Macroeconomia e mercado

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Unica: “Ninguém consegue enxergar a luz no fim do túnel”

Principal entidade do setor produtivo de cana, etanol e açúcar, a Unica ainda não encerrou sua fase de reestruturação interna.

"A crise pela qual passou o setor foi de tal ordem, que ninguém consegue enxergar a luz no fim do túnel. E quando vê, pensa que é um trem", diz Elizabeth Farina, presidente da entidade. Ela continua: “Não é possível definir quando esse processo deverá terminar, pois depende muito de uma visão de longo prazo e da previsibilidade de políticas públicas".

Hoje, 67 companhias do setor estão em processo de recuperação judicial. Algumas dessas empresas, lembra Farina, que fecharam, foram adquiridas por uma concorrente próxima, que incorporou a plantação e assumiu o processamento da cana.

Números da crise do setor sucroenergético

67: Número de empresas que se encontram atualmente em recuperação judicial

80: Número de usinas que fecharam as portas no país nos últimos anos

30 bilhões: Expectativa máxima de produção de litros de etanol para este ano. (Folha de São Paulo 23/11/2015)

 

Futuros de açúcar em NY devem ter mais uma semana de volatilidade

A semana tende a ser mais uma vez de volatilidade para os futuros de açúcar demerara na Bolsa de Nova York (ICE Futures US). Na sexta-feira, analistas foram novamente surpreendidos pela movimentação dos contratos. Os preços dispararam mais de 2%, romperam a resistência de 15,20 cents e agora têm teto nos psicológicos 15,50 cents por libra-peso.

Michael McDougall, diretor do Société Générale, explicou que a valorização da última sessão deveu-se, em boa medida, a especulações em torno da produção de açúcar pela Índia na atual temporada, iniciada em outubro. "O mercado está falando em 25 milhões de toneladas, mas a Isma (Associação de Usinas do país) ainda projeta 27 milhões de toneladas", disse. Vale lembrar que a nação asiática é a segunda maior produtora mundial, atrás apenas do Brasil.

É também a Índia, porém, que pressiona as cotações. Na semana passada, a confirmação de subsídios para produtores locais jogou os futuros para uma mínima de 14,26 cents/lb na quarta-feira. Considerando a máxima de 15,45 cents/lb registrada na sexta, tem-se um intervalo de 119 pontos para o período de 16 a 20 de novembro, o que dimensiona bem a volatilidade.

Do lado climático, o Centro-Sul do País se prepara para mais uma semana chuvosa. De acordo com a Climatempo, são esperadas precipitações de 50 mm em São Paulo, Minas Gerais e Paraná até quarta-feira.

Março subiu 35 pontos (2,34%) e fechou em 15,30 cents/lb, com máxima de 14,45 cents/lb (mais 50 pontos) e mínima de 14,91 cents/lb (menos 4 pontos). Maio avançou 36 pontos (2,47%) e terminou em 14,93 cents/lb. Na semana, acumularam valorizações de 1,72% (mais 26 pontos) e de 1,77% (mais 26 pontos), respectivamente.

O spread março/maio, que iniciara a semana passada em 37 pontos, fechou sexta-feira com os mesmos 37 pontos de prêmio para o primeiro contrato da tela.

E pelo mais recente relatório da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC), fundos reduziram o saldo comprado em açúcar em 4.239 lotes na semana encerrada em 17 de novembro. A posição passou de 180.977 para 176.738 lotes. (Agência Estado 23/11/2015)

 

Índia anuncia ajuda a produtores de cana

A Índia arcará pela primeira vez com parte do custo dos produtores de cana que vendem a matéria-prima a usinas em dificuldades financeiras, afirmou um ministro do governo indiano, após reunião de gabinete presidida pelo primeiro-ministro, Narendra Modi.

A mudança vai ajudar as usinas afetadas por uma queda livre dos preços locais do açúcar, desencadeada por cinco anos de produção excedente no país.

Citando problemas financeiros, as usinas não têm feito o pagamento de milhões de dólares a produtores de cana, que compõem uma grande parcela dos eleitores. A indústria açucareira vem passando por uma crise que levou a um atraso no pagamento de 60 bilhões a 65 bilhões de rúpias (905,8 milhões a 981,3 milhões de dólares), e a decisão dogoverno de arcar com parte dos pagamentos deve ajudar as indústrias a honrar dívidas com agricultores, afirmou o ministro de Energia, Piyush Goyal, em entrevista coletiva, na terça-feira.

"Pelo esquema, o subsídio à produção será dado como forma de compensar o custo da cana e facilitar o pagamento da cana para os agricultores", disse ele. O governo pagaria diretamente aos agricultores 45 rupias indianas (0,68 dólar) para cada tonelada de cana produzida, permitindo que usinas de açúcar arquem cerca de 98 por cento do custo.

A Índia é o segundo produtor global de açúcar, após o Brasil. (Reuters 23/11/2015)

 

Bosch cria robô que identifica e elimina erva daninha sem herbicida

A Deepfield Robotics, uma subsidiária da Bosch, criou um robô capaz de identificar plantas saudáveis, doentes e ervas daninhas para eliminar as invasoras sem o uso de herbicidas. A tecnologia, chamada de BoniRob, utiliza redes neurais, algorítimos e inteligência artificial para acumular dados e “aprender”, o que a habilita a tomar outras decisões na lavoura.

O projeto foi desenvolvido em parceria com a Universidade de Osnabrück (Alemanha). Possui quatro rodas articuladas individuais e pode se locomover até sem controle remoto. O robô conta com scanner a laser 3D e radar (similares aos testados pelo 'carro Google') para navegar e “visualizar” as características de cada planta, como a nutrição, o estresse hídrico ou indicativos de doenças.

Ao identificar uma planta invasora, o BoniRob aciona um dispositivo (de cerca de um centímetro de largura) que destrói o vegetal não desejado de maneira definitiva, arrancando pela estrutura. Apesar de ter o tamanho de um carro popular e pesar cerca de meia tonelada, o robô é ágil: elimina quase duas ervas daninhas por segundo.

“Com o passar do tempo, tendo como base os parâmetros de cor da folha, forma e tamanho, o BoniRob aprende a diferenciar com maior precisão entre os cultivos desejados e as plantas que nós queremos eliminar”, explica Amos Albert, gerente-geral da Deepfield. No teste feito em uma plantação de cenouras, nada menos que 90% das ervas daninhas foram eliminadas. Segundo ele, dentro de duas a três décadas esse experimento pode transformar a agricultura tal como a conhecemos hoje. (Agrolink 23/11/2015)

 

Possível expansão de plantio da Biosev gera reclamações em Japaraíba (MG)

Cerca de 700 pessoas assinaram manifesto contra aumento da plantação. Empresa informou que respeita órgãos e desenvolve ações ambientais.

A Polícia Ambiental em Japaraíba recebeu denúncias de moradores da cidade, de que pequenos produtores estão limpando terrenos para arrendar para a empresa Biosev, processadora cana-de-açúcar. Temendo por impactos ambientais no Município de cerca de 4.000 habitantes, um grupo se reuniu para manifestar contra a possível expansão do plantio.

De acordo com a Biosev, são respeitadas todas as determinações dos órgãos ambientais e somente é feito o plantio da cana-de-açúcar em locais autorizados e licenciados. A Polícia Ambiental informou que as denúncias serão averiguadas. O órgão também informou que o proprietário tem direito de arrendar a terra, pois o terreno é particular.

Segundo o ambientalista Saulo Castro, que é vice-presidente da Associação Ambientalista dos Pescadores do Alto São Francisco (AAPA), a produção de cana-de-açúcar já ocupa 70% dos municípios de Lagoa da Prata, Japaraíba, Arcos, Luz Santo Antônio do Monte. “Se a empresa realmente levar adiante a expansão do plantio, toda nossa região se tornará canavial e nós perderemos o que nos resta do cerrado”, disse.

Castro ainda informou que a região de Lagoa da Prata, possuía o maior berçário de peixes do Rio São Francisco, porém com a drenagem de mais de 60 lagoas, causada pela usina, a reprodução de peixes caiu.

“O peixe não tem mais para onde se reproduzir, além disso a fauna que existia se perdeu por causa da degradação das lagoas. Fora ainda o desmatamento das matas ciliares. O que aconteceu foi uma catástrofe ambiental, e se a empresa persistir com a expansão de cana na nossa região, será bastante danosa para o meio ambiente, o cerrado, e as lagoas que ainda restam, e principalmente para nossas gerações futuras”, acrescentou.

O grupo de moradores que criou o projeto “Quero Japaraíba Mais Verde” é coordenado por Willian de Moura. Eles estão recolhendo assinaturas de mais moradores para fortalecer o movimento. Até agora, contam com 700 assinaturas. O grupo também criou uma petição online para mobilizar o maior número de pessoas. Um documento com as assinaturas será levado para autoridades da cidade.

Segundo Moura, a iniciativa teve início quando ficaram sabendo do interesse da empresa em arrendar terrenos de pequenos produtores expandir o plantio. "A partir disso um grupo da cidade se reuniu para tentar impedir que o fato se concretizasse. Em Japaraíba diversas lagoas foram drenadas pela usina. Hoje a plantação já tomou o perímetro urbano", disse.

Moura informou que atualmente grande parte do município é tomado pela plantação de cana-de-açúcar da Usina Biosev, que há décadas exerce atividades na região. Ele informou ainda que no município de Lagoa da Prata, as plantações já tomaram conta de todo entorno da área urbana e a população da cidade sofre os impactos com o mau cheio da vinhaça e o calor intenso.

“O que ocorre é que com a falta de incentivo para se trabalhar e produzir nas terras, pequenos produtores são seduzidos por ofertas de arrendamento de seus terrenos para o plantio da cana-de-açucar e nós não podemos deixar isso acontecer. Matas ciliares da lagoa do Capoeirão e do córrego do Bonifácio, entre outros, já foram danificadas", afirmou.

Polícia Ambiental

Segundo a Polícia Ambiental as denúncias estão sendo averiguadas, no entanto o proprietário rural é resguardado pela resolução conjunta entre Secretário de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad) e Instituto Estadual de Florestas (Lei nº 1905/2013), que dá direito a retirada de 18 metros de lenha para uso dentro da propriedade, como realização de cerca e outras finalidades. Além disso, a polícia ainda informou que o proprietário tem direito de arrendar a terra, pois o terreno é particular.

Movimento

Segundo os integrantes do movimento, a intenção é conscientizar a empresa, o Ministério Público e poderes Executivo e Legislativo do município, sobre a importância de se manter as últimas áreas do cerrado existentes em Japaraíba, para que haja um equilíbrio entre a atividade econômica agrícola e a sustentabilidade.

De acordo com Willian Moura, a região possuí potencial de atração de turistas. “Por aqui são realizados diversos campeonatos de montain bike e motociclismo. A região é muito procurada porque é uma das poucas que não se transformaram em canaviais. Queremos mostrar que existem outras alternativas e que é preciso manter o pouco que ainda resta para que no futuro não falte água, tendo em vista que os rios da região já estão bastante degradados com a extração indiscriminada de areia nos seus leitos", contou.

Segundo a moradora e membro do projeto, Kôka Lopez, as causas ambientais têm sido bastante discutidas e os impactos do homem na natureza já estão se mostrando por todo o planeta.

“A natureza está cobrando tudo aquilo que o homem faz contra ela. As vezes cobra de formas muito dolorosas. Como foi agora em Mariana. Em Japaraíba será o fim de nosso cerrado. Sabemos que o assunto é complexo e a briga é grande, mas estamos dispostos a brigar pelo bem maior que é a água e as árvores”, disse.

Biosev

Em nota a Biosev disse que respeita todas as determinações dos órgãos ambientais, e somente planta cana-de-açúcar em locais autorizados e licenciados. A empresa tem compromisso com o meio ambiente e promove parcerias com associações locais e ainda desenvolve outras ações como, projetos de educação ambiental, plantio de mudas nativas e revitalização das margens dos rios. (G1 20/11/2015)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Mercado revisou a maioria das suas projeções para o próximo ano

Com exceção do PIB, mercado revisou para cima a maioria das suas expectativas para 2016, conforme apontado pelo Relatório Focus, com estimativas coletadas até o dia 20 de novembro, divulgado hoje pelo Banco Central. A mediana das expectativas para o IPCA em 2015 passou de 10,04% para 10,33%, e para 2016, subiu de 6,50% para 6,64%. As estimativas para o PIB em 2015 passaram de uma queda de 3,10% para outra de 3,15% e, para 2016, passaram de -2,00% para -2,01%. A mediana das projeções para a taxa Selic se manteve em 14,25% neste ano e subiu de 13,25% para 13,75% no final de 2016. Por fim, as estimativas para a taxa de câmbio recuaram de R$/US$ 3,96 para R$/US$ 3,95 no final de 2015 e permaneceram em R$/US$ 4,20 no final de 2016.

Destaques da semana

Reunião do Copom será o destaque da agenda doméstica nesta semana

O mercado doméstico ficará atento a qualquer alteração da comunicação do Banco Central em sua próxima reunião de política monetária, na quarta-feira, após ter estendido o período de convergência da inflação para a meta para além de 2016. Adicionalmente, a FGV divulgará as primeiras sondagens de novembro ao longo da semana, que servirão de termômetro da atividade econômica neste final de ano: do consumidor e da construção, na quarta-feira; e do comércio, na quinta. As atenções também se voltarão aos dados fiscais de outubro, que serão conhecidos na sexta-feira. Por fim, serão divulgados o IGP-M de novembro, no mesmo dia, para o qual esperamos alta de 1,43% e a nota do Setor Externo de outubro, na quinta-feira. A agenda internacional também trará os primeiros indicadores de atividade de novembro, em especial a prévia do índice PMI nos EUA, ainda hoje, e dados de confiança dos EUA e da Área do Euro ao longo da semana. Além disso, amanhã serão conhecidas as leituras do PIB norte-americano e da Alemanha do terceiro trimestre.

Atividade

FGV: Confiança industrial voltou a recuar em novembro

O Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu 1,9% na passagem de outubro para novembro, descontada a sazonalidade, de acordo com a Prévia da Sondagem da Indústria divulgada há pouco pela FGV. O resultado, que sucede uma elevação de 3,1% no mês passado e relativa estabilidade em setembro, foi impulsionado pela pior avaliação das expectativas, que recuaram 4,4% na margem, visto que a alta de 0,7% do indicador de situação atual foi insuficiente para conter a queda do ICI. No mesmo sentido, o nível de utilização da capacidade instalada (NUCI) recuou 0,2 p.p. na série dessazonalizada, ao oscilar de 74,9% para 74,7%. Dessa forma, os dados apontam para nova contração da atividade industrial no período. A leitura final do índice será divulgada no próximo dia 30.

Caged: Empregos formais intensificaram o ritmo de queda em outubro

Os novos dados de empregos formais apontaram contração líquida de 169.131 vagas em outubro, conforme divulgado na última sexta-feira no Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego e Previdência Social. O resultado, que mostrou redução mais intensa do que as observadas em agosto e setembro, foi impulsionado pela variação negativa em todos os grandes setores, principalmente pela construção civil (-49.830), indústria de transformação (-48.444) e serviços (-46.247). Em termos dessazonalizados, o total líquido de postos de trabalho fechados foi de aproximadamente 186 mil, fazendo com que a média móvel trimestral atingisse -174,7 mil vagas. Para os próximos meses, a continuidade do enfraquecimento da atividade econômica deverá seguir aprofundando a contração do mercado de trabalho.

Internacional

Argentina: Vitória do oposicionista Mauricio Macri deverá favorecer relações comerciais entre o Brasil e a Argentina

O candidato da oposição, Mauricio Macri, venceu por 51,4% a 48,6% o concorrente governista, Daniel Scioli, no segundo turno das eleições presidenciais argentinas deste domingo. Com a vitória de Macri, que tomará posse no dia 10 de dezembro, o processo de ajustes na economia argentina deverá ser mais rápido em comparação com o gradualismo defendido por Scioli. Macri defende a abertura imediata da economia do país (principalmente para investimentos estrangeiros) e o realismo tarifário e no câmbio. Além disso, pretende trazer a inflação de volta para um dígito em dois anos. No entanto, o novo presidente eleito enfrentará dificuldades políticas para aprovar as medidas necessárias para colocar a economia de volta em uma trajetória de crescimento sustentado: o Senado continua com maioria Kirchnerista, a Câmara está bastante fragmentada e a diferença de votos entre os dois candidatos não foi tão larga quanto se previa. De qualquer forma, a sua postura liberal deverá favorecer o Brasil e as relações bilaterais entre os dois países no médio prazo, mesmo que no curto prazo, a argentina enfrente um processo de ajuste ainda recessivo.

Área do Euro: Prévia do índice PMI composto sugere crescimento de 0,5% do PIB europeu neste trimestre

O índice PMI composto da Área do Euro subiu de 53,9 para 54,4 pontos entre outubro e novembro, segundo prévia do indicador divulgada hoje. Essa foi a melhor leitura em 54 meses, sugerindo expansão próxima a 0,5% do PIB europeu neste trimestre. Tanto o PMI de serviços como o da indústria de transformação contribuíram favoravelmente para o resultado. Destaque para o componente de criação de empregos, que também alcançou o maior nível em mais de quatro anos. Entre os países do bloco, as maiores taxas de expansão foram observadas entre os periféricos. Já a França exibiu o pior desempenho, como reflexo do impacto dos atentados terroristas ocorridos em Paris sobre a confiança dos empresários. De qualquer forma, o resultado deste mês sugere aceleração da economia da Área do Euro neste trimestre, o que, no entanto, não deverá impedir o BCE de estender seus estímulos monetários em seu encontro de dezembro.

World Steel: Produção mundial de aço subiu em outubro

A produção mundial de aço bruto somou 133,640 milhões de toneladas em outubro, de acordo com os dados divulgados na última sexta-feira pela Associação Mundial de Aço (World Steel Association). Esse volume equivale a uma alta de 0,6% em relação a setembro, já descontada a sazonalidade. Os principais avanços foram registrados na produção do Brasil (14,2%), da Alemanha (6,2%) e do Japão (2,6%). Já as produções da Coréia do Sul e da Rússia apresentaram os maiores recuos, de 4,6% e 1,6% respectivamente, em igual comparação. Com relação a outubro de 2014, a produção mundial caiu 3,1%. Destaque para as quedas interanuais da produção chinesa e brasileira, com retrações de 3,1% e 2,3%, respectivamente. A despeito da melhora na margem, esperamos que a fabricação de aço brasileira apresente resultados mais modestos nos próximos meses, respondendo à retração das compras domésticas.

Tendências de mercado

As bolsas asiáticas, com exceção das chinesas, encerraram o primeiro pregão da semana em alta. Especificamente em relação às ações na China, as quedas refletiram as preocupações com os IPOs que serão realizados no país nesta semana. Os mercados acionários europeus e os índices futuros norte-americanos acompanham o movimento das bolsas chinesas, registrando perdas nesta manhã.

O dólar se fortalece ante as principais moedas, com destaque para a intensa desvalorização do rublo. Entre as commodities, o petróleo é cotado em queda, ainda impulsionada pelo excesso de oferta global, ampliada pela expectativa de que a OPEC não irá reduzir sua produção. As principais agrícolas e as metálicas industriais também apresentam baixa em seus preços, diante da valorização do dólar. No mercado doméstico, os principais ativos deverão reagir à nova queda da confiança industrial em novembro. Adicionalmente, o fortalecimento da divisa norte-americana deve pressionar a curva de juros futuro local.