Macroeconomia e mercado

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Shell aumenta sua aposta no pré-sal

A Shell está envolvida simultaneamente em duas operações capazes de alavancar significativamente sua posição no mercado brasileiro de E&P.

De um lado, estaria negociando a compra de parte das ações da Petrobras no mega-campo de Libra, o mais celebrado dos ativos do pré-sal; do outro, já teria apresentado uma oferta pelos 25% da Repsol Sinopec em Sapinhoá, na Bacia de Santos.

Nos dois casos, a Shell está dobrando sua aposta em operações das quais já participa.

Em Libra, a empresa ampliaria sua fração de 20% para 30%, tornando-se a maior acionista, ao lado da própria Petrobras, juntas têm 60%.

O restante das ações permaneceria nas mãos da Total e das chinesas CNOOC e CNPC.

Em relação à Sapinhoá, a Shell se tornaria sócia majoritária com 55%, a companhia já detém 30% do consórcio herdados com a aquisição do controle mundial da BG.

Os outros 45% estão nas mãos da onipresente Petrobras.

Juntos, os campos de Libra e Sapinhoá somam de 10 a 14 bilhões de barris em reservas

estimadas.

Entre sístoles e diástoles, a Shell tem feito uma re-arrumação em seu portfólio de ativos no Brasil.

A nova temporada de aquisições sucede um ciclo de desmobilização de participações que se estendeu ao longo dos últimos dois anos.

Nesse período, entre outras operações, os anglo-holandeses venderam 23% do Parque das Conchas (BC-10), na Bacia de Campos, para a Qatar Petroleum.

Desfizeram-se também de 20% do BM-ES-23, no Espírito Santo, negociado para a tailandesa PTTEP. (Jornal Relatório Reservado 05/05/2016)

 

Divisão agrícola da Glencore eleva em 89% processamento no 1º tri

A divisão agrícola da Glencore registrou um aumento de 89% na produção e no processamento no primeiro trimestre de 2016. Conforme balanço financeiro divulgado nesta manhã pela companhia, foram produzidos e processados 1,2 milhão de toneladas a mais em relação aos volumes do mesmo período do ano passado, totalizando 2,6 milhões de toneladas.

A maior contribuição para esta alta se deveu ao segmento de processamento, beneficiado por volumes maiores de grãos na Argentina e à aquisição da unidade de processamento de Becancour, no Canadá, e a de Warden, nos EUA, ocorridas no fim do ano passado.

A empresa citou ainda o processamento antecipado da cana-de-açúcar em decorrência do clima favorável em regiões produtoras. Foram processadas neste primeiro trimestre 219 milhões de toneladas de cana, a Glencore não informou os volumes de 2015.

O processamento de grãos subiu de 955 mil toneladas no início de 2015 para 1,8 milhão de toneladas neste ano. O de trigo subiu de 236 para 239 milhões de toneladas na comparação entre os primeiros trimestres de 2015 e 2016. O de arroz, foi de 47 para 56 milhões de toneladas. (Valor Econômico 04/05/2016 às 16h: 56m)

 

Tempos difíceis para as grandes múltis agrícolas

Um período recente de condições climáticas adversas prejudicou as safras de milho e soja na América do Sul e trouxe algum otimismo para as maiores tradings de commodities agrícolas do mundo. Mas, ainda que os preços desses grãos tenham reagido positivamente às intempéries na Argentina e no Brasil, ainda são grandes os desafios que empresas como ADM, Bunge, Cargill, Louis Dreyfus e Glencore enfrentam para preservar suas margens de lucro, já que produções globais robustas nas últimas temporadas ampliaram estoques e afetaram o comércio.

Como salientou o CEO da americana Bunge, Soren Schroder, as coisas não ficaram "fáceis e com grandes margens" por causa dos problemas sul-americanos. Mas houve um "movimento", disse o executivo, e "isso geralmente é bom para companhias como a nossa". Além do crescimento da oferta nos últimos anos, as tradings também acusaram os reflexos da desaceleração econômica dos países emergentes, principalmente a China, sobre o ritmo de avanço da demanda. O segmento fez pesados investimentos em portos e plantas de processamento, mas parte desses ativos tem operado com ociosidade.

"Não é um cenário fácil para uma trading agrícola", disse no mês passado G. J. van den Akker, chefe da divisão de "supply chain" da também americana Cargill, maior empresa de agronegócios do mundo. Na terça-feira, foi a vez de a ADM, outra grande múlti com sede nos EUA, revelar as consequências financeiras dessas condições difíceis. A companhia informou que fechou o primeiro trimestre do atual exercício com lucro líquido de US$ 230 milhões, 53% menor que no mesmo período do ano passado, e atribuiu parte da queda ao recuo dos volumes das exportações americanas e a perdas observadas em sua mesa de negociação de commodities agrícolas.

Os traders frequentemente afirmam que prestam pouca atenção se os preços de determinados produtos estão altos ou baixos, já que estão de olho nas diferenças entre onde e quando os grãos serão comprados e vendidos. Mas a retração das cotações das commodities agrícolas nos últimos anos está encorajando agricultores de alguns países a segurarem suas produções até uma recuperação mais consistente, e isso não é bom para as tradings. E, em meio aos problemas, surgiram até casos de excesso de infraestrutura logística.

A Bunge e a japonesa Itochu, por exemplo, apostaram firmemente na demanda asiática e abriram em 2012, no Estado de Washington, o primeiro novo terminal de exportação de grãos dos EUA em 25 anos. Mas os embarques de trigo, milho, soja em grão e farelo de soja no porto que abriga o terminal diminuíram 29% por conta da retração da demanda e da alta do dólar, o que desanimou os parceiros.

Os lucros líquidos de muitas tradings atingiram seus picos entre 2010 e 2011, depois que a Rússia proibiu as exportações de cereais em resposta a uma onda de calor e abriu caminho para grandes oscilações nos preços dos grãos. A Cargill, por exemplo, registrou lucro operacional ajustado de mais de US$ 3 bilhões no exercício 2011, 38% maior que o de 2015. No último ano, a companhia centralizou a administração e reformulou sua carteira. Saiu de linhas que incluíam aço, fundos de hedge e carne suína nos EUA e adquiriu negócios onde vislumbra demanda mais forte, como ração para salmão. Na terça-feira, a múlti anunciou a venda dos negócios de condimentos, molhos e maionese.

Em resposta ao que chamou de "cenário de baixa", a Louis Dreyfus, por sua vez, reduziu os investimentos em 30% em 2015, para US$ 420 milhões. Gonzalo Ramírez Martiarena, CEO da companhia, afirmou no mês passado que antevê grandes mudanças no mercado. "Este será mais um ano de grande oferta", acrescentou. Mas os que apostam na alta dos preços realçam as boas perspectivas de longo prazo para as tradings. Eles afirmam que a demanda por alimentos vem crescendo inexoravelmente, aumentando a dependência mundial dos embarques de grãos. Assim, tradings com ativos difíceis de serem substituídos vão, em algum momento, se beneficiar.

Foi essa visão que ajudou a Glencore a vender no mês passado uma participação de 40% de suas operações agrícolas para o maior fundo de pensão do Canadá, por US$ 2,5 bilhões. Uma visão menos otimista sugere que as tradings agrícolas viveram um boom na década anterior devido a fatores que não deverão se repetir, como a ascensão da China à condição de potência econômica e o surgimento de políticas de apoio a biocombustíveis em diversos países.

Em outra frente, novidades como os softwares de rastreamento de navios e o acompanhamento por satélite de condições de safras também corroeram o valor do "conhecimento" das tradings sobre os fluxos das commodities, como nota Richard Payne, da Accenture Consulting, ex-executivo da Cargill. Mas, mesmo em meio a tantas mudanças, agricultores e executivos das tradings neste momento estão, como sempre, atentos ao clima, já que o plantio da safra 2016/17 de grãos no Hemisfério Norte está em andamento. E, diante de safras menores na América do Sul, as esperanças foram renovadas. Mas sem euforia. "Estamos cautelosamente otimistas", afirmou Juan Luciano, CEO da ADM. (Valor Econômico 05/05/2016)

 

Fundos e fundamentos devem manter mercado sustentado

Os contratos futuros de açúcar demerara registraram leve recuperação ontem na Bolsa de Nova York (ICE Futures US), apesar da alta do dólar ante o real. O sólido fundamento de déficit na oferta global do produto, depois de cinco safras de superávit, favorece as cotações.

O balanço entre oferta e demanda ficou ainda mais preocupante depois que a Índia, maior consumidor mundial de açúcar, anunciou que poderá se tornar importadora líquida da commodity nesta safra 2016/17. Segundo o presidente da Bombay Sugar Merchants Association, as principais regiões de cultivo da cana no país foram prejudicadas pelo longo período de seca.

Além disso, os fundos de investimento mostram-se confortáveis carregando elevado saldo comprado, apostando na alta dos preços. Segundo relatório semanal da Comissão de Comércio de Futuros de Commodities (CFTC), os fundos elevaram o saldo comprado em açúcar em 33.060 lotes na semana encerrada em 26 de abril. A posição passou de 177.262 para 210.322 lotes.

Pelos fatores técnicos, Nova York aliviou um pouco os indicadores sobrecomprados com a queda de segunda-feira. O suporte psicológico a 16 cents foi rompido ontem, mas o mercado se recuperou. Outro suporte é a mínima de 15,88 cents. Na parte de cima, os contratos têm resistência a 16,50 cents e 16,75 cents.

Ontem, a moeda norte-americana ganhava força em relação ao real no meio da tarde, batendo nível mais alto desde 22 de abril e estimulando vendas brasileiras ao exterior. Segundo analistas, o Banco Central voltou a intervir no mercado, por meio de leilão de swap reverso, puxando a moeda. Além disso, a perspectiva é de um dólar ainda mais forte para favorecer exportadores, em um provável governo Temer. No fim do dia, a moeda fechou a R$ 3,5650, em alta de 2%.

No curto prazo, o início da colheita da safra de cana-de-açúcar no Centro-Sul do Brasil tende a segurar as cotações de açúcar. O Indicador Cepea/Esalq de preço do açúcar cristal, negociado no mercado paulista spot, caiu 1,91% em abril, primeiro mês da safra 2016/17, em relação ao mês anterior, para R$ 76,00 a saca de 50 kg.

A corretora britânica Marex Spectron estimou que as condições climáticas favoráveis e uma maior facilidade em conseguir financiamento devem impulsionar o trabalho nas usinas, com a produção de cerca de 36 milhões de toneladas de açúcar no Centro-Sul do País nesta safra 2016/17. A União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica) estima produção entre 33 milhões e 35 milhões de toneladas.

O Banco Pine estimou que a moagem de cana no Centro-Sul deve crescer 30,5% na segunda quinzena de abril, para 35,4 milhões de toneladas, em comparação com mesmo período de 2015 (27,1 milhões de t). Segundo o Pine, a estiagem tem favorecido os trabalhos de colheita. A Unica deverá divulgar os números da segunda quinzena de abril na semana que vem.

Os futuros de açúcar em Nova York trabalharam no terreno negativo em boa parte do pregão de ontem, pressionados pelo dólar fortalecido, mas acabaram virando no fim da sessão. O vencimento julho encerrou em leve alta de 0,25% (4 pontos), a 16,25 cents. A máxima foi de 16,32 cents (mais 11 pontos). A mínima bateu 15,88 cents (menos 33 pontos).

O valor à vista em reais do indicador do açúcar Esalq fechou ontem a R$ 74,86/saca (-0,80%). Em dólar, o preço ficou em US$ 21,00/saca (-2,87%). (Agência Estado 04/05/2016)

 

Superávit cresce, mas exportação ainda é fraca

O superávit comercial de US$ 4,8 bilhões em abril - recorde para o mês desde o início da série, em 1989 - pouco se deve à recuperação das exportações, cuja média diária, de US$ 768,7 milhões, aumentou apenas 5,7%, na comparação com março, e 1,4%, em relação a abril de 2015. Resulta, isto sim, da queda das importações.

O superávit comercial do primeiro quadrimestre atingiu US$ 13,2 bilhões e já supera o montante previsto tanto pelo governo quanto pela área privada. O Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior estima hoje o saldo anual entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões, enquanto a Consultoria Tendências projeta US$ 41,8 bilhões e a Rosenberg, US$ 55 bilhões.

O saldo cresceu mais por causa da alta das vendas de semimanufaturados (+6,9% em relação a abril de 2015) e itens básicos (+2,5%), enquanto as exportações de bens manufaturados, que são as de maior valor agregado, caíram 1,3%.

Os produtos básicos lideraram as exportações de abril, com vendas de US$ 7,7 bilhões puxadas pela soja e pela carne de frango, os itens mais importantes, mas também por milho em grão, carne suína e fumo em folhas.

Nos semimanufaturados destacaram-se celulose, açúcar, ouro, catodos de cobre e madeira serrada, enquanto nos manufaturados ainda predomina a queda de vendas, por exemplo, de óxidos e hidróxidos de alumínio, autopeças, motores, máquinas de terraplenagem e veículos de carga.

Com a recessão, as importações caíram 32,2% por dia útil entre os primeiros quadrimestres de 2015 e de 2016 e atingiram US$ 42,7 bilhões nos primeiros quatro meses do ano, ante US$ 55,9 bilhões de exportações. É a fraqueza das compras externas que faz o superávit crescer. A corrente de comércio (soma de exportações e importações) em 12 meses caiu US$ 90 bilhões. Isso indica menos concorrência com os bens locais e menos investimento em bens de capital.

Alguma recuperação das vendas externas de bens industriais já é notada por exportadores, mas dependeu até abril de poucos itens, como automóveis de passageiros, aviões, polímeros plásticos, suco de laranja, etanol e torneiras e válvulas. Falta expandir - e muito - a pauta de exportações. Estas, por ora, se beneficiam da desvalorização da moeda, mas os efeitos do câmbio são defasados. No futuro, poderão em alguns casos perder ímpeto com uma valorização do real. (O Estado de São Paulo 05/05/2016)

 

Agricultura terá R$ 203 bilhões em crédito para safra 2016/17

A oferta de crédito destinada aos produtores na safra 2016/17 se mantém próxima da anterior, apesar da crise econômica vivida pelo país.

O novo Plano Agrícola e Pecuário destinará um volume de crédito de R$ 203 bilhões, 8% mais do que na temporada anterior, que foi de R$ 188 bilhões. A inflação do período está próxima a 9%.

A oferta de crédito para custeio e comercialização com juros controlados sobe para R$ 116 bilhões no plano que entra em vigor a partir de julho, alta de 20%. As taxas de juros variam de 8,5% a 12,75% ao ano.

Já o volume de crédito destinado ao Pronamp (programa de apoio ao médio produtor) vai a R$ 16 bilhões, com avanço de 15% em relação ao plano de 2015/16.

Os juros dos empréstimos para custeio são de 8,5% ao ano para os médios produtores e de 9,5% para os grandes.

O limite de crédito por produtor teve correção de 10%, para R$ 1,32 milhão por safra. Já o produtor do Pronamp tem crédito de R$ 780 mil.

Houve mudança também nas emissões de LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio). Há um direcionamento de 35% da captação com esses títulos para juros controlados. Segundo o governo, serão R$ 10 bilhões de crédito nessa modalidade e mais R$ 30 bilhões com juros livres.

Outra novidade é que os CRAs (Certificados de Recebíveis do Agronegócio) e os CDCAs (Certificados de Direitos Creditórios do Agronegócio) poderão ter correção em moeda estrangeira, desde que lastreados na mesma.

SATISFATÓRIO

Para a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil), o volume de crédito é satisfatório e está dentro do esperado. Já o crédito com taxas controladas até superou as expectativas. O problema são as taxas de juros.

Com uma possível mudança de governo, o ambiente muda e as taxas de juros de longo prazo são declinantes. Se a Selic cair para perto de 10% em 12 meses, os produtores pagarão uma taxa próxima ou até superior a ela.

"Seria mais prudente ter esperado uma transição ou não de governo. Não há urgência para a aprovação do plano, e a decisão foi precipitada", disse Roberto Brant, presidente da CNA.

Para Paulo Pires, presidente da FecoAgro/RS (Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul), o Plano Safra mostra reconhecimento à relevância do setor agropecuário para a economia.

Endrigo Dalcin, presidente da Aprosoja (Associação dos Produtores de Soja e Milho de Mato Grosso), diz que "o novo plano é frustrante".

A Aprosoja pedia crédito de R$ 225 bilhões e um teto de R$ 2,4 milhões por CPF.

A associação também pedia uma redução de 1,25 ponto percentual nas taxas de juros. O plano anunciado nesta quarta (4), ao contrário, as elevou em 0,75 ponto. (Folha de São Paulo 05/05/2016)

 

Ministério da Agricultura propõe a criação da Embrapa Tecnologias

Governo encaminhou ao Congresso projeto de lei sobre o assunto.

Pela proposta, EmbrapaTec comercializará tecnologias, produtos e serviços.

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento informou que encaminhou ao Congresso Nacional proposta de projeto de lei que autoriza a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) a criar uma subsidiária, a Embrapa Tecnologias (EmbrapaTec).

O anúncio foi feito pela ministra Kátia Abreu durante a cerimônia de lançamento do Plano Agrícola e Pecuário 2016/2017, nesta quarta-feira (4).

"A criação da EmbrapaTec é o primeiro passo no caminho da independência. Para que essa nova empresa possa se focar 48 horas na venda dos produtos que a Embrapa produz.. Queremos nossa independência e aumentar nossos recursos", disse a ministra da Agricultura.

Segundo o governo, a proposta prevê que a EmbrapaTec negocie e comercialize tecnologias, produtos e serviços desenvolvidos por ela ou por outra instituição científica, tecnológica e de inovação (ICT).

A subsidiária da Embrapa também deve ser responsável por explorar o direito de uso das marcas e os direitos da propriedade intelectual, a fim de promover a disseminação do conhecimento gerado pelas unidades de pesquisa e ICTs em favor da sociedade brasileira, acrescentou o governo.

Informou também que a EmbrapaTec será autorizada a constituir um Fundo de Apoio à Pesquisa destinado a financiar as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação, aplicadas em benefício da agricultura nacional.

Alimentos funcionais

O Ministério da Agricultura informou ainda que foi assinado protocolo, entre a ministra Kátia Abreu e o governador de Alagoas, Renan Filho, para criação da nova unidade da Embrapa voltada à pesquisa de alimentos funcionais, aromas e sabores do Brasil naquele estado.

A Embrapa Alimentos Funcionais, Aromas e Sabores, acrescentou o governo, faz parte da estratégia da ministra de aumentar a competitividade e a inovação na produção agropecuária brasileira, pois "alimentos que trazem maior densidade nutricional e novas funcionalidades agregam alto valor à produção". (G1 04/05/2016)

 

Commodities Agrícolas

Café: Apoio no câmbio: Depois de caírem por dois pregões seguidos, os preços do café arábica reagiram ontem na bolsa de Nova York. Os contratos para julho fecharam em alta de 45 pontos, a US$ 1,1970 por libra-peso. O dólar voltou a perder força ante o real, o que desestimula as vendas de café pelos produtores do Brasil ­ maior fornecedor mundial do grão, na medida em que reduz a rentabilidade das exportações. Com menos oferta no mercado, os preços tendem a subir. As cotações apresentaram recuo considerável nas últimas duas semanas, em meio à melhora da produção de arábica nas principais regiões de cultivo, incluindo o Brasil. No mercado doméstico, a saca de 60,5 quilos do café de boa qualidade oscilou entre R$ 480 e R$ 490, de acordo com o Escritório Carvalhaes.

Soja: Argentina em foco: O retorno do foco aos problemas climáticos na Argentina permitiu que a soja registrasse ganhos na bolsa de Chicago. Os contratos com entrega em julho fecharam ontem em alta de 4 centavos, a US$ 10,34 por bushel. Fortes chuvas e inundações têm prejudicado as lavouras argentinas, interrompendo os trabalhos de colheita da oleaginosa. Preocupações com a condição da soja no país sul-americano motivaram uma onda de compras dos fundos, e incertezas quanto à extensão dos danos continuam alimentando as apostas altistas dos especuladores. Os preços elevados do farelo de soja, importante ingrediente da ração animal, foram um impulso adicional às cotações do grão. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca no Paraná ficou em R$ 79,26, em alta de 0,52%.

Milho: Clima favorável nos EUA: As cotações do milho recuaram ontem em Chicago, pressionadas pelo dólar valorizado ante outras moedas e pelo clima favorável no Meio-Oeste dos EUA. Os lotes para julho fecharam em queda de 3 centavos, a US$ 3,7675 por bushel. As condições climáticas benéficas têm permitido aos agricultores retomarem o plantio da safra 2016/17, depois que chuvas atrasaram o início dos trabalhos. A alta do dólar ajudou a empurrar o milho para baixo, na medida em que torna o grão produzido nos EUA mais caro para compradores estrangeiros. Contudo, sinais de demanda aquecida limitaram as perdas do milho: ontem, exportadores privados do país venderam 107,5 mil toneladas do grão para o Japão. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 49,45, elevação de 0,12%.

Trigo: Influência do dólar: Após recuarem nos dois pregões anteriores, os preços do trigo subiram ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os contratos com entrega em julho fecharam em alta de 0,50 centavo, cotados a US$ 4,7125 por bushel. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, os lotes de mesmo vencimento encerraram o pregão com ganhos de 2 centavos, a US$ 4,5775 por bushel. Evidências de demanda aquecida ajudaram a sustentar as cotações do cereal. Entretanto, o dólar valorizado em relação a outras moedas contribuiu para limitar os ganhos da commodity. A alta da moeda americana torna o trigo produzido nos EUA mais caro para os compradores estrangeiros. No Paraná, a saca do cereal ficou estável ontem, em R$ 41,47 por saca, de acordo com o Deral/Seab. (Valor Econômico 05/05/2016)