Macroeconomia e mercado

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Investidores norte-americanos miram a Biorigin

A Biorigin, braço de biotecnologia da sucroalcooleira Zilor, tem despertado a cobiça de investidores norte-americanos. Dois fundos voltados à área de agrociência se candidataram à compra de uma participação na empresa.

Com operações na cidade de Louisville, no Kentucky, a Biorigin é responsável por 20% do faturamento da Zilor, algo equivalente a R$ 400 milhões. (Jornal Relatório Reservado 26/07/2016)

 

Chineses espalham seus grãos pelo Brasil

Mais um grande grupo do agribusiness chinês está desembarcando no Brasil. O nome da vez é a Shunxin Agriculture. Os asiáticos estão negociando a compra de terras no Mato Grosso, mais precisamente na região de Rondonópolis. Estima-se que as operações em curso girem em torno dos US$ 200 milhões.

A prioridade é a produção e exportação de grãos, notadamente soja, para o mercado asiático. Segundo o RR apurou, os planos da Shunxin para o Brasil preveem ainda a construção de centros de armazenamento e investimentos na área de logística, leia-se concessões rodoviárias e ferroviárias.

A Shunxin Agriculture é um braço do Beijing Shunxin Holding Group, um sortido conglomerado empresarial com negócios nas áreas de real estate, energia renovável, saneamento e bebidas alcóolicas e faturamento superior a US$ 10 bilhões.

A Shunxin Agriculture movimenta por ano cerca de US$ 2 bilhões em commodities agrícolas. Uma das pretensões da companhia é formar parcerias com outros grupos chineses do setor que operam no Brasil, casos notadamente da Cofco e da Hunan Dakang.

Esta última comprou, em abril, uma participação de 57% da trading e processadora de grãos Fiagril, sediada no Mato Grosso. Já a Cofco herdou as operações da Noble Grain e da trading holandesa Nidera no país. (Jornal Relatório Reservado 26/07/2016)

 

Para BC, aumento da Cide seria pior cenário

Presidente do banco vem alertando que medida pode pôr em risco os esforços da instituição para levar a inflação ao centro da meta em 2017.

O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, já se movimenta dentro e fora do governo para impedir a elevação da Cide, tributo que incide sobre os combustíveis. O Estado apurou que Ilan tem alertado que essa é a pior alternativa entre os impostos que podem ser elevados para garantir o cumprimento da meta fiscal este ano e em 2017.

Depois de se comprometer a colocar a inflação no centro da meta de 4,5% em 2017, o BC não quer que a alta da Cide interfira nessa estratégia no momento que o Comitê de Política Monetária (Copom) precisa recuperar credibilidade. Procurado, o BC não se pronunciou sobre o assunto.

Atualmente, a cada litro de gasolina comprado, o consumidor paga R$ 0,10 de Cide. Dependendo do aumento, a contaminação do IPCA poderá ser maior do que o estimado pelo mercado financeiro. Além disso, como boa parte das despesas do governo é corrigida pela inflação, o impacto negativo do aumento dessa contribuição nas contas públicas poderá custar mais do que a arrecadação com a elevação do tributo.

“Trata-se de um imposto (contribuição) difuso, de impacto imediato e resistente”, disse uma fonte do BC ao Estado. Segundo a fonte, esses são os três pontos que mais afligem o banco neste momento em relação à possibilidade de a proposta da Cide vingar. A avaliação é que a Cide é uma contribuição que é imediatamente repassada para o consumidor, o que gera inflação de forma rápida.

Além disso, como está atrelada aos combustíveis, permeia toda a cadeia produtiva. Os alimentos, por exemplo, que têm apresentado uma elevação por questões setoriais nos últimos meses, agora poderão sofrer também com um carregamento de alta de preços, que é alheia ao segmento. Por fim, trata-se de uma pressão que é permanente e que não abre espaço para uma redução de preços a posteriori.

Para garantir o cumprimento da meta fiscal, o governo tem como estratégia aumentar os tributos. Além da Cide, uma cesta de possibilidades está em discussão, entre elas, o IOF. Mas a ala política do governo avalia que é preciso esperar o fim das eleições municipais para tomar a decisão.

Refresco

Desde que assumiu o comando do BC, Ilan tem obtido um “refresco” do mercado financeiro. Ontem, conseguiu ancorar, pela primeira vez, as estimativas dos analistas do setor privado para 2018. Agora, os profissionais acreditam que o IPCA fechará o ano em 4,5%, que é a meta perseguida pelo BC neste e nos demais dois anos.

As previsões de 2019 e 2020 já estavam em 4,5% e, como de costume, as melhoras das expectativas ocorrem do período mais longo para o mais recente. As projeções para a inflação do ano que vem estão em 5,29%, também abaixo da taxa de 5,50% prevista há um mês, de acordo com o Relatório de Mercado Focus.

O mesmo boletim apresentou uma queda na expectativa para o IPCA deste ano, que deve ficar em 7,21%, e não mais em 7,26% como dizia na semana passada.

Para a atividade, porém, houve piora das projeções. O Produto Interno Bruto (PIB) deve recuar 3,27% em 2016, a edição anterior do boletim citava retração de 3,25%. A perspectiva de recuperação da atividade no ano que vem se manteve em 1,10%. O mercado financeiro não alterou suas previsões para o comportamento da Selic no fim deste e do próximo ano. (O Estado de São Paulo 26/07/2016)

 

Melhora nos preços do petróleo é boa notícia para agronegócio brasileiro

O mundo poderá viver uma nova onda positiva de preços das commodities agrícolas, acompanhada de uma melhora também nos preços do petróleo.

Como o Brasil está na lista dos principais mercados produtores de grãos – e com boa expectativa no setor de produção de petróleo –, deverá ser visto como ponto atraente para o capital estrangeiro.

Taxas negativas de juros na maior parte do mundo e queda nos preços dos ativos dão boas oportunidades para fundos de investimentos no país.

As exportações brasileiras de açúcar atingem uma média de 115 mil toneladas por dia útil neste mês, 35% mais do que em igual período de 2015. As receitas sobem 54%.

A avaliação é de Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da Abag (Associação Brasileira do Agronegócio).

Ele adverte, no entanto, que há muito a fazer quando se trata de governança e lideranças no agronegócio.

É necessária uma revisão do modelo atual. O setor tem de pensar e agir mais como cadeia, e não buscar soluções específicas e isoladas de produto a produto.

As exportações de etanol deverão atingir 240 milhões de litros neste mês, 12% mais do que o exportado em julho do ano passado.

O agronegócio tem de ser protagonista nos momentos mais críticos da economia, discutindo reformas, como a tributária e a trabalhista, essenciais para o desenvolvimento do setor.

Para Carvalho, deveria haver um equilíbrio entre agricultura e indústria. Não adianta tirar imposto de um produto e jogá-lo para outro, avalia.

Custo Brasil

Condições tributárias e trabalhistas mais eficientes reduziriam o custo Brasil e tornariam o país mais competitivo, afirma Carvalho.

Devido a limitações de produção de açúcar em outros países, Luiz Carlos Corrêa Carvalho, da Abag, estima que a oferta será menor que a demanda em pelo menos cinco anos.

A agricultura mundial chegou ao limite de exploração em várias áreas do planeta. Mesmo assim, aumenta a necessidade de fontes de energia renovável vindas da agricultura, elevando a oportunidade do Brasil, segundo o presidente da Abag.

Há uma limitação dos recursos. Mas alguns países, como os da África, sofrem ainda mais do que o Brasil.

Para buscar uma revisão desse modelo atual de lideranças agropecuárias no país, a Abag fará uma série de discussões em um congresso na segunda semana de agosto, em São Paulo. (Folha de São Paulo 26/07/2016)

 

Liderança no agronegócio é um dos temas a ser debatido no Congresso da ABAG

Senadora Ana Amélia Lemos abordará o tema ao lado de Carlos Alberto Paulino da Costa, da Cooxupé; Eduardo Leduc, da ANDEF, e do economista, José Roberto Mendonça de Barros, no evento agendado para 8 de agosto, em São Paulo.

“O mundo vive uma escassez crônica de líderes, com exemplos positivos e visão de futuro capaz de propor soluções plausíveis e corajosas para problemas concretos e complexos. Parece que perdemos a capacidade de gerar essas lideranças, fator essencial para a evolução da humanidade. No caso específico do agronegócio, o Brasil certamente tem peso decisivo na formatação dessa liderança global”, diz Luiz Carlos Corrêa Carvalho, presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG).

A liderança é um dos temas centrais do 15º Congresso Brasileiro do Agronegócio (CBA), que ocorrerá no dia 8 de agosto, em São Paulo, realizado pela ABAG. A temática será abordada no painel denominado Liderança no Agronegócio, e para falar sobre o assunto foram convidados, como debatedores a Senadora da República (PP/RS), Ana Amélia Lemos, o Presidente da Cooxupé Carlos, Alberto Paulino da Costa, o Presidente do Conselho Diretor da ANDEF, Eduardo Leduc, e o Economista e Sócio da MB Associados, José Roberto Mendonça de Barros. Como moderador do painel, o Colunista de Economia do Estadão Celso Ming.

O tema central deste ano será “Liderança e Protagonismo” e focará nos desafios de manter o Brasil na liderança mundial da produção de alimentos, fibras e energia renovável, ao mesmo tempo em que se consolida a percepção de ser o produtor brasileiro um dos mais sustentáveis do mundo.

Promovido pela ABAG desde 2002, o Congresso Brasileiro do Agronegócio, já faz parte da agenda dos principais lideres e formadores de opinião do País. A edição realizada em 2015 contou com a presença de mais de 800 participantes, entre empresários, lideranças, entidades do setor e da mídia nacional.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas pelo hotsite do evento: www.abag.com.br/cba. (Brasil Agro 27/07/2016)

 

Preço por ação da Tereos em oferta pública será de R$ 65

A Tereos Internacional publicou o edital da oferta pública unificada de aquisição de ações (OPA) para cancelamento de registro e saída do Novo Mercado. O preço por ação ficou definido em R$ 65,00, um valor acima do laudo de avaliação realizado pelo Bradesco BBI, que ficava entre R4 56,01 e R$ 61,60.

Para cancelar o registro, dois terços dos acionistas devem concordar com a OPA. Segundo o edital publicado pela empresa em jornal, 67,03% dos acionistas apresentaram compromisso para se habilitar para a OPA.

A validade da operação é de 30 dias, a partir de hoje até 25 de agosto, quando também acontecerá o leilão, às 15h, no sistema eletrônico da BM&FBovespa.

A data de liquidação será em 30 de agosto de 2016. A instituição intermediária da OPA é o Itaú BBA.

A Tereos controla a Guarani, grupo sucroalcooleiro com sete usinas no noroeste paulista e capacidade para processar até 23 milhões de toneladas de cana-de-açúcar por temporada. Para o atual ciclo 2016/17, iniciado em abril, a empresa deverá processar 20,5 milhões de toneladas de cana, acima das 19,6 milhões de toneladas da safra anterior.

Naquela temporada, a companhia reportou prejuízo líquido de R$ 127 milhões, 9% menor na comparação com o de R$ 139 milhões de 2014/15. A receita líquida no ano avançou 26,8%, para R$ 10,19 bilhões, e o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado cresceu 51,4%, para R$ 1,16 bilhão. (Agência Estado 26/07/2016)

 

A consolidação de um novo ciclo do setor sucroenergético

Numa iniciativa do BrasilAgro e com apoio da RGB Comunicação, será promovido no próximo dia 12 de setembro, no Hotel JP (www.hoteljp.com.br) em Ribeirão Preto, evento que busca discutir e revelar os caminhos para que a cadeia produtiva canavieira consiga consolidar um novo ciclo virtuoso.

Abatida por políticas públicas predatórias impostas desde o início do segundo mandato do presidente Lula e agravadas com a chegada de Dilma Rousseff à presidência da República, a cadeia produtiva canavieira vem enfrentando a pior crise da sua história.

A falta de sinergia entre os elos, usineiros, produtores de cana, indústria de base e trabalhadores, também serviu para acentuar demissões de centenas de trabalhadores, fechamento de usinas, pedidos de recuperação judicial e alijamento de tradicionais famílias de produtores de cana do setor.

As mudanças impostas nos cenários político-econômicos do país, podem servir de alavancagem e impulso para que o setor volte ao seu protagonismo histórico. Tudo vai depender da reorganização da cadeia produtiva e do trabalho que começa a ser feito junto ao poder público.

A palestra de abertura do evento será feita pelo ex-ministro da Agricultura e coordenador do Centro do Agronegócio da Fundação Getúlio Vargas, Roberto Rodrigues (Foto).

Painéis sobre as cooperativas de produtores de cana, usinas e cadeia produtiva, se somam a palestras específicas a cargo de renomadas personalidades, incluindo o ministro da Agricultura Blairo Maggi e o deputado federal Marcos Montes, presidente da Frente Parlamentar do Agronegócio.

Outras informações e inscrições para o evento podem ser obtidas e feitas no site www.brasilagro.com.br. (Brasil Agro 27/07/2016)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Déficit na berlinda: A melhora das condições climáticas na Ásia e o avanço da moagem de cana no Brasil geraram rumores no mercado de que o déficit previsto na oferta de açúcar, que vinha dando sustentação aos contratos futuros, pode ser menor que o estimado inicialmente. Como resultado, os papéis com vencimento em março de 2017 fecharam o pregão ontem a 19,76 centavos de dólar por libra-peso, recuo de 33 pontos. Na Ásia, as monções acima da média geram a expectativa de que a safra na Índia, segundo maior produtor mundial, tenha alguma recuperação no ciclo 2016/17. No Brasil, o clima seco tem favorecido a moagem, com volumes acima do esperado pelo mercado. O indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 85,99 a saca de 50 quilos ontem, recuo de 0,37%.

Algodão: Seca no Texas: As condições climáticas adversas no Estado americano do Texas levaram os contratos futuros do algodão a uma nova alta ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam o pregão a 73,95 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 166 pontos. De acordo com os meteorologistas, o Texas deve apresentar clima quente e seco nos próximos dias, o que pode prejudicar o desenvolvimento das lavouras. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 52% das lavouras do país estavam em condições consideradas boas ou excelentes até o último dia 24, abaixo dos 57% observados no mesmo período do ano passado. Na Bahia, o preço médio do algodão ao produtor ficou em R$ 86,58 a arroba, segundo a associação de produtores local, a Aiba.

Soja: Mais uma vez o clima: As previsões climáticas para o Meio-Oeste dos EUA voltaram a dar sustentação aos contratos futuros da soja ontem. Os papéis com vencimento em setembro encerraram o pregão a US$ 9,85 o bushel, alta de 8,25 centavos de dólar. A valorização ocorre após a commodity atingir o menor patamar em três meses na segunda­feira, pressionada pela melhora do clima no Meio-Oeste dos EUA. As previsões de temperaturas elevadas em agosto, porém, renovaram os temores sobre os possíveis danos às lavouras americanas, já próximas do período de enchimento de grãos ­ considerado crítico para a produtividade da soja no país. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a oleaginosa em Paranaguá ficou em R$ 82,89 a saca de 60 quilos, alta de 0,38%.

Milho: Influência do trigo: A expressiva queda nos contratos futuros do trigo ontem pressionou as cotações do milho na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam o pregão a US$ 3,3950 por bushel, recuo de 1,75 centavo de dólar. O milho compete com o trigo como insumo da ração animal, o que gera uma correlação entre as cotações das duas commodities. As previsões de clima quente e seco no início de agosto e de demanda firme para o milho americano, porém, limitaram as perdas. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o país exportou 39,05 milhões de toneladas de milho no acumulado do ano até o dia 21 de julho. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o cereal ficou em R$ 48,05 a saca de 60 quilos, alta de 1,20%. (Valor Econômico 27/07/2016)