na usina”, afirma ele, que tem 36 anos dedicados ao setor sucroenergético.

Tittoto defende o enfardamento circular da palha, ante a versão retangular, que hoje é a mais empregada na gestão da matéria-prima da eletricidade.

Segundo ele, é possível garantir densidade na versão circular, que é uma das principais críticas dessa modalidade.

Em suas terras de cana-de-açúcar, Tittoto garante recolher até 50% da palha. “Os demais 50% ficam no campo”, diz.

As chuvas recentes prejudicam o recolhimento. “Paramos, mas depois retomamos a colheita”.

Ele tem vendido a tonelada da palha entre R$ 90 e R$ 95, para um investimento médio de R$ 80. (Jornal Cana 02/10/2015)

 

Fabricantes de etanol aproveitam alta na demanda após reajuste de preços

Fabricantes de etanol comemoraram o reajuste da gasolina. A má notícia é que o preço do álcool também pode subir.

Os caminhões chegam carregados de cana e seguem direto para as máquinas desta usina na Zona da Mata de Pernambuco. Ela ficou fechada por dois anos, mas agora já começa a moer a nova safra, que termina em maio do ano que vem.

Por causa da crise no setor de etanol, quase 70% das usinas de Pernambuco pararam de funcionar, mas depois que o preço da gasolina subiu pela segunda vez no ano, tem empresário pensando em voltar a produzir.

A gasolina mais cara dá margem para os fabricantes de etanol também aumentarem o preço na bomba. O reajuste em todo o Brasil deve ser de 6% igual ao da gasolina.

Em um posto de Caruaru (PE), o preço do litro do etanol passou de R$ 2,55 para R$ 2,69 o litro. Em todo o país o reajuste deve ser de 6%, igual ao da gasolina. Assim, a produção de etanol que antes estava dando prejuízo volta a ser lucrativa.

O representante de 20 usinas da região Centro-Sul, a maior produtora do país, concorda. Ele acredita que o mercado mais favorável ao etanol vai resultar em um aumento de produção do combustível no ano que vem.

"Nesse novo reajuste da gasolina você começa a trazer o etanol dentro de uma realidade de competição com a gasolina. Nosso produto precisa de um reajuste para que a gente possa voltar a crescer, a gerar caixa para aumentar a oferta em um futuro próximo", afirma Tarcilo Ricardo Rodrigues, diretor da Bioagência.

No Nordeste, a produção mal começou e já tem comprador certo. "A briga é grande. Várias distribuidoras. Elas todos os dias nos ligando pedindo álcool", conta Gerson Carneiro Leão, diretor da usina.

A retomada do etanol também deve gerar 25 mil empregos em Pernambuco, um alívio para o seu Aluísio, que agora voltou a fazer planos.

"Eu pretendo trocar de carro. Já estou quase chegando lá", diz Aluísio Antônio da Silva, eletricista de manutenção. (Cana Online 02/10/2015)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Países desenvolvidos responderam por grande parte da desaceleração da atividade industrial global em setembro

O índice PMI da indústria de transformação global, calculado pelo Depec-Bradesco, com uma amostra de 24 países mais a Área do Euro, passou de 50,6 pontos em agosto para 50,3 pontos em setembro. Apesar de valores acima de 50 pontos sugerirem crescimento da atividade industrial em relação ao mês anterior, setembro foi o segundo mês de queda no índice mundial, sugerindo que a atividade industrial vem perdendo força nos últimos meses. A queda do indicador global em setembro reflete, em grande medida, a desaceleração dos países desenvolvidos, onde o índice caiu de 51,3 para 50,8 pontos em setembro. Já nos países emergentes, o indicador ficou estável em 49,8 pontos. No primeiro grupo, a piora refletiu as quedas dos índices dos EUA (ISM industrial) e do Japão, que recuaram 0,9 e 0,7 ponto, respectivamente. Entre os emergentes, a estabilidade reflete a discreta melhora do PMI chinês, medido pelo escritório de estatísticas do país, e a recuperação dos indicadores da Rússia e do Brasil. Entretanto, cabe ressaltar que tanto o indicador agregado para os emergentes (49,8) quanto os indicadores do Brasil (47,0), da Rússia (49,1) e da China (49,8) permanecem abaixo de 50 pontos, ainda sugerindo retração da atividade industrial. Desse modo, o resultado do índice PMI global da indústria de transformação de setembro reforça nossa expectativa de crescimento moderado do PIB mundial neste ano, com a redução do descompasso de expansão entre os desenvolvidos e os emergentes.

Inflação

FIPE: IPC surpreendeu para cima em setembro

O Índice de Preços ao Consumidor da FIPE (IPC-FIPE) registrou alta de 0,66% em setembro, sucedendo elevação de 0,56% na leitura de agosto, conforme divulgado hoje. O resultado veio acima das expectativas do mercado, que apontavam alta de 0,62%. O resultado é explicado pela maior pressão do grupo alimentação, que reduziu a influência deflacionista sobre o índice cheio, ao passar de -0,52% para -0,04% entre agosto e setembro. Ademais, os preços de vestuário passaram de uma alta de 0,26% em agosto para 0,52% no mês passado. Em sentido contrário, houve desaceleração de i) habitação, que passou de uma alta de 1,33% para outra de 1,51%, ii) saúde, que recuou de 1,10% para 0,78%, e iii) habitação, saindo de 1,51% para 1,38% no período. Para as próximas leituras, esperamos aceleração adicional do índice, diante da maior pressão de preços de alimentos e do reajuste de combustíveis.

Atividade

Fenabrave: Emplacamento de veículos voltou a cair em setembro

O emplacamento de veículos, exceto máquinas agrícolas, somou 298.216 unidades em setembro, conforme reportado ontem pela Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). O resultado é equivalente a um recuo de 5,2% em relação ao mês anterior, na série livre de influências sazonais. O movimento, que retoma a trajetória de queda interrompida em agosto, refletiu os recuos nos emplacamentos de automóveis (6,0%), comerciais leves (4,4%), motos (4,4%) e ônibus (2,7%). Por outro lado, os emplacamentos de caminhões avançaram 0,4% na margem. Na comparação interanual, o emplacamento total de veículos, exceto máquinas agrícolas, recuou 31,8%, devido à retração nas cinco categorias, com destaque para o declínio de 63,9% de comerciais leves e de 47,4% de caminhões. Assim, no restante do ano, o enfraquecimento do mercado de trabalho e o menor nível de atividade econômica devem contribuir para a manutenção do fraco desempenho das vendas do setor.

CNI: Indicadores industriais apresentaram direções divergentes em agosto

Os indicadores industriais apurados pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) apresentaram direções divergentes em agosto, segundo os dados divulgados ontem. Descontada a sazonalidade, o número de horas trabalhadas e o nível de emprego caíram 0,3% e 1,1% na margem, respectivamente, enquanto que o nível de utilização da capacidade instalada (NUCI) recuou de 78,7% para 77,9%, excetuados os efeitos sazonais. Em contrapartida, o rendimento médio, o faturamento e a massa salarial real avançaram 1,1% 0,7% e 0,3%, nessa ordem. Na comparação interanual, todos os índices apresentaram queda, com destaque para o recuo de 10,2% das horas trabalhadas. A despeito da ausência de direção homogênea dessas variáveis, mantemos nossa expectativa de nova retração da produção industrial na margem em agosto, resultado que será conhecido hoje às 9h.

ANP: Produção de petróleo e gás natural atingiu novo recorde em agosto

A produção de petróleo somou 2,547 milhões de barris de óleo por dia em agosto, segundo dados divulgados ontem pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Isso representa um avanço de 3,3% em relação a julho e de 9,5% ante o mesmo período de 2014. Já a produção de gás natural somou 99,2 milhões de metros cúbicos no mês, o equivalente a uma alta de 4,1% na comparação com o mês anterior e de 9,2% quando comparada ao mesmo período do ano passado. A queima de gás natural, que somou 4,6 milhões de metros cúbicos por dia, apresentou avanço de 15,5% na margem e aumento interanual de 1,4%. A produção do pré-sal foi de 859,8 mil barris de óleo equivalente por dia, o que representa um aumento de 2,4% no mês. Esses dados indicam novo recorde na produção de petróleo e gás natural, impulsionada em grande medida pelo avanço na exploração do pré-sal, que hoje representa pouco mais de 1/3 da produção nacional de petróleo.

Anamaco: Vendas de materiais de construção recuaram em setembro

As vendas de materiais de construção apresentaram queda de 3,3% entre agosto e setembro, na série livre de influências sazonais, segundo os dados divulgados ontem pelo Instituto de Pesquisas da Universidade Anamaco, com o apoio da Abrafati, Instituto Crisotila Brasil, Anfacer, Afeal e Siamfesp. Os destaques ficaram com cimento e revestimentos, que apresentaram as maiores retrações no mês. No mesmo sentido, o levantamento, que ouviu 530 lojistas, também reportou queda de 6,0% no acumulado dos nove primeiros meses do ano, quando comparados ao mesmo período de 2014. Para os próximos meses, a acomodação do mercado de trabalho e o menor ritmo de atividade econômica devem continuar pressionando para baixo as vendas do setor.

Setor externo

MDIC: Superávit da balança comercial alcançou US$ 2,9 bilhões em setembro

O saldo das transações comerciais brasileiras foi positivo na quarta e na quinta semana de setembro, de acordo com os dados divulgados ontem pelo Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior (MDIC). Assim, o resultado acumulado em setembro ficou superavitário em US$ 2,944 bilhões. Para isso, foram exportados US$ 16,148 bilhões e importados US$ 13,204 bilhões. A comparação com as médias diárias de setembro do ano passado mostra retração mais acentuada nas importações (32,7%) do que nas exportações (13,8%). A queda das compras externas foi impulsionada pela forte retração das compras de combustíveis e lubrificantes (61,4%), de equipamentos mecânicos (26,9%) e de equipamentos elétricos e eletrônicos (28,8%). Em relação às vendas para o exterior, a retração foi mais acentuada nos semimanufaturados (12,2%) e nos produtos básicos (19,6%) – com destaque para a queda de 38,3% das exportações de minérios. Assim, o resultado do mês foi bastante positivo para a balança comercial que, no ano, agora cumula superávit de US$ 10,246 bilhões.

Tendências de mercado

Os mercados acionários asiáticos encerraram o último pregão da semana com direções divergentes, diante da expectativa com a divulgação dos dados do mercado de trabalho nos EUA. Vale lembrar que as bolsas chinesas estão fechadas em virtude de um feriado local. Em contrapartida, os mercados europeus e os índices futuros norte-americanos registram ganhos neste momento.

O dólar volta a ganhar força ante as principais divisas, com destaque para a desvalorização do rublo. No sentido oposto, o peso mexicano e a libra exibem ganhos em relação à moeda norte-americana. Entre as commodities, o petróleo é cotado em alta nesta manhã, refletindo a intensificação dos conflitos na Síria. Por outro lado, as principais agrícolas e as metálicas industriais apresentam quedas em seus preços. No mercado doméstico, as atenções estarão voltadas à divulgação da Pesquisa Industrial Mensal (PIM) de agosto, às 9h, pelo IBGE. Além disso, o mercado também estará atento aos dados de emprego dos EUA referentes a setembro, que serão conhecidos às 9h30.