Macroeconomia e mercado

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Biomassa da madeira avança como concorrente da cana

Tonelada é vendida por US$ 20, mas pode chegar a US$ 40.

Produzir madeira de reflorestamento e vendê-la como biomassa para fazer energia elétrica é um negócio em alta no Paraná.

Concorrente direta do bagaço e da palha da cana-de-açúcar, a biomassa da madeira já é empregada por usinas sucroenergéticas durante a entressafra. Nesse período, entre janeiro e março, falta biomassa da cana para cogerar eletricidade.

Em janeiro deste ano, a tonelada de biomassa de eucalipto chegou a R$ 100 na região de Ribeirão Preto. O valor é semelhante ao pago atualmente pela tonelada da palha da cana entregue pelo fornecedor na usina.

No Paraná, investir em madeira de reflorestamento para vender como biomassa é um negócio que só tende a crescer, segundo a Emater, instituição do governo paranaense.

Hoje, os preços pagos pela tonelada da madeira giram em torno de US$ 20, desde que colocada no pátio da empresa compradora.

“A tendência é de que os preços subam com o crescimento da procura, se equiparando aos preços internacionais”, diz Amauri Ferreira Pinto, coordenador estadual de Produção Florestal da Empresa Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater), conforme a Agência de Notícias do Paraná.

Conforme o executivo da Emater, no mercado internacional a tonelada de madeira gira em torno de US$ 40.

Ou seja, o produtor de madeira reflorestada pode chegar a embolsar perto de R$ 120 por tonelada, R$ 20 acima do que recebem fornecedores de cana-de-açúcar pela tonelada da palha, ou mesmo do bagaço no período da entressafra.

O interesse de investir em madeira reflorestada vai além do fornecimento da biomassa para fazer eletricidade.

A madeira proveniente desses reflorestamentos é usada pelas indústrias para fabricação de pasta mecânica, celulose, madeira serrada, chapas e móveis. Como biomassa e energia, madeira é empregada por cooperativas agrícolas para secagem de grãos, para alimentação de caldeiras e frigoríficos.

E são as cooperativas agrícolas quem apostam no segmento, ao lado de grandes projetos da indústria de madeira, papel e celulose.

“O setor de papel e celulose, que cresce e vive momento favorável com os bons preços internacionais, e as cooperativas, que usam a madeira na secagem de grãos e geração de biomassa, devem puxar a produção florestal no curto prazo”, diz o secretário de Estado da Agricultura do Abastecimento, Norberto Ortigara, segundo a Agência Paraná de Notícias.

O consumo de madeira, que atualmente está em 51 milhões de metros cúbicos, cresce 7% ao ano no Estado. Apesar de ser o maior produtor de pinus e o quarto maior de eucalipto do País, a produção florestal do Paraná ainda é insuficiente para atender a demanda.

“Para fazer frente a esse ritmo, o Paraná precisará ampliar a área em pelo menos 500 mil hectares e alcançar 2 milhões de hectares nos próximos anos”, afirma Amauri Ferreira Pinto, da Emater. (Jornal Cana 14/10/2015)

 

CTC inaugura laboratório de R$ 40 milhões para melhoramento da cana

Cerimônia de lançamento será na quarta-feira (14) na sede de Piracicaba. Pesquisas com Biotecnologia reduzirão perdas estimadas em 4 bilhões/ano.

O Centro de Tecnologia Canavieira (CTC) de Piracicaba (SP) inaugura, nesta quarta-feira (14), um complexo de Laboratórios de Biotecnologia para pesquisas de melhoramento genético da cana-de-açúcar. A estrutura de 1,4 mil metros quadrados custou R$ 40 milhões e parte dos recursos foram financiados Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Na cerimônia de lançamento do complexo de pesquisa, é esperada a participação da presidente da República Dilma Rousseff (PT). Além de recursos do BNDES, a construção do Laboratório de Biotecnologia contou com verbas da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Plano de Apoio Conjunto à Inovação Tecnológica Agrícola no Setor Sucroenergético (PAISS).

Entre as inovações que deverão ser realizadas no Laboratório de Biotecnologia, estão os tipos de cana geneticamente melhorados, sementes artificiais e marcadores moleculares.

Melhoramento Genético

O melhoramento genético da cana-de-açúcar permite que variedades mais produtivas da planta, com maior teor de sacarose, tolerância à seca e resistência às pragas, chegue às indústrias do setor. A primeira delas deverá chegar ao mercado em 2017, segundo informou o CTC, em nota.

Ainda de acordo com o Centro, o emprego da biotecnologia evita possíveis perdas estimadas em R$ 4 bilhões por ano, além de gerar positivo impacto ambiental, pela diminuição do uso de agroquímicos e energia.

Já o emprego de marcadores moleculares permitirá a identificação de características desejáveis na cana-de-açúcar por meio da análise de seu DNA. Com isso, a realização de cruzamentos genéticos dirigidos capazes de promover melhoramentos mais rápidos, de acordo com o diretor de negócios de Melhoramento Genético do CTC, William Lee Burnquist.

“Poderemos reduzir o tempo de desenvolvimento de uma nova variedade em até dois anos, diminuindo ainda mais os atuais oito”, afirmou. (G1 14/10/2015)

 

Açúcar: NY cede com correção; clima no Brasil ainda é fator de pressão

O mercado futuro de açúcar demerara perdeu força ontem e devolveu parte dos ganhos registrados na semana passada na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Dois fatores determinaram a inversão do curso altista: a reação do dólar, que fechou ontem a R$ 3,8720 (+2,23%), e deve estimular as exportações, e o comportamento dos fundos de investimento e especuladores, que liquidaram parte das posições adquiridas na semana passada. O contrato do demerara com vencimento em março perdeu 41 pontos (2,88%) e fechou a 13,83 cents por libra-peso.

O relatório da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC), divulgado na sexta-feira, mostrou que os participantes haviam elevado seu saldo líquido comprado de 25.992 lotes no dia 29 de setembro para 91.808 no dia 6. O analista da FCStone, João Paulo Botelho, destacou a cautela nas apostas de alta para a commodity, já que, para ele, o aumento do saldo comprador se deveu mais ao cancelamento de posições vendidas do que à abertura de posições compradas.

O fechamento em queda ontem ocorreu após o demerara ter rompido a resistência dos 14 cents por libra-peso na sexta-feira, quando encerrou a 14,19 cents. A última vez que este patamar tinha sido observado foi em 20 de maio, com o contrato com vencimento em março de 2016 fechando a R$ 14,17. Na sequência mais recente, a commodity havia saído do piso de 11,56 cents, registrado no dia 23 de setembro.

Nos próximos dias, o mercado deverá oscilar em função de três fatores: atualizações sobre o clima no Brasil, comportamento do dólar ante o real e a perspectiva de déficit global de açúcar na temporada 2015/16 (outubro 2015 a setembro 2016), pela primeira vez em cinco safras. Na semana passada, o Green Pool, grupo de especialistas em commodities, estimou que a demanda mundial deverá superar a produção em 5,6 milhões de t no período.

As cotações podem continuar pressionadas por previsões feitas por agências de meteorologia para a região Centro-Sul do Brasil, de clima mais seco que o verificado na média histórica para o mês de outubro. Se a estimativa se confirmar nos próximos dias, a colheita pode ocorrer de forma mais acelerada e ficar entre 590 milhões e 600 milhões de toneladas.

Neste caso, a oferta brasileira de açúcar será mais ampla do que a estimada inicialmente, ainda que as usinas tendam a destinar parcela maior de cana para a produção de etanol, avaliam analistas. Na semana passada, o diretor Técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues, disse que “nas últimas quinzenas as empresas têm priorizado a fabricação de etanol".

Apesar desta possibilidade, o retorno ao suporte de 11,50 cents, observado em meados de setembro, é pouco provável. O prognóstico de falta de açúcar no mercado internacional deve dar alguma sustentação e equilibrar as cotações da commodity. Além disso, analistas da consultoria Archer lembram que os fundos observam a queda de 7,4% da commodity no acumulado do ano e avaliam haver "bom potencial ainda para subir, principalmente porque há um ano era negociado a 16,92 cents e o cenário fundamental é mais positivo hoje".

Apesar da queda observada na sessão de terça-feira, o mercado do demerara continua invertido em Nova York. O primeiro vencimento (março/16) se mantém mais valorizado do que os contratos mais distantes, influenciado pela menor participação de usinas brasileiras nos contratos com este vencimento. Elas negociam mais para julho, outubro e maio, reduzindo as cotações de papeis com estes vencimentos, segundo analistas. O spread março/maio diminui de 28 pontos na sexta-feira para 18 pontos ontem.

Os futuros de açúcar em Nova York trabalharam em queda na maior parte do pregão de terça-feira. O vencimento março/16 perdeu 41 pontos (2,88%) e encerrou a 13,83 cents. A máxima foi de 14,25 cents e a mínima, de 13,76 cents.

O valor à vista em reais do indicador do açúcar Esalq fechou ontem a R$ 62,57/saca (+1,87%). Em dólar, o preço ficou em US$ 16,16/saca (-1,28%). (Agência Estado 14/10/2015)

 

Etanol aumenta mais que gasolina e diesel, na média nacional

Na última semana, preço médio do litro álcool subiu R$ 0,19. Gasolina aumentou R$ 0,16 e o diesel ficou R$ 0,10 mais caro.

Depois que a Petrobrás anunciou o reajuste da gasolina e do diesel nas refinarias, em 4% e 6%, respectivamente, foi o etanol que, em valores absolutos, teve o maior aumento. Segundo dados da ANP (Agência Nacional do Petróleo), que faz uma pesquisa semanal de preços dos combustíveis ao consumidor, na última semana o litro do diesel teve alta de R$ 0,10, o da gasolina aumentou R$ 0,17 e o do etanol ficou R$ 0,19 mais caro.

No levantamento da semana de 27 de setembro a 3 de outubro, o diesel comum saía, na média nacional, a R$ 2,81. Entre 4 e 10 de outubro, chegou a R$ 2,91; o diesel S-10 saiu de R$ 2,95 para R$ 3,06; a gasolina passou de R$ 3,28 para R$ 3,45; já o etanol saltou de R$ 2,11 para R$ 2,30.

O economista e professor da UnB (Universidade de Brasília) Newton Marques explica que a variação do preço do álcool pode ser explicada por fatores como o aumento da demanda, decorrente do encarecimento da gasolina e também pela alta do dólar, que leva muitos produtores de cana a optarem pela produção de açúcar, em vez do etanol. “Mesmo que não haja mudança do preço do produto no mercado internacional, a desvalorização cambial aumenta retorno ao exportador. Assim, ele rapidamente muda a planta, deixando de produzir álcool para produzir açúcar”, explica. Isso reduz a oferta e, consequentemente, eleva o preço do combustível.

Geralmente, o valor do etanol se mantém mais estável entre abril e novembro, no período da safra da cana, e varia mais na entressafra, que vai de dezembro a março. A Única (União da Indústria de Cana de Açúcar) afirma, no entanto, que o preço do etanol depende, também, do preço ao produtor e de venda na distribuidora.

E o preço ao produtor também subiu. A alta, na última semana, foi de R$ 0,06 pelo litro do álcool no estado de São Paulo, que representa 60% de toda produção de etanol no país. O dado é do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada) da USP (Universidade de São Paulo). O preço do álcool hidratado, que estava em R$ 1,46 no levantamento de 28 de setembro a 2 de outubro, passou para R$ 1,52 entre 5 e 9 de outubro.

Conforme a entidade, que representa mais de cem empresas, o setor sucroenergético acompanha as movimentações de mercado, mas cada uma define as próprias estratégias.

Conforme a ANP, o litro do etanol mais caro está em Rondônia, a R$ 3,05; o mais barato, no Mato Grosso, onde custa, em média, R$ 1,89. O maior preço médio estadual da gasolina é no Acre, a R$ 3,93; o menor, na Paraíba, R$ 3,26. Já o diesel comum mais barato é encontrado em postos do Maranhão, a R$ 2,82; o mais caro, no Amapá, a R$ 3,17. O diesel S-10 com menor preço médio está em Pernambuco, onde o litro sai a R$ 2,89; e o mais alto no Acre, com preço médio de R$ 3,52.(Agência CNT de Notícias 14/10/2015)

 

Setor sucroenergético quer imposto da gasolina mais alto

Apesar do crescimento na venda de etanol combustível em Estados como Minas Gerais neste ano, o setor sucroenergético crê que poderia vender mais e tornar o álcool ainda mais rentável se o governo federal ampliasse o valor da Cide (imposto da gasolina).

Após pressionar pela volta da cobrança, em vigor desde o primeiro semestre, agora o setor busca a ampliação do valor. A lógica dos empresários é que, com a gasolina ainda mais cara, o etanol será mais competitivo, fazendo as usinas venderem mais e, consequentemente, dando mais lucro ao setor.

A justificativa é a de que, com maior remuneração, o setor sucroenergético terá oportunidade de voltar a investir, o que não ocorreu nos últimos anos.

Para Mário Ferreira Campos Filho, 33, presidente da Siamig (Associação das Indústrias Sucroenergéticas de Minas Gerais), o ajuste fiscal da União deveria contemplar a ampliação da cobrança.

“A Cide, quando foi criada, em 2002, representava R$ 0,28 por litro, e hoje equivale a R$ 0,10. Se subir, o setor terá mais condição de rentabilidade para voltar a investir”, disse ele, que aponta a “inteligência da escolha” e o “caráter ambiental” como motivos para ampliar a Cide.

O setor sucroenergético estima que o endividamento das usinas chegue a R$ 80 bilhões, ou 120% do faturamento total do setor em uma safra.

Nos últimos sete anos, cerca de 60 usinas já deixaram de moer cana-de-açúcar no país.

Para Celso Torquato Junqueira Franco, presidente da Udop (União dos Produtores de Bioenergia), o pedido de reajuste da Cide, já apresentado a membros do Legislativo e do Executivo, foi determinado por técnicos ambientais, e o país necessita de soluções que mantenham atividades econômicas importantes.

“Temos algumas travas no setor, e a ampliação da Cide ajudará a mudar isso”, disse. (Folha de São Paulo 14/10/2015)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Alta da inflação ao consumidor abaixo da esperada na China em setembro reforça enfraquecimento da economia

O cenário para a inflação segue bastante benigno na China, o que certamente mantém o crescimento como o foco das políticas econômicas. O índice de preços ao consumidor mostrou alta interanual de 1,6% em setembro, ficando abaixo do esperado (1,8%) e do registrado em agosto (2,0%). Para tanto, os preços de alimentos desaceleraram de uma elevação de 3,7% para outra de 2,7% no período, refletindo o alívio dos preços dos in natura e da carne suína. Os preços não ligados à alimentação também cederam de uma alta de 1,1% para outra de 1,0%. Ao mesmo tempo, a deflação no atacado continuou presente, respondendo aos preços menores das commodities e, principalmente, ao fraco desempenho dos setores de construção e industrial. Assim, o índice de preços ao produtor registrou queda de 5,9% em setembro ante o mesmo mês do ano passado, em linha com o esperado e mantendo a mesma variação verificada em agosto.

Atividade

Abraciclo: Produção nacional de motocicletas ficou estável em setembro

A produção de motocicletas em setembro totalizou 117,444 mil unidades, o mesmo patamar observado no mês anterior, segundo os dados reportados ontem pela Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas (Abraciclo). Já as vendas somaram 103.692 mil unidades, o equivalente a uma queda de 5,0% na margem, na série livre de efeitos sazonais. Na comparação com o mesmo período do ano passado, a produção caiu 8,1%, enquanto as vendas recuaram 11,1%. Para os próximos meses, prevemos continuidade do fraco desempenho desse setor, refletindo o ajuste no mercado de trabalho e o baixo nível da atividade econômica.

Secovi/Embraesp: Mercado imobiliário paulistano apresentou piora em agosto

As vendas de imóveis na cidade de São Paulo somaram 1.606 unidades em agosto, o equivalente a uma queda de 20,6% em relação a julho, conforme dados divulgados ontem pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP) e dessazonalizados pelo Depec-Bradesco. Já os lançamentos alcançaram 1.760 unidades, conforme pesquisa da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), o equivalente a uma retração de 10,6% na margem. No acumulado dos oito primeiros meses do ano, em comparação com o mesmo período do ano passado, houve avanço de 6,2% das vendas e uma redução de 15,3% dos lançamentos. Com isso, os estoques de imóveis atingiram 14 meses do atual patamar de vendas. Vale ressaltar que parte do aumento das vendas em relação ao ano passado se deveu ao efeito base mais fraco em função da Copa do Mundo. De fato, a elevação da taxa de desemprego, as condições de financiamento menos favoráveis e a queda da confiança do consumidor deverão manter o setor imobiliário enfraquecido no restante do ano.

Setor externo

MDIC: Saldo comercial foi superavitário em US$ 1,028 bilhão nas primeiras duas semanas de outubro

O saldo da balança comercial brasileira foi positivo em US$ 1,028 bilhão nos primeiros sete dias úteis de outubro, de acordo com os dados divulgados ontem pelo Ministério da Indústria, Desenvolvimento e Comércio Exterior (MDIC). Para tanto, entre os dias 1º e 9 deste mês, as exportações somaram US$ 5,589 bilhões, superando, assim, as importações de US$ 4,561 bilhões. A comparação com as médias diárias de outubro do ano passado mostra retração bastante acentuada das importações (queda de 23,2%) e comportamento estável das exportações (crescimento de 0,2%). Esse recuo foi impulsionado pela retração de 33,8% das compras de combustíveis e lubrificantes, de 28,9% de veículos automóveis e partes e de 35,6% de equipamentos elétricos e eletrônicos. Em relação às exportações, houve queda de 9,6% das vendas de manufaturados, em linha com a diminuição das exportações de açúcar refinado, motores e geradores elétricos, máquinas para terraplanagem, motores para veículos automóveis e medicamentos. Em ritmo mais fraco, houve também queda no valor das exportações de semimanufaturados (3,4%). Em contrapartida, os produtos básicos apresentaram crescimento de 8,2%, puxados pelas vendas de petróleo, soja em grãos e minério de cobre. Com isso, a balança comercial acumula no ano superávit de US$ 11,276 bilhões.

Internacional

Área do Euro: Produção de energia puxou a atividade industrial para baixo em agosto

A produção industrial na Área do Euro em agosto recuou 0,5% em relação ao mês anterior, sucedendo uma alta de 0,8% em julho. Na comparação com o mesmo período de 2014, houve alta de 0,9%. O resultado refletiu a queda na margem de 3,0% da produção de energia e de 1,0% dos bens de capital. Por outro lado, a fabricação de bens de consumo duráveis cresceu 2,3%. As demais categorias (bens intermediários e de consumo não duráveis) ficaram praticamente estáveis. Entre os países do bloco, destaque positivo para a Grécia e a França. O resultado, assim, reforça nossa expectativa de que o ritmo de crescimento da economia européia tenha se acomodado ao redor de 0,4% no terceiro trimestre.

Tendências de mercado

Os mercados acionários asiáticos encerraram o pregão de hoje com novas perdas, após as surpresas negativas com os dados de inflação ao produtor e ao consumidor na China. No mesmo sentido, as bolsas europeias operam em baixa nesta manhã, refletindo o recuo da produção industrial na Área do Euro. Os índices futuros norte-americanos também registram queda neste momento, à espera da divulgação da inflação ao consumidor de setembro e dos índices Empire Manufacturing e do Fed da Filadélfia, ambos referentes ao mês corrente.

O dólar perde força ante as principais divisas, com exceção do rublo, do ringgit e do yuan. Entre as commodities, o petróleo amplia as perdas da semana, ainda impulsionadas pelo excesso de oferta mundial. As principais agrícolas e as metálicas industriais acompanham o movimento do petróleo, diante dos sinais de desaceleração da economia chinesa. No mercado doméstico, as atenções estarão voltadas à divulgação da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) de agosto, para a qual projetamos queda de 0,7% na margem do varejo restrito e de 1,6% do ampliado.