Macroeconomia e mercado

Notícias

Nufarm

Na contramão da crise, a australiana Nufarm, top ten do mercado mundial de defensivos agrícolas, planeja construir sua segunda fábrica no Brasil. (Jornal Relatório Reservado 11/05/2016)

 

Distribuidora de combustíveis Ale é colocada, mais uma vez, à venda

Número quatro do setor (atrás de BR Distribuidora, Ultra e Raízen), empresa é avaliada em R$ 2 bilhões e está sendo assessorada pelo Banco Safra.

Ale tem hoje 3,7% do setor, bem distante dos 19,1% da 3ª colocada, a rede Ipiranga, controlada pelo Ultra.

O grupo Ale, quarta maior distribuidora de combustíveis do País, foi colocado, novamente, à venda, apurou o Estado. A companhia, que é resultado da união da mineira Ale Combustíveis com a Satélite Distribuidora de Petróleo, do Rio Grande do Norte, é avaliada em R$ 2 bilhões no mercado, segundo fontes. O banco Safra é o assessor financeiro da distribuidora.

O fundo Darby, que está há 12 anos no negócio, já tentou vender apenas sua participação, sem sucesso. “Quando um fundo de private equity não consegue sair de um negócio em que está há muito tempo, algo está muito errado”, disse uma fonte do mercado financeiro.

Nessa nova rodada de negociações, apurou o Estado, a distribuidora de combustíveis começou a ser oferecida novamente pelo banco Safra. Na atual proposta, Marcelo Alecrim estaria mais disposto a deixar totalmente a companhia.

O Safra já ofereceu o grupo Ale para os fundos Advent e Warburg Pincus, segundo fontes. “Ninguém quer entrar em uma empresa que tem briga entre os sócios. Acreditamos que um investidor estrangeiro deva levar o negócio, que é considerado atraente”, disse uma fonte.

“Há pelo menos cinco anos se fala da venda do Ale. Eles tentaram abrir capital, mas enquanto não resolverem o problema dos sócios, é complicado fechar negócio”, disse um executivo de uma concorrente no setor.

A distribuidora já foi alvo do grupo Ultra, dono da Ipiranga, segunda maior do setor, com 19,1%, segundo dados de 2014. A Raízen, parceria entre Shell e Cosan, terceira maior, com 18,7%, também já olhou o ativo.

O grupo Ale tinha, em 2014, 3,7% do mercado nacional. Apesar de pequena, a empresa ajudaria a vice-líder a ficar mais perto da primeira colocada – a BR Distribuidora, da Petrobrás. Também poderia fazer a Raízen superar o Ultra e assumir o segundo lugar.

Plano de expansão

Com cerca de 2 mil postos em 22 Estados, o grupo Ale faturou R$ 11,4 bilhões em 2015. Por meio de sua assessoria, o grupo Ale não confirma que está à venda e diz que segue com seu plano de expansão, com aporte de R$ 118 milhões.

Procurado, Marcelo Alecrim disse não ter posto sua parte à venda, mas não descartou o negócio. Safra, Darby, Advent, Raízen e Ultra não comentam o assunto. O Warburg Pincus não retornou o pedido de entrevista. (O Estado de São Paulo 11/05/2016)

 

USDA eleva previsão de produção de açúcar de estoques finais da safra 2015/16

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) elevou a projeção de produção doméstica de açúcar em 1,61%, de 8,792 milhões de toneladas curtas (7,976 milhões de toneladas) para 8,933 milhões de toneladas curtas (8,1 milhões de toneladas). Com isto, aumentou em 7,65% sua previsão de estoques finais domésticos de açúcar na temporada 2015/16, para 1,743 milhão de toneladas curtas (1,58 milhão de toneladas), ante o volume de 1,619 milhão de toneladas curtas (1,469 milhão de toneladas) previsto em abril.

O USDA elevou sua estimativa para importação dos EUA em 0,68%, para 3,231 milhões de toneladas curtas (2,93 milhões de toneladas). Em abril, a previsão era de 3,209 milhões de toneladas curtas (2,911 milhões de toneladas).

O governo norte-americano também divulgou suas primeiras estimativas referentes à temporada 2016/17. Para a produção dos EUA, a projeção é de 8,710 milhões de toneladas curtas (7,90 milhões de toneladas).

Já a previsão de estoques domésticos é de 1,657 milhão de toneladas curtas (1,50 milhões de toneladas). Quanto às importações do país no ciclo 2016/17, a estimativa é de sejam adquiridas 3,479 milhões de toneladas curtas (3,16 milhões de toneladas). (Down Jones 10/05/2016)

 

Lucro líquido da Wilmar International cresce 3,2% no 1º trimestre

A Wilmar International teve um lucro líquido de US$ 239,4 milhões no primeiro trimestre deste ano, 3,2% maior que no mesmo período do ano passado. A empresa responsabilizou o desempenho constante das operações com óleo de palma e uma maior atuação na área de açúcar.

Em seu comunicado, a trading afirmou que o negócio de óleos tropicais, que inclui plantações e fabricação de óleos, cresceu 7,5% na comparação anual para US$ 149,3 milhões. E o resultado poderia ter sido melhor se não fosse o El Niño, que causou perdas no rendimento médio das lavouras da Wilmar de 5%.

O lucro com a divisão de oleaginosas e grãos da Wilmar subiu 1,6% e ficou em US$ 168,8 milhões, devido a melhores vendas e margem nas operações de arroz e farinha. Isso compensou a as menores margens na área de esmagamento de soja na China.

A divisão de açúcar, que tem sido um problema nos últimos anos, teve perda de impostos significativamente menor no período analisado, de US$ 18,2 milhões, ante US$ 68 milhões no primeiro trimestre de 2015. A divisão teve prejuízo de US$ 18,17 milhões ante US$ 68 milhões um ano antes.

A receita da Wilmar ficou em US$ 8 bilhões no primeiro trimestre, com queda de 4,3% na comparação com o mesmo período do ano passado. O Ebitda cresceu 18,2% na mesma relação, para US$ 559 milhões. (Valor Econômico 10/05/2016)

 

Entrega de fertilizantes no Brasil cresce 13,7% em abril, diz Anda

As entregas de fertilizantes aos produtores rurais brasileiros cresceram 13,7 por cento em abril ante o mesmo mês do ano passado, para 1,57 milhão de toneladas, informou nesta terça-feira a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda), em um relatório mensal.

No acumulado do ano, as entregas acumulam alta de 8,2 por cento na comparação com os quatro primeiros meses de 2015, apontando para uma volta à concentração dos negócios com adubos no primeiro semestre do ano. (Reuters 10/05/2016)

Brasil terá 25 adidos agrícolas espalhados pelo mundo

Um decreto publicado no Diário Oficial desta terça-feira (10) aumenta de oito para 25 o número de adidos agrícolas brasileiros pelo mundo. A medida vai reforçar o trabalho de abertura, manutenção e ampliação de mercados para os produtos agrícolas nacionais. “É um passo importante para o Ministério da Agricultura e para o agronegócio brasileiro”, disse a ministra Kátia Abreu, durante entrevista coletiva, em Brasília.

Os adidos agrícolas representam o ministério nas embaixadas brasileiras no exterior, com objetivo de colaborar para o crescimento e a sustentabilidade da agropecuária. Segundo Kátia Abreu, esse é um profissional que traz agilidade para a solução de problemas que possam interferir nos negócios. Se, por exemplo, um carregamento de matéria-prima para rações chega a um país e não pode ser desembarcado por algum impedimento, o adido entra em ação para resolver questão. “Teremos muito mais adidos para desembaraçar os problemas das empresas nacionais.”

O Brasil não tinha adidos agrícolas até 2008, quando um decreto determinou a atuação de oito postos. Desde então, eles trabalham em Buenos Aires (Argentina), Washington (Estados Unidos), Bruxelas (União Europeia), Pequim (China), Moscou (Rússia), Pretória (África do Sul), Genebra (sede da Organização Mundial do Comércio) e Tóquio (Japão). Agora, com o novo decreto, haverá adidos também em países como China, Japão, Indonésia, Índia, Chile e Arábia Saudita (veja quadro).

Segundo o diretor do Departamento de Negociações Não Tarifárias do Ministério da Agricultura, Odilson Silva, a escolha dos países levou em conta os maiores importadores de alimentos do mundo, os principais compradores dos produtos agrícolas brasileiros e os países com restrição aos produtos.

Odilson disse que o mercado agrícola mundial movimenta U$ 1,17 trilhão por ano. Hoje, o Brasil participa com 7,04% (US$ 82,6 bilhões). “Nossa meta é chegar a 10%”. O país já é o maior produtor e exportador mundial de café, açúcar e suco de laranja; maior exportador de carne de frango e o segundo maior produtor de soja.

Outra novidade do decreto é que cada adido poderá ter até cinco auxiliares locais. Até então, o limite era de dois funcionários. O novo decreto também determina que o adido seja servidor público federal, que ocupe cargo efetivo no Ministério da Agricultura por pelo menos quatro anos.

Os adidos vão passar por um processo seletivo do Ministério da Agricultura e Ministério das Relações Exteriores. (Mapa 10/05/2016)

 

Kátia Abreu, na última canetada no Ministério da Agricultura, libera importação de café do Peru e causa indignação entre produtos

REPÚDIO PELA LIBERAÇÃO DA IMPORTAÇÃO DE CAFÉ PERUANO E POR AUMENTAR AINDA MAIS AS TAXAS DE JUROS DA CAFEICULTURA. "COVARDIA" E CRUELDADE", DIZEM REPRESENTANTES.

O Ministério da Agricultura publicou hoje (10/5), no Diário Oficial da União (DOU), a Resolução nº 1, com data de 9 de maio de 2016, suspendendo a Resolução nº 3, de 20 de maio do ano passado em que libera “as importações de grãos verdes de café provenientes do Peru”, cuja decisão desagradou e motivou protestos de todos os deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

O presidente da entidade, Marcos Montes (PSD-MG), dividiu com os demais membros da entidade sua preocupação com essa liberação. “Esta decisão tem que ser reavaliada e vamos envidar todos os esforços para anulá-la”, reclamou. A seu ver, a medida repercutiu negativamente não só entre os membros FPA, como também no seio das dos órgãos que representam a cadeia produtiva da cafeicultura brasileira.

Covardia

“Trata-se de mais uma ação criminosa, uma covardia mesmo, contra o setor esta decisão do Ministério da Agricultura de voltar atrás e liberar a importação do produto do Peru. Esta inadmissível medida representa uma verdadeira ameaça aos nossos produtores que o governo federal decidiu adotar, justo agora no apagar das luzes”, protestou o deputado Evair de Melo (PV-ES), membro da FPA.

Carlos Melles (DEM-MG) engrossou o coro contra a medida: “Já tornamos público que a cafeicultura continua vivendo hoje as consequências de erros que se têm repetido ao longo de décadas e de séculos. Para o deputado, essa importação do Peru é mais um desses erros que o governo comete e que agrava a crise enfrentada pelos cafeicultores brasileiros, que pode representar desempregos no setor.”

Os deputados Silas Brasileiro (PMDB-MG), presidente executivo do Conselho Nacional do Café (CNC), e Zé Silva (SDD-MG), presidente da Frente Parlamentar da Extensão Rural, e dedicado à agricultura familiar, também condenaram a liberação das importações de café do Peru. Para Silas Brasileiro, não tem o menor sentido essa medida, é uma provocação ao nosso setor. Segundo Zé Silva, “uma crueldade com os nossos cafeicultores”. (Reuters 10/05/2016)

 

Commodities Agrícolas

Café: Quinta alta em NY: Os preços do café arábica subiram pelo quinto pregão seguido na bolsa de Nova York ontem por influência do câmbio e dos sinais de demanda aquecida. Os lotes para julho subiram 230 pontos, para US$ 1,2875 por libra-peso. O dólar continuou perdendo força em relação ao real em meio a um otimismo do mercado com a aprovação do pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado. A queda do dólar desestimula as exportações do Brasil, líder nos embarques mundiais. Além disso, a Organização Internacional do Café (OIC) informou que as exportações globais do grão somaram 55,5 milhões de sacas na primeira metade da safra internacional 2015/16. O preço do café de boa qualidade oscilou entre R$ 490 e R$ 500 a saca de 60,5 quilos, segundo o Escritório Carvalhaes.

Cacau: Menor disponibilidade: Os contratos futuros do cacau fecharam em alta ontem na bolsa de Nova York, em meio a ganhos generalizados entre as commodities agrícolas. Os papéis com vencimento em julho fecharam cotados a US$ 3.101 por tonelada, uma elevação de US$ 22 ante o fechamento anterior. Alguns analistas afirmam que o mercado encontra sustentação na disponibilidade menor do produto no oeste da África. Na última semana, o volume de cacau entregue nos portos da Costa do Marfim, maior produtor e exportador global da amêndoa, recuou, fazendo ressurgir os receios com a oferta internacional. Previsões climáticas indicam chuvas nos países produtores, o que deve favorecer as lavouras. Em Ilhéus, o preço médio caiu R$ 1, para R$ 155 a arroba, segundo a Secretaria de Agricultura da Bahia.

Algodão: Oferta cresce, preço cai: A divulgação do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) prevendo aumento de 14,8% na produção de algodão em território americano na safra 2016/17 superou as expectativas do mercado e pressionou as cotações da pluma ontem na bolsa de Nova York. Com isso, os contratos com vencimento em outubro de 2016 encerraram o pregão com queda de 16 pontos, negociados a US$ 61,48. O USDA estimou ainda uma redução de 6% nos estoques mundiais de algodão, que devem passar dos 22,93 milhões de toneladas para 21 milhões de toneladas, refletindo a política chinesa de leiloar seus estoques internos. Na Bahia, o preço se manteve estável em R$ 85,64 a arroba, segundo a associação de produtores local, a Aiba.

Suco de laranja: Produção na Flórida: A perspectiva de uma queda menor na safra de laranja da Flórida, apontada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em seu relatório de oferta e demanda divulgado ontem, não foi suficiente para conter a alta nos preços do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ) em Nova York. O contrato com vencimento em julho fechou a US$ 1,4320 a libra-peso, alta de 215 pontos. Segundo o USDA, a produção no Estado americano deverá ser 7% superior ao estimado em abril, somando 81,1 milhões de caixas. Mesmo com a revisão, a safra ainda deve ser 16% menor que a registrada na temporada anterior. No mercado doméstico, a laranja destinada à indústria ficou estável, ontem, em R$ 17,29 a caixa de 40,8 quilos, conforme apurou o Cepea/Esalq. (Valor Econômico 11/05/2016)