Macroeconomia e mercado

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Cosan oficializa executivos

Saiba quem são eles

Em Assembléias, os acionistas da Cosan S/A. Indústria e Comércio, representantes de mais de 2/3 do capital social, decidiram o seguinte:

1) Aprovaram, por maioria de votos, a eleição dos membros efetivos do Conselho de Administração da Companhia, sem eleição de membros suplentes, nos termos do artigo 15 do Estatuto Social da Companhia, em substituição aos membros eleitos anteriormente, com mandato de 02 anos, quais sejam:

(I) Rubens Ometto Silveira Mello, RG/SSP/SP nº 4.170.972-X e CPF nº 412.321.788-53, para ocupar o cargo de Presidente do Conselho de Administração;

(II) Marcos Marinho Lutz, RG/SSP/SP nº 15.649.492-9 e CPF nº 147.274.178-12, para ocupar o cargo de Vice Presidente do Conselho de Administração;

(III) Marcelo de Souza Scarcela Portela, OAB/SP nº 75.709, RG/SSP/SP nº 6.762.668 e CPF nº 023.502.188-13, para ocupar o cargo de Membro do Conselho de Administração;

(IV) Serge Varsano, passaporte francês n.º 01BB13311, emitido em 31.08.2005, em Paris, França, para ocupar o cargo de Membro do Conselho de Administração;

(V) Marcelo Eduardo Martins, RG/SSP/ SP nº. 15.465.270 e CPF nº. 084.530.118-77, para ocupar o cargo de Membro do Conselho de Administração;

(VI) Burkhard Otto Cordes, RG/SSP/SP nº 13.255.194-9 e CPF nº 286.074.808-39, para ocupar o cargo de Membro do Conselho de Administração; e

(VII) Dan Ioschpe, RG/SSP/RS nº 3.018.532.915 e CPF nº 439.240.690-34, para ocupar o cargo de Membro do Conselho de Administração.

Os membros Serge Varsano e Dan Ioschpe são “Conselheiros Independentes” diante do que o Regulamento de Listagem no Novo Mercado da Bovespa define como tal, e representam mais de 20% dos membros do Conselho de Administração ora eleitos, restando atendido o disposto no § 3º, do artigo 15 do Estatuto Social da Companhia.

O que mais foi aprovado

1) Os acionistas aprovaram, por unanimidade de votos, o Relatório da Administração e as Demonstrações Financeiras, relativos ao exercício social encerrado em 31.12.2014.

2) Aprovada, por unanimidade de votos, a destinação do lucro líquido do exercício social encerrado em 31.12.2014, no montante total de R$ 292.023.981,39, da seguinte forma: (a) R$ 14.601.199,07, alocados para a conta de “Reserva Legal”; (b) R$ 69.355.695,58, para o pagamento de dividendo obrigatório, calculado nos termos da Lei das Sociedades por Ações e do Estatuto Social da Companhia; e (c) R$ 208.067.086,74, equivalente ao valor remanescente do resultado do exercício, alocados para a conta “Reserva Especial” para os fins constantes no item (IV) do artigo 29 do Estatuto Social;

3) Os acionistas ratificaram, por unanimidade de votos, o pagamento de dividendos realizado em 31.10.2014 no valor de R$ 150.000.000,00, como dividendos intercalares, composto da seguinte forma: (a) R$ 69.355.695,58, correspondentes a adiantamento do dividendo obrigatório referente ao exercício social encerrado em 31.12.2014, conforme acima deliberado; (b) R$ 46.552.535,00, oriundos da conta de reservas de lucros a realizar; e (c) R$ 34.091.769,42, oriundos da reserva estatutária “Reserva Especial”.

4) Fica aprovado, por unanimidade de votos, que parte do excesso das contas de reserva de lucros e de outras reservas, nos termos do artigo 199 das Leis nºs 6.404/76 e 11.638/07, seja destinado para distribuição de dividendos de R$ 125.000.000,00. O pagamento dos dividendos ora aprovados será realizado em até 60 dias contados a partir desta data, sem qualquer atualização, conforme procedimento a ser detalhado pela Companhia em Aviso aos Acionistas, aos acionistas titulares de ações da Companhia na presente data, sendo as ações consideradas ex-dividendos a partir de 04.05.2015.

5) Os presentes aprovaram, por maioria de votos, fixar em atendimento ao disposto no artigo 12, inciso I, da Instrução CVM 481/09, a remuneração global dos administradores para o exercício social iniciado em 1º.01.2015 e que será encerrado em 31.12.2015, no montante global de até R$ 43.000.000,00, incluindo honorários e eventuais gratificações, a ser reajustado anualmente com base no provisionado no exercício anterior com a devida correção monetária, com base na variação do IPCA, ficando a cargo do Conselho de Administração da Companhia, através do seu Comitê de Remuneração, a fixação do montante individual. (Jornal Cana 23/10/2015)

 

Máquina transforma palha da cana-de-açúcar em bioeletricidade

Foi inaugurada a mais nova tecnologia do CTC – Centro de Tecnologia Canavieiro, o Palha Flex. Trata-se de uma inovação tecnológica para o recolhimento e processamento da palha da cana-de-açúcar para geração de bioeletricidade. A Usina Ferrari por meio da tecnologia será capaz de processar 100.000 toneladas de biomassa adicional durante a safra, as quais, em termos médios, poderiam produzir energia elétrica adicional para abastecer uma cidade de aproximadamente 125 mil habitantes, praticamente o dobro da cidade de Pirassununga (São Paulo), por exemplo.

“O Palha Flex é uma solução sustentável de produção de energia. Por meio deste processo, as usinas terão a biomassa necessária para a cogeração de energia elétrica adicional ou o Etanol de Segunda Geração (E2G) ”, explica Viler Correa Janeiro, diretor de Negócios do CTC.

“A tecnologia tem uma importância econômica muito grande, pois a palha que até então ficava no campo será utilizada como matéria prima para produção de energia elétrica, aumentando a nossa receita e contribuindo para a segurança energética da região e do País”, afirma Antônio Previte, diretor financeiro do Grupo Ferrari. Dada a atual crise de abastecimento energético, esta seria uma importante solução capaz de mudar o cenário em que vivemos.

“Ao desenvolver este projeto, vimos que o mercado necessitava de uma tecnologia robusta e completa para o processamento adequado dessa biomassa. Nosso desafio é multiplicar essa tecnologia para outras usinas e regiões”, finaliza Henrique D´Avila, especialista de negócios do CTC. (Cana Online 23/10/2015)

 

Futuros do açúcar têm suporte no clima no Brasil e na demanda da China

A tendência para os preços futuros do açúcar demerara na Bolsa de Nova York (ICE Futures US) segue positiva. A sustentação, entre outros fatores, vem do clima no Brasil, do eventual aumento da Contribuição sobre Intervenção no Domínio Econômico (Cide) sobre a gasolina e da firme demanda chinesa pelo produto.

A meteorologia informa que áreas de instabilidade ganham força sobre o Sudeste nos próximos dias, trazendo chuvas para áreas produtoras de cana-de-açúcar. No começo da semana que vem, segundo a Somar, a previsão é de mais chuvas na faixa que vai do Paraná, passando pelo sul de Mato Grosso do Sul, Goiás, até Minas. Estima-se que na primeira quinzena de outubro, pelo menos 2,5 dias de moagem foram perdidos por causa das chuvas. Hoje, a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) divulga os dados da produção de cana-de-açúcar no Centro-Sul na primeira quinzena do mês de outubro. Na segunda quinzena de setembro o volume de cana processado alcançou 40,47 milhões de toneladas, favorecido pelo clima.

Em outros países produtores, principalmente da Ásia, a preocupação é com a seca provocada pelo El Niño. Além do clima adverso, voltaram as discussões sobre aumento da Cide, já que a aprovação da CPMF se mostra mais difícil. A elevação da Cide favorece o consumo de etanol, melhorando a remuneração dos produtores e reduzindo a oferta de açúcar. O relator Orçamento da União de 2016, deputado Ricardo Barros (PP-PR), sugere aumento de R$ 0,10 por litro para R$ 0,50 o litro, o que garantiria receita de R$ 12 bilhões no ano que vem.

O dólar caiu ontem, mas operava acima de R$ 3,90 no meio da tarde. Nesse nível, produtores brasileiros de açúcar tendem a fixar preço na bolsa, garantindo satisfatória remuneração. Outro fator de sustentação dos futuros de açúcar em Nova York é a estrutura dos contratos. Conforme o analista Arnaldo Luiz Correa, sócio-diretor da Archer Consulting, o mercado está invertido, ou seja, os preços com vencimento mais curtos estão mais altos do que os preços mais longos.

Estima-se, com isso, o início tardio da moagem da próxima safra, além de uma menor disponibilidade de açúcar, pois as usinas deverão privilegiar a fabricação de etanol. Segundo Correa, existe pouco açúcar disponível para venda contra maio porque o volume de fixação já é alto em comparação com outros anos. "Algumas tradings se anteciparam e compraram o spread maio/julho", estima.

Os fundos de investimento devem ter aumentado ainda mais o saldo líquido comprado em açúcar na ICE na semana. Isso é o que deve mostrar relatório da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC) referente à semana encerrada na terça-feira (20), e que será divulgado hoje à tarde. No levantamento anterior, até o dia 13 de outubro, os fundos e especuladores estavam com saldo líquido comprado de 133.408 lotes.

Números do Departamento de Alfândegas da China, divulgados na quarta-feira, surpreenderam positivamente o mercado de açúcar. Segundo o departamento, a China importou 656.224 toneladas de açúcar em setembro, incremento de 80% na comparação com setembro de 2014. No acumulado do ano, as compras da commodity somam 3,7 milhões de toneladas, alta de 55% ante igual intervalo do ano passado.

Os futuros de açúcar em Nova York trabalharam de inalterado a alta no pregão de ontem. O vencimento março/16 encerrou com forte elevação de 42 pontos (2,96%), a 14,60 cents. A máxima foi de 14,63 cents (mais 45 pontos). A mínima bateu 14,18 cents (inalterado em relação ao fechamento anterior).

O valor à vista em reais do indicador do açúcar Esalq fechou a R$ 68,36/saca (+0,46%). Em dólar, o preço ficou em US$ 17,41/saca (+0,93%). (Agência Estado 23/10/2015)

 

Moagem na 1ª quinzena de outubro atinge 36,13 milhões de t no Centro-Sul

O volume de cana-de-açúcar processado pelas unidades produtoras da região Centro-Sul do Brasil alcançou 36,13 milhões de toneladas nos primeiros 15 dias de outubro, 8,31% abaixo do resultado observado na mesma quinzena de 2014 (39,41 milhões de toneladas) e queda de 10,70% em relação ao valor verificado na última metade de setembro de 2015 (40,46 milhões de toneladas).

Esse recuo na moagem quinzenal se deve as chuvas que atingiram tradicionais áreas canavieiras em todo o Centro-Sul. Paraná e Mato Grosso do Sul foram os Estados mais afetados. Em São Paulo, a retração da moagem ocorreu mais intensamente nas regiões de Araçatuba e Assis, enquanto as demais áreas paulistas elevaram o processamento de cana durante os primeiros 15 dias de outubro relativamente aos resultados da quinzena anterior.

Segundo o diretor Técnico da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Antonio de Padua Rodrigues, “essa condição heterogênea deve impactar de maneira distinta a oferta potencial de cana para o próximo ano safra (2016/2017).” Em alguns Estados, o excesso de chuvas deve dificultar a operacionalização da colheita, com possibilidade das usinas não conseguirem colher toda a cana disponível; por outro lado, a chuva deve favorecer o desenvolvimento da planta nas áreas que já foram colhidas, comentou o executivo.

No acumulado desde o início da safra 2015/2016 até 16 de outubro, a moagem somou 480,44 milhões de toneladas. Este volume é praticamente igual ao apurado no mesmo período do último ano (480,85 milhões de toneladas).

Segundo Rodrigues, “a quantidade de cana processada na atual safra só deve se distanciar dos valores acumulados registrados no ciclo 2014/2015 ao longo das próximas quinzenas”. De fato, o encerramento de ambas as safras será completamente distinto, acrescentou o executivo. Enquanto na safra passada as unidades encerraram a moagem cedo devido à falta de matéria-prima, em 2015/2016 dificilmente conseguirão processar toda a cana-de-açúcar disponível.

Qualidade da matéria-prima

Na primeira quinzena de outubro a quantidade de Açúcares Totais Recuperáveis (ATR) por tonelada de cana-de-açúcar processada totalizou 139,90 kg, contra 145,73 kg verificados em igual quinzena do ano passado. No acumulado desde o início da safra 2015/2016 até 16 de outubro, a concentração de açúcares atingiu 132,75 kg por tonelada de matéria-prima, frente a 136,46 kg apurados no mesmo período de 2014.

Rodrigues destaca que “mais de 100 milhões de toneladas ainda deverão ser processadas até o final desta safra, período em que geralmente o teor de açúcares na planta é baixo, confirmando a expectativa de que o ATR no ciclo 2015/2016 será inferior aos 135 kg por tonelada de cana-de-açúcar previstos inicialmente”.

Produção de açúcar e etanol

As reduções na moagem e na qualidade da matéria-prima na primeira quinzena de outubro se refletiram no recuo imediato das produções dos principais derivados da cana-de-açúcar.

No caso do açúcar, a produção somou 2,09 milhões de toneladas na primeira metade de outubro, abaixo das 2,36 milhões de toneladas fabricadas no mesmo período de 2014. A produção quinzenal de etanol alcançou 1,68 bilhão de litros (667,27 milhões de litros de etanol anidro e 1,01 bilhão de litros de etanol hidratado), 12,20% inferior quando comparado ao montante produzido na mesma quinzena da última safra (1,91 bilhão de litros).

No acumulado desde o início da atual safra até 16 de outubro, a fabricação de açúcar totalizou 25,35 milhões de toneladas, recuo de 7,65% em relação a igual período do ano passado. A produção de etanol somou 21,87 bilhões de litros (13,71 bilhões de litros de etanol hidratado e 8,16 bilhões de litros de etanol anidro), 1,30% acima dos 21,59 bilhões de litros registrados até a mesma data na safra 2014/2015.

Especificamente em relação ao mix de produção, nos primeiros 15 dias de outubro 56,60% da cana-de-açúcar processada destinaram-se à produção do renovável, quase o mesmo percentual observado em igual data de 2015 (56,80%). No acumulado desde o início desta safra até 16 de outubro, esta proporção atingiu 58,29%, contra 56,10% computados no ciclo anterior.

Vendas de etanol

As vendas de etanol pelas unidades produtoras da região Centro-Sul na primeira quinzena de outubro somaram 1,28 bilhão de litros, com 1,18 bilhão de litros direcionados ao mercado interno e 97,10 milhões de litros à exportação.

O mercado doméstico de etanol hidratado continua aquecido. Nesta quinzena, o volume comercializado do produto alcançou 836,83 milhões de litros, crescimento expressivo de 37,29% frente aos 609,55 milhões de litros registrados na mesma quinzena de 2014.

As vendas internas de etanol anidro, por sua vez, totalizaram 346,13 milhões de litros nos primeiros 15 dias de outubro, contra 404,20 milhões de litros apurados no mesmo período do último ano.

No acumulado entre abril até 16 de outubro deste ano, as vendas de etanol pelas unidades produtoras do Centro-Sul alcançaram 16,31 bilhões de litros - 15,26 bilhões de litros destinados ao abastecimento doméstico e 1,06 bilhão de litros ao mercado internacional. Esse volume de 16,31 bilhões de litros representa um aumento de 24,82% em relação aos 13,07 bilhões de litros comercializados no mesmo período de 2014.

Rodrigues explica que “como era esperado, a procura por etanol hidratado se manteve elevada nos primeiros quinze dias outubro”. Essa manutenção se deve principalmente ao maior consumo sazonal no mês de outubro e ao aumento de preços da gasolina praticado pela Petrobrás no final de setembro, acrescentou o executivo. (Unica 22/10/2015)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Taxa de desemprego permaneceu estável em setembro

A taxa de desemprego nas regiões metropolitanas de Recife, Salvador. Belo Horizonte, Rio de Janeiro, São Paulo e Porto Alegre manteve-se em 7,6% entre agosto e setembro, conforme apontado pela Pesquisa Mensal de Emprego (PME), divulgada ontem pelo IBGE. Descontada a sazonalidade, a taxa de desocupação subiu de 7,5% para 7,6%, e permaneceu em linha com nossa taxa de desemprego filtrada (que procura expurgar movimentos atípicos na população economicamente ativa - PEA). Como dito em publicações anteriores, a taxa de participação encontra-se estável desde o segundo semestre do ano passado, não sendo responsável pela elevação da taxa de desemprego no país. A PEA mostrou, inclusive, novo declínio na margem, de 0,1% (em termos dessazonalizados). Em contrapartida, a população ocupada recuou 1,8% em setembro, também na comparação interanual, mesma taxa apresentada no mês anterior. Já o rendimento médio nominal registrou aumento de 5,5% na comparação com igual período de 2014, desacelerando em relação às leituras anteriores, após registrar altas de 7,5% e 6,3% em julho e agosto, respectivamente. Suavizado em três meses, o avanço foi de 4,7%, abaixo dos 5,9% apurados no mês anterior. O resultado pode trazer algum conforto para a inflação à frente, exercendo menor pressão sobre os preços de serviços. O rendimento médio real, por sua vez, alcançou R$ 2.179,80, o equivalente a uma queda interanual de 4,5%. A despeito da menor elevação da taxa de desemprego no período, mantemos nossa expectativa de que o mercado de trabalho manterá sua trajetória de enfraquecimento ao longo deste trimestre. Esperamos que a desocupação atinja 8,4% da PEA no final de 2015.

Internacional

Área do Euro: sinalização do BCE reforça expectativa de adoção de novos estímulos monetários em dezembro

O Banco Central Europeu decidiu ontem manter a taxa de juros inalterada em 0,05% a.a. em sua reunião de política monetária, conforme o esperado. No entanto, o presidente da instituição, Mario Draghi, sinalizou que deverá estender o prazo do final do programa de compra de ativos soberanos para além de setembro de 2016, em função das surpresas baixistas recentes com a inflação e com os dados de atividade no continente, além do risco de contágio da desaceleração dos países emergentes sobre a economia europeia. Draghi sugeriu ainda que, caso necessário, o BCE poderia também reduzir a taxa de depósito, hoje em -0,20%. Essas mudanças deverão ocorrer no próximo encontro da autoridade monetária, em dezembro, quando a instituição divulgará suas projeções atualizadas de inflação e PIB para este ano e os próximos.

Área do Euro: Prévia do índice PMI de outubro sugere manutenção do ritmo de expansão da economia européia neste trimestre

O Índice PMI composto da Área do Euro subiu de 53,6 para 54,0 pontos entre setembro e outubro, conforme aponta a prévia do indicador divulgada nesta manhã. O resultado sugere manutenção do ritmo de expansão do PIB europeu ao redor de 0,4% neste trimestre, reforçando nossa expectativa de crescimento de 1,5% para o ano. A melhora observada neste mês refletiu o aumento do indicador de serviços, que passou de 53,7 para 54,2 pontos no período. Já o PMI da indústria de transformação permaneceu inalterado em 52,0 pontos. Destaque positivo para o componente de novas encomendas, que atingiu o maior nível em seis meses. Por outro lado, nova queda do componente de preços sugere que a inflação no continente permanecerá no campo negativo nos próximos meses. Dessa forma, ainda que a atividade tenha exibido alguma melhora neste mês, os riscos de a inflação persistentemente baixa prejudicar a recuperação do bloco reforçam a expectativa que o BCE adote novos estímulos monetários em seu próximo encontro.

EUA: Indicadores antecedente e coincidente registraram movimentos distintos em setembro

O indicador antecedente de atividade norte-americana caiu 0,2% na passagem de agosto para setembro, conforme reportado ontem pelo Conference Board. O resultado, que sucedeu estabilidade no mês anterior, foi puxado, majoritariamente, pela queda da produção industrial e dos mercados acionários no período. Em contrapartida, o índice coincidente manteve trajetória de alta no mês passado, registrando elevação de 0,2%. O comportamento divergente entre os indicadores reforça nossa expectativa de desaceleração do PIB dos EUA no terceiro trimestre, que será divulgado na próxima semana.

Tendências de mercado

As bolsas européias são cotadas em alta nesta manhã, refletindo a surpresa positiva com o índice PMI composto da Área do Euro, bem como a sinalização emitida pelo BCE de extensão dos estímulos monetários na região. Os mercados acionários asiáticos, impulsionados pelas ações europeias e pelo avanço do índice PMI da indústria de transformação japonesa, encerraram o último pregão da semana no campo positivo. No mesmo sentido, os índices futuros norte-americanos registram elevação neste momento.

O dólar continua perdendo valor ante as principais moedas, com destaque para a recuperação parcial do ringgit. Entre as commodities, o petróleo intensifica os ganhos da véspera, acompanhando o movimento do exterior. As principais agrícolas e as metálicas industriais, apresentam direções divergentes nesta manhã, com o trigo e o cobre em alta e os demais grãos e o alumínio em queda. No mercado doméstico, as atenções estarão voltadas à agenda repleta de indicadores, como a divulgação da nota do setor externo referente a setembro e a arrecadação da Receita Federal, também do mês passado. Além disso, os dados de geração líquida de empregos formais do Caged podem ser divulgados ao longo do dia. Por fim, o mercado continuará atento ao cenário político.