Macroeconomia e mercado

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Eventual governo de Michel Temer ainda levanta interrogações, diz Unica

A presidente-executiva da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), Elizabeth Farina, disse nesta terça-feira, 26, ao Broadcast Agro (serviço de notícias em tempo real da Agência Estado) que um eventual governo de Michel Temer (PMDB) ainda levanta "muitas interrogações" quanto ao relacionamento com o setor sucroenergético. "Quem vai ser o ministro da Fazenda? Quem vai ser o ministro da Agricultura?", indagou.

O vice-presidente da República pode assumir a Presidência, caso o Senado dê continuidade ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff, cuja admissibilidade já foi aprovada pela Câmara dos Deputados. Se isso ocorrer, Dilma poderá ficar afastada do Planalto por até 180 dias.

Farina ressaltou, porém, que a agenda da entidade continua a favor da diferenciação tributária entre etanol e gasolina, tema que está entre as prioridades da Unica neste ano. Isso porque o crédito presumido que equivale a zerar a alíquota PIS/Cofins incidente sobre o etanol acaba em dezembro.

A compensação tributária, que significou um corte de R$ 0,12 por litro, foi tomada em 2013. "Temos de cuidar desse tema, da reforma do PIS/Cofins", comentou Farina. (Agência Estado 26/04/2016)

 

 

 

Disputa entre Abengoa e Dedini Agro começa a ser analisada pelo STJ

A disputa entre a empresa espanhola Abengoa e a brasileira Dedini Agro já está sendo analisada pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Na última quarta-feira, 20, dois ministros indeferiram a homologação de decisão de uma corte arbitral internacional que determinava à Dedini o pagamento de R$ 150 milhões à Abengoa, em um caso que envolve a compra, em 2007, de usinas de cana-de-açúcar. Outro ministro pediu vistas do processo.

A corte do STJ, com 15 ministros, se reúne novamente em 4 de maio. A Abengoa adquiriu em 2007 o controle da Dedini Agro por R$ 1,3 bilhão e assumiu R$ 730 milhões em dívidas. Na negociação estavam unidades de processamento de cana localizadas em Pirassununga e São João da Boa Vista, ambas no interior paulista.

O conglomerado espanhol, entretanto, afirma que teve prejuízos por causa de números superestimados de moagem divulgados pela Dedini e cobra ressarcimento. As duas usinas da Abengoa têm capacidade instalada para quase 7 milhões de toneladas de cana por temporada.

No ciclo 2016/17, que começou neste mês, a expectativa da companhia é de processamento em torno de 5,8 milhões de toneladas. (Agência Estado 26/04/2016)

 

Resultado líquido da Cargill no Brasil caiu 16% em 2015

A filial brasileira da Cargill, maior empresa de agronegócios do mundo, encerrou 2015 com uma receita líquida de R$ 32,1 bilhões, um aumento de 23% em relação a 2014. Mas a deterioração do cenário econômico no mercado interno, a piora no resultado financeiro e a cotação em queda dos grãos, principal segmento da companhia no país, levaram a uma retração de 16% no lucro líquido das operações no país, para R$ 415 milhões.

Conforme a companhia, o volume total processado e comercializado no Brasil superou 28 milhões de toneladas em 2015, 28% do total entregue no mercado interno e 72% direcionados às exportações. Isso rendeu à empresa R$ 9,7 bilhões no mercado interno, ante R$ 9,3 bilhões em 2014, e R$ 10,6 bilhões no externo, contra R$ 9,6 bilhões em 2014.

Segundo a Cargill, "2015 se comportou conforme as expectativas consolidadas na primeira metade do ano". A empresa citou os investimentos que tem feito em logística como mostra de seu "compromisso de longo prazo e crescimento no país". Em recente entrevista ao Valor, a companhia informou que fechará o triênio 2014­2016 com investimentos de R$ 675 milhões em infraestrutura logística e portuária no país, sendo 82% destinado ao "Arco Norte", a nova rota para o escoamento de grãos do Centro-Oeste.

O fôlego para esses aportes se sustentou, em grande parte, graças à contração de financiamentos e empréstimos com o BNDES, FCO e Finame, além de empréstimos federais via "partes relacionadas". Entre 2014 e 2015, a Cargill elevou de R$ 3,8 bilhões para R$ 6,5 bilhões sua captação financeira com esses agentes.

Ao considerar apenas as linhas que registram receitas e despesas com variação cambial e derivativos, a filial brasileira fechou com despesa financeira líquida de R$ 775 milhões, ante R$ 316 milhões em 2014. É esse componente, e em particular o efeito da variação cambial, que justifica a piora do resultado financeiro como um todo de um ano para o outro, e que levou a uma redução do lucro antes de impostos, apesar de o lucro operacional (Ebit) ter subido 46% no ano, para R$ 1,34 bilhão em 2015.

A empresa reconhece que tem exposição líquida passiva em dólares. Ou seja, em tese, quando o dólar sobe, ela perderia dinheiro. Mas isso não mostra a realidade toda, diz a empresa, já que detém 70% da receita de vendas em moeda estrangeira.

Fundada nos EUA em 1865, a Cargill opera no Brasil há 50 anos e está presente em 15 Estados do país com unidades industriais e escritórios. A companhia processa e comercializa soja, açúcar, algodão, milho e outros grãos, e realiza negócios nos setores de etanol e bioenergia através de joint ventures. A Cargill ainda produz produtos para o consumidor final, como óleos refinados, molhos e maionese. (Valor Econômico 27/04/2016)

 

Volume de etanol negociado é baixo e preço do hidratado se estabiliza

Na última semana, o Indicador Cepea/Esalq semanal do hidratado no estado de São Paulo fechou a R$ 1,3725/l (sem impostos, a retirar), ligeira alta de 0,25%. De acordo com pesquisadores do Cepea, foram poucas negociações captadas, já que boa parte das distribuidoras tinha bom volume em estoque.

Do lado da oferta, poucas unidades produtoras paulistas estiveram ativas no mercado spot, mas houve entrada de etanol de outros estados, com destaque para cargas de Goiás.

O Indicador Cepea/Esalq semanal do anidro recuou 1,21%, indo para R$ 1,5612/l (sem impostos e sem frente). Com as fortes desvalorizações do etanol entre março e início de abril, a vantagem do açúcar sobre o combustível atingiu o maior nível do ano, segundo cálculos do Cepea.

Na semana passada, o açúcar cristal remunerou 64% a mais que o anidro e 75% a mais que o hidratado no estado de São Paulo. O preço médio do etanol anidro, que seria equivalente ao do açúcar cristal, foi calculado em R$ 2,5567/litro (sem impostos). (Cepea / ESALQ 26/04/2016)

 

Brasil supera China como maior importador de etanol norte-americano

De acordo com a Datagro, dos 259,37 milhões de litros de etanol exportados pelos EUA em fevereiro deste ano, 83,59 milhões de litros foram enviados para o mercado brasileiro.

O Brasil foi um dos principais destinos das exportações de etanol dos Estados Unidos. De acordo com a Datagro, dos 259,37 milhões de litros de etanol exportados pelos EUA em fevereiro deste ano, 83,59 milhões de litros foram enviados para o mercado brasileiro.

Neste período, o Brasil superou a China nas importações do etanol norte-americano. Os chineses adquiriram apenas 33,65 milhões de litros.

Já a Ásia continua responsável por absorver boa parte das vendas externas. Somente para Índia, por exemplo, os EUA aumentaram as exportações para 32,08 milhões de litros em fevereiro.

Os EUA deverão expandir ainda mais suas exportações. No acumulado do ano, já foram 593,18 milhões de litros exportados, contra 590,62 milhões no mesmo período de 2015.

Consequentemente, devido à ampla oferta no mercado doméstico em adição à baixa disponibilidade no Brasil, os EUA reduziram as importações. De janeiro a fevereiro, foram 102,76 milhões de litros importados, ante 135,65 milhões de litros no mesmo período do ano passado. (Infomoney 26/04/2016)

 

Acordo entre Mapa e Apex reforça promoção do agronegócio brasileiro no exterior

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) assinaram nesta terça-feira (26) acordo de cooperação técnica que prevê uma série de ações para promover o agronegócio brasileiro no exterior e atrair investidores.

O acordo, assinado pela ministra Kátia Abreu e pelo presidente da Apex-Brasil, David Barioni Neto, terá duração de dois anos e orçamento de R$ 12 milhões. Setenta por cento dos recursos são da Apex-Brasil e 30%, do Mapa.

O objetivo é promover o alimento brasileiro no exterior, abrir mercados e consolidar os existentes. Foram selecionados os setores de carnes (bovina, suína e de aves) e derivados, produtos lácteos, pescados, frutas e sucos, grãos, café, alimentos e bebidas e máquinas e equipamentos.

O grupo alvo de países, blocos e regiões está entre os integrantes do Plano Nacional de Exportações e inclui China, Coreia do Sul, Oriente Médio, Estados Unidos, Rússia, Japão, União Europeia, África Subsaariana e Sudeste Asiático.

Segundo a ministra, a parceria faz parte de um programa ousado de promoção internacional dos produtos do agronegócio. “É uma estratégia inteligente para superarmos os momentos difíceis e que leva em consideração a nova realidade cambial do país. Ao manter uma demanda crescente para as empresas locais, a conquista de mercados estrangeiros promove a criação de empregos no Brasil e incentiva os investimentos”.

Para o presidente da Apex-Brasil, a promoção comercial ajuda o Brasil a ser reconhecido como fornecedor confiável de alimentos. “É um forte instrumento de estímulo à competividade das empresas brasileiras”, observa Barioni.

Ações

O acordo permitirá a realização de missões empresariais ao exterior, seminários e encontros com compradores no Brasil. Para a atração de investimentos, está prevista a criação de bancos de dados de investidores estrangeiros e de projetos no Brasil.

Por meio do acordo, também será desenvolvido um serviço de relacionamento com possíveis empresários interessados em investir no país. Além disso, a cooperação possibilitará organizar missões internacionais do Ministério da Agricultura.

A parceira ainda prevê estudos com informações de mercado para subsidiar os setores envolvidos nas missões empresariais e nos encontros com compradores estrangeiros no Brasil. Essas análises também poderão ser úteis para se dimensionar o impacto de acordos comerciais sobre o agronegócio brasileiro.

O setor agrícola vem comemorando a abertura e a ampliação de mercados internacionais. Apenas no primeiro trimestre deste ano, a cadeia produtiva registrou saldo positivo de US$ 17 bilhões, um aumento de 8,7% em comparação ao mesmo período de 2015. Em março passado, quando o país registrou o recorde mensal da série histórica, iniciada em 1997, as exportações do agronegócio totalizaram US$ 8,35 bilhões e representaram 52,2% das vendas externas totais do Brasil. (MAPA 26/04/2016)

 

Coca-Cola lança no Brasil refrigerante com estévia e 50% menos açúcar

A Coca-Cola com estévia e 50% menos açúcar chega ao mercado brasileiro. Em até duas semanas, a opção com a metade do açúcar da Coca-Cola original deverá estar em todo o país.

"No Brasil, estávamos esperando de mãos atadas. Um novo decreto permitiu lançar o primeiro refrigerante no mercado brasileiro com essa mistura de adoçante e açúcar", afirma Xiemar Zarazúa, presidente da Coca-Cola Brasil.

O produto já está em 25 países, mas, no Brasil, a Coca verde –para se diferenciar do rótulo vermelho da original e do preto da Zero-, terá uma fórmula inédita no mundo, de terceira geração, adaptada ao paladar brasileiro.

A estévia usada não é produzida internamente –virá de fornecedor internacional.

Secreto como a fórmula é o investimento feito. "É expressivo, mas não pode ser revelado", afirma o executivo mexicano.

É o primeiro lançamento da marca no país desde a Coca-Cola Zero, em 2007. Além dela, já existia a Coca-Cola Light, também sem caloria.

"É importante adicionar um fato à luta contra a obesidade. Não faz bem para ninguém consumir muita caloria. É papel nosso apresentar outras opções para se ter uma dieta mais equilibrada."

A companhia pretende também incrementar a oferta das embalagens menores, de até 250 ml, de seus produtos.

REFRIGERANTE BRANCO

Além da fábrica em construção no Rio de Janeiro, que deverá ser inaugurada em 2017, a Coca-Cola Brasil continua a fazer investimentos e se prepara para entrar na indústria de laticínios.

A companhia está prestes a fechar a compra da Verde Campo, de Lavras (MG).

"A operação já foi fechada e aprovada pelo Cade. Nas próximas semanas será concluída", afirma Xiemar Zarazúa, presidente da companhia no Brasil.

"Faz parte do portfólio no qual a Coca tem dito vai participar. Será em todos os segmentos de bebidas não alcoólicas, leite, todo o negócio de laticínios. Isso já ocorre, em muitos países."

Nem uma marca tão conhecida escapa dos efeitos de câmbio, altos juros e custos, além da queda de consumo.

"Para nós, não é diferente do resto da indústria, ninguém consegue fugir do impacto negativo da crise. Mas mantivemos investimentos —neste ano, de R$ 2,5 bilhões."

Mas não está fácil explicar a situação do Brasil no exterior, reconhece. (Folha de São Paulo 27/04/2016)

 

Bayer CropScience registrou queda de 2,2% nas vendas no 1º tri de 2016

A Bayer CropScience, divisão agrícola da multinacional alemã Bayer AG, fechou o primeiro trimestre de 2016 com vendas de 3,02 bilhões de euros, queda de 2,2% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Em balanço divulgado hoje, a companhia reportou aumento da receita apenas na América do Norte, onde as vendas cresceram 1% no trimestre encerrado em 31 de março, para 952 milhões de euros. Na Europa, principal mercado para a Bayer CropScience, o recuo foi de 2,2%, a 1,35 bilhão de euros.

Já no bloco que inclui América Latina, África e Oriente Médio, a receita da divisão enfrentou uma baixa mais expressiva, de 7,3%, para 381 milhões de euros. Ainda assim, a empresa informou que houve “ganhos consideráveis” nas vendas de fungicidas, particularmente de produtos para soja.

Dentre os segmentos em que a Bayer CropScience trabalha, o de sementes teve desempenho melhor que o de defensivos agrícolas. O negócio de sementes reportou uma elevação de 6,7% nas vendas no primeiro trimestre, para 637 milhões de euros, enquanto o de defensivos recuou 4,8%, para 2,18 bilhões de euros. Respondendo pela menor fatia do faturamento, o segmento de ciências ambientais cresceu 0,5% no trimestre, para 204 milhões de euros.

O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) antes de itens extraordinários somou 1,1 bilhão no primeiro trimestre, alta de 6,3%. De acordo com a Bayer CropScience, ganhos advindos de preços maiores de venda e custos menores dos produtos vendidos contribuíram para fazer frente aos gastos mais elevados com pesquisa e desenvolvimento, e o efeito cambial negativo de 15 milhões de euros.

A Bayer CropScience respondeu por 25% da receita da Bayer AG no primeiro trimestre de 2016, que totalizou 11,94 bilhões de euros. (Valor Econômico 26/04/2016)

 

Commodities Agrícolas

Café: Impulso do dólar: Os preços do café arábica subiram ontem na bolsa de Nova York, estendendo os ganhos da sessão anterior. Os lotes com entrega em julho fecharam a US$ 1,2575 por libra-peso, alta de 220 pontos. O mercado seguiu a correlação com o dólar, que operou abaixo de R$ 3,55, repercutindo os desdobramentos políticos e econômicos no Brasil. O dólar em baixa desestimula as vendas pelos produtores do Brasil, maior fornecedor global ­, porque diminui a rentabilidade das exportações. Com menos café no mercado, os preços tendem a subir. Do lado dos fundamentos, o clima no Vietnã e no Brasil está no foco dos investidores. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre R$ 490 e R$ 500, conforme o Escritório Carvalhaes.

Soja: Chuvas na Argentina: A soja voltou ontem a avançar na bolsa de Chicago, em meio aos temores com as condições climáticas na Argentina. Os contratos com entrega em julho encerraram o pregão em alta de 17,50 centavos, a US$ 10,2725 por bushel. As projeções para a safra 2015/16 de soja na Argentina ­ que está em fase de colheita, continuam a ser reduzidas, devido aos impactos do excesso de chuvas e dos alagamentos no país. Contudo, o início promissor do plantio da safra 2016/17 nos EUA limitou os ganhos da soja. Na segunda-feira, o Departamento de Agricultura americano (USDA) reportou que, até domingo, 3% da área prevista para a oleaginosa no país estava plantada, ante 2% da média histórica. No oeste da Bahia, a saca foi negociada ontem a R$ 70,67, de acordo com a Aiba.

Milho: Seca no Brasil: A redução das estimativas para a colheita da segunda safra de milho no Brasil colaborou para elevar os preços do grão ontem em Chicago. Os papéis com entrega em julho fecharam com ganhos de 5,50 centavos, a US$ 3,8725 por bushel. A seca e o calor que atingem regiões produtoras de milho no Brasil têm aumentado as preocupações do mercado de que a safrinha do país seja menor que o previsto. As projeções de quebra variam a depender da região, mas chegam a até 50% em casos extremos. O rápido avanço do plantio do novo ciclo 2016/17 de milho nos EUA (30% da safra já está semeada no país) impediu uma valorização maior do grão em Chicago. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca de milho ficou em R$ 48,82, alta de 0,93%.

Trigo: Fator câmbio: As cotações do trigo registraram alta significativa nas bolsas americanas ontem, embaladas pela perda de força do dólar ante outras moedas. Em Chicago, os lotes do cereal com entrega em julho encerraram a sessão em alta de 10 centavos, a US$ 4,8775 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o trigo de melhor qualidade, os contratos de mesmo vencimento subiram 4,25 centavos, a R$ 4,78 por bushel. O dólar desvalorizado tende a atrair a demanda para o trigo dos EUA, na medida em que o produto fica mais barato para os compradores estrangeiros. Nos últimos meses, o trigo americano perdeu muito mercado para o cereal de outras origens, oferecido a preços inferiores, caso do Leste Europeu. No Paraná, o preço da saca de trigo ficou estável, em R$ 41,40, de acordo com o Deral/Seab. (Valor Econômico 27/04/2016)