Macroeconomia e mercado

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Monsanto está em conversas com Bayer e outras empresas

A Monsanto afirmou nesta quarta-feira que está em negociação com a Bayer e outras companhias sobre opções estratégicas alternativas, um mês após a produtora de sementes norte-americana rejeitar uma oferta de 62 bilhões de dólares da empresa alemã.

As opções da Monsanto incluem junções com outras companhias e empresas no setor além da Bayer. Possíveis acordos podem envolver a Basf e desinvestimentos oriundos da fusão Dow/DuPont, segundo analistas.

A Monsanto, que também divulgou vendas abaixo do esperado pelo sexto trimestre seguido, disse que não há "atualização formal na proposta da Bayer", mas que as conversas vêm ocorrendo nas últimas semanas.

A indústria de sementes e agroquímicos, dominada há muito tempo por seis grandes empresas, tem sido sacudida por diversos grandes acordos no último ano, à medida que preços mais baixos das safras e o "aperto de cinto" dos produtores pressionam lucros. A Syngenta concordou, em fevereiro, em ser comprada pela ChemChina por 43 bilhões de dólares, enquanto a Dow Chemical e DuPont fecharam um acordo de megafusão de 130 bilhões de dólares no último ano.

A companhia norte-americana não havia aberto os livros mais de duas semanas após rejeitar a oferta, mas se manteve aberta a possíveis acordos, reportou a Reuters neste mês, citando fontes.

A Bayer, no entanto, não tem planos de elevar sua oferta sem revisar informações confidenciais da Monsanto, disseram as fontes. (Reuters 29/06/2016)

 

Agora está explicado o súbito amor de Delfim Netto por Lula e Dilma: propina de R$ 15 milhões

http://blogs.correiobraziliense.com.br/vicente/agora-esta-explicado-o-subito-amor-de-delfim-netto-por-lula-e-dilma-propina-de-r-15-milhoes/?ref=yfp

Muita gente sempre estranhou a grande proximidade do ex-ministro da Fazenda no período da ditadura Delfim Netto com os petistas Lula e Dilma Rousseff.

Os mais desconfiados sempre se perguntavam como pessoas de ideologias tão diferentes se tornaram tão amigas da noite para o dia, um tecendo loas sobre o outro.

Pois a resposta para tantas indagações apareceu: a ligação se dava por meio de propinas, sendo apenas R$ 15 milhões oriundos da construção da Usina de Belo Monte.

Segundo Flávio David Barra, da construtora Andrade Gutierrez e um dos principais responsáveis pela construção de Belo Monte, Delfim recebeu os R$ 15 milhões em propinas por meio de contratos fictícios.

Ele confirmou os pagamentos à Procuradoria Geral da República em processo de delação premiada.

Os pedidos em favor de Delfim foram feitos ao presidente afastado da Andrade Gutierrez, Otávio Marques Azevedo, por meio do petista Antonio Palocci, também ex-ministro da Fazenda.

Os repasses a Delfim Netto eram feitos por meio de transferências a partir de contratos fictícios, à LS, empresa de consultoria de Luiz Apolônio, representante do ex-ministro, e à Aspen, empresa de consultoria do economista.

Tanto Delfim quanto Palocci negam as denúncias. (Correio Braziliense 28/06/2016 às 17h: 04m)

 

Monsanto e a Sumitomo fazem acordo

A Monsanto e a Sumitomo Chemical anunciaram um acordo global para desenvolver e comercializar soluções para o controle de pragas daninhas nas lavouras. Sem dar mais detalhes do acordo, as empresas afirmam em nota à imprensa que os herbicidas da Monsanto serão mais robustos e eficientes no controle da nova geração de plantas daninhas.

“As empresas vão trabalhar em conjunto para criar um sistema integrado de germoplasma, biotecnologia e proteção das culturas que irão representar esta nova geração de soluções de controle de plantas daninhas”, diz o comunicado. (Valor Econômico 29/06/2016)

 

Alavancagem média do setor de cana deve crescer 9% em 2015/16, diz Figliolino

O nível médio de alavancagem do setor sucroalcooleiro do Brasil deve aumentar 9% na safra 2015/16, iniciada em abril, passando de 4,3 vezes no ciclo anterior para 4,7 vezes agora. O mesmo deve ocorrer com a relação entre dívida líquida e tonelada de cana-de-açúcar processada. Na temporada vigente, o endividamento líquido das indústrias por tonelada de matéria-prima moída tende a atingir R$ 148, superando em 11% o de R$ 133 do ano anterior. As projeções foram divulgadas nesta terça-feira, 28, por Alexandre Figliolino, sócio da MB Agro, durante o NovaCana Ethanol Conference.

Figliolino também deu detalhes sobre a situação financeira de 65 grupos sucroenergéticos que, juntos, respondem por 80% de toda a safra do Centro-Sul do Brasil. A análise mostra que, em 2015/16, 17 deles estavam bem estruturados e somavam moagem de 205 milhões de toneladas.

Outros 21 (121 milhões de toneladas) estavam em processo de desalavancagem, enquanto 12 (70 milhões de toneladas) ainda apresentavam alavancagem elevada. Já 15 (142 milhões de toneladas) caminhavam para o processo de recuperação judicial.

O sócio da MB Agro destacou ainda que, em 2015, foram fechadas 11 usinas e, ao mesmo tempo, inaugurada uma e reativadas sete. O cenário foi melhor do que aquele observado em 2014, quando 15 unidades fecharam as portas e apenas duas foram reativadas, sem greenfields (projetos incipientes, ainda no papel).

Durante o ciclo de expansão do segmento, entre 2005 e 2010, foram adicionadas 241 milhões de toneladas de capacidade de moagem de cana, acrescentou Figliolino. Já entre 2011 e 2015, período marcado pela crise do setor, houve decréscimo de 61 milhões de toneladas. (Agência Estado 29/06/2016)

 

Moagem de cana do Centro Sul na 1ª quinzena deve ter queda para 30,8 mi t

O próximo relatório sobre moagem de cana no Sentro-sul do Brasil da associação da indústria Unica deve mostrar processamento de 30,8 milhões de toneladas de cana na primeira quinzena de junho, 22,4 por cento abaixo do volume registrado mesmo período do ano passado, em função de chuvas que atrapalharam os trabalhos, estimou nesta terça-feira a consultoria INTL FCStone.

Em relação à quinzena anterior, a moagem cairá cerca de 5 por cento, segundo a FCStone.

De acordo com a consultoria, o desempenho ruim no período se deve às fortes chuvas que atingiram as regiões produtoras especialmente nos primeiros sete dias de junho.

Nas principais regiões canavieiras, a média da precipitação acumulada foi de 71 milímetros no período, "mais do que o triplo do registrado no ano passado e da média histórica para a quinzena", disse a INTL FCStone.

"Ainda assim, a moagem acumulada se manteria adiantada em relação à safra passada em mais de 20 milhões de toneladas", disse o analista João Paulo Botelho, em nota.

No relatório referente à segunda quinzena de maio, a Unica já havia apontado queda para 32,4 milhões de toneladas processadas no período, ante 39,5 milhões de toneladas no início do mês, também devido às chuvas.

A consultoria alertou que as chuvas devem continuar afetando negativamente o mix de açúcar, mesmo com o elevado diferencial de remuneração entre o adoçante e o etanol.

Segundo a FCStone, a produção de açúcar ficaria com um mix de 42,4 por cento da moagem de cana, resultando em 1,62 milhão de toneladas do adoçante, 18 por cento abaixo da mesma quinzena na safra passada. (Reuters 28/06/2016)

 

Sem dinheiro para inovação, parceria entre ciência e indústria é desafio

O Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-açúcar aumentou em uma tonelada por ano a produtividade no estado do Paraná. O programa é desenvolvido há 25 anos.

Fazer com que pesquisas científicas desenvolvidas nas universidades se tornem produtos e cheguem ao mercado e à população é um desafio para o Brasil, que investe pouco em inovação.

O governo federal afirma que, em 2013, foi destinado 1,24% do PIB para pesquisa e desenvolvimento (P&D). Este é o último número atualizado. Em países desenvolvidos, o volume chega a 3,5%.

O Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-açúcar, realizado na Universidade Federal do Paraná (UFPR), mostra que o diálogo entre a academia e o mercado é possível. Desenvolvido há 25 anos, ele aumentou em uma tonelada por ano a produtividade do estado.

“Cada vez que eu abasteço o carro com etanol, 84% cabem à universidade”, exemplifica o professor responsável pelo programa, Edelclaiton Daros.

“A cada momento que você pega uma colherinha de açúcar, você tem que lembrar da universidade porque o açúcar vem de uma variedade”, Edelclaiton Daros (UFPR)

Atualmente, 75% do plantio de cana-de-açúcar no Brasil são variedades produzidas pelas universidades; no Paraná, este o percentual chega a 84%.

A pesquisa desenvolveu, até o momento, dez variedades da cana-de-açúcar. Cada uma tem o perfil adequado para o momento da colheita.

“Elas são extremamente ricas, são resistentes as doenças, são extremamente produtivas e com isso tem uma representatividade extremamente importante”, afirmou o professor.

O financiamento do setor sucroalcooleiro custeou, em média, 70% dos gastos da pesquisa. O restante vem do poder público. Para este ano, de acordo com Daros, estão previstos R$ 4 milhões.

“Esse é um grande case de parceria público-privado positivo. Não existe algo maior que isso. Nós demoramos de 13 a 15 anos para liberar uma variedade. Então, os nossos 13 primeiros anos foram só de trabalho”.

Isso significa, conforme ressaltado pelo professor, que houve um entendimento do setor de que a pesquisa demanda tempo. Segundo ele, a tendência é de que este prazo para entrega de novas variedades diminua com o avanço da pesquisa.

“Nós satisfazemos ao nosso financiamento, que era o setor, e ao mesmo tempo modificamos o perfil do pequeno produtor de cana. As variedades deles também não produziam mais e nós modificamos. Eles passaram a plantar em uma menor área com maior mais produtividade”, lembrou o professor.

“Há uma demanda, independente da área do setor produtivo, que a universidade tem que dar uma resposta e ela tem competência para dar a resposta”, Edelclaiton Daros (UFPR)

O Programa de Melhoramento Genético da Cana-de-açúcar surgiu a partir do programa do governo federal, chamado Planalsucar, que foi atuante durante 19 anos e acabou extinto nos anos 90.

Então, 10 universidades, vendo a potencialidade do programa, se ofereceram para dar continuidade a este trabalho.

Na pauta de discussão

Sobre a necessidade de o país evoluir em relação aos investimentos e êxito na inovação, este é o momento de colocar o assunto em discussão, acredita o professor Edelclaiton Daros.

O professor entende que, com o novo Marco Legal de Ciência, este é o momento para se repensar o papel das universidades, do poder público e na iniciativa privada neste diálogo.

“Agora, cabe à universidade intramuros tentar resolver problemas internos para dar esta agilidade, fazer esta máquina funcionar, porque é inegável a competência dentro das universidades, seja federal, estadual ou particular”.

Pesquisa, empresas e economia

O último relatório da Ciência pela Organização das Nações Unidades para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), publicado em 2015, indicou que os dispêndios brutos em pesquisa e desenvolvimento (Gerd) no Brasil são menores do que os registrados em economias avançadas e de mercados emergentes.

Na avaliação de quem lida diariamente com pesquisas, o percurso a ser percorrido para que a inovação seja uma ferramenta de desenvolvimento econômico, em especial com geração de emprego, ainda é longo.

Para a Unesco, só será possível com aumento de produtividade por meio da ciência, tecnologia e inovação e de uma força de trabalho bem formada.

“Para entender a demanda do mercado é necessário que a gente comece a trabalhar em parceria com o setor produtivo. Isso é imprescindível”, avaliou o coordenador de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia da UFPR, Alexandre Donizete Lopes de Moraes.

“Hoje a gente precisa tentar uma aproximação com o mercado não só para oferecer novas soluções, mas também para entender quais são as soluções que o mercado demanda. Esse é o nosso grande desafio”, Alexandre Moraes (UFPR)

Alexandre Moraes destaca que a universidade dificilmente vai conseguir desenvolver o produto final para colocar no mercado porque não existem condições para produção em escala industrial.

Além disso, em geral, as pesquisas estão voltadas para o conceito.

Outro aspecto destacado por Moraes é o interesse da iniciativa em investir em inovação, uma vez que ela aparece como um investimento que não é possível calcular se haverá ou não lucro ou êxito.

“A inovação é um risco muito grande, por isso a importância da participação dos incentivos governamentais, por exemplo, os de fomentos. Realmente é complicado para a empresa porque é uma incerteza. A inovação sempre vai ser uma incerteza. Ela pode dar certo, ela pode não dar certo”.

Aqui, ainda é válido mencionar, de acordo com Moraes, que, de maneira geral, as empresas acabam pensando em trabalhar tecnologias já existentes, commodities e pensam pouco ainda em inovação, em ganhar mercado, em pensar em futuro por meio da inovação.

Este aspecto também é mencionado pelo relatório da Unesco. "Quanto ao baixo nível de inovação do Brasil, esse fenômeno está enraizado na indiferença profundamente arraigada das empresas e da indústria em relação ao desenvolvimento de novas tecnologias", diz trecho da publicação.

Diante deste cenário, Alexandre Moraes afirma que as instituições de ensino, bem como a iniciativa privada, devem repensar como agir quando se trata de pesquisa e inovação.

Atuante desde 2001, a Agência de Inovação da Universidade Federal do Paraná (UFPR) tem 401 processos de pedido de patente, sendo seis concedidos. Há ainda nove registros de desenho industrial, 17 programas de computador e três cultivares, que são as do programa do professor Edelclaiton Daros.

De todas as pesquisas realizadas na instituição, apenas uma resultou em um produto que está disponível no mercado.

Investimento do governo federal

De acordo com o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações dado mais atualizado sobre investimentos em pesquisa e desenvolvimento no país remota a 2013. Naquele ano, foi destinado 1,24% do PIB, que fechou em R$ 4,8 trilhões, conforme divulgado Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, sancionado em janeiro deste ano, também promete contribuiu para o avanço das pesquisas de inovação no país. A legislação facilita alguns aspectos do mundo da pesquisa e a comunicação entre universidades em empresas.

Exemplos

- Permite que professores das universidades públicas em regime de dedicação exclusiva exerçam atividade de pesquisa também no setor privado, com remuneração;

- Permite que universidades e institutos de pesquisa compartilhem o uso de laboratórios e equipes com empresas, para fins de pesquisa (desde que isso não interfira ou conflita com as atividades de pesquisa e ensino da própria instituição);

- Permite que a União financie, faça encomendas diretas e até participe de forma minoritária do capital social de empresas com o objetivo de fomentar inovações e resolver demandas tecnológicas específicas do país;

- Permite que as empresas envolvidas nesses projetos mantenham a propriedade intelectual sobre os resultados (produtos) das pesquisas;

- Reduz a burocracia na captação de investimentos;

- Simplifica o processo de contratação e de financiamento de pesquisa científica.

A nova etapa do programa federal Start-Up Brasil, vinculado ao Ministério de Ciência Tecnologia, Inovações e Comunicações, deve investir R$ 40 milhões, sendo R$ 20 milhões para aceleração de cem empresas nascentes de base tecnológica, R$ 10 milhões em apoio a startups de hardware e R$ 10 milhões de incentivo ao nascimento de ideias inovadoras. O programa visa, de acordo com o governo federal, fomentar o empreendedorismo tecnológico. (G1 29/06/2016)

 

IGP-M acelera alta a 1,69% em junho com pressão de agropecuários no atacado, aponta FGV

Os preços dos produtos agropecuários no atacado pressionaram com força o Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) em junho, que acelerou a alta a 1,69 por cento contra avanço de 0,82 por cento em maio, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) nesta quarta-feira.

O resultado ficou acima da expectativa em pesquisa Reuters, de alta de 1,50 por cento segundo a mediana das projeções.

Segundo a FGV, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60 por cento do índice geral, avançou 2,21 por cento no período, após alta de 0,98 por cento no mês anterior.

Somente os produtos agropecuários no IPA tiveram alta de 5,89 por cento neste mês, acelerando ante o avanço de 2,58 por cento no mês anterior.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), com peso de 30 por cento no índice geral, por outro lado desacelerou a alta a 0,33 por cento, após subir 0,65 por cento em maio.

A FGV destacou no IPC a contribuição de Saúde e Cuidados Pessoais, cujos preços tiveram alta de 0,67 por cento contra 2,21 por cento por maio, favorecidos pelo alívio no item medicamentos em geral.

O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 1,52 por cento em junho, contra avanço de 0,19 por cento no mês anterior.

O IGP-M é utilizado como referência para a correção de valores de contratos, como os de energia elétrica e aluguel de imóveis. (Reuters 29/06/2016)

 

Impacto da severa baixa do dólar ainda é limitado sobre preços no agro brasileiro

O dólar volta a cair nesta quarta-feira (29) frente ao real e bate em seu menor valor em quase um ano, já operando na casa dos R$ 3,25. A moeda norte-americana dá continuidade a um movimento forte de baixa iniciado ontem, quando encerrou o dia com baixa de 2,6%, e hoje, por volta de 11h30 (Brasília), perdia 1,59% para ser cotada a R$ 3,253.

Segundo economistas, o mercado passa pelo chamado "rally do alívio" depois do momento de pânico causado pelo anúncio da saída do Reino Unido da União Européia, na última semana, e o movimento se estendeu por todas as principais bolsas do globo.

O ambiente, portanto, inspira um pouco mais de apetite ao risco, o que promove, inclusive, a recuperação de algumas commodities que foram severamente pressionadas nos últimos dias. Além disso, a baixa da divisa não se dá só frente ao real, mas uma série de outras moedas. No Brasil, a atual postura do Banco Central também exerce alguma pressão sobre o dólar, principalmente em manter a movimentação do câmbio mais "livre e natural", de acordo com o que explicam analistas de mercado e economistas.

"Hoje em especial o dólar cai forte contra o real, e o primeiro motivo é a sinalização do Ilan Goldfajn ontem de que o BC não está disposto a usar as ferramentas cambiais que a diretoria antiga vinha usando", disse, em entrevista ao G1, Rafael Gonçalves, analista do departamento econômico da Gradual Investimentos. "Além disso, o mercado agora vai tentar descobrir qual o câmbio que o BC vislumbra como ideal. Então tem uma questão de teste para saber se o BC mostra alguma sinalização de que o câmbio está num patamar ajustado”, completa. (Reuters 29/06/2016)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Apetite por risco: Com o dólar renovando suas mínimas ante o real, cotado abaixo dos R$ 3,30, e a perspectiva de déficit na oferta mundial de açúcar de até 8,5 milhões de toneladas, os contratos futuros da commodity romperam a "barreira psicológica" dos 20 centavos de dólar por libra-peso ontem. Pela primeira vez desde 2012, o produto foi cotado a 21,01 centavos de dólar a libra-peso nos papéis com vencimento em outubro, valorização de 107 pontos. "Está com cara de que essa alta vai perdurar porque o mercado está com apetite por risco, buscando ativos que tenham uma certa rentabilidade, e o açúcar é um deles", explicou Gabriel Elias, trader da Olam International. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou em R$ 88,13 a saca de 50 quilos, alta de 0,58%.

Suco de laranja: Queda na produção: Os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) registraram alta ontem na bolsa de Nova York em meio às perspectivas de uma menor produção da fruta no Brasil e nos Estados Unidos. Os papéis com vencimento em setembro fecharam o pregão a US$ 1,7455 a libra-peso, valorização de 455 pontos. Os dois países sofreram com os impactos do El Niño, que provocou seca durante o período de floração dos pomares. Segundo estimativas do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), o Brasil deve ter uma queda de 14% na sua produção, enquanto a Flórida pode registrar a pior safra desde 1964. No mercado interno, a laranja destinada à indústria ficou estável em R$ 19,17 a caixa de 40,8 quilos, segundo o Cepea.

Milho: Chuva à vista: Os contratos futuros do milho registraram queda ontem na bolsa de Chicago diante de novas mudanças no quadro climático dos Estados Unidos. Os papéis com vencimento em setembro fecharam o pregão a US$ 3,7775 o bushel, recuo de 11 centavos. A safra americana está em seu período de polinização, considerado crítico para o desenvolvimento do grão, o que gera volatilidade no mercado. Até o início da semana, a possibilidade de tempo seco vinha dando suporte à commodity, porém a previsão de chuva no Meio-Oeste dos EUA inverteu mais uma vez a posição dos investidores. Segundo analistas, a volatilidade deve perdurar até o fim de julho. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 41,36 a saca de 60 quilos, recuo de 1,99%.

Trigo: Colheita avança: Os contratos futuros do trigo acompanharam os demais grãos e recuaram ontem nas bolsas americanas. Os papéis com vencimento em setembro fecharam o pregão de Chicago a US$ 4,445 o bushel, queda de 12,75 centavos. Na bolsa de Kansas, os contratos de mesmo vencimento fecharam a US$ 4,1975 o bushel, recuo de 8,50 centavos. Além da relação com os preços do milho ­ o trigo compete diretamente com o grão na fabricação de ração animal, o início da colheita nos EUA também pressiona as cotações. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 45% do cereal de inverno já foi colhido no país ante uma média histórica de 41%. O preço médio do trigo no Paraná ficou em R$ 899,46 a tonelada, recuo de 0,75%, segundo o Cepea/Esalq. (Valor Econômico 30/06/2016)