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Commodities Agrícolas

Café: Forte recuo: Os contratos futuros de café arábica fecharam com forte queda ontem na bolsa de Nova York, depois terem subido até metade do pregão. Os papéis com vencimento em julho encerraram a sessão com baixa de 3,57%, ou 460 pontos, a US$ 1,241 a libra-peso. Sem mercado de câmbio no Brasil por causa do feriado de Tiradentes, as negociações com café na bolsa americana ficaram sem referência do mercado brasileiro, que é o maior exportador de café do mundo. Dessa forma, os fundos preferiram liquidar posições para tentar embolsar os lucros acumulados nos dias anteriores. O comportamento do câmbio tem dado o tom no mercado do café em Nova York. O indicador Cepea/Esalq para o arábica ficou em R$ 467,94 por saca na quartafeira, um recuo de 0,08% sobre o dia anterior.

Cacau: Moagem na Ásia: As cotações futuras do cacau registraram alta ontem na bolsa de Nova York em mais uma rodada de compras dos fundos especulativos e refletindo as expectativas positivas para a moagem na Ásia. Os contratos com vencimento em julho subiram US$ 17, para US$ 3.107 a tonelada. Os traders esperam que o volume de cacau processado na Ásia no primeiro trimestre tenha crescido, depois que a Malásia reportou alta de 4% no período. Segundo a consultoria Zaner Group, como o país vinha perdendo fatia de mercado para a Indonésia, que também elevou a moagem, o crescimento indica que o processamento do continente pode ter aumentado 10% ou mais. Em Ilhéus e Itabuna, o valor médio da arroba na quarta-feira foi de R$ 151,00, alta diária de R$ 5,00, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Suco de laranja: Sexta queda: O mercado futuro do suco de laranja registrou sua sexta desvalorização seguida na bolsa de Nova York ontem, em meio a um cenário menos pessimista para a produção na Flórida. Os papéis do suco concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) com vencimento em julho (que hoje passaram a ser os de maior liquidez) fecharam a US$ 1,2875 a libra-peso, recuo de 475 pontos. Depois que o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou a projeção para a safra de laranja da Flórida, os preços vêm perdendo força. O clima mais seco no Estado americano também é considerado positivo, já que permite o avanço da colheita. No mercado doméstico, a laranja para a indústria subiu 0,54% na quarta­feira, para R$ 14,80 a caixa, apurou o Cepea.

Soja: Receio com Argentina: Os futuros de soja alcançaram o maior patamar em mais de oito meses ontem na bolsa de Chicago, em mais um dia de compras especulativas. Os contratos com vencimento em julho fecharam com alta de 8,5 centavos, a US$ 10,275 o bushel. Houve uma tentativa de realização de lucros, mas o movimento de compras dos fundos prevaleceu diante das informações de quebra de safra na Argentina, terceiro maior exportador de soja do mundo. Isso poderia elevar os embarques a partir dos EUA. Ontem, a Bolsa de Cereais de Buenos Aires informou que reduziu sua projeção para a colheita de soja na Argentina em 4 milhões de toneladas, o que resultaria numa produção de 56 milhões de toneladas na safra 2015/16. O indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá subiu 1,26% na quarta-feira, para R$ 79,76 por saca. (Valor Econômico 22/04/2016)