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Com R$ 56 milhões em dívidas, Dedini faz 96 anos e aponta reação à crise

Ao completar 96 anos nesta terça-feira (23), em meio a um processo de recuperação judicial para evitar falência e dívidas trabalhistas de, pelo menos, R$ 56,5 milhões, a Dedini Indústria de Base de Piracicaba (SP) divulgou nota em que prevê uma reação à crise pela qual atravessa ainda em 2016. A metalúrgica é uma das principais empresas da cidade, mas demitiu cerca de 1.600 trabalhadores desde 2014.

Segundo a companhia, a própria recuperação judicial representa "o início desse novo momento". Segundo o Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba e Região, no entanto, a empresa não tem honrado compromissos com funcionários ativos e demitidos.

A estratégia para o momento, conforme a Dedini, é manter em dia pagamentos de funcionários operacionais, reduzir custos e reorganizar pessoal, com revisão de hierarquias.

A proposta do Plano de Recuperação Judicial da metalúrgica é, basicamente, pagar ainda neste primeiro ano de processo créditos trabalhistas de aproximadamente R$ 36,5 milhões, além de cerca de R$ 20 milhões em rescisões trabalhistas, segundo o consultor Alexandre Temerloglou, da Siegen, que assessora a Dedini na recuperação judicial.

De acordo com a assessoria da empresa, projeções indicam que a Dedini deve atingir receita líquida operacional de R$ 306 milhões também no primeiro ano de cumprimento do plano, com um crescimento de 1,5% ao ano a partir de 2017.

“O que nos faz olhar para frente é a compreensão de que a Dedini é um patrimônio de Piracicaba, construída pelas mãos de tantos piracicabanos que sempre amaram seu trabalho. Faremos de tudo para voltar a ser uma grande geradora de emprego, para contribuir com o progresso do Brasil”, afirmou em nota Giuliano Dedini Ometto Duarte, presidente do Conselho de Administração.

Sindicato critica

Apesar do otimismo da empresa, o Sindicato dos Metalúrgicos de Piracicaba e Região informou que a Justiça do Trabalho de Piracicaba determinou em 2015 que os funcionários demitidos da Dedini em agosto do ano passado receberiam o valor de R$ 1.000 por mês mais ticket alimentação e os desligados em fevereiro e novembro de 2014 R$ 1.226 mensais. Os valores não têm sido pagos pela metalúrgica, conforme a entidade.

"O sindicato repudia o pagamento simbólico que a Dedini tem feito aos ex-funcionários de R$ 300 mensais, valor este que não atende às necessidades dos trabalhadores, e muitos deles passam por sérias dificuldades econômicas e até sem condições decomprar alimentos", afirma em nota a entidade sindical.

O documento diz ainda que não são somente os demitidos que passam por dificuldades, já que funcionários ativos têm salários atrasados e recebem apenas 70% do pagamento. "Há ainda atraso no depósito de FGTS, férias e outros", informou o sindicato.

A Dedini informou que "está empenhada" em pagar as dívidas, mas que "é inviável" aumentar o pagamento mensal dos demitidos de R$ 300 para R$ 1.000. (Agência Estado 23/08/2016)

 

Cofco assume 100% da Nidera e amplia operações agrícolas

A estatal chinesa Cofco Corporation, uma das maiores empresas de alimentos do país asiático, deu ontem aquele que pode ser considerado o último passo da primeira fase de sua agressiva expansão no mercado global de comercialização de commodities agrícolas.

Em comunicado, a companhia anunciou que, por meio da subsidiária Cofco International, adquiriu a fatia de 35% que ainda não tinha na trading holandesa Nidera, que mantém operações diretas em 19 países e cujas vendas somaram US$ 18,5 bilhões no ano passado. Quando a transação receber o aval dos órgãos antitruste da China e de outros países que acharem por bem avaliá-la, o que deverá demorar até seis meses, a Nidera será integrada à Cofco Agri, filial da Cofco International que cresceu a partir da aquisição da divisão agrícola do grupo asiático Noble e faturou US$ 16,9 bilhões em 2015.

Esse plano começou a ser executado em 2014, quando a Cofco investiu quase US$ 3 bilhões e comprou participações de 51% tanto no braço agrícola da Noble quanto na Nidera. Os chineses não confirmam, mas é natural calcular que, para abocanhar as fatias restantes de ambas, o aporte total novamente se aproximou dos US$ 3 bilhões.

Se de fato for autorizada pelos órgãos reguladores a absorver a Nidera, essa "nova" Cofco Agri de US$ 35 bilhões em vendas totais terá operações diretas em dezenas de países e cerca de 14 mil funcionários no total. Assim, resumiu em comunicado Patrick Yu, presidente da Cofco, será um marco no processo de fortalecimento da subsidiária controlada pela Cofco International como uma companhia de agronegócios de "classe global".

E, como não poderia deixar de ser nesse mercado, essa categoria não seria alcançada sem uma forte presença no Brasil, que concentrará em torno de 7 mil funcionários do total previsto e a partir de onde Cofco Agri e Nidera exportaram, no total, pouco menos de US$ 5 bilhões em 2015, segundo estimativas de fontes da área.

"O país será, certamente, a principal origem das exportações da 'nova' Cofco Agri. Considerados só grãos e oleaginosas, a Argentina é até maior, mas do Brasil a Cofco Agri também exporta muito açúcar, que foi uma das heranças da Noble", afirmou um especialista. Também em comunicado, a Cofco Corporation informou que a Cofco Agri vendeu a seus clientes, no ano passado, 47 milhões de toneladas de produtos em geral.

Em entrevista ao Valor em abril deste ano, o americano Matt Jansen, CEO global da Noble Agri, não fez mistério em relação à estratégia da companhia: o foco está na originação de matérias-primas, principalmente soja, para abastecer principalmente a grande demanda da China, que lidera as importações globais do grão.

"Mas não temos o compromisso de originar todo o volume processado pelas [seis] unidades de esmagamento da Cofco na China. Se valer a pena, podemos ir a mercado, até porque temos outros acionistas e a obrigação de gerar retorno, como outra empresa qualquer", disse o executivo na ocasião.

Os investimentos do conglomerado chinês para a aquisição dos controles da divisão agrícola da Noble e da Nidera foram liderados pela Cofco International, mas também incluíram contribuições de um consórcio formado por Hopu Investment, Temasek, Standard Chartered Private Equity e IFC (braço do Banco Mundial).

E, segundo apurou o Valor, a expansão vai continuar. No momento, a Agri prospecta oportunidades no Brasil e Argentina em logística. (Valor Econômico 24/08/2016)

 

Esalq lança sistema com indicadores de produtividade agrícola

A Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP), desenvolveu um sistema automatizado para auxiliar a análise de cenários agrícolas futuros. O TempoCampo usa informações climáticas coletadas diariamente para alimentar modelos computacionais que simulam o crescimento e o desenvolvimento das culturas de soja, milho e cana-de-açúcar.

As projeções podem ajudar os produtores rurais a estimar, a partir das condições climáticas, se a safra atual será maior ou menor do que no ano anterior, de acordo com informações da Assessoria de Comunicação da instituição.

O sistema, que nesta primeira fase disponibiliza dados da cultura de cana-de-açúcar, foi realizado no âmbito do projeto regular Eficiência da produção da cana-de-açúcar brasileira: cenário atual e projeções futuras baseadas em mudanças de clima, manejo do solo e de água, vinculado ao Programa FAPESP de Pesquisa em Mudanças Climáticas Globais (PFPMCG).

A ferramenta é importante pois “permite antever com boa acurácia o efeito do clima sobre o desempenho das culturas ao longo da safra, buscando contribuir para reduzir a incerteza do mercado, subsidiar a indústria e nortear as ações de manejo dos produtores”, explicou Fábio Marin, coordenador do projeto.

Para facilitar a leitura dos dados, os produtores contarão com mapas representativos das simulações por região e com um Coeficiente de Produtividade Climática (CPC), um indicador numérico de variação de produtividade obtido a partir da comparação da produtividade da safra anterior com os resultados da projeção de produtividade da safra atual.

Para chegar ao CPC da cana, o sistema utiliza dados de radiação solar, chuva e temperatura do ar (eventualmente também velocidade do vento e umidade relativa do ar) medidos ao longo do ciclo da cultura. Além das variáveis climáticas, foram desenvolvidas calibrações específicas para cada zona produtora com base em experimentos de campo e dados comerciais, representando os diferentes ambientes de produção, ciclos (cana-planta e soqueira) e épocas de colheita para as variedades mais utilizadas no Brasil.

O CPC-Cana, simulado a partir de dados coletados até o final de julho de 2016, já está disponível no website do TempoCampo e traz uma previsão de produtividade da cultura para a safra 2016/2017. A atualização do indicador é feita mensalmente. O resultado da próxima simulação será publicado em 15 de setembro de 2016.

Para saber mais sobre o sistema, acesse: www.tempocampo.org. (Agência Fapesp 24/08/2016)

 

Irã participará de reunião da Opep na Argélia, diz fonte

O Irã, terceiro maior produtor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), confirmou que vai participar da próxima reunião da Opep na Argélia, no próximo mês, disse uma fonte da Opep nesta terça-feira.

Os membros da Opep vão se reunir no Fórum Internacional de Energia (IEF, na sigla em inglês), que agrupa produtores e consumidores, entre os dias 26 e 28 de setembro.

A Opep provavelmente vai reavivar as conversas sobre o congelamento dos níveis de produção de petróleo no encontro com nações não integrantes da Opep na Argélia, dizem as fontes, o que tem colaborado para sustentar os preços. (Reuters 23/08/2016)

 

EUA aprovam compra da Syngenta por estatal chinesa

As ambições globais das empresas chinesas superaram um grande obstáculo depois que os reguladores americanos aprovaram a planejada aquisição da gigante de sementes suíça Syngenta AG pelo conglomerado químico estatal chinês China National Chemical Corp., por US$ 43 bilhões.

A decisão em favor da ChemChina, como é conhecida a estatal, acontece em meio a uma oposição crescente aos investimentos da China no mundo, com obstáculos surgindo da Europa à Austrália. Se concretizada, esta será a maior aquisição estrangeira já feita pela China.

O setor estava aguardando uma decisão do Comitê sobre Investimento Estrangeiro nos Estados Unidos (CFIUS, na sigla em inglês), um órgão do governo americano com poder de bloquear negócios que considera uma ameaça para a segurança do país, porque cerca de 25% das vendas da Syngenta vêm dos EUA.

Embora analistas e autoridades do setor químico chinês tenham elogiado a decisão como um grande passo para o que seria uma aquisição histórica, o acordo ainda pode enfrentar barreiras na União Europeia.

A compra da Syngenta pela ChemChina é significativa não apenas por seu tamanho, mas também pelo que representa para a China. A compra da propriedade intelectual da gigante suíça de sementes e pesticidas será de grande valor para a China em sua busca de soluções para alimentar uma crescente classe média e modernizar o setor agrícola.

O acordo também serviria de apoio aos esforços do governo para que suas estatais obtenham maior acesso aos lucrativos mercados externos como os EUA.

As firmas chinesas estão num frenesi de compras, tendo fechado US$ 159,2 bilhões em negócios no exterior até agora no ano, o que já supera o recorde registrado em todo o ano passado, de acordo com a firma de dados Dealogic.

A onda de compras da China acontece em um momento em que há urgência dentro do labirinto das empresas estatais do país para diversificar suas fontes de receita em meio a uma desaceleração da economia chinesa.

A aquisição da Syngenta pela ChemChina marca um passo ousado no cenário global para a estatal, cujo ambicioso fundador e presidente, Ren Jianxin, sempre quis expandir sua presença internacional. A empresa também informou no ano passado que estava comprando a fabricante de pneus italiana Pirelli & C. SpA por cerca de US$ 7,7 bilhões.

O setor químico chinês celebrou a decisão americana, que foi anunciada ontem em um comunicado conjunto das empresas. Pang Guanglian, vice-secretário geral da Federação da Indústria Química e Petrolífera da China, descreveu a aprovação como essencial para o fechamento do negócio. “É um passo muito importante para a ChemChina”, disse. “A probabilidade da UE aprovar [o acordo] é imensa.”

As ações da Syngenta subiram quase 11% em Zurique ontem.

“A aprovação pelo CFIUS elimina um problema potencial enorme e foi um alívio para os acionistas da Syngenta”, diz Christian Faitz, um dos diretores de pesquisa do setor químico da corretora Kepler Cheuvreux.

O senador republicano Charles Grassley, do Estado americano de Iowa, expressou preocupações de que o acordo possa afetar a segurança alimentar dos EUA e solicitou um papel formal do Departamento de Agricultura dos EUA no CFIUS. O comitê, dirigido pelo Tesouro americano, é constituído por representantes de 16 departamentos e agências americanas como Tesouro, Segurança Nacional e de Defesa.

Na Europa, reguladores devem analisar os efeitos do acordo no setor de defensivos agrícolas, considerando que a ChemChina detém o controle da Adama, grande fornecedora de pesticidas na região junto com a Syngenta e a Dow Chemical Co., segundo a firma de pesquisa financeira Bernstein Research.

A ChemChina e a Syngenta afirmam que esperam fechar o negócio até o fim deste ano. Jeremy Redenius, analista sênior da Bernstein Research, diz que o tom é otimista, considerando a análise minuciosa que a Comissão Europeia vem fazendo da consolidação do setor de defensivos agrícolas.

A comissão abriu uma ampla investigação sobre a proposta de fusão da Dow Chemical e da DuPont Co., em busca de evidências de que o acordo reduziria a concorrência no setor de defensivos e petroquímicos.

Se os reguladores europeus encontrarem problemas no negócio, a Syngenta e a ChemChina poderão resolver as questões antitruste com a venda de ativos, segundo Redenius.

Embora advogados digam que um acordo entre a Syngenta e a ChemChina seria bastante complementar, poderão surgir outros obstáculos na análise da UE. Uma porta-voz da Comissão Europeia não quis comentar.

Como fizeram em casos anteriores envolvendo compradores chineses com ligações nos EUA, os reguladores antitruste da UE devem conduzir uma auditoria para verificar quais outras estatais chinesas ativas no setor agroquímico estão ligadas à ChemChina. Se considerada parte de um grupo mais amplo de empresas, isso ampliaria a possibilidade de uma sobreposição entre a ChemChina e a Syngenta.

“Você pode criar uma batalha sobre a análise da empresa porque não está sempre claro quanto controle o Estado chinês tem de determinada companhia e se o governo coordena as atividades dessa empresa com outros participantes do setor”, diz David Anderson, sócio responsável por questões antitruste do escritório britânico de advocacia Berwin Leighton Paisner LLP, que anteriormente representou uma estatal chinesa que teve que realizar uma auditoria parecida.

Enquanto o acordo tem que esperar aprovação regulatória nos EUA e em outros lugares, a ChemChina vem buscando financiamentos.

Os assessores financeiros da ChemChina, os bancos HSBC Holdings PLC e o China Citic Bank International, forneceram financiamento para toda a oferta de US$ 43 bilhões. Os bancos estão montando financiamento de longo prazo para a estatal, repassando parte da dívida para outros bancos e vendendo ações da Syngenta para coinvestidores.

Nesta semana, a ChemChina planeja assinar um acordo de empréstimo sindicalizado de US$ 12,7 bilhões com mais de 10 bancos para ajudar no financiamento do negócio, segundo pessoas a par do assunto. (Wall Street Journal 23/08/2016)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Nova alta: A especulação sobre a compra de um grande volume de açúcar por uma empresa possivelmente chinesa voltou a dar sustentação ao mercado futuro do açúcar demerara ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em março de 2017 fecharam a 21,16 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 28 pontos. Além da demanda aparentemente mais forte pelo adoçante, o mercado reage ainda à forte ressaca que atingiu a cidade de Santos, suspendendo as operações no principal porto de escoamento da produção brasileira durante mais de 24 horas. Os impactos da quebra de safra na Indonésia também dão sustentação aos contratos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 86,03 a saca de 50 quilos, alta de 0,37%.

Café: Déficit global: A perspectiva de déficit na oferta mundial de café impulsionou as cotações do grão arábica ontem na bolsa de Nova York. Foi a segunda alta consecutiva dos contratos futuros. Os contratos da commodity com vencimento em dezembro fecharam a US$ 1,4725 por libra-peso, alta de 85 pontos. De acordo com estimativa do banco holandês Rabobank, o consumo mundial de café deverá superar a oferta em até 2,5 milhões de sacas na safra 2016/17. O déficit, avalia a instituição, será resultado de uma menor produção da espécie robusta, o que deve aumentar a demanda pelo café arábica, que é mais valorizado. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica em São Paulo ficou em R$ 487,62 a saca de 60 quilos ontem, valorização de 1,48%.

Suco de laranja: Ainda os furacões: Uma onda de furacões nos oceanos Atlântico e Pacífico, que tem potencial para prejudicar os pomares de laranja da Flórida, puxou as cotações do suco ontem na bolsa de Nova York. Os papéis da commodity com entrega em novembro fecharam a US$ 1,866 a libra-peso, avanço de 765 pontos. De acordo com a Agência Americana de Pesquisas Atmosféricas e Oceânicas, há um furacão, um ciclone subtropical e a perspectiva de formação de um segundo ciclone nas próximas 48 horas no oceano Atlântico, e todos os fenômenos podem atingir a Flórida. No Pacífico, há a perspectiva de formação de outros dois furacões. No mercado spot paulista, o preço médio pago pela indústria pela caixa de 40,8 quilos de laranja ficou estável em R$ 20,07 segundo informações do Cepea.

Milho: Safra recorde: A perspectiva de uma safra recorde, após o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) confirmar a qualidade excepcional das lavouras de milho dos EUA, derrubou as cotações do grão ontem na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 3,3725 o bushel, recuo de 5,25 centavos. Segundo o USDA, 75% do milho plantado no país estava em condições boas ou excelentes até o último dia 21, um ponto percentual acima do observado na semana anterior e bem acima dos 69% registrados no mesmo período do ano passado. O mercado esperava uma redução de um ponto percentual nas condições das lavouras americanas. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 44,58 a saca de 60 quilos ontem, alta de 0,32%. (Valor Econômico 24/08/2016)