Macroeconomia e mercado

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O agronegócio carrega o Brasil nas costas", afirmam lideranças no Congresso Abag

"O agronegócio andou para a direção do Sol, enquanto os demais setores cairam diante a situação do Brasil. A colocação é do presidente da Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), Luis Carlos Carvalho, na abertura do 15º Congresso Abag. Para líderes do setor do agronegócio o Brasil é maior que a crise.

O 15º Congresso da Abag debate neste ano "Liderança e Protagonismo" e, segundo Luis Carlos Carvalho, é preciso que o setor mostre seu protagonismo. "Hoje, somos o segundo maior exportador e deveremos ser o primeiro nos próximos anos, como aponta a FAO. Porém, não é só exportar. É preciso ter voz mais ativa perante a política também".

Carvalho destacou ainda que os líderes são as chaves mestras para instigar o desenvolvimento. "O Brasil caminha para o seu protagonismo. É o agronegócio que faz o país andar".

Há um ano o Brasil vivia uma situação delicada e de indecisões. Hoje, conforme o secretário de Agricultura de São Paulo, Arnaldo Jardim, pautas ligadas ao setor produtivo começam a entrar em discussão. "O setor está pronto pa ter liderança e fazer seu protagonismo. Os acordos que estamos vendo no Ministério da Agricultura, com o ministro Blairo Maggi, mostra que o Brasil está andando".

Importância mostrada

Na opinião do deputado federal e presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Marcos Montes, o setor está começando a mostrar ao Brasil o que é o agronegócio e a sua importância. "A gente sente no presidente em exercício Michel Temer, ele ele dá sinais claros, que vê o agronegócio como saída para o Brasil".

Expemplo de liderança

Um exemplo de liderança na visão da senadora do Rio Grande do Sul Ana Amélia Lemos (PP), e que deveria ser seguido, é o do ministro da Agricultura Blairo Maggi. O Maggi está tendo comprometimento. O que ele não entende, ele vai e busca conhecimento. Pela primeira vez um ministro da Agricultura visitou uma lavoura de fumo no Rio Grande do Sul e viu a importância do setor para a economica de um Estado. ISso mostra liderança. O Brasil é maior que a crise. O agronegócio é protagonista. O agronegócio carrega o Brasil nas costas". (Olhar Direto 09/08/2016)

 

Plantio de milho e soja do Brasil deve ter expansão em 2016/17

O plantio de soja no Brasil na temporada 2016/17, que começa nos próximos meses, deverá subir apenas 1,5 por cento ante a safra anterior, para 33,7 milhões de hectares, estimou nesta segunda-feira a consultoria Agroconsult.

A projeção da consultoria aponta um percentual inferior ao levantado em uma pesquisa da Reuters, que indicou que o plantio da oleaginosa crescerá 2 por cento, no seu menor ritmo em uma década, com alguns produtores apostando no milho no verão e com crédito mais caro limitando investimentos.

Já a área de milho deverá crescer para 3,4 milhões de hectares no centro-sul do país no verão de 2016/17, ante 3,2 milhões de hectares no período anterior, afirmou a jornalistas o diretor da Agroconsult, André Pessôa, durante evento em São Paulo.

"No Sul, a área adicional de milho virá principalmente de áreas de soja", disse o analista.

A área da chamada "safrinha" 2016/17 de milho ficará em 11,7 milhões de hectares, ante 10,8 milhões de toneladas em 2015/16, complementou.

"A expansão de plantio de milho será estimulada pelo preço elevado e pelos custos de produção, que caíram", explicou Pessôa.

IMPORTAÇÕES DE MILHO

O Brasil deverá importar 1,5 milhão de toneladas de milho no ano comercial entre fevereiro de 2016 e janeiro de 2017, sendo que 800 mil toneladas já foram desembarcadas ou aparecem nas escalas de navios até o fim de agosto, projetou o consultor.

Anteriormente, a consultoria chegou a prever importações de cerca de 2,5 milhões de toneladas em 2016. A mudança na projeção ocorre com parte das exportações contratadas anterioremente sendo redirecionada ao mercado interno, com preços mais interessantes.

Segundo ele, a maior parte dos volumes importados virá, como é habitual, da Argentina e do Paraguai.

As importações dos Estados Unidos, que estão na mira do governo brasileiro e de indústrias de aves e suínos, ainda serão pouco relevantes, o governo ainda busca a aprovação de variedades transgênicas dos EUA para dar mais segurança aos importadores.

Até meados de 2017, a oferta de milho no mercado interno continuará apertada, após uma segunda safra prejudicada pelo clima em 2015/16 e uma colheita de verão em 2016/17 que será insuficiente para atender toda a demanda, avaliou.

Segundo Pessôa, o mercado brasileiro de milho está sendo balizado atualmente pela paridade com a importação, o que aponta um desequilíbrio no setor.

"Vai ser assim até a próxima 'safrinha', quando o mercado vai voltar a ser regulado pela paridade de exportação", projetou. "A safra de verão não será capaz de regular o mercado."

O Brasil é um dos maiores exportadores globais de milho, mas os negócios agora estão lentos de maneira geral, com comerciantes redirecionando vendas para o mercado interno. (Reuters 08/08/2016)

 

Investigação do Cade pede condenação da Petrobras por desconto na venda de gás

A superintendência-geral do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) recomendou a condenação da Petrobras por conduta anticompetitiva no fornecimento de gás natural. O caso será agora julgado pelo tribunal do órgão de defesa da concorrência.

A decisão foi comunicada ao mercado nesta segunda-feira (8) e responde a denúncia feita em 2014 pela distribuidora de gás canalizado Comgás, que atende à região metropolitana de São Paulo.

Se condenada, a estatal pode ser multada em até 20% do faturamento com venda de gás no ano anterior ao início do processo. O balanço da Petrobras não traz dados isolados da área de gás. A área de gás e energia faturou R$ 30 bilhões em 2013.

A denúncia da Comgás refere-se à concessão, pela estatal, de descontos no preço de venda de gás em contratos denominados Nova Política de Preços (NPP), que foram criados em 2011.

A distribuidora paulista é grande compradora de gás boliviano, que era precificado de forma diferente, em um contrato denominado TCQ (sigla em inglês para cálculo da capacidade de transporte), e reclama que a concessão de descontos ao NPP prejudicou sua capacidade de atrair novos clientes.

"Após consultas ao mercado e às agências reguladoras, a Superintendência-Geral entendeu que ficou configurada a conduta discriminatória anticompetitiva e constatou que a ausência de descontos no contrato exclusivamente boliviano acarretou menor competitividade do gás comercializado nos locais atendidos pela Comgás", afirmou o Cade, em nota publicada nesta segunda.

Em nota, a Comgás afirmou que "acompanha o caso e ressalta que acredita nas instituições brasileiras e em sua capacidade de analisar e coibir práticas anticoncorrenciais".

A Petrobras disse, também em nota, que "continuará atuando firmemente na defesa dos seus direitos". Em documentos enviados ao Cade durante o processo, alegou que ofereceu à Comgás a migração dos contratos para NPP, mas a distribuidora não aceitou.

Controlada pela Shell e pela Cosan, a Comgás é pivô de outra disputa com a Petrobras no Cade, referente ao consórcio Gemini, parceria entre a estatal e a White Martins para venda de gás em caminhões.

Também neste caso, a superintendência-feral do Cade recomendou a condenação do denunciado, alegando que "considerou robustas as alegações de discriminação e de fechamento dos mercados municipais" com a venda de gás mais barato pelo consórcio Gemini. (Folha de São Paulo 08/08/2016)

 

Biomassa não tem o mesmo espaço que eólica e solar nos leilões de energia

Apesar do apelo de fonte renovável e do potencial da matéria-prima no país, biomassa ainda não tem o mesmo espaço que as fontes eólica e solar nos leilões.

Depois de experimentar um salto de crescimento da capacidade instalada nos últimos anos, o setor de biomassa vive um momento de incertezas marcado pela participação limitada da fonte nos leilões e sobra de energia no mercado, que tende a retardar novos investimentos com foco na produção de bioeletricidade.

Em 2008, a biomassa de cana-de-açúcar chegou a emplacar 31 projetos nos leilões de energia, somando 541 megawatts médios contratados. Um ano depois, a fonte respondia por 32% do acréscimo anual de capacidade instalada de geração de energia no Brasil. Esse índice se manteve alto até 2013, mas depois começou a declinar. Neste ano, a previsão é representar 7% da expansão do sistema, caindo para apenas 2% em 2020.

78,8% de toda a capacidade instalada de biomassa na matriz energética do país é proveniente da cana-de-açúcar, que responde por 10 dos 13 gigawatts de potência instalados

Após o bom desempenho em 2008, que encerrou um ciclo de grandes investimentos no setor de etanol, a participação da biomassa nos leilões de energia não avançou como previa o setor. Em 2015, apenas três projetos foram contratados em quatro leilões, totalizando 52 megawatts médios. Com exceção de 2012 – quando nenhum megawatt de biomassa foi vendido – o ano passado registrou o pior desempenho da biomassa nos certames desde 2009. Neste ano, dos 64 projetos cadastrados no leilão A-5, realizado em abril, só sete foram contratados.

“Este ano acabou para nós. Não sabemos quais fontes vão participar do leilão A-3, e nem mesmo se ele vai acontecer. Tudo depende da demanda. Até o momento vendemos apenas quatro projetos de biomassa de cana. É pouco para uma cadeia produtiva que foi montada para vender 30, 40 projetos todos os anos”, afirma Zilmar de Souza, gerente de bioeletricidade da União dos Produtores de Cana de Açúcar (Unica).

Apesar das vantagens da biomassa – como a abundância de matéria-prima, a maior proximidade do mercado consumidor e o fato de ser renovável e contribuir para a redução de emissões – a fonte não tem tido o mesmo espaço destinado à eólica e à solar nos leilões de energia. A biomassa, por exemplo, não é convidada a participar dos leilões de Energia de Reserva desde 2011, e ficou de fora de dois desta modalidade agendados para este ano.

“Temos uma dificuldade tanto do lado do setor elétrico, que não tem uma política robusta de contratação de biomassa nos leilões, quanto do setor sucroenergético, com uma indefinição do papel do etanol na matriz. Não tem como pensar uma coisa sem pensar a outra”, diz Souza.

Uma mudança de cenário para a biomassa, segundo Souza, depende de uma política geral para o etanol e para a bioeletricidade, com leilões regulares e preços adequados que reconheçam as externalidades positivas dessa fonte para a matriz. Sem esse apoio, corre-se o risco de desarticular a cadeia produtiva do setor, que já sofre com a falta de clareza e previsibilidade sobre o papel da biomassa na política energética.

Uma definição clara sobre a participação da biomassa na matriz daria às empresas mais condições de planejamento para participar dos leilões. Hoje, por exemplo, metade das 355 usinas de cana-de-açúcar exporta energia para a rede. As demais teriam de passar por um processo de retrofit, que tem um custo eleva do para as empresas e não pode ser feito “a toque de caixa”. “Você não aprova um projeto da noite para o dia”, diz o gerente da Única.

Para Thais Prandini, diretora-executiva e sócia da Thymos Energia, o momento é de tomar fôlego, diz. “A biomassa tem um futuro promissor e essa nova modelagem dos leilões [com a biomassa disputando apenas com térmicas a carvão e a gás, e não mais com fontes como eólica e solar, mais competitivas] dá mais perspectiva para a fonte no longo prazo”, diz.

Leilões precisam de previsibilidade nos preços

Segundo Zilmar de Souza, gerente de bioeletricidade da União dos Produtores de Cana de Açúcar (Unica), a biomassa carece de um preço mais previsível nos leilões. “O que o setor não gostaria é de uma quebra na expectativa. O preço teto da biomassa já foi de R$ 112 em um passado recente. Aí melhorou e foi a R$ 281, depois R$ 219 e, por último, em abril deste ano, ficou em R$ 251. Isso é muito ruim em termos de previsibilidade, porque são investimentos vultosos e de longo prazo”, diz Souza.

O preço também deveria contemplar o benefício grande da biomassa para o sistema elétrico porque as usinas estão próximas da demanda, defende Thais Prandini, diretora-executiva da Thymos Energia. “Esses custos não são mensurados no preço, que precisa ser ajustado para dar mais competitividade à fonte”.

Eletricidade a partir da cana pode suprir 22,6% da demanda até 2024

No ano passado, a venda de energia produzida a partir da biomassa somou 22,5 gigawatts/hora, contribuindo com 4,2% de toda a eletricidade lançada no Sistema Interligado Nacional, de acordo com a Câmara de Comercialização de Energia Elétrica. Predominante entre os tipos de biomassa, a palha e bagaço de cana foram responsáveis por quase 90% do total de bioeletricidade gerada à rede elétrica em 2015. Apesar da baixa nos últimos anos, desde 2013 o setor sucroenergético vem gerando mais energia elétrica para o Sistema do que para o consumo próprio das unidades industriais.

De acordo com o Plano Decenal de Expansão de Energia, a geração de bioeletricidade sucroenergética para a rede tem potencial técnico para chegar a mais de seis vezes o volume de oferta de 2015. Ou, seja, até 2024, se o país aproveitar plenamente o potencial técnico da bioeletricidade da cana, ela pode suprir 22,6% do consumo nacional de energia elétrica. (Gazeta do Povo PR 08/08/2016)

 

Cade aponta conduta anticompetitiva da Petrobras no fornecimento de gás

Denúncia a órgão foi feita pela Companhia de Gás de São Paulo (Comgás).

Recomendação ainda terá de ser julgada pelo Plenário do órgão.

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) recomendou ao Tribunal do órgão a condenação da Petrobras por conduta anticompetitiva no fornecimento de gás natural, após denúncia feita pela Companhia de Gás de São Paulo (Comgás), de acordo com informações publicadas nesta segunda-feira (8) no Diário Oficial da União (DOU).

A recomendação, que aconteceu após conclusão de um processo administrativo, será distribuída a um conselheiro relator e julgado pelo Plenário do órgão, responsável pela decisão final.

Segundo a denúncia da Comgás, a atuação anticompetitiva da Petrobras teria começado em 2011, quando a estatal pôs em prática um programa de desconto nos preços do gás, encerrado em 2015.

Em nota à imprensa, o Cade explicou que a Petrobras tem dois tipos de contratos para o fornecimento desse gás: o primeiro é chamado de Nova Política de Preços (NPP), e inclui gás nacional, boliviano e importado por navios; o segundo é o Transportation Capacity Quantity (TCQ), que está vinculado exclusivamente à fonte boliviana. A estatal, no entanto, concedeu o benefício dos descontos apenas aos contratos da NPP.

A Comgás declarou que a política de descontos da Petrobras favorece as distribuidoras que obtêm gás somente por meio dos contratos da NPP, como, por exemplo, a Gás Brasiliano Distribuidora, de propriedade da estatal e situada em área adjacente à da Comgás, no oeste paulista.

"Após consultas ao mercado e às agências reguladoras, a Superintendência-Geral entendeu que ficou configurada a conduta discriminatória anticompetitiva e constatou que a ausência de descontos no contrato exclusivamente boliviano acarretou menor competitividade do gás comercializado nos locais atendidos pela Comgás", afirmou o Cade.

Procurada pela agência Reuters, a Petrobras não comentou imediatamente. (Reuters 08/08/2016)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Risco climático: A possibilidade de chuva no Centro-Sul do Brasil impulsionou os contratos futuros do açúcar demerara ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em março de 2017 encerraram o pregão cotados a 20,95 centavos de dólar a libra-peso, alta de 24 pontos. Segundo a consultoria Zaner Group, as precipitações podem atrasar a colheita e a moagem no país, que vinham sendo favorecidas nos últimos meses pelo tempo seco. Na Europa, chuvas acima da média podem afetar a produção de açúcar de beterraba no continente, elevando a demanda por açúcar de cana num momento de déficit mundial após quebras de safra na Ásia. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 85,60 a saca de 50 quilos, desvalorização de 0,08%.

Suco de laranja: Sem furacão: O enfraquecimento do ciclone que se formou antes do fim de semana no litoral da Flórida foi o gatilho para uma forte correção no valor dos contratos de suco de laranja ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em novembro fecharam a US$ 1,7775 por libra-peso, com queda de 610 pontos. A commodity tem registrado alta ao longo dos últimos dois meses, devido às especulações sobre os potenciais danos aos pomares americanos após o início da temporada de furacões na Flórida. O Estado americano abriga o segundo maior parque citrícola do mundo e sofreu recentemente uma quebra de safra. No mercado interno, o preço médio pago pela indústria pela caixa de 40,8 quilos de laranja em São Paulo ficou estável ontem em US$ 19,93, segundo o Cepea.

Algodão: Leilões na China: A decisão da China de prorrogar seus leilões de estoques internos de algodão pressionou as cotações da pluma ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam o pregão a 76,05 centavos de dólar a libra-peso, com recuo de 69 pontos. A liquidação dos estoques chineses estava prevista para terminar em agosto, mas agora o país avalia que vai vender mais do que as 2 milhões de toneladas planejadas inicialmente. A China detém a maior parte dos estoques mundiais de algodão e é o maior mercado consumidor do mundo. Com o início dos leilões, em março, as importações do país nos primeiros seis meses deste ano início dos leilões, em março, as importações do país nos primeiros seis meses deste ano caíram 54%. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 84,73 a arroba segundo a associação de produtores local, a Aiba.

Soja: Demanda firme: Os dados positivos sobre a demanda pela soja produzida nos EUA voltaram a dar sustentação aos contratos negociados na bolsa de Chicago ontem. Os papéis com vencimento em setembro fecharam o pregão a US$ 10,0125 o bushel, alta de 13,25 centavos. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os exportadores privados americanos anunciaram a venda de 246 mil toneladas de soja da safra 2016/17 para a China. Ao longo da semana passada, as vendas para o país somaram 1,19 milhão de toneladas, enquanto os embarques totais até 4 de agosto ficaram 44,5% acima do registrado uma semana antes. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 80,81 a saca de 60 quilos, alta de 0,04%. (Valor Econômico 09/08/2016)