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Reajuste de preço da gasolina será decisão 'empresarial', diz Parente

O novo presidente da Petrobras, Pedro Parente, durante coletiva no Palácio do Planalto, em Brasília.

"Acabou a influência política na Petrobras", diz Pedro Parente, novo presidente da estatal ao deixar a cerimônia de sua posse no Palácio do Planalto.

Segundo ele, decisões sobre preços de combustíveis, vendas de ativos e novos projetos estão a cargo, exclusivamente, da Petrobras. Em contrapartida, está descartada qualquer capitalização do governo na petroleira.

"Temos que resolver nossos problemas com os nossos próprios meios", afirma.

Parente não quis adiantar se haverá mudanças na composição dos preços da gasolina, mas garantiu que será uma decisão "empresarial" da Petrobras.

Assim, quebra-se a política de controle de preços do governo Dilma, que utilizou os combustíveis ora para controlar a inflação, ora para alimentar o caixa da estatal.

"O governo não vai interferir na gestão profissional. Essa foi uma orientação do presidente quando me convidou", diz.

O novo presidente da estatal diz que ainda está se inteirando dos reais problemas da companhia e evitou dar maiores detalhes sobre as medidas que serão adotadas para enfrentá-los.

No entanto, a solução do endividamento da Petrobras, que chega a R$ 450 bilhões, passa pela venda de ativos. Parente confirmou que a estatal manterá o plano de venda de subsidiárias e empreendimentos.

Além disso, ele aposta na reestruturação da dívida. "A área financeira da empresa vem trabalhando com sucesso. Recentemente, lançamos títulos com uma demanda muito acima da oferta", diz.

Em 17 de maio, com o objetivo de alongar sua dívida, a Petrobras conseguiu captar no exterior US$ 6,75 bilhões. A demanda por títulos, porém, foi de R$ 19 bilhões. (Folha de São Paulo 01/06/2016)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Efeito Única: Os contratos futuros de açúcar demerara fecharam em queda ontem na bolsa de Nova York mesmo com a perspectiva de déficit na oferta global. Segundo analistas, a divulgação do relatório de moagem da União das Indústrias de Cana de Açúcar (Unica) pressionou o mercado. Os papéis com vencimento em outubro fecharam o pregão a 17,60 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 6 pontos (0,34%). Conforme a Unica, houve aumento de 68,4% na produção de açúcar no Centro-Sul do Brasil na primeira quinzena de maio na comparação com o mesmo período de 2015, totalizando 2,1 milhões de toneladas. O país é hoje o maior produtor e exportador mundial da commodity. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 77,47 por saca de 50 quilos, alta de 0,26%.

Soja: Demanda crescente: Sustentados pela queda do dólar e pela perspectiva de aumento da demanda pela soja produzida nos Estados Unidos, os contratos futuros da oleaginosa registraram expressiva alta ontem na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em agosto fecharam o pregão a US$ 10,955 o bushel, valorização de 19 centavos de dólar (1,76%). O dólar mais barato eleva a competitividade do grão produzido nos Estados Unidos. Somo-­se também a esse cenário a perspectiva de oferta mais apertada na Argentina e no Brasil, reafirmando as apostas dos investidores em um deslocamento da demanda desses países para os EUA. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 92,61 a saca de 60 quilos, alta de 0,92%.

Milho: Dólar em queda: O dólar em queda influenciou o valor dos contratos futuros de milho ontem na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em setembro encerraram o pregão cotados a US$ 4,15 o bushel, valorização de 8,25 centavos (2,03%). A desvalorização da moeda americana em relação às principais divisas do mundo reforçou as expectativas dos investidores de um aumento na demanda mundial pelo cereal produzido nos Estados Unidos, diante das estimativas de queda na produção da América do Sul. No caso da Argentina, por exemplo, o fim dos impostos sobre a exportação de soja incentivou o plantio da oleaginosa na atual safra 2015/16. No mercado doméstico, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 53,21 a saca de 60 quilos, alta de 0,11%.

Trigo: Alta expressiva: Na esteira dos demais grãos, os preços do trigo registraram alta ontem nas bolsas americanas, apesar das boas condições de desenvolvimento da safra global. Em Chicago, os papéis para setembro fecharam a US$ 4,85 por bushel, valorização de 9,5 centavos. Em Kansas, onde se negocia o cereal de melhor qualidade, a alta foi de 8,50 centavos, a US$ 4,7225 por bushel. Em relatório divulgado na segunda­feira, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) informou que 63% do trigo de inverno plantado no país estava em condições boas a excelentes até o último dia 29 ­ bem acima dos 44% observados no mesmo período do ano passado. No Paraná, o trigo foi negociado ontem à média de R$ 843,62 por tonelada, alta de 1,07%, de acordo com o Cepea/Esalq. (Valor Econômico 02/06/2016)