Macroeconomia e mercado

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Usina de cana Adecoagro nomeia fiel depositário

A companhia sucroenergética Adecoagro Vale do Ivinhema S.A., que tem CNPJ/MF nº 07.903.169/0001­09 – NIRE 54.3.0000556­8, e é controlada pelo megainvestidor George Soros, acaba de nomear fiel depositário para a empresa de cana-de-açúcar, com sede na Estrada Continental, km 15, Fazenda Takuarê, s/nº, Zona Rural, no município de Angélica (MS).

Saiba mais a seguir:

A Adecoagro Vale do Ivinhema S.A., para fins de cumprimento no disposto no Art. 1º, § 4º do Decreto Federal nº 1.102, de 21/11/1903, e pelo presente instrumento, na melhor forma de Direito, resolveu nomear como fiel depositário o executivo Leonardo Raul Berridi.

Portador do RG nº 58831136­4 e CPF nº 231.115.108­83, Berridi irá exercer o referido cargo no armazém da Unidade Angélica, credenciando-se para o exercício pleno e legal desta função, tudo em conformidade com o Decreto supramencionado e legislação pertinente.

O que é fiel depositário?

Segundo o portal Normas legais, fiel depositário é a atribuição dada a alguém para guardar um bem durante um processo judicial, e está prevista no inciso IV, artigo 665, do Código de Processo Civil.

Também sob a ótica do direito comercial, o fiel depositário é aquele que assume a guarda de determinado bem. Sob pena de responder por perdas e danos, não poderá o depositário, sem licença expressa do depositante, servir-se da coisa depositada, nem a dar em depósito a outrem (artigo 640 do Código Civil de 2002).

A Súmula 419 do STJ dispõe que “descabe a prisão civil do depositário judicial infiel”. (Jornal Cana 08/12/2015)

 

A indústria não pode mais aceitar essa cana que vem do campo

Uma das soluções para o problema do aumento de impurezas na cana é o tratamento do caldo, que pode ser realizado por calagem simples, sulfodefecação, carbonatação e ozonização. Nesse processo, as impurezas são removidas através da precipitação resultante da reação entre fosfatos presentes no caldo e insumos adicionados.

Porém, devido ao momento em que o setor atravessa, essa solução pode não ser a mais viável, já que os gastos com insumos aumentariam significativamente os custos operacionais. Dessa forma, grande parte dessa melhoria deve ser realizada na área agrícola, já que muitos afirmam que o açúcar é feito no campo, sendo que para a indústria cabe a recuperação.

Esse, aliás, é o pensamento do consultor e diretor do Grupo IDEA, Dib Nunes Jr.. Ele afirma que, atualmente, não existem usinas que entregam matéria-prima de boa qualidade. “Passamos por um momento de transição, da colheita manual para a mecanizada, sendo que a afetada foi a indústria, que passou a aceitar uma matéria-prima horrorosa.” Para ele, a área industrial não pode mais aceitar essa cana-de-açúcar que vem do campo. “O Brasil tem 600 milhões de toneladas de cana, porém, 12% disso não é cana. Apenas quando a indústria parar de aceitar e reclamar mais forte é que a agrícola irá entender que precisa trazer uma matéria-prima com mais qualidade”.

Segundo ele, muito desses problemas podem ser resolvidos através da regulagem das máquinas de colheita. “Como não pode faltar cana na indústria, a colheita é acelerada, o que prejudica a limpeza da cana, pois o vento não é suficiente para limpar grandes quantidades de matéria-prima.” Nunes afirma, também, que é necessário que as usinas tenham mais máquinas à disposição. “Porém, se mandam comprar mais colhedoras, falam que não terá custo-benefício. Mas, o que muitos não entendem, é que o custo-benefício se encontra na indústria”. (Cana Online 08/12/2015)

 

Liquidez reduz, mas preço do açúcar ainda está firme

Na primeira semana de dezembro, os volumes captados pelo Cepea nas negociações spot foram menores que os verificados em períodos anteriores. Apesar disso, os preços do açúcar cristal seguiram firmes no mercado spot paulista.

As chuvas nas últimas semanas têm dificultado a produção do açúcar cristal Icumsa até 180 e, como usinas possuem contratos de entrega desse produto, a oferta fica restrita para o spot.

Na segunda-feira, 7, o Indicador Cepea/Esalq do açúcar cristal cor Icumsa entre 130 e 180, mercado paulista, fechou a R$ 79,52/saca de 50 kg, alta de 1,42% em relação à segunda-feira anterior, 30 de novembro. (Cepea /ESALQ 08/12/2015)

 

CPFL tem oito geradoras de energia da biomassa da cana

A companhia CPFL Renováveis S.A., controlada pela CPFL, possui oito usinas movidas a biomassa, que é extraída da cana-de-açúcar, mas também pode ter outras fontes, como eucalipto.

Chamadas de UTE, essas usinas da companhia estão localizadas em três estados, sendo cinco no estado de São Paulo, todas ligadas a usinas de cana-de-açúcar, duas no Paraná e uma no Rio Grande do Norte.

Ao todo, as oito usinas geradoras de eletricidade da biomassa têm capacidade instalada de 370 megawatts (MW).

Confira os nomes, que estado ficam e qual a potência instalada de cada uma das usinas

Baia Formosa RN                    40 Potência instalada (em MW)

Baldin SP 45 Buriti SP              50 Potência instalada (em MW)

Ester SP 40 Ipê SP                  25 Potência instalada (em MW)

Pedra SP                                 70 Potência instalada (em MW)

Coopcana PR                           50 Potência instalada (em MW)

Alvorada PR                            50 Potência instalada (em MW)

Oportunidades

Conforme divulgação, a CPFL Renováveis explora oportunidades no mercado brasileiro de geração de energia elétrica a partir de fontes alternativas, por meio do desenvolvimento, construção e operação de um portfólio de usinas de pequeno (até 30 MW) e médio (até 200 MW) porte, tais como pequenas centrais hidroelétricas (PCHs), usinas eólicas, usinas movidas a biomassa (UTE) e usina solar.

Atualmente, nosso portfólio de projetos totaliza 5.254,8 MW, sendo compo sto por 38 PCHs, 34 parques eólicos, 8 UTEs em operação e 1 parque solar (1.801,9 MW), 2 PCH (50,5MW) e 11 parques eólicos em construção (282,3 MW), além de outros 3.453 MW em preparação e desenvolvimento em três fontes. (Jornal Cana 08/12/2015)

 

COMENTÁRIO MACRO E MERCADO

Desaceleração do IPA industrial explicou melhora do IGP-DI em novembro

O IGP-DI registou variação de 1,19% em novembro, conforme divulgado há pouco pela FGV. O resultado, que sucedeu uma alta de 1,76% no mês anterior, ficou abaixo da nossa expectativa e da mediana das projeções do mercado, ambas em 1,36%. A surpresa se concentrou nos preços industriais, que exibiram descompressão mais intensa do que projetávamos. O IPA industrial recuou de uma alta de 2,23% em outubro para 0,99% no mês passado, com destaque para a queda de 4,91% dos preços do minério de ferro. Já o IPA agrícola se manteve pressionado, ao passar de 2,75% para 2,48%. Por fim, os preços ao consumidor impediram uma desaceleração maior do IGP, subindo de 0,76% para 1,0% entre outubro e novembro. Neste mês, o IGP deverá manter tendência de desaceleração, puxada por ambos os componentes de preços do atacado.

Atividade

Serasa Experian: Atividade varejista registrou nova queda em novembro

O Indicador de Atividade do Comércio calculado pela Serasa Experian caiu 0,3% na passagem de outubro para novembro, excetuada a sazonalidade, conforme divulgado ontem. O resultado, que marcou a sexta contração consecutiva, foi impulsionado pelo recuo de cinco dos seis setores que compõem o índice. O segmento de material de construção apresentou a maior retração na margem, registrando forte declínio de 11,5%. O ramo de móveis, eletrodomésticos, eletroeletrônicos e informática cresceu 0,8%, revertendo apenas parcialmente a variação negativa de 7,7% exibida no mês anterior. Em relação ao mesmo período de 2014, a atividade varejista registrou queda de 7,7%. O resultado sugere continuidade do recuo do comércio no período, informação a ser divulgada pela Pesquisa Mensal do Comércio (PMC) apenas no próximo mês.

Secovi/Embraesp: Mercado imobiliário paulistano manteve fraco desempenho em outubro

As vendas de imóveis na cidade de São Paulo somaram 1.112 unidades em outubro, o equivalente a uma alta de 15,5% em relação ao mesmo período de 2014, segundo os dados divulgados hoje pelo Sindicato da Habitação de São Paulo (Secovi-SP). O resultado, no entanto, é explicado pela baixa base de comparação, não revelando nenhuma reversão da tendência de queda na margem exibida nos últimos meses. Já os lançamentos alcançaram 1.769 unidades, conforme pesquisa da Empresa Brasileira de Estudos de Patrimônio (Embraesp), o equivalente a uma retração de 29,6%, na mesma métrica. Com isso, no acumulado dos nove primeiros meses do ano, em comparação com o mesmo período de 2014, houve queda de 3,4% das vendas e uma redução de 31,3% dos lançamentos. Com isso, os estoques de imóveis atingiram 19,6 meses do atual patamar de vendas, ou 26,396 mil unidades. De fato, a elevação da taxa de desemprego, as condições de financiamento menos favoráveis e a queda da confiança do consumidor deverão manter o setor imobiliário enfraquecido ao longo dos próximos trimestres.

Internacional

Área do Euro: Desaceleração do PIB no terceiro trimestre foi puxada pelo impacto negativo das exportações líquidas

Em linha com a leitura preliminar, a segunda prévia do PIB europeu no terceiro trimestre exibiu avanço de 0,3% na comparação com os três meses anteriores. O resultado sucedeu alta de 0,4% no segundo trimestre e foi explicado essencialmente pela contribuição negativa do setor externo. As exportações líquidas retiraram 0,3 p.p. do PIB, em função da desaceleração das exportações. Já o consumo das famílias e os gastos públicos contribuíram positivamente, com 0,2 p.p. e 0,1 p.p., respectivamente. Por fim, os investimentos ficaram estáveis no período. Entre os países do bloco, destaque para a Espanha, com crescimento de 0,8% em relação ao segundo trimestre – Alemanha e França registraram crescimento de 0,3%. Neste trimestre, a desvalorização do euro deverá favorecer novamente as exportações da região, beneficiando a aceleração do PIB, que deverá voltar a crescer 0,4%.

China: Exportações continuaram fracas, enquanto as importações deram sinais menos desfavoráveis em novembro

As exportações chinesas mostraram queda de 6,8% em novembro em relação ao mesmo período do ano passado, frustrando as expectativas de um recuo de 5,0%, após já terem caído 6,9% em outubro. Além da demanda externa fraca, a moeda chinesa acabou apreciando nos últimos meses, o que compromete parcialmente a competitividade do país. Por outro lado, as importações recuaram 8,7%, na mesma base de comparação, ficando levemente melhor do que o esperado (queda de 11,9%), lembrando que a retração em outubro tinha sido de 18,8%. Essa melhora nas importações, por sua vez, reflete principalmente a exclusão do efeito da queda dos preços das commodities e, diante das cotações mais baixas das matérias primas, a China até tem aumentado a quantidade comprada desses bens. Com isso, o saldo da balança comercial chegou a US$ 51,1 bilhões, ante superávit de US$ 61,64 bilhões registrado no mês anterior. Somado a isso, as exportações chinesas para o Brasil caíram 45,9%, na comparação interanual, em decorrência da retração da atividade econômica brasileira, enquanto as compras avançaram 34,9% na mesma base de comparação. Por fim, vale chamar a atenção para a recente depreciação da moeda chinesa, observada nos últimos dias, que pode ser explicada pela proximidade da decisão do Fed, que deve anunciar a subida da taxa de juros na semana que vem, reforçando a tendência de apreciação do dólar.

Tendências de mercado

As bolsas asiáticas encerraram em queda o pregão desta terça-feira. No mesmo sentido, as bolsas européias e os índices futuros norte-americanos exibem recuo neste momento, revertendo parte da alta dos últimos dias. As perdas são lideradas por empresas produtoras de petróleo e minério de ferro, em resposta à forte retração de preços observada ontem. Na China, dados mistos de balança comercial também prejudicaram as negociações nas bolsas.

O dólar se fortalece frente as principais moedas dos países emergentes, com exceção do rublo. Já o euro, o iene e o franco suíço ganham valor ante a divisa norte-americana. Entre as commodities, o destaque ainda fica para o preço do petróleo, que a despeito de apontar alguma alta hoje, permanece em patamar bastante baixo, reagindo à falta de acordo na reunião da Opep encerrada na última sexta-feira. As agrícolas, em sentido contrário, registram novas perdas nesta manhã. No mercado doméstico de juros futuro, a surpresa positiva com o IGP-DI poderá limitar a pressão de alta decorrente da depreciação da moeda brasileira. Ainda assim, o ambiente político continuará sendo o foco do mercado.