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Bayer melhora oferta pela Monsanto

O grupo alemão de produtos químicos Bayer anunciou nesta quinta-feira detalhes de uma nova e mais atraente oferta de 64 bilhões de dólares pela Monsanto, em uma tentativa de colocar a companhia de sementes sob pressão para aceitar a proposta.

O movimento mostra que as duas companhias fizeram pouco progresso em suas negociações desde que a Monsanto rejeitou um lance anterior da Bayer dizendo que ainda estava aberta a "conversas contínuas e construtivas".

O presidente executivo da Monsanto, Hugh Grant, disse no mês passado que a companhia estava em negociações com a Bayer e outras companhias do setor sobre "opções estratégicas alternativas". Ele não nomeou essas companhias, mas a Reuters havia noticiado anteriormente que a Monsanto havia discutido uma combinação de seus negócios com a Basf.

A Bayer disse nesta quinta-feira que também elevou sua oferta para 125 dólares por ação em dinheiro, ante 122 dólares anteriormente, e ofereceu à Monsanto um pagamento de 1,5 bilhão de dólares caso a transação não seja aceita pelos órgãos antitruste, "reafirmando sua confiança em uma conclusão com sucesso".

A Bayer também disse que respondeu questões da Monsanto sobre temas regulatórios e financeiros e que está preparada para assumir certos compromissos junto aos reguladores, se necessário, para fechar o acordo.

A Monsanto disse que seu conselho irá reavaliar a última proposta da Bayer, em consulta junto a seus assessores legais e financeiros. A empresa pode responder ainda nesta semana, segundo pessoas com conhecimento do assunto, que pediram para não serem identificadas porque as decisões são confidenciais. (Reuters 14/07/2016)

 

Gasolina não aumentará 'neste momento', diz presidente da Petrobras

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse nesta quinta-feira (14), que a empresa não prevê nenhuma alteração no preço da gasolina "neste momento".

"Nem aumento nem redução", frisou, a ser questionado sobre o tema em entrevista após cerimônia com atletas olímpicos patrocinados pela estatal.

Os preços da gasolina e do diesel vendidos pela empresa estão acima das cotações internacionais desde 2015, quando foram realizados os últimos aumentos.

A diferença tem ajudado a empresa a sobreviver à crise financeira em um cenário de petróleo barato.

Parente voltou a defender maior autonomia da Petrobras com relação ao tema, como já havia feito em sua posse, no início de junho.

"Como qualquer outra empresa, a Petrobras tem que ter o direito de definir os seus preços", afirmou.

BR

O presidente da Petrobras confirmou que a companhia analisa três propostas para venda de participação na BR Distribuidora, mas não quis dar maiores detalhes sobre o processo.

Segundo ele, a companhia está neste momento analisando se as propostas atendem aos interesses da estatal com relação à subsidiária. (Folha de São Paulo 15/07/2016)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Incêndio em Santos: Um incêndio em um terminal da Rumo Logística ontem de manhã deu fôlego às cotações do açúcar demerara na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em março fecharam o pregão a 20,09 centavos de dólar a libra-peso, valorização de 34 pontos. "A impressão é de que o mercado está trabalhando com pequenos fatores e pequenas informações", destacou Bruno Lima, analista da FCStone. A consultoria reduziu esta semana suas estimativas para a taxa de concentração de açúcar na cana-de-açúcar (ATR) do Brasil, o que também tem dado sustentação ao valor dos contratos num contexto de déficit na oferta mundial do produto. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 86,13 a saca de 50 quilos, recuo de 0,01%.

Café: Máxima em um ano: Os contratos futuros do café arábica fecharam o pregão de ontem em Nova York em sua máxima cotação em um ano. Os papéis com vencimento em setembro fecharam o dia a US$ 1,5215 a libra-peso, valorização de 450 pontos. Um conjunto de fatores, como a queda do dólar ante o real, o impacto das chuvas entre maio e junho no qualidade do café do Sudeste do Brasil e a quebra de safra na Ásia, deu sustentação à alta de ontem. "O mercado está quase 4 mil pontos acima da mínima [deste ano] no valor da commodity. O mercado não sobe tudo isso por um ou outro fator, exceto em situações atípicas", destaca Roberto Costa, analista da corretora Terra Investimentos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o café arábica ficou em R$ 510,01 a saca de 60 quilos, alta de 0,48%.

Soja: Virada climática: A previsão de chuva no Meio-Oeste dos EUA durante o próximo fim de semana pressionou os contratos futuros da soja ontem na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em agosto fecharam o pregão a US$ 10,8375 o bushel, com recuo de 39 centavos. Até ontem, a perspectiva de temperaturas de até 40ºC na região dava sustentação à valorização da oleaginosa, mas as precipitações no curto prazo reduziram as preocupações com uma possível seca ao longo deste verão nos EUA. A soja americana está perto da fase de enchimento de grãos ­ momento considerado determinante para a produtividade da safra, o que confere forte volatilidade aos contratos. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 90,54 a saca de 60 quilos, queda de 0,70%.

Milho: Chuvas pontuais: As chuvas pontuais previstas para o próximo fim de semana no Meio-Oeste dos EUA afastaram momentaneamente as preocupações com as perspectivas de clima quente e seco ao longo da segunda quinzena de julho e início de agosto no cinturão agrícola do país. Os papéis com vencimento em setembro fecharam o pregão em Chicago a US$ 3,5775 o bushel, recuo de 4,25 centavos. O milho americano está no auge da fase de polinização, considerada crítica para o sucesso da safra. Com isso, os contratos futuros têm apresentado intensa volatilidade, respondendo diretamente às previsões de clima no país ­ período chamado de "mercado climático" pelos analistas. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 43,21 a saca de 60 quilos, alta de 1,72%. (Valor Econômico 15/07/2016)