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Commodities Agrícolas

Açúcar: Oferta robusta: A super produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil na primeira quinzena de abril pesou sobre os contratos futuros da commodity ontem na bolsa de Nova York. Os papeis para julho caíram 21 pontos, a 15,84 centavos de dólar por libra-peso. A União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica) informou que a produção quadruplicou ante igual período de 2015, saindo de 396 mil toneladas para 1,429 milhão de toneladas. No período, 205 usinas já estavam em operação. Na primeira quinzena de 2015, a moagem era feita por 137 unidades. A projeção da Unica para a safra 2016/17, de aumento da produção de açúcar mesmo se houver redução da moagem, também exerceu pressão sobre as cotações. O indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal caiu 0,45%, para R$ 75,87 a saca de 50 quilos.

Café: Produção brasileira: A perspectiva de recuperação da produção brasileira de café na safra 2016/17 pesou sobre os preços do grão ontem na bolsa de Nova York. Os lotes para julho fecharam a US$ 1,215 a libra-peso, um recuo de 425 pontos. A entrada de uma frente fria na região Sudeste tem gerado apostas mais otimistas para a próxima colheita, para a qual as estimativas já apontavam para uma recuperação. Ontem, a Associação Brasileira da Indústria de Café (Abic) divulgou que estima que a safra total de café no país ficará acima de 53 milhões de sacas, superando o montante colhido em 2015/16. A queda também foi decorrente da alta do dólar, outro fator que costuma pressionar as cotações. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica caiu 1,37%, para R$ 456,78 a saca.

Milho: Clima favorável: Previsões de clima favorável às lavouras dos Estados Unidos e do Brasil pesaram sobre os preços do milho nesta quarta-feira na bolsa de Chicago. Os contratos do milho com vencimento em julho fecharam com recuo de 2,5 centavos, a US$ 3,8475 o bushel. Para os Estados Unidos, as previsões são de clima mais seco que o normal no Cinturão do Milho na próxima semana. Isso pode favorecer o avanço da semeadura, já bastante adiantada no país, alcançando 30% da área esperada até o último domingo, segundo o Departamento de Agricultura do país (USDA). No Brasil, as lavouras de milho "safrinha" podem receber chuvas nos próximos dias, segundo algumas previsões, aliviando a falta de umidade das últimas semanas. No Paraná, o preço subiu 1,08%, para R$ 39,46 a saca, segundo o Deral/Seab.

Trigo: Chuva nos EUA: As cotações do trigo recuaram ontem na bolsa de Chicago, influenciadas pelas previsões de chuva nas lavouras americanas e pela valorização do dólar perante várias divisas, que torna o cereal produzido nos EUA mais caro aos compradores internacionais. Os contratos com vencimento em julho fecharam com desvalorização de 0,87%, ou 4,25 centavos, a US$ 4,835 o bushel. Previsões meteorológicas indicam que as Planícies americanas receberão mais precipitações nos próximos dias, o que pode aumentar o potencial produtivo do trigo vermelho de inverno, utilizado para panificação. No Paraná, a saca de 60 quilos foi negociada, em média, por R$ 41,40, de acordo com informações coletadas pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura do Estado. (Valor Econômico 28/04/2016)