Macroeconomia e mercado

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Dow e Kuwait Petroleum retomam projeto de planta de resina verde

Ressurreição Dow Chemical e Kuwait Petroleum Corporation retomaram as negociações para a construção de uma fábrica de resina termoplástica verde no Triângulo Mineiro, um investimento de US$ 1 bilhão.

Há cerca de dois anos, ambas estiveram perto de um acordo, mas o negócio não foi à frente devido à queda na demanda por álcool químico. Como a planta só ficará pronta em 2020, a expectativa da dupla é que, até lá, a crise já tenha passado. (Jornal Relatório Reservado 07/06/2016)

 

Bayer faz parceria com a americana Planetary Resources

A multinacional alemã Bayer e a empresa americana de tecnologia aeroespacial Planetary Resources, sediada em Redmond, Washington, assinaram um acordo de cooperação para o desenvolvimento de aplicativos e produtos baseados em imagens de satélite.

A Bayer pretende adquirir os dados da Planetary Resources para criar novos produtos agrícolas e melhorar os já existentes. A parceria fará parte da Iniciativa de Digital Farming da Bayer, ou agricultura de precisão, uma divisão de negócio crescente nas companhias do setor.

Empregando as tecnologias combinadas das duas empresas, os agricultores podem programar seus sistemas de irrigação de uma forma melhor, o que permitirá economia de água, e ainda receber recomendações sobre períodos de plantio e orientações de replantio, além de avaliar a capacidade de retenção de água de seu solo. Os detalhes financeiros não foram revelados. (Valor Econômico 07/06/2016 às 15h: 58m)

 

Futuro do herbicida glifosato na UE é incerto

O futuro do herbicida à base de glifosato, o ingrediente ativo do Roundup, da Monsanto Co., no mercado da União Europeia continua indefinido, depois que o pedido para uma extensão temporária de sua autorização de vendas, que vence no fim deste mês, não conseguiu ontem obter a maioria necessária entre os governos que compõem o bloco.

A proposta de continuar permitindo a venda do herbicida amplamente usado na agricultura enfrenta a oposição de vários governos da UE em meio a conclusões conflitantes de avaliações científicas sobre se ele causa câncer. Vinte Estados-membros votaram a favor, disse uma autoridade a par da votação confidencial. Mas já que países populosos como Alemanha, França e Itália se abstiveram, a proposta não obteve apoio de pelo menos 65% da população do bloco. A Comissão Européia terá a decisão final.

O braço executivo da UE havia proposto uma extensão temporária da licença de vendas de até 18 meses. Isso permitiria que as autoridades produzam um parecer sobre o impacto da substância na saúde. (Valor Econômico 07/06/2016)

 

Dólar cai pelo 5ª dia consecutivo e fecha cotado a R$ 3,44

Moeda fechou em queda diante da percepção de que o BC não irá interferir no mercado cambial na gestão de Ilan Goldfajn e com a valorização das commodities no exterior.

O dólar recuou pela quinta sessão seguida ante o real e encerrou o dia no menor patamar desde 29 de abril. A onda de vendas foi direcionada pela alta das commodities e pelas perspectivas sobre os juros dos EUA, assim como pela percepção de que o Banco Central não deverá interferir tanto no mercado cambial na gestão de Ilan Goldfajn, deixando o dólar flutuar de acordo com as forças de mercado. Também contribuiu para o movimento a perspectiva em torno de emissões de bônus de companhias brasileiras no exterior. No fechamento, o dólar ficou cotado aos R$ 3,4474, com queda de 1,26%.

De acordo com especialistas, foi muito bem recebida a sinalização do economista indicado para o BC, Ilan Goldfajn, de que a instituição poderá recorrer ao uso de swap cambial reverso em momentos de maior pressão de baixa, com o objetivo de dar continuidade à redução do estoque de swap cambial tradicional.

Por 19 a 8 votos, a indicação de Ilan Goldfajn para a presidência do BC foi aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos do Senado. A votação em plenário já começou.

Expectativas sobre emissões de bônus de companhias brasileiras no exterior também reforçaram o movimento de queda do dólar. A Vale anunciou nesta tarde que a demanda pelos bônus de 2021 lançados no exterior alcançou US$ 4,5 bilhões e a companhia emitiu US$ 1,25 bilhão com retorno de 5,875%. Além dessa operação, os profissionais do mercado estão atentos ainda a outras duas empresas que estão sondando o mercado de dívida externa.

O Broadcast apurou que a Eldorado Brasil, de celulose, está em roadshow junto a investidores e se as condições do mercado estiverem favoráveis deve captar US$ 500 milhões. Já a Cosan encerra amanhã roadshow e pode igualmente emitir bônus para respaldar a recompra de bônus 2018 e 2023.

Bolsa. A Bovespa alternou pequenas altas e baixas ao longo do dia e acabou fechando em alta de 0,11% nesta terça-feira, com 50.487,85 pontos e R$ 5,06 bilhões em negócios. A intensa alternância entre pequenas altas e baixas refletiram o clima de incerteza que predominou nos negócios de hoje na Bovespa. Mesmo diante da valorização dos preços das commodities e da queda do dólar, o Ibovespa andou "de lado" na maior parte do tempo e fechou em alta de 0,11%, aos 50.487,11 pontos. O volume de negócios totalizou R$ 5,06 bilhões.

As ações da Vale chegaram a subir pela manhã, mas perderam fôlego e passaram a cair à tarde. A inversão de tendência aconteceu depois da notícia de que a mineradora captou US$ 1,25 bilhão, com emissão de bônus de cinco anos, com retorno de 5,875%. A demanda teria alcançado mais de US$ 4 bilhões. Ao final dos negócios, Vale ON caiu 1,89%, enquanto Vale PNA perdeu 0,15%. Já os papéis da Petrobrás se beneficiaram da alta dos preços do petróleo nas Bolsas de Londres e Nova York e subiram 3,06% (ON) e 1,89% (PN). 

Na lista de quedas do Ibovespa esteve Braskem PNA (-2,84%), que refletiu o teor de parte da delação do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró na Lava Jato, que classificou como "um escândalo" as circunstâncias da criação da petroquímica, sociedade entre a Petrobras e a Odebrecht. Entre as ações do Ibovespa, a maior alta foi de TIM ON, que avançou 4,07%, com o mercado à espera de melhores resultados da operadora no segundo trimestre. (O Estado de São Paulo 07/06/2016)

 

Venezuela perde para Chile posto de maior comprador do agronegócio brasileiro na América do Sul

A forte crise econômica e política vivida pela Venezuela faz o setor do agronegócio brasileiro perder o principal parceiro comercial na América do Sul.

Com compras de US$ 3 bilhões em produtos agropecuários brasileiros em 2014 e de US$ 1,8 bilhão em 2015, os venezuelanos importaram o correspondente a apenas US$ 220 milhões nos cinco primeiros meses deste ano.

Nesse ritmo, as exportações brasileiras do agronegócio para esse vizinho ficarão bem inferiores às dos anos anteriores e podem não atingir US$ 600 milhões neste ano.

A desaceleração das compras da Venezuela faz com que o país deixe de encabeçar a lista dos principais países importadores do Brasil nesse setor.

O posto de principal parceiro brasileiro nas exportações do agronegócio na região agora passa a ser o Chile.

Os gastos dos chilenos no Brasil nesse setor foram de US$ 266 milhões de janeiro a maio deste ano, 8% mais do que em igual período de 2015.

A principal perda nas compras da Venezuela ocorre no setor de carnes, em que os chilenos ganham força. Nos cinco primeiros meses deste ano, os gastos dos venezuelanos se restringiram a US$ 59 milhões, 90% menos do que em igual período de 2014.

Em 2014, Brasil e Venezuela tiveram as melhores relações comerciais no setor do agronegócio.

As importações de carnes e miudezas do país vizinho, que somavam 152 mil toneladas nos cinco primeiros meses daquele ano, caíram para 16 mil em 2016, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

Já os chilenos elevaram as compras de carnes e miudezas para US$ 159 milhões nos cinco primeiros meses deste ano, 25% mais do que em igual período de 2015. (Folha de São Paulo 08/06/2016)

 

Commodities Agrícolas

Suco de laranja: Mais um furacão: A passagem do terceiro furacão desde o início do ano ­ o segundo em uma semana ­ pelo litoral da Flórida reforçou as expectativas de que a temporada do fenômeno será intensa, dando sustentação aos contratos de suco de laranja na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em setembro subiram 45 pontos e fecharam a US$ 1,675 a libra-peso. Desde o início do mês, a commodity já subiu quase 10% e atingiu o maior patamar em quatro anos com os receios de queda na produção da Flórida. O Estado é o segundo maior produtor mundial de cítricos e sofreu ao longo da safra 2015/16 com o clima seco e o avanço do greening. No mercado interno, o preço médio da caixa (de 40,8 quilos) de laranja destinada à indústria ficou estável em R$ 18,25, de acordo com levantamento do Cepea.

Soja: Alta limitada: A divulgação do relatório de acompanhamento de safra do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na segunda-feira limitou a alta dos contratos da soja na bolsa de Chicago ontem. Os papéis com vencimento em agosto fecharam o pregão a US$ 11,3825 o bushel, alta de 4,75 centavos. De acordo com o USDA, 82% da área esperada para a soja havia sido plantada até o último dia 5, com 72% das lavouras consideradas em condições boas ou excelentes. Porém, a perspectiva de clima seco durante o verão nos Estados Unidos, com a possibilidade cada vez maior de formação do La Niña, deu suporte às cotações. No mercado interno, o indicador Ealq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 95,48 a saca de 60 quilos, alta de 0,01%.

Milho: Ainda o petróleo: A manutenção do preço do petróleo acima do patamar de US$ 50 o barril voltou a dar sustentação aos contratos futuros de milho ontem na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em setembro fecharam o pregão a US$ 4,305 o bushel, com valorização de 1,50 centavo. A alta só não foi maior por conta do relatório de acompanhamento de safra do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), que apontou o plantio em 98% da área esperada para a cultura nos EUA, e informou que 75% das lavouras estão em boas ou excelentes condições. A redução da produção na Argentina e no Brasil também tem dado suporte aos preços. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho ficou em R$ 53,26 a saca de 60 quilos, alta de 0,09%.

Trigo: Chovendo no molhado: O atraso na colheita do trigo de inverno apontado pelo relatório de acompanhamento de safra do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) deu suporte às cotações ontem. Os papéis com vencimento em setembro fecharam o pregão a US$ 5,1775 na bolsa de Chicago e a US$ 4,98 na bolsa de Kansas, valorização de 11 e 8 centavos respectivamente. Segundo o USDA, só 2% da safra havia sido colhida até o último dia 5 ante uma média histórica de 10% para o período. O atraso é reflexo das chuvas, que também afetam a qualidade da safra, avaliada pelo USDA como boa ou excelente em 62% dos casos ante 63% na semana anterior. No Paraná, o preço médio do trigo ficou em R$ 856,71 a tonelada, segundo o indicador Cepea/Esalq, recuo de 1,67%. (Valor Econômico 08/06/2016)