Macroeconomia e mercado

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Lucro líquido da CerradinhoPar sobe 50% em 2015/2016, para R$ 23,63 mi

A Cerradinho Participações (CerradinhoPar) encerrou o ano-safra 2015/2016, em 31 de março, com lucro líquido consolidado de R$ 23,63 milhões, valor 50% maior que resultado positivo de R$ 15,77 milhões do período anterior. A holding controla a CerrradinhoBio, que possui usina em Chapadão do Céu (GO), e ainda a CerradinhoTerra, com 7 mil hectares na região de Catanduva (SP).

A companhia relatou receita operacional líquida de R$ 723,86 milhões na safra passada, ante R$ 533,44 milhões em 2014/2015, uma alta de 35,7% entre os períodos. O lucro bruto saiu de R$ 157,47 milhões para R$ 210 milhões, crescimento de 33,4%, de acordo com o balanço divulgado pela companhia.

No documento, a CerradihoPar relatou um passivo financeiro total de R$ 766,92 milhões em 31 de março deste ano, ante um passivo de R$ 715,77 milhões em igual período do ano passado. Desse endividamento total, R$ 725,51 milhões são de empréstimos financeiros bancários, incluindo debêntures, cuja maioria dos vencimentos é no curto prazo.

A companhia tem R$ 251,26 milhões a serem quitados em menos de um ano, outros R$ 159,95 milhões com vencimentos entre um e dois anos e mais R$ 312,53 milhões entre dois e cinco anos. No balanço, a CerradinhoPar ainda informa que estava em fase final de obtenção de linhas de crédito com valor superior a R$ 150 milhões "para suportar a necessidade imediata de capital circulante líquido".

Na safra passada, a usina do grupo processou 4,7 milhões de toneladas de cana, produziu 402 milhões de litros de etanol e ainda exportou 260 mil Megawatts (MW) de energia. A companhia espera processar, em 2016/2017, 5 milhões de toneladas de cana, produzir 416 milhões de litros de etanol e gerar 402,28 mil MW de energia, mas não informou quanto desse total será exportado ao sistema. (Agência Estado 15/07/2016)

 

Líder em focos de incêndio, Mato Grosso proíbe queimadas no Estado

Na próxima sexta-feira (15/07) começa em Mato Grosso o período proibitivo para queimadas no estado. A partir dessa data está proibido fazer uso do fogo para a limpeza de terrenos e secagem de plantas. A restrição vai até o dia 15 de setembro, com possibilidade de prorrogação.

A Secretaria de Meio Ambiente do Estado ainda faz recomendação de ações preventivas como a construção de aceiros e preparação dos funcionários da propriedade rural em como proceder no combate de pequenos focos.

A baixa umidade do ar, típica nesta época do ano, tem provocado queimadas em grande parte do Centro-Sul do Brasil. Segundo estimativas do Instituto Nacional de Pesquisas Especiais (Inpe), são mais de 31 mil focos de incêndio registrados só este ano, cerca de 10 mil a mais que no mesmo período de 2015.

Mato Grosso é o estado com maior incidência, com 7,4 mil focos registrados este ano. Segundo o serviço de monitoramento do Inpe, os principais casos de queimadas nesta semana em Mato Grosso estão concentrados nos municípios de Barra do Garça, Nova Maringá, Alto da Boa Vista e General Carneiro. (Universo Agro 15/07/2016)

 

Commodities Agrícolas

Café: Ajuste técnico: Os contratos futuros do café arábica registraram queda no último pregão da semana passada na bolsa de Nova York, após uma correção técnica. Os papéis mais negociados, com vencimento em setembro, fecharam a sessão a US$ 1,4755 por libra-peso, baixa de 460 pontos. Segundo Thiago Cazarini, da Cazarini Trading Company, a queda era esperada, já que a commodity alcançou a sua cotação máxima do ano na última quinta-feira. "O mercado interno continua forte, sem mudança. O que realmente ocorreu foi uma realização de lucros", explicou o analista. No longo prazo, a queda da qualidade na safra brasileira e a quebra da produção na Ásia tendem a dar sustentação aos preços. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq ficou em R$ 503,56 a saca, recuo de 1,26%.

Algodão: Quatro altas seguidas: Os contratos futuros do algodão registraram a quarta alta consecutiva na bolsa de Nova York na última sexta-feira. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam o pregão cotados a 74,28 centavos de dólar a libra-peso, elevação de 41 pontos. Desde que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) reduziu em 13 mil toneladas sua estimativa para a produção mundial da pluma na safra 2016/17, a commodity passou a ser alvo de especulações. Segundo a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), os fundos elevaram em 30% suas apostas na alta da fibra até o último dia 12. No oeste da Bahia, o preço médio pago ao produtor ficou em R$ 83,72 a arroba, de acordo com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba).

Soja: Moagem em queda: Os contratos futuros de soja registraram queda na bolsa de Chicago na última sexta-feira, refletindo o recuo no esmagamento da oleaginosa nos Estados Unidos. Os contratos com vencimento em setembro fecharam o pregão a US$ 10,655 o bushel, queda de 7,75 centavos. Segundo levantamento da Associação Nacional dos Processadores de Oleaginosas (Nopa, na sigla em inglês), foram processadas 3,95 milhões de toneladas de soja nos EUA em junho, acima da expectativa média do mercado, de 3,88 milhões de toneladas. O número, porém, é 5% inferior ao de maio, quando 4,16 milhões de toneladas de soja foram processadas. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a saca de 60 quilos ficou em R$ 89,17 na sexta-feira, recuo de 1,51%.

Milho: Mercado climático: O milho continua sob os reflexos do "mercado climático" nos EUA, quando os preços do grão ficam mais sensíveis ao clima no país, pelo fato de as lavouras estarem em um período crucial do desenvolvimento. Os papéis para dezembro fecharam o pregão a US$ 3,5825 o bushel, recuo de 6,5 centavos (1,78%), diante das previsões de chuva no Meio­Oeste do país. Os preços do grão vinham sustentados pela perspectiva de temperaturas acima da média na segunda quinzena de julho e início de agosto, durante a fase de polinização do grão. As chuvas previstas para este final de semana, no entanto, afastaram momentaneamente as preocupações com o clima quente. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 43,86 a saca, alta de 1,50. (Valor Econômico 18/07/21016)