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Governo estuda medidas para incentivar agronegócio, diz ministro

O governo do presidente em exercício, Michel Temer, deverá implementar, ainda este ano, medidas de estímulo à produção agrícola e à pecuária. A declaração foi feita nesta terça-feira (12) pelo ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, durante almoço com Temer, organizado pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA).

Além de Maggi, participaram de almoço os ministros Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo) e Gilberto Kassab (Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações).

Durante o encontro, Maggi mencionou os desafios de comandar a área que mais contribui com o Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O ministro, bastante elogiado pelos parlamentares presentes no encontro, citou sua trajetória no setor. "Vivo esse negócio, conheço esse negócio", frisou Maggi.

Ele disse que, caso o processo do impeachment passe pelo Senado, o governo do presidente em exercício apresentará medidas direcionadas para estimular o crescimento do agronegócio e melhoria das condições para exportação.

"Nós vamos sugerir algumas iniciativas importantes, mas vamos aguardar nos tornamos um governo definitivo", afirmou.

Ele também destacou que as medidas não trarão novas imposições legais para o setor, que, na avaliação dele, já sofre com excesso de leis, normativos e decretos regulatórios.

"Ninguém gosta de entrar o ano com uma política e, virando o ano, já ter outra política. Tem uma série de áreas que precisam da atenção política, que precisam de cuidado. Áreas que precisam que o governo olhe para elas, e não que atrapalhe". (Mapa 12/07/2016)

 

Prejuízo da Louis Dreyfus Company Agrícola cresceu 253,2% em 2015

A Louis Dreyfus Company Agrícola S.A., subsidiária que abrange o cultivo de laranja da multinacional francesa no Brasil, encerrou 2015 com uma elevação de 253,2% em seu prejuízo líquido, em relação a 2014, para R$ 12,49 milhões.

Em balanço publicado hoje no Diário Oficial do Estado de São Paulo, a empresa informou que sua receita líquida saltou de R$ 791 mil, em 2014, para R$ 4,08 milhões em 2015. Como o custo dos produtos vendidos e dos serviços prestados ficou em R$ 1,12 milhão, o lucro bruto totalizou R$ 2,96 milhões.

Entretanto, os resultados do exercício, encerrado em 31 de dezembro, foram afetados pela elevação significativa dos gastos com imposto de renda e contribuição social.

A Louis Dreyfus Company Agrícola S.A. encerrou 2015 com R$ 19 mil em caixa, ante R$ 11 mil ao fim de 2014. (Valor Econômico 12/07/2016)

 

Usina de etanol de arroz vai investir R$ 38,3 milhões para ampliar produção

A empresa Etanol Sul, de Itaqui (RS), vai investir mais de R$ 38,3 milhões em uma nova biorrefinaria para produzir 30 mil litros/dia de etanol hidratado neutro, utilizando o arroz como matéria-prima. O anúncio ocorreu nesta segunda-feira (11) em reunião na Sala do Investidor, ferramenta da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia (Sdect) para incentivar o empreendedorismo no Rio Grande do Sul.

Com previsão de consumo anual de 26,5 mil toneladas de arroz, a fábrica terá uma unidade de geração de energia por meio da queima da casca. Das cinzas resultantes do processo, será produzida sílica (dióxido de silício encontrado em minerais). A água será reciclada e reutilizada. A empresa também projeta comercializar o gás carbônico captado na fermentação.

O arroz utilizado como matéria-prima será o BRS-AG Gigante, que não é destinado à alimentação humana. Desenvolvido pela Embrapa Clima Temperado, o grão é maior do que os demais tipos e atinge o dobro da produtividade, podendo alcançar até 12 toneladas/hectare. Para a produção de etanol hidratado puro e de odor neutro – usado na indústria de cosméticos, bebidas e produtos farmacêuticos –, a empresa utilizará o triticale, cereal obtido ao cruzar trigo com centeio.

Na reunião, a direção da Etanol Sul recebeu informações sobre o programa DesenvolveRS, que aproxima os empreendedores e os fornecedores das empresas instaladas no estado; orientações sobre a tributação na aquisição de equipamentos; e formas de obter incentivos via Fundo Operação Empresa (Fundopem/RS) e Programa de Harmonização do Desenvolvimento Industrial do Rio Grande do Sul (Integrar/RS).

A unidade industrial de 2 mil metros quadrados vai gerar 46 empregos diretos, podendo chegar a 82 em cinco anos de operação, e 120 indiretos. (Governo do Estado de RS 12/07/2016)

 

Agronegócio no Brasil tenta amenizar retração do crédito com CRA

A oferta de crédito bancário aos produtores rurais deve encolher 9,1 por cento em termos reais na safra 2016/17, segundo revisão do Plano Agrícola e Pecuário divulgada pelo Ministério da Agricultura em 1º de julho. Ao todo, os bancos públicos e privados deverão disponibilizar R$ 185 bilhões na safra que começou oficialmente neste mês, ante R$ 187,7 bilhões na temporada anterior. Trata-se da primeira contração desde pelo menos a safra 2002/03.

O recuo dos bancos deve levar fornecedores de insumos agrícolas a ampliar, por conta própria, o crédito aos produtores. Esse financiamento normalmente é feito por meio de operações de barter: os fornecedores oferecem fertilizantes e produtos químicos aos produtores rurais antes do plantio e recebem parte da colheita como pagamento, meses depois. “Com o crédito mais escasso, as fornecedoras de insumos agrícolas têm sido obrigadas a financiar seus clientes”, afirma Daniel Magalhães, sócio da RB Capital, de São Paulo. (Bloomberg 12/07/2016)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Realização de lucros: Uma nova onda de realização de lucros levou os contratos futuros do açúcar demerara a registrarem queda ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em março fecharam o pregão cotados a 19,97 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 48 pontos. Os preços da commodity vinham sendo sustentados pelo apetite por risco dos fundos não indexados, com um elevado saldo líquido de posições compradas de 258.195 contratos até o último dia 5, de acordo com a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês). Com a melhora climática na Ásia e o avanço da moagem de cana no Brasil, esses fundos liquidaram suas posições. Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou em R$ 86,25 a saca de 50 quilos ontem, recuo de 0,74%.

Café: Ajuste técnico: Um ajuste técnico no valor dos contratos de café arábica levou a commodity a registrar queda ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em setembro fecharam o pregão cotados a US$ 1,474 a libra-peso, recuo de 190 pontos. Em análise semanal, Rodrigo Costa, diretor de Commodities do banco Société Générale, destacou a elevada participação dos fundos não indexados neste mercado, com um saldo líquido de posições compradas que pode ter chegado a 35 mil contratos, segundo o analista. Até o último dia 5, a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês) indicava 32.401 contratos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica ficou em R$ 505,64 a saca de 60 quilos, recuo de 0,88%.

Suco de laranja: Leve melhora: Uma leve melhora nas estimativas de produção de laranja na Flórida pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) levou a uma liquidação de posições vendidas por parte dos fundos ­ que têm forte atuação no mercado de suco de laranja concentrado e congelado ­ derrubando as cotações da commodity na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em setembro fecharam o pregão a US$ 1,765 a libra-peso, um recuo de 115 pontos. Trata-se da segunda desvalorização consecutiva do produto no mercado internacional. Na segunda-feira, os contratos com o mesmo vencimento caíram 995 pontos, a maior queda desde 2012. No mercado interno, o preço médio da caixa de 40,8 quilos de laranja destinada à indústria ficou em R$ 19,67, alta de 0,15%, de acordo com o Cepea.

Algodão: Demanda aquecida: Os contratos futuros do algodão registraram forte alta na bolsa de Nova York ontem após o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) elevar suas estimativas de exportação da pluma americana. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam o pregão a 70,78 centavos de dólar a libra-peso, valorização de 300 pontos. O USDA projetou que os EUA exportarão 2,5 milhões de toneladas de algodão na safra 2016/17, acima dos 2,37 milhões de toneladas esperadas pelos investidores. Com isso, o USDA também reduziu as projeções para os estoques mundiais de passagem de 20,62 milhões de toneladas para 19,87 milhões de toneladas. Na Bahia, o valor médio da pluma ao produtor ficou em R$ 83,38 a arroba, segundo a associação de produtores local, a Aiba. (Valor Econômico 13/07/2016)