Macroeconomia e mercado

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Juro rural engorda caixa de bancos

O aumento das taxas de juros no Plano Safra deste ano deverá engordar em R$ 338 milhões o caixa dos bancos. Isso ocorre porque o governo elevou a taxa média em 0,75 ponto percentual em relação ao plano anterior.

Parte dos recursos do crédito rural é das exigibilidades a que os bancos têm de destinar para o setor. Provém de juros equalizados e de depósitos à vista.

A elevação da taxa sem uma contrapartida apenas engorda o lucro dos bancos, segundo a FPA (Frente Parlamentar da Agricultura).

Para a frente, o valor estimado da exigibilidade seria de R$ 45 bilhões. A alta na taxa de juro de 0,75 ponto resulta em R$ 338 milhões a mais no caixa dos bancos.

Daí a exigência de uma contrapartida, porque esse dinheiro ficaria no Banco Central com remuneração zero.

A FPA acredita que o lucro adicional dos bancos deveria ser utilizado para ampliar ainda o volume de crédito.

Se isso não ocorrer, elevam-se os gastos de um setor que está com forte evolução dos custos, transferindo ganhos para outro, o dos bancos, que tem uma das principais rentabilidades na economia brasileira, afirmam os analistas da frente. (Folha de São Paulo 04/06/2016)

 

Ciência promete combustíveis mais baratos e mais limpos

Uma investigação feita nos Estados Unidos, região dos Grandes Lagos promete revolucionar a produção de álcool etílico e torná-la mais barata que os combustíveis fósseis, mas também menos poluente.

Ciência promete combustíveis mais baratos e mais limpos

Ter combustíveis mais baratos e menos poluentes é um sonho antigo. O problema é que, mesmo com o petróleo a custos mais baixos no mercado internacional, os preços pagos nos postos de abastecimento são elevados. Além disso, os derivados do petróleo são altamente poluentes e desde 1826 que se tenta obter uma alternativa à gasolina. A história dos biocombustíveis mostra que até se conseguiu encontrar um produto alternativo, o etanol, produzido a partir de plantas. O problema é que era mais caro que a gasolina.

Uma investigação conduzida pela empresa de investigação norte-americana Xylome e o Great Lakes Bioenergy Research Center, dos EUA, mostra que, afinal, parece ser possível produzir combustíveis mais baratos, revela a revista Business Insider. Os investigadores, liderados por Thomas Jeffries, descobriram uma bactéria - Spathaspora passalidarum - que existe nos intestinos do escaravelho e é supereficiente na transformação de xilose, açúcar vegetal, em energia. E, com um pouco de engenho, conseguiram torná-la ainda mais eficiente.

O etanol como combustível teve um período áureo duranta a II Guerra Mundial, quando os ataques dos submarinos dificultavam o transporte e, naturalmente, o abastecimento de petróleo. Em 1943, chegou mesmo a ser obrigatória a mistura de 50% deste álcool na gasolina. Os alemães também sofreram com as restrições e, já no fim da guerra, quando começaram a produzir as bombas voadoras tiveram de improvisar novos combustíveis. Por isso, os foguetes V2 eram propulsionados por uma mistura de álcool combustível (75% de álcool etílico, produzido a partir de batata, e 25% de água) e oxigénio líquido.

O problema ao longo dos tempos é que a produção de álcool etílico ficou sempre mais cara que os combustíveis fósseis. Além disso as empresas que se comprometeram a desenvolver o etanol como alternativa aos combustíveis tradicionais falharam sempre no cumprimento das promessas e deram origem a um estigma que ficou a pairar sobre a ciência ao redor deste tema. Agora, os cientistas dizem que estão mais perto do que nunca de resolver o problema.

Timothy Donohue, investigador principal do centro de investigação dos Grandes Lagos, e microbiologista, diz que “quanto mais xilose for transformada pelos micróbios, mais combustível será produzido”, ou seja etanol. A empresa Xylome, dedicada à investigação de biocombustíveis de segunda geração, está a utilizar bactérias para optimizar a produção de álcool etílico, procurando obter mais combustível por tonelada de biomassa processada.

O novo método funciona com o milho tradicional, mas também com diferentes tipos de gramíneas, desperdícios de madeira e partes não comestíveis de plantas, o que significa, segundo a Business Insider, que não vai concorrer com a alimentação humana. Uma outra boa notícia é que as fábricas actuais vão poder ser adaptadas para a nova produção de etanol, o que dispensa a construção de novas instalações.

A Business Insider refere que se espera uma mudança radical na produção de etanol e que as novas linhas aberta por esta investigação vão permitir às empresas transformar xilose numa série de novos produtos, a começar pelo etanol. O novo produto, anuncia a revista, será apresentado publicamente no International Fuel Ethanol Workshop & Expo, a realizar em Milwaukee, no Wisconsin, EUA, de 20 a 23 de Junho. (Econômico 04/06/2016)

 

Venda de terras para estrangeiros está travada na Câmara

Embora esteja em regime de urgência para votação, o projeto de lei que flexibiliza a venda de terras a estrangeiros está parado há 9 meses na Câmara dos Deputados e não tem data para ser colocado em análise em virtude da falta de consenso sobre a matéria e o afastamento, no mês passado, do presidente da Casa Eduardo Cunha, que tinha assumido o compromisso de colocar o texto em votação. Ao todo existem seis matérias em tramitação na Casa sobre o assunto.

Para que o projeto fosse incluído na pauta foi usada uma artimanha regimental. Em setembro do ano passado foi apresentado um requerimento de urgência para o Projeto de Lei 4059/2012, que está apensado – subordinado ao projeto mais antigo sobre o tema – ao PL 2289/2007, obrigando que o assunto fosse incluído na ordem do dia.

Porém, a matéria não andou até agora e está na pauta de votação desde setembro do ano passado. Nos registros da Câmara, aparece que “matéria não apreciada em face do encerramento da Sessão” desde outubro.  

A bancada ruralista estava confiante na votação da matéria este ano, uma vez que havia um acordo com o presidente afastado da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB/RJ) e os líderes partidários para o projeto ser apreciado. Com a queda de Cunha no mês passado o projeto foi deixado de lado. “Lá trás fizemos um acordo para colocar em votação. Havia o compromisso do Eduardo Cunha, mas nós avaliamos que o plenário não estava pronto”, afirmou a deputada federal Tereza Cristina (PSB/MS), que é da Comissão de Agricultura da Câmara e na semana passada foi escolhida como vice-líder do Governo na Casa.

Ela explicou que parte dos parlamentares tem preocupação com a possibilidade do Brasil perder sua soberania, uma vez que investidores internacionais poderiam comprar extensas áreas de terras para fins especulativos, mas ela ressalta: “temos de evitar o capital especulativo”. (Correio do Estado 06/06/2016)

 

A Bayer e a Planetary Resources anunciam parceria para melhorar a agricultura com dados vindos do espaço

A Bayer e a empresa de tecnologia aeroespacial Planetary Resources, sediada em Redmond, Washington, EUA, assinaram um acordo de cooperação para o desenvolvimento de aplicativos e produtos baseados em imagens de satélite. A Bayer pretende adquirir os dados da Planetary Resources para criar novos produtos agrícolas e melhorar os já existentes. A parceria fará parte da Iniciativa de Digital Farming da Bayer (www.digitalfarming.bayer.com). Os detalhes financeiros não foram revelados.

Empregando as tecnologias combinadas das duas empresas, os agricultores podem programar seus sistemas de irrigação de uma forma muito melhor, o que permitirá economia de água, receber recomendações sobre períodos de plantio e orientações de replantio, além de avaliar a capacidade de retenção de água de seu solo. Outro projeto é uma estação para medição de temperaturas que fornecerá “insights” semanais práticos e de suporte que poderão ser utilizados para prevenir danos à colheita ao identificar áreas problemáticas no campo.

“Os sensores da Planetary Resources podem se tornar uma ferramenta poderosa que fornecerá um novo nível de informação sobre culturas em qualquer lugar do mundo", explica Liam Condon, membro do Conselho de Administração da Bayer AG e head global da Divisão Crop Science. “A combinação de conhecimentos científicos e de agronomia da Bayer e a capacidade do sensor único da Planetary Resources melhorará de forma significativa nossa capacidade de oferecer inteligência verdadeiramente prática aos produtores de qualquer lugar do planeta”.

"Identificamos a Bayer como um parceiro primordial no setor agrícola com base em sua experiência em várias áreas e acreditamos que esta parceria acelerará a implantação da tecnologia, o desenvolvimento de produtos e a aceitação no mercado. Atualmente, estamos fazendo campanhas de Pesquisa e Desenvolvimento (P&D) aéreo sobre variedades agrícolas. A Bayer está interessada em apoiar essas atividades com conhecimentos científicos e agronômicos para acelerar a pesquisa e desenvolvimento e a validação e criação de produtos", disse Chris Lewicki, CEO da Planetary Resources.

A Bayer pretende fornecer aos agricultores em todo o mundo auxílio para a tomada de decisões práticas, com base na avaliação precisa e combinação de diversos tipos de dados, como meteorológicos ou mapas topográficos. Ao utilizar estas recomendações individualizadas, os agricultores podem otimizar sua gestão de negócios e reduzir custos. Isto não apenas permitirá mais produtividade e, portanto, mais renda, mas também a implantação mais eficiente e ambientalmente compatível dos recursos. A Bayer está reforçando suas atividades no mercado da agricultura digital por meio de investimentos estratégicos e está empenhada em parcerias de pesquisa e desenvolvimento de longo prazo com fornecedores de tecnologia líderes como a Planetary Resources.

Bayer: Ciência para uma vida melhor

A Bayer é uma empresa global focada em Ciências da Vida nas áreas de cuidados com a saúde humana, animal e agricultura. Seus produtos e serviços são desenvolvidos para beneficiar as pessoas e melhorar sua qualidade de vida. Além disso, a companhia objetiva criar valor por meio da inovação.

A Bayer é comprometida com os princípios do desenvolvimento sustentável e com suas responsabilidades sociais e éticas como uma empresa cidadã.

Em 2015, o grupo empregou cerca de 117 mil pessoas e obteve vendas de € 46.3 bilhões. Os investimentos totalizaram € 2.6 bilhões e as despesas com Pesquisa & Desenvolvimento somaram € 4.3 bilhões.

Esses números incluem os negócios de polímeros de alta tecnologia, que foram lançados no mercado de ações como companhia independente nomeada Covestro, em 06 de outubro de 2015.

Para mais informações sobre a divisão Crop Science, acesse nosso site: www.bayer.com.br e os nossos canais nas redes sociais: Facebook (www.facebook.com/BayerCropScience.BR); Twitter (Bayer4CropsBR); YouTube (www.youtube.com/BayerCropScienceBR). (Assessoria de comunicação Bayer 02/06/2016)

 

Estilo 'durão' de Parente fez sucesso na iniciativa privada

Se o novo presidente da Petrobras, Pedro Parente, mantiver o perfil de 'duro' negociador e de administrador que conquistou ao pôr em ordem as finanças e as operações de empresas tão diferentes entre si quanto o grupo gaúcho de mídia RBS e a Bunge no Brasil, de agronegócios, os problemas da petrolífera estão bem encaminhados. E os credores já podem começar a pensar até que ponto poderão ceder para receber a dívida de R$ 450 bilhões que a Petrobras acumulou até março.

Tanto na RBS quanto na Bunge, Parente foi convocado para resolver situações desafiadoras. Na Bunge, o então CEO global da multinacional, Alberto Weisser, contratou o executivo para conduzir um processo de integração das operações no país que prometia fazer barulho. Na RBS, o acionista e então presidente do conselho de administração e da empresa, Nelson Sirotsky, fez o convite com interesse em três principais metas: reestruturar o capital da empresa, promover o crescimento do negócio e profissionalizar a gestão.

Nas duas companhias, Parente cumpriu a missão com serenidade e sem deixar sequelas aparentes, de acordo com executivos de dentro e de fora das empresas consultados pelo Valor.

A RBS representou a passagem de Parente da vida pública para a iniciativa privada. A gestão do ex­presidente Fernando Henrique Cardoso chegara ao fim. Ao dar adeus ao cargo de ministro da Casa Civil, Parente não queria continuar no serviço público. Isso pesou em sua contratação pelo grupo de mídia, após quase quatro meses de negociação. Chegou como vice-presidente executivo em 2003 e saiu em 2009, quando foi convidado por Sirotsky a assumir sua posição de CEO. Mas Parente recusou. Seu pensamento já estava na Bunge, que comandou de 2010 a 2014.

No grupo de mídia, Parente promoveu a implantação de um rigoroso controle de custos, criando uma matriz de responsabilidades, pela qual todos os gestores respondiam pelas despesas que seriam cortadas em suas áreas e de que forma. "Ele era obcecado pela redução de custos", disse um de seus amigos. "Ai de quem deixasse uma luz acesa em sala vazia."

Em um ano (2004), a queda dos custos fixos na RBS foi de 30%, disse outro antigo colaborador. "Foi o começo da virada do grupo, o principal processo de mudança."

Sua habilidade como negociador, segundo disseram, mesclava transparência em todo o processo, ouvir o outro lado, contrapor com calma e buscar o consenso. Sempre colocava as cartas na mesa e não escondia o jogo. Era duro para negociar, mas não se exaltava. Às vezes ganhava, outras perdia.

"A Bunge foi o grande desafio profissional do Pedro, o maior até agora. Ele ajudou a moldar uma nova cultura na empresa, sem perder de vista as orientações da matriz. E, quando ele se tornou CEO da companhia no Brasil, era um momento de crise. Os preços internacionais das commodities agrícolas estavam em queda e os resultados das operações estavam fracos", diz um ex-executivo da múlti.

O novo presidente da Petrobras gosta de ser mentor e espera que as pessoas entreguem o máximo de si.

Fundada em 1818 na Holanda, a Bunge teve sua sede transferida para a Bélgica em 1859 e para a Argentina em 1905, ano em que também começou a investir no Brasil. A empresa mudou sua sede para São Paulo na década de 70, após o sequestro dos irmãos Jorge e Juán Born pelos motoneiros no país vizinhos, que a controlavam na época, e em 2001 abriu o capital nos EUA, onde até hoje está sua matriz.

Além dessa sucessão de mudanças de sede, o emaranhado de negócios da companhia, cujo crescimento foi marcado por fusões e aquisições, tornou-se uma marca que, aos poucos, mostrou ser um fardo difícil de carregar.

Foi nesse contexto que a Bunge constituiu inclusive uma incorporadora de imóveis, que foi a responsável por tocar a construção de um centro empresarial na zona sul da capital paulista para abrigar tamanha "Arca de Noé", um dos três mais modernos centros do gênero do mundo na época.

É verdade que a integração foi facilitada pela venda, em 2009, da maior parte dos negócios de fertilizantes para a Vale, o esvaziamento dessa operação continuou posteriormente com a transferência de ativos para a norueguesa Yara. Mas, em contrapartida, eram crescentes os negócios com açúcar e etanol. Tanto que, paralelamente, Parente ocupou a presidência do conselho da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica).

"Não houve demissões em massa, mas muitos diretores perderam seus cargos com a reestruturação e muitas 'distorções' foram corrigidas. Não foi fácil, mas o Pedro consumiu o processo com serenidade e foi reconhecido por isso. Ele deu mais visibilidade à empresa e recuperou sua capacidade de investimentos. Tanto que, hoje, o Brasil já responde por cerca de 40% dos ativos totais da Bunge no mundo", afirmou outra fonte do setor.

Parente faz questão de escolher sua equipe, composta geralmente por pessoas de 40 a 50 anos de idade. Gosta de ser mentor e espera que as pessoas entreguem o máximo de si. Aprecia também ganhar dinheiro, o que o levou a participar de vários conselhos de empresas e ter sido um dos CEOs mais bem pagos do Brasil, de acordo com pessoas ligadas a ele.

Como sempre toma atitudes que deem base para outro passo que já tenha planejado para o futuro, pessoas que o conhecem bem disseram acreditar que tenha aceitado presidir a Petrobras, embora não quisesse retornar ao serviço público, porque já tem outro plano adiante. A visibilidade inerente ao comando da Petrobras serviria de trampolim para uma multinacional ou mesmo para se candidatar à presidência do país.

E é aí que termina o consenso. Alguns consideram que Parente tenha perfil técnico, sem interesse político, porque alguns processos judiciais que recebeu como ministro o teriam marcado fortemente. "Responder aos processos deixou nele uma marca negativa, uma mágoa com o setor público em geral. Isso o levou a recusar vários convites", disse um amigo. (Valor Econômico 06/06/2016)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Atraso real: O clima chuvoso no Sudeste do Brasil já causa atraso nos embarques de açúcar nos portos brasileiros, agravando o cenário de déficit na oferta mundial do produto. De acordo com a agência marítima Williams Brazil, 47 navios estavam à espera de açúcar nos portos brasileiros até o último dia 2 de junho. Nesse ambiente, os contratos com vencimento em outubro tiveram alta de 68 pontos na sexta-feira na bolsa de Nova York e fecharam a 18,78 centavos de dólar a libra-peso. O Brasil é o maior produtor mundial de açúcar e passou a ter ainda mais peso na determinação dos preços na bolsa desde que seus concorrentes na Ásia sofreram uma quebra de safra por conta do El Niño. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou em R$ 79,25 a saca de 50 quilos, alta de 0,92%.

Café: Chuvas no Brasil: O mercado futuro de café fechou em alta na sexta-feira em Nova York, sustentado, em parte, por especulações em relação aos efeitos das chuvas na colheita do grão no Sudeste do Brasil. Os contratos com vencimento em setembro fecharam com alta de 405 pontos, a US$ 1,2905 a libra-peso. Apesar da preocupação com o possível atraso, estimativa da consultoria Safras & Mercado, indicou que 21% da safra 2016/17 brasileira de café já havia sido colhida até o último dia 1º ante uma média histórica de 19%. Também na sexta, a Olam International afirmou, segundo a Reuters, que um déficit que já dura três anos no mercado global de café deverá acabar neste ano, graças a perdas menores no Vietnã e à forte produção no Brasil. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica ficou em R$ 467,25 a saca de 60 quilos, alta de 1,42%.

Soja: Realização de lucros: Após terem rompido a barreira dos US$ 11 o bushel na quinta-feira e alcançado o maior patamar dos últimos dois anos, os contratos futuros de soja cederam na sexta-feira em meio a uma realização de lucros e fecharam o pregão na bolsa de Chicago em queda. "A desvalorização foi uma consequência da calmaria que se seguiu à grande euforia que tivemos nos últimos dias", disse o analista de grãos do Rabobank, Renato Rasmussen. Com a potencial ocorrência do La Niña, os investidores especulavam sobre uma possível queda na produção dos EUA. Os contratos com vencimento em agosto encerraram a sessão a US$ 11,22 o bushel, recuo de 8,75 centavos. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 96,26 a saca de 60 quilos, alta de 1,65%.

Milho: Dólar em queda: A desvalorização do dólar ante uma cesta de moedas deu sustentação às cotações do milho na bolsa de Chicago na sexta-feira. A moeda americana recuou após a divulgação dos dados de emprego nos EUA, que ficaram muito abaixo do esperado pelo mercado, derrubando as possibilidades de uma alta de juros pelo Fed ainda este mês. Com o dólar mais barato, o cereal americano tende a ficar mais competitivo no mercado internacional, elevando a demanda pelo produto dos EUA. A quebra esperada da safra no Brasil também deu suporte aos preços. Os contratos com vencimento em setembro fecharam a US$ 4,1975 o buhsel, alta de 4 centavos. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 53,81 a saca de 60 quilos, recuo de 0,19%. (Valor Econômico 06/06/2016)