Macroeconomia e mercado

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Cide maior da gasolina estimulará R$ 40 bi na economia com etanol

O governo do presidente interino Michel Temer estuda aumentar a Cide, tributo que incide sobre os combustíveis. Porém, não há nada definido, apesar do preço artificial da gasolina por vários anos no governo Dilma Rousseff, já que a Petrobras importava o combustível fóssil mais caro e vendia mais barato no País. Fato este que promoveu uma concorrência desleal com o etanol a base de cana de açúcar, impactando esta cadeia produtiva brasileira, o que gerou a maior crise do setor sucroenergético. A fim de reverter esta situação e voltar a movimentar bilhões adicionais na economia com a retomada do incremento do etanol na matriz energética, com efeitos na geração de emprego e renda, o presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Alexandre Andrade Lima (Foto), reuniu-se com membros do governo e o ministro de Minas e Energias, Fernando Filho. A reunião foi realizada em Brasília nesta terça-feira (9).

A Feplana defendeu o reajuste da Cide da gasolina e a aplicação de um critério ambiental onde taxa o combustível a partir do seu teor poluente. O ministro ficou de se reunir com a equipe econômica do governo para avaliar a viabilidade da medida, bem como de outros pleitos do setor. "O aumento do tributo é uma forma de garantir a justa competitividade do etanol, já que o governo congelou por anos o preço da gasolina"disse Andrade Lima.

O líder dos canavieiros do Brasil também ressaltou a importância da medida para a ampliação do consumo do combustível a base de cana - uma matéria prima renovável, limpa e sustentável. Com isso, haverá grande movimentação financeira com positivos reflexos na economia. O dirigente lembrou que mais de US$ 40 bilhões poderá ser investido pelo setor para atender a demanda dos consumidores, além de todos os benefícios a ser gerados com milhares de novos empregos. A iniciativa ainda ajuda com o país a cumprir sua meta posta na COP 21.

A questão ambiental também foi frisada pela Feplana durante a reunião com o ministro ao defender a adoção de critérios graduais para a taxação da Cide sobre os combustíveis a partir do seu teor de poluição. Paulo Leal,vice-presidente da entidade canavieira, defendeu o proposta de transformar a Cide em um Gren Tax já existente em alguns países. A 'taxa verde' consiste em beneficiar combustíveis renováveis e taxar mais os poluentes.

O dirigente aproveitou para lembrar ao ministro que 80 usinas fecharam nos últimos anos e mais de 80 estão em recuperação judicial. Além de Leal e Lima, a reunião com Fernando Filho contou com a participação do diretor da Feplana, Murilo Paraíso, do presidente da Sindicato dos Cultivadores de Cana de PE, Gerson Carneiro Leão, do deputado federal André Amaral (PMDB/PB) e do secretário nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, Marcio Felix.

Cooperativas e BR Distribuidora

Andrade Lima ainda tratou com o ministro de Minas e Energias sobre a liberação da comercialização de etanol de cooperativas de canavieiros do Nordeste com a Distribuidora BR, empresa vinculada à Petrobras. O dirigente solicitou ação ministerial para destravar a proibição descabida da venda de etanol da cooperativa que administra a Usina Cruangi em Pernambuco à Distribuidora. A estatal bloqueou a negociação por conta de pendências dos donos da usina,mesmo sem haver nenhum passivo da Cooperativa formada por agricultores.

"Enquanto o governo pernambucano estimula o cooperativismo, até com a elevação do crédito presumido do ICMS do etanol produzido no local, a União, através da BR Distribuidora, está dificultando a retomada desta importante atividade socioeconômica para a região, com esse bloqueio sem lógica", reclamou o dirigente. Lima solicita que o ministro de Minas e Energia revise esta injusta situação com o setor, de modo que permita a comercialização do etanol da cooperativa com a referida estatal, o que garantirá o restabelecimento de uma relação comercial normal, como já acontece entre a cooperativa com as demais companhias distribuidoras. (Brasil Agro 11/08/2016)

 

Feplana pede que Cide tenha como base o teor poluente de cada combustível

Segundo a entidade, imposto maior para a gasolina estimulará o consumo de etanol e a geração de renda e emprego.

A Feplana defendeu oficialmente o reajuste da Cide da gasolina e a aplicação de um critério ambiental onde taxa o combustível a partir do seu teor poluente. O presidente da Federação dos Plantadores de Cana do Brasil (Feplana), Alexandre Andrade Lima, reuniu-se com membros do governo e o ministro de Minas e Energias, Fernando Filho. A reunião foi realizada em Brasília nesta terça-feira (9).

O ministro ficou de se reunir com a equipe econômica do governo para avaliar a viabilidade da medida, bem como de outros pleitos do setor. ”O aumento do tributo é uma forma de garantir a justa competitividade do etanol, já que o governo congelou por anos o preço da gasolina”, disse Andrade Lima.

O líder dos canavieiros do Brasil também ressaltou a importância da medida para a ampliação do consumo do combustível a base de cana – uma matéria prima renovável, limpa e sustentável. Com isso, haverá grande movimentação financeira com positivos reflexos na economia. O dirigente afirmou que mais de US$ 40 bilhões poderão ser investido pelo setor para atender a demanda dos consumidores, além de todos os benefícios a ser gerados com milhares de novos empregos. A iniciativa ainda ajuda com o país a cumprir sua meta posta na COP 21.

A questão ambiental também foi frisada pela Feplana. A entidade defendeu a adoção de critérios graduais para a taxação da Cide sobre os combustíveis a partir do seu teor de poluição. Paulo Leal, vice-presidente da entidade canavieira, defendeu a proposta de transformar a Cide em um Gren Tax já existente em alguns países. A ‘taxa verde’ consiste em beneficiar combustíveis renováveis e taxar mais os poluentes.

Cooperativas e BR Distribuidora

Andrade Lima ainda tratou com o ministro de Minas e Energias sobre a liberação da comercialização de etanol de cooperativas de canavieiros do Nordeste com a BR Distribuidora, empresa vinculada à Petrobras. O dirigente solicitou ação ministerial para destravar a proibição da venda de etanol da cooperativa que administra a Usina Cruangi em Pernambuco à Distribuidora. A estatal bloqueou a negociação por conta de pendências dos donos da usina, mesmo sem haver nenhum passivo da cooperativa, que é formada por agricultores.

“Enquanto o governo pernambucano estimula o cooperativismo, até com a elevação do crédito presumido do ICMS do etanol produzido no local, a União, através da BR Distribuidora, está dificultando a retomada desta importante atividade socioeconômica para a região, com esse bloqueio sem lógica”, reclamou o dirigente. (AFCP 10/08/2016)

 

Cargill registra lucro líquido com ganhos especiais; receita cai

A comerciante global de commodities Cargill relatou nesta quarta-feira um lucro líquido trimestral impulsionado por ganhos especiais que compensaram resultados fracos na negociação e no processamento de oleaginosas.

A receita para a empresa de capital privado caiu pelo oitavo trimestre consecutivo.

Baseada em Minnesota, a Cargill reportou um lucro líquido de 15 milhões de dólares para o quatro trimestre encerrado em 31 de maio, ante um prejuízo líquido de 51 milhões de dólares no ano anterior. A receita caiu 5 por cento para 27,1 bilhões de dólares.

Excluindo itens como ajustes de estoque e ganhos e perdas de venda de ativos, a companhia registrou um prejuízo operacional de 19 milhões de dólares, ante um lucro de 230 milhões de dólares no ano anterior.

O relatório da Cargill foi o mais recente de uma série de declarações financeiras decepcionantes de companhias focadas em agricultura.

Na última semana, a rival do agronegócio Archer Daniels Midland reportou um lucro trimestral acentuadamente mais baixo devido aos preços voláteis de grãos e fracas margens de negociação e processamento. (Reuters 10/08/2016)

 

Brasil tem maior importação de milho dos últimos 16 anos

As importações brasileiras de milho dispararam neste ano, somando 791 mil toneladas de janeiro a julho. É o maior volume neste período em 16 anos.

O principal fornecedor de cereal para o Brasil foi o Paraguai, país que colocou 399 mil toneladas no mercado interno.

Já a vizinha Argentina foi a segunda maior fornecedora, com exportações de 392 mil toneladas para os brasileiros de janeiro a julho.

Os norte-americanos, devido às variedades transgênicas de milho que têm, esperam uma liberação para exportar ao Brasil.

Os Estados Unidos, que deverão produzir uma safra recorde neste ano, encontrariam mais um mercado importante, o brasileiro, para desovar sua super safra.

O Brasil importa volumes substanciais de milho porque também tem exportações crescentes. Nos sete meses, apesar da forte demanda interna, os brasileiros colocaram 13,3 milhões de toneladas de milho no mercado externo, 102% mais do que em igual período do ano passado.

O principal comprador do produto brasileiro foi o Irã, que levou 2,1 milhões de toneladas. Japão e Vietnã também estiveram no topo da lista, com importações de 1,9 milhão e de 1,7 milhão de toneladas, respectivamente.

As receitas brasileiras com o milho somaram US$ 2,2 bilhões neste ano, o dobro das de igual período de 2015, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior). (Folha de São Paulo 11/08/2016)

 

Novo subsídio para milho na China manterá produção elevada

Os novos subsídios da China para produtores de milho no cinturão de grãos do norte do país irá encorajar uma manutenção do plantio, disse um centro de pesquisa oficial nesta quarta-feira, potencialmente ameaçando a tentativa do governo de colocar a produção do grão em linha com a demanda do mercado.

A China irá alocar 30 bilhões de iuanes (4,51 bilhões de dólares) em subsídios para produtores de milho em quatro províncias no ano que vem, disse o Ministério de Finanças na terça-feira, substituindo um programa de compras estatais que foi cancelado no início do ano.

Os subsídios, descritos como o primeiro lote, deverão ser de 130 iuanes por mu (0,067 hectares), segundo estimativas do Centro Nacional de Informações de Grãos e Óleos da China, baseadas nas atuais previsões de área plantada.

"Como a quantidade de subsídio é bastante grande... o entusiasmo dos produtores para vender o grão será alta", disse o centro em um relatório diário.

A China, segundo maior consumidor global de milho, disse em março que irá eliminar seu esquema de compras estatais, que já dura anos e que inflou os preços locais, deixando estoques do governo abarrotados com o grão. O plano agora é permitir que o mercado estabeleça os preços para a safra 2016/17.

Embora o novo subsídio para o próximo ano seja maior que o esperado, ainda é cedo para prever o seu impacto nas intenções de plantio, ponderou o centro de pesquisa. (Reuters 10/08/2016)

 

Mas, o agronegócio está bem, não é? – Por João Guilherme Sabino Ometto

O título deste artigo é um questionamento, com jeito de afirmação, que aparece nas mais diferentes ocasiões, quando se discute a situação da economia brasileira. À afirmativa, ou melhor, indagação, costumo responder com outra: de que agronegócio estamos falando? Afinal, são muitos os segmentos e distintas as realidades.

Sem dúvida, os indicadores macroeconômicos do setor vão bem, especialmente se comparados à economia como um todo: no comércio exterior, os últimos 12 meses registram superávit de US$ 78 bilhões e, no resultado do PIB brasileiro de 2015, a atividade registrou crescimento de 1,8%, ante uma retração de 3,8% do País como um todo. Além disso, a valorização do dólar compensou de modo importante, ao menos até a safra passada, a queda nas cotações internacionais das principais commodities produzidas pelo Brasil. Não há dúvida de que dessas informações deriva o senso comum de que, com a agropecuária, tudo vai muito bem, obrigado.
Porém, por que nesse cenário a confiança do agronegócio apresenta uma trajetória clara e muito bem definida de queda, desde que começou a ser medida pela Fiesp e a Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) em 2013, apesar de alguns períodos de melhoria no meio do caminho? Em um primeiro momento, isso pode parecer uma grande contradição, mas já adianto: não é.

Os números macro não mostram o que os indicadores de confiança conseguem captar. Trata-se das expectativas, embasadas em fatos concretos ou emocionais, que determinam comportamentos e decisões relativos ao negócio. Observando os dados com atenção, se, por um lado, a avaliação do produtor agropecuário sobre o seu próprio negócio e o setor em que atua permanece em alta, por outro, o receio quanto à economia e à política é grande a ponto de fazê-lo agir como qualquer consumidor assalariado. Sem certeza alguma do que acontecerá, coloca o pé no freio e reavalia suas compras, nesse caso, o custeio e os investimentos.

O resultado disso é uma redução no pacote tecnológico utilizado na lavoura, com reflexos importantes no agronegócio, mais especificamente nas indústrias de insumos. O ano de 2015 foi de resultados ruins para vários segmentos: o de defensivos registrou queda de 22% no faturamento; fertilizantes tiveram retração de 6% nas entregas; e as máquinas e implementos agrícolas sofreram recuo de 30% nas vendas, sobre um percentual negativo de 16% em 2014, sendo que, em 2016, já acumulam um tombo de 40% nos quatro primeiros meses do ano. Voltamos, neste último caso, aos patamares de 2007.

Dessa forma, apesar do enorme cuidado dos produtores na gestão agronômica da propriedade na última safra, a redução no uso dos insumos, aliada aos problemas climáticos enfrentados na condução da lavoura, levou, depois de seis anos consecutivos de alta, a uma redução na safra brasileira de grãos em relação ao ciclo anterior, segundo o relatório divulgado, no início de maio, pela Conab (Companhia Nacional de Abastecimento).

Na outra ponta, a indústria de alimentos, apenada recentemente com aumentos de IPI, vê os consumidores mudando suas escolhas para produtos menos elaborados. Apesar disso, mesmo itens básicos, como o óleo de soja e a farinha de trigo, fundamentais para o preparo das refeições, já apresentam retração nas vendas. Os números mais recentes sobre a comercialização de produtos alimentícios em 2015, medida pelo IBGE, registrou recuo de 2,5%, o que representa o pior resultado desde 2003. Fica claro que o agronegócio não está alheio ao que acontece na economia brasileira. Neste exato momento, por exemplo, a forte volatilidade do dólar frente ao real lança dúvidas e incertezas. Não podemos perder competitividade em nível internacional.

Portanto, é preciso cuidado na análise de um setor tão complexo. Misturar, em um mesmo balaio, soja, etanol, laranja, máquinas agrícolas, defensivos e indústria exportadora de alimentos com atividades voltadas ao mercado doméstico é garantia de erro de avaliação. É possível que o encaminhamento do cenário político e o início da gestão do presidente da República em exercício, Michel Temer, tenham a capacidade de modificar os baixos níveis de confiança. O aumento verificado nas entregas de fertilizantes em 2016 pode ser um bom indicativo nesse sentido. De qualquer forma, para completar minha resposta à incômoda pergunta, digo sempre: poderia estar melhor, bem melhor. (João Guilherme Sabino Ometto é vice-presidente da FIESP - Federação das Indústrias do Estado de São Paulo)

 

China sinaliza apoio a plantio doméstico de soja transgênica

A China irá incentivar a comercialização de soja geneticamente modificada nos próximos cinco anos em busca de um aumento na eficiência de seu setor produtivo, potencialmente elevando a produção do grão no país que é seu maior importador e consumidor.

A China, que já gastou bilhões de dólares pesquisando sementes transgênicas, aceita a biotecnologia na produção de algodão mas ainda não autorizou o cultivou de qualquer variedade geneticamente modificada para grãos alimentícios, devido a temores de consumidores sobre riscos à saúde.

No seu mais recente plano de cinco ano para a ciência e a tecnologia, até 2020, a China pela primeira vez traçou um plano específico para o desenvolvimento de grãos transgênicos, incluindo soja, que é usada em alimentos como tofu e molho de soja e também para ração animal, e milho.

O documento, publicado em um site do governo na segunda-feira, recomendou "estimular a comercialização de novo tipo de algodão resistente a pragas, milho resistente a praga e soja com tolerância a herbicida".

O uso da tecnologia no milho foi sinalizado em abril quando uma autoridade do setor agrícola disse que Pequim poderia dar sinal verde para plantio de milho transgênico nos próximos cinco anos. O milho é usado principalmente para ração animal e para produção industrial de itens como amido e adoçantes e um avanço sobre o setor de transgênicos seria menos polêmico do que na soja.

O apoio a novas variedades de soja surge em um momento em que a China busca reformular seu sistema agrícola. Produtores estão sendo encorajados a mudar de milho para soja e realizar rotação de culturas.

A China deverá produzir 12,5 milhões de toneladas de soja em 2016/17, mas irá importar um recorde de 86 milhões de toneladas, segundo projeções do Departamento de Agricultura dos EUA. A China permite a importação de soja transgênica para uso na ração animal.

Soja resistente a herbicida é plantada amplamente no Brasil e nos Estados Unidos, maiores produtores e exportadores do grão.

Especialistas dizem que o cultivo de soja transgênica pode sofrer forte resistência de consumidores e da indústria local, que vende soja não transgênica com um prêmio em relação à soja importada. (Reuters 10/08/2016)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Liquidação em NY: Com o esboço de recuperação do dólar em relação ao real no início do pregão de ontem, os contratos futuros do açúcar demerara romperam o suporte técnico dos 20 centavos de dólar a libra-peso na bolsa de Nova York. Isso gerou uma enxurrada de liquidações de posições vendidas que derrubaram as cotações do açúcar. Os papéis com vencimento em março de 2017 fecharam o pregão a 20,11 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 71 pontos. "O cenário macroeconômico está bastante negativo, as [commodities] energéticas estão caindo forte, e esse é um novo peso que se coloca para o açúcar", explica Bruno Lima, analista da FCStone. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 85,92 a saca de 60 quilos, valorização de 0,23%.

Café: Efeito câmbio: A recuperação do dólar ante o real no início do dia levou a uma liquidação de posições vendidas ontem no mercado do café arábica na bolsa de Nova York. Embora a alta do dólar não tenha se sustentado, os contratos de café com vencimento em dezembro fecharam o pregão a US$ 1,4235 a libra-peso, recuo de 240 pontos. Segundo alguns analistas, o câmbio tornou-se o foco do mercado de café devido ao reduzido volume de negociações provocado por fatores que vão desde as férias de verão no Hemisfério Norte até a retração dos produtores brasileiros diante do valor da commodity e da menor oferta de conilon no mercado interno. O Brasil é o maior produtor e exportador mundial de café. No mercado doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o grão ficou em R$ 471,52 a saca de 60 quilos, com queda de 0,94%.

Algodão: Clima favorável: As previsões climáticas favoráveis ao desenvolvimento do algodão plantado nos EUA pressionaram as cotações da pluma na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam o pregão a 71,44 centavos de dólar a libra-peso, com recuo de 161 pontos. Trata-se da terceira queda seguida no valor da commodity desde que a China revelou que vai prorrogar os leilões dos seus estoques internos. Estima-se que sejam vendidas 30 mil toneladas da pluma diariamente nos pregões chineses. O país é o maior consumidor mundial da pluma e a medida adia o seu retorno ao mercado internacional, reduzindo a demanda até setembro. Na Bahia, o preço médio pago ao produtor ficou em R$ 84,22 a arroba, segundo a associação de produtores e irrigantes local, a Aiba.

Trigo: Influência da França: Os problemas climáticos na Europa voltaram a dar sustentação aos contratos futuros do trigo nas bolsas americanas ontem. Em Chicago, o cereal com vencimento em dezembro fechou a US$ 4,4150 o bushel, com alta de 4,75 centavos. Em Kansas, o trigo com entrega para o mesmo mês subiu 2,25 centavos, para US$ 4,3775 o bushel. De acordo com estimativas da trading InVivo, a França deve registrar uma queda de 62% nas exportações de trigo para países fora da União Européia após ter registrado chuvas acima da média ao longo desta primavera. A menor participação francesa no mercado deve abrir espaço para as exportações americanas do grão. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o trigo no Paraná ficou em R$ 873,25 a tonelada, recuo de 1,43%. (Valor Econômico 11/08/2016)