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SUÍÇA REVELA CONTA MILIONÁRIA SECRETA NO NOME DE DILMA: R$ 700 MILHÕES

http://br.blastingnews.com/brasil/2016/06/suica-revela-conta-milionaria-secreta-no-nome-de-dilma-r-700-milhoes-00987003.html?yptr=yahoo&ref=yfp

Dinheiro para abastecer conta teria sido usado em campanhas e pode ter vindo de propina.

Uma conta secreta é o objeto principal de uma ampla reportagem realizada pela 'Revista Isto É  publicada no fim de semana. A matéria diz que a presidente afastada Dilma Rousseff criou no ano de  2012 uma conta em dos paraísos fiscais mais populares do mundo, a Suíça. A revelação ganhou força na internet e estaria sendo apurada pelas autoridades brasileiras. Confirmado, o fato será uma bomba irreversível na corrida contra o impeachment. Depois de atrasos e procrastinações, a previsão é que a votação contra a presidente ocorra no Senado apenas depois das Olimpíadas.

A 'Isto É' diz que o dinheiro presente na conta teria sido desviado de dinheiro de propina. Tudo foi descoberto durante uma investigação da Polícia Federal, a 'Operação Angola'. Dilma teria criado a conta nos Estados Unidos, mas ela foi hospedada na Suíça. Até mesmo o registro da suposta conta é exposto pela publicação, o CH300867900000516344. Ordens de pagamentos foram registradas e elas tiveram sua efetuação realizada pelo 'Morgan Stanley', um banco suíço. De acordo com a 'Isto É', 230 milhões de dólares pingaram na conta. Uma quantia que representa em torno de R$ 700 milhões.

Para operar a conta, segundo a revista, Rousseff teve a ajuda de um ex-assessor parlamentar. Giles Azevedo atuava com muito sigilo e com a confiança da petista. Ele era o seu chefe de gabinete. Giles tinha tanto poder que podia até falar no nome da presidente, atuando como seu porta-voz. A revelação da 'Isto É' pode ajudar bastante o presidente em exercício Michel Temer, do PMDB, com seu plano de ficar no poder até o final de 2017.

O dinheiro que foi parar na conta da Suíça foi usado nas campanhas eleitorais de Dilma. Algumas suspeitas de irregularidades na última campanha, a de 2014, fizeram com que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) abrisse um processo contra a chapa formada pela petista e Michel Temer. A punição pior para a dupla seria a impugnação da candidatura, algo visto como improvável, especialmente na atual altura do campeonato.

Tais dados sigilosos já estariam com o Procurador-Geral da República, Rodrigo Janot. Cópias de diversos documentos, como um passaporte, mostrariam que a conta realmente existiu. É bom lembrar que a presidente já disse publicamente que não tem conta na Suíça. Não é o que informou o Ministério Público da Suíça, que segundo a 'Isto É', confirma os repasses para o endereço bancário. (Blastingnews.com 27/06/2016)

 

Dupont e Monsanto fecham acordo envolvendo soja Intacta RR2 PRO

A Dupont e a produtora de sementes norte-americana Monsanto firmaram um acordo de licenciamento da soja Intacta RR2 PRO, da Monsanto, no Brasil, disseram as empresas em comunicado nesta segunda-feira.

De acordo com as companhias, a variedade é mais resistente a insetos, gera aumento de produtividade e é tolerante ao herbicida glifosato.

"A DuPont Pioneer está ansiosa para colocar a tecnologia de insetos da Intacta junto com a genética da soja para produtores brasileiros no início da temporada de vendas de 2017", disse o vice-presidente de negócios globais da DuPont Pioneer, Alejandro Muñoz.

Segundo ele, a combinação das tecnologias e o tratamento de semente DuPont Dermacor vão ajudar no aumento da produtividade agrícola.

O acordo ainda está sujeito a revisão e aprovação pelas autoridades brasileiras, informaram Monsanto e Dupont.

As companhias não revelaram detalhes financeiros sobre a parceria. (Reuters 27/06/2016)

 

Governo brasileiro não avalia no momento elevar Cide para gasolina

O governo brasileiro não avalia no momento elevar a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para gasolina, uma reivindicação do setor sucroalcooleiro para dar mais competitividade ao etanol, afirmou nesta segunda-feira o diretor do Departamento de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Ricardo Dornelles.

"Não há discussão no momento dentro do ministério em relação a um possível aumento no imposto sobre a gasolina " disse Dornelles, nos bastidores de um evento sobre etanol em São Paulo.

"O setor sucroalcooleiro apresentou uma demanda para elevar o imposto em sua primeira reunião com o novo ministro, algumas semanas atrás, mas o próprio presidente disse que isso não é uma prioridade", disse.

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, assumiu o cargo logo após o presidente interino Michel Temer começar seu governo em 12 de maio, substituindo a presidente afastada Dilma Rousseff, que enfrenta um julgamento de impeachment por alegações de manipulação das contas públicas.

O setor sucroalcooleiro do país acredita que o governo deve usar o imposto para valorizar a contribuição ambiental do etanol. Um imposto maior sobre a gasolina estimularia o uso do biocombustível no Brasil, ajudando a reduzir as emissões de carbono.

O valor da Cide atualmente é de 0,10 real por litro de gasolina. O setor sucroalcooleiro gostaria que o imposto fosse elevado a 0,60 real por litro.

Dornelles observou que o Ministério de Minas e Energia não está lidando com os preços dos combustíveis, que agora são vistos como uma tarefa exclusiva da Petrobras. (Reuters 27/06/2016)

 

Contratações no setor sucroenergético alcançam saldo positivo em maio

Em maio deste ano, o setor sucroenergético brasileiro registrou saldo líquido de geração de 9.669 postos de trabalho com carteira assinada ante as 892 vagas criadas pelo segmento no mesmo período de 2015, conforme levantamento da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (UNICA) a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgados na última sexta-feira (24/6).

O estado que mais se destacou na geração de empregos foi São Paulo, onde as usinas sucroenergéticas contrataram 1.856 pessoas no quinto mês deste ano. Depois dos paulistas, outra boa performance no número de vagas criadas ficou por conta das unidades produtoras localizadas nos estados de Goiás e Maranhão, que geraram 1.613 e 1.274 empregos formais, respectivamente.

O resultado contrasta com o observado na economia brasileira, que em maio registrou o fechamento de mais de 72 mil postos de trabalho, situação que caracteriza o segundo pior desempenho da série histórica para o mês, superior somente ao mesmo período de 2015, quando houve perdas de mais de 115 mil empregos formais. Sob o aspecto regional, tanto o Centro-Sul como o Norte-Nordeste apresentaram saldos negativos de 46 mil e 26 mil vagas fechadas, respectivamente. Nestas regiões, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro contabilizam os piores resultados, registrando perdas de quase 16 mil empregos formais. São Paulo superou a casa dos 12 mil.

“Este cenário só não foi pior por conta do desempenho das contratações no setor sucroenergético, que alcançou saldo positivo na geração de empregos de 6,5 mil vagas no Centro-Sul e 3 mil no Norte-Nordeste”, avalia diretor Técnico da UNICA, Antonio de Pádua Rodrigues.

No acumulado da safra 2016/2017 (contabilizando os meses de abril e maio), a indústria da cana criou mais de 26 mil vagas de trabalho em comparação com apenas 4 mil em 2015. Por sua vez, a economia em geral apresentou um saldo negativo de 134 mil postos, assim como observado no mesmo período em 2015, quando houve retração de 194 mil contratações. (Unica 27/06/2016)

 

Brexit pode ser positivo para o agronegócio do Brasil

A separação do Reino Unido da União Europeia poderá ajudar o agronegócio brasileiro. Com pouca produção nesse setor, os ingleses são mais liberais nas importações de alimentos do que os demais países do bloco.

O Brasil até precisa de um fato novo para ganhar espaço no mercado do Reino Unido, uma vez que vem perdendo presença nas exportações.

Em 2015, a exportação total brasileira para o Reino Unido somou US$ 2,9 bilhões, 25% menos do que em 2014.

As vendas do agronegócio, incluindo produtos processados, também diminuíram, mas em ritmo menor.

O Brasil exportou o correspondente a US$ 975 milhões no ano passado, 8% abaixo do US$ 1,06 bilhão de 2014.

Os principais itens da balança comercial brasileira com o Reino Unido são carnes, soja, café e frutas. A carne representa 40% das exportações, com a soja e derivados ficando com 15%.

Há espaços para o país elevar as exportações, segundo José Vicente Ferraz, da Informa Economics FNP.

Os países do Reino Unido são menos protecionistas do que os demais europeus. Eles são sempre mais críticos em relação ao protecionismo do bloco e, "por esse lado, algum benefício virá para o Brasil".

A condição de não membro da União Europeia vai fazer o Reino Unido pagar taxas maiores nas importações, o que pode tornar o produto brasileiro mais competitivo.

Letícia Julião, pesquisadora na área de frutas do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), diz que a separação do Reino Unido tem mais pontos positivos do que negativos.

Saindo do bloco, o Reino Unido deverá criar regras fitossanitárias próprias, provavelmente menos restritivas.

Além disso, essa separação deve criar uma janela de mercado para o Brasil na área de frutas no Reino Unido.

Em determinado período do ano, o abastecimento de frutas no bloco é feito pelos próprios países europeus. O Brasil pode ganhar essa janela no Reino Unido.

O Brasil não terá, também, a concorrência e as barreiras de importações que os britânicos tinham de seguir devido a países produtores de frutas, como a Espanha.

O custo de importação também poderá ser menor, uma vez que os produtos irão diretamente para a Inglaterra, sem passar pelo porto de Roterdã, na Holanda.

CARNE E AÇÚCAR SE DESTACAM NA EXPORTAÇÃO

A carne brasileira volta a ter bom desempenho no mercado externo. A exportação da de frango "in natura" deverá atingir 387 mil toneladas, ante 354 mil em maio.

As vendas externas deste mês superam até as de igual mês do ano passado.

As estimativas são com base nos dados já apurados pela Secex (Secretaria do Comércio Exterior) para as quatro primeiras semanas.

As carnes suínas e bovinas mantêm o mesmo ritmo do mês passado. Apesar de uma demanda menor da China, as exportações de carne bovina deverão atingir 97 mil toneladas neste mês, 4% menos do que em maio.

As vendas de carne suína mantêm o mesmo patamar de 55 mil toneladas de maio.

Com relação aos grãos, as exportações de milho estão estagnadas. Já as de soja, ainda aquecidas, devem somar 8,31 milhões de toneladas. Há um ano, foram 9,2 milhões.

Outro setor de destaque é o de açúcar, cujas vendas externas para o produto bruto sobem para 2,3 milhões de toneladas, superando em 34% as de maio e em 51% as de igual período de 2015, segundo os dados da Secex.

Saldo positivo

O setor sucroenergético contratou mais do que demitiu em maio. O saldo foi de 9.669 postos de trabalho, ante 892 em igual período de 2015, aponta a Unica, com base em dados do Caged.

Cenário melhor

Na safra 2016/17, iniciada em abril, a indústria da cana criou 26 mil vagas de trabalho, ante 4.000 no mesmo período de 2015.

Demanda aquecida? A exportação de suco de laranja tem ritmo forte. As vendas externas de junho deverão superar em 15% as do mês passado.

Em alta

Há uma queda nos estoques do produto, o que tem puxado os preços na Bolsa de commodities de Nova York. Nesta segunda-feira (27), o primeiro contato foi negociado a US$ 1,66 por libra-peso, 38% mais do que há um ano.

Contratos

A qualidade da safrinha de milho está comprometida. O clima adverso impediu o crescimento dos grãos. Com isso, muitos produtores não poderão entregar o cereal negociado antecipadamente.

Preço

O cenário vai se refletir no preço do milho nos próximos meses, com impacto nas cadeias produtivas de aves e suínas, destaca Leonardo Sologuren, da consultoria Horizon. (Folha de São Paulo 28/06/2016)

 

BMW e Toyota vão abandonar carro a combustão

Em dez anos, marca alemã só terá elétrico e híbrido, enquanto a japonesa, só em 2050.

Com o aumento do rigor das leis antipoluentes, montadoras já estão renunciando aos carros com motor a combustão. Algumas apostam no elétrico puro, com emissão zero, outras em veículos híbridos. Em comum, elas têm o propósito de se adaptar às rígidas exigências dos países do Primeiro Mundo e criar uma imagem ambientalmente correta junto ao mercado consumidor.

A BMW planeja eletrificar toda a sua linha de veículos dentro de dez anos e a Toyota vai deixar de fabricar veículos que funcionem apenas com combustíveis fósseis até 2050, o que deverá reduzir a emissão de dióxido de carbono em 90% em relação às emissões de 2010.

Reconhecida no mercado europeu como líder de carros elétricos, a BMW já tem três sedãs que foram convertidos em híbridos plugável, e toda a linha de carros de passeio terá alguma configuração híbrida. A empresa reduzirá consideravelmente o peso dos carros para compensar o aumento de peso das baterias. A marca tem também, os elétricos i8 e i3, este último avaliado pela Autoinforme.

A nova gama de veículos poderá ser impulsionada por motores elétricos independentes, que acionam as rodas dianteiras e traseiras, e um pequeno motor a gasolina para ampliar a capacidade energética da bateria.

O plano da Toyota em reduzir as emissões dos seus carros à zero ou a níveis mínimos vai levar mais tempo, 25 anos, mas a empresa garante que todos os seus carros serão híbridos, elétricos ou a hidrogênio a partir de 2050.

O objetivo é reduzir as emissões de dióxido de carbono em 90%. A empresa quer aumentar em 30 mil unidades as vendas anuais de carros a hidrogênio, que emitem apenas vapor d’água. 

Dona do Prius, o primeiro carro híbrido produzido em larga escala, a Toyota tem também o veículo a hidrogênio comercializado em série, o Mirai, à venda no Japão desde o ano passado. Vai lançar ainda este ano o ônibus a hidrogênio, para o transporte urbano em Tóquio. Até 2020 a montadora quer atingir o volume de 1,5 milhão de veículos híbridos por ano. (Web Motors 27/06/2016)

 

Governo não avalia no momento elevar Cide para gasolina, diz Minas e Energia

O governo brasileiro não avalia no momento elevar a Contribuição de Intervenção no Domínio Econômico (Cide) para gasolina, uma reivindicação do setor sucroalcooleiro para dar mais competitividade ao etanol, afirmou nesta segunda-feira o diretor do Departamento de Biocombustíveis do Ministério de Minas e Energia, Ricardo Dornelles.

"Não há discussão no momento dentro do ministério em relação a um possível aumento no imposto sobre a gasolina " disse Dornelles, durante o NovaCana Ethanol Conference 2016.

"O setor sucroalcooleiro apresentou uma demanda para elevar o imposto em sua primeira reunião com o novo ministro, algumas semanas atrás, mas o próprio presidente disse que isso não é uma prioridade", disse.

O ministro de Minas e Energia, Fernando Coelho Filho, assumiu o cargo logo após o presidente interino Michel Temer começar seu governo em 12 de maio, substituindo a presidente afastada Dilma Rousseff, que enfrenta um julgamento de impeachment por alegações de manipulação das contas públicas.

O setor sucroalcooleiro do país acredita que o governo deve usar o imposto para valorizar a contribuição ambiental do etanol. Um imposto maior sobre a gasolina estimularia o uso do biocombustível no Brasil, ajudando a reduzir as emissões de carbono.

O valor da Cide atualmente é de 0,10 real por litro de gasolina. O setor sucroalcooleiro gostaria que o imposto fosse elevado a 0,60 real por litro.

Dornelles observou que o Ministério de Minas e Energia não está lidando com os preços dos combustíveis, que agora são vistos como uma tarefa exclusiva da Petrobras. (Reuters 27/06/2016)

 

Transpetro renegocia contratos e deve cancelar pedidos de navios

A Transpetro, subsidiária da Petrobras para a área de transportes, decidiu renegociar contratos do programa de renovação da frota criado por Sergio Machado, delator da Operação Lava Jato.

Citados pelo ex-presidente da Transpetro como fonte de recursos ilegais para políticos, estaleiros contratados pelo programa de renovação de frota da companhia passam por graves dificuldades financeiras.

Até agora, foram entregues 14 dos 47 navios contratados. Outros 13 tiveram os contratos rescindidos por problemas durante as obras ou atraso na entrega.

A Transpetro não detalha o processo de renegociação, que será anunciado oficialmente nos próximos dias, mas a Folha apurou que deve levar a mais cancelamentos.

De acordo com a companhia, neste momento, dez embarcações estão em obras.

"Os contratos referentes aos demais navios estão sendo negociados", disse a Transpetro, em nota.

Em seu balanço do ano passado, a subsidiária da Petrobras informa que já gastou R$ 5,5 bilhões com a compra dos navios.

As encomendas motivaram abertura de três estaleiros no Brasil: Atlântico Sul (EAS) e Vard Promar, no Recife, e Rio Tietê, em Araçatuba (SP).

ATINGIDOS

A perspectiva de cancelamento assusta, principalmente, o EAS, símbolo da reconstrução da indústria naval. O estaleiro entregou 7 dos 10 navios de seu primeiro contrato. No momento, finaliza os três restantes e tenta manter outros 12 encomendados.

Controlado pelas construtoras Camargo Correa e Queiroz Galvão, o EAS vem acumulando prejuízos. Em 2015, foram R$ 200,8 milhões.

Atualmente, opera com cerca de 3.000 empregados – quase um quarto do pico dos 11 mil do início da década.

Outros que têm encomendas são o Vard Promar e o Rio Tietê, contratado para construir 20 comboios hidroviários para transportar etanol.

O Vard Promar entregou três navios para transporte de gás e ainda tem cinco em obras – dois contratos foram cancelados. Seu controlador, o grupo italiano Fincantieri, disse no balanço de 2015 que seus resultados foram "severamente afetados pelos desafios operacionais" no Brasil.

O Estaleiro Rio Tietê entregou três comboios hidroviários, que são compostos por quatro barcaças e um empurrador, e finaliza o quarto. As obras dos 16 restantes foram suspensas até outubro, quando as empresas vão rediscutir os cronogramas. (Folha de São Paulo 28/06/2016)

 

Commodities Agrícolas

Suco de laranja: Colheita no Brasil: Os contratos futuros do suco de laranja congelado e concentrado (FCOJ, na sigla em inglês) encerraram a sessão de ontem em queda na bolsa de Nova York, sob alguma pressão do início da colheita da safra 2016/17 no cinturão formado pelos pomares dos Estados de São Paulo e Minas Gerais. Os papéis para setembro recuaram 150 pontos, para US$ 1,6850 por libra-peso ­ um patamar ainda considerado elevado. Se a colheita nos pólos brasileiros começou com frutos mais ácidos em virtude da combinação entre seca e frio, e a caixa da laranja destinada às indústrias permaneceu ontem em R$ 19,20 no mercado spot paulista, conforme o Cepea/Esalq. Na Flórida, que reúne o segundo maior parque citrícola do mundo, o clima é favorável aos pomares.

Algodão: Queda em NY: Os contratos futuros de algodão registraram queda ontem na bolsa de Nova York, influenciados pelas expectativas em torno da divulgação do relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) sobre as condições das lavouras daquele país, divulgado após o fechamento do pregão. Os papéis para outubro caíram 14 pontos, para 64,69 centavos de dólar por libra-peso. E as expectativas se confirmaram, uma vez que o USDA apontou melhora nas plantações americanas na semana móvel encerrada no dia 26, 56% delas apresentavam condições boas ou excelentes, ante 54% na semana anterior. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para a libra-peso caiu 0,24%, para R$ 2,6703 a libra-peso. No mês, a variação acumulada é negativa em 0,73%.

Soja: Clima adverso: A preocupação dos investidores com o clima desfavorável e a demanda externa firme pala soja dos EUA impulsionaram as cotações da oleaginosa no pregão de ontem na bolsa de Chicago. Os lotes do grão com entrega para agosto fecharam a US$ 11,2975 por bushel, alta de 28,25 centavos de dólar. Divulgada pelo USDA ontem após o pregão, o relatório de acompanhamento de safra confirmou a expectativa dos analistas. As condições das lavouras pioraram ligeiramente, e 72% apresentavam condições boas ou excelentes na semana encerrada em 26 de junho, ante os 73% reportados na semana anterior. No Brasil, o preço da soja também subiu. O indicador Esalq/BM&FBovespa para a oleaginosa no porto de Paranaguá (PR) ficou em R$ 94,17 a saca, alta de 1,63%. No acumulado do mês, o aumento é de 2,62%.

Trigo: Ventos favoráveis: Os contratos futuros do trigo recuaram ontem nas principais bolsas americanas, pressionados sobretudo pela valorização do dólar em relação a outras moedas. Em Chicago, setembro fechou a US$ 4,5825 por bushel, baixa de 6,75 centavos de dólar, ao passo que em Kansas, onde se negocia um cereal de melhor qualidade, o mesmo vencimento caiu 9,75 centavos de dólar, para US$ 4,3125 por bushel. O ritmo acelerado da colheita de trigo no inverno nos EUA, confirmado em relatório divulgado pelo departamento de agricultura do país (USDA) após o fechamento dos mercados, também influenciou as retrações observadas. No Paraná, a saca de 60 quilos do trigo foi cotada, em média, a R$ 45,48, segundo o Departamento de Economia Rural da Secretaria da Agricultura (Deral/Seab). (Valor Econômico 28/06/2016)