Macroeconomia e mercado

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Presidente da Basf monitora fusões no setor para possíveis aquisições

A alemã Basf está monitorando os “humores” de órgãos antitruste sobre o processo de consolidação em curso da indústria agroquímica mundial para possíveis aquisições, afirmou o presidente da divisão agrícola do grupo.

“Estamos olhando para as questões regulatórias para ver como podemos ajudar”, disse Markus Heldt a um grupo de repórteres logo após a Bayer anunciar que elevou sua oferta de compra da Monsanto para US$ 65 bilhões.

As autoridades antitruste devem requerer às companhias envolvidas nas aquisições que vendam alguns ativos como contrapartida para a aprovação do negócio.

Conforme Heldt, qualquer aquisição deve fazer sentido “estratégico e financeiro” e se encaixar no portfólio existente da Basf. (Valor Econômico 09/09/2016)

 

Na Folha: Brasil importa mais adubo, mas gasta menos com a compra

O Brasil importou mais adubo e gastou menos neste ano. O volume de importações somou 14,9 milhões de toneladas, 25% mais do que em igual período do ano passado.

Se comparado a igual período de 2014, no ano passado, foi de demanda menor–, o volume deste ano apresenta queda de 4%.

O custo das importações nos oito primeiros meses atingiu US$ 3,9 bilhões, o menor em sete anos, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

Os gastos menores das empresas do setor ocorrem devido à queda internacional dos preços dos fertilizantes, segundo Carlos Eduardo Florence, diretor-executivo da AMA-Brasil (Associação dos Misturadores de Adubos).

As importações aceleradas seguem o ritmo intenso das entregas de adubos para os produtores. De janeiro a agosto, houve uma alta de 12% em relação a igual período do ano passado.

Se persistir essa demanda, as entregas de fertilizantes deste ano poderão atingir o volume recorde de 2014, quando as indústrias forneceram 32 milhões de toneladas de adubos para os produtores. (Folha de São Paulo 07/09/2016)

 

Indústria de etanol dos EUA celebra proposta de Nova York sobre mistura de 15% na gasolina

A Growth Energy, uma associação da indústria de etanol dos Estados Unidos, celebrou nesta terça-feira uma proposta do Departamento de Agricultura e Mercado de Nova York que atualiza regulações do combustível no Estado para permitir a venda de gasolina que contenha uma mistura de 15 por cento de etanol.

Alguns Estados como o Iowa e o Illinois já oferecem o chamado combustível E15.

O aumento da mistura de etanol é visto como crucial pela indústria de biocombustíveis dos Estados Unidos, que deverá produzir quantidade recorde de etanol na temporada 2016/17.

A maior parte da gasolina nos EUA contém cerca de 10 por cento de etanol.

"Essa proposta marca uma grande vitória para consumidores, que iriam ganhar acesso a opções mais limpas e acessíveis ao abastecer", disse Emily Skor, presidente da Growth Energy. (Reuters 08/09/2016)

 

MME diz que sobra de energia levou a cancelamento de leilão A-3

O Ministério de Minas e Energia (MME) informou nesta quinta-feira, 8, que a decisão de cancelar o leilão de energia A-3, que contrataria a geração de usinas para ser entregue daqui a três anos, foi cancelado por causa de uma sobra de capacidade de atendimento à população.

Por meio de nota, o MME declarou que "a medida visa a beneficiar os consumidores do País em um cenário de sobrecontratação e adequar o planejamento energético à realidade atual".

Depois de viver riscos de apagão até 2014, principalmente pela crise hídrica dos últimos anos, o País passou a contar com sobra de energia, devido ao agravamento da crise econômica e o enchimento dos reservatórios das hidrelétricas, que continuam a representar mais de 70% da matriz elétrica nacional.

Com o cancelamento, não haverá mais leilão A-3 neste ano. Apesar disso, o governo manteve para 2016 os dois Leilões de Energia de Reserva, que são realizados para garantir a oferta de suprimento do País em casos de necessidade. O 1º leilão de reserva está marcado para 23 de setembro. O segundo certame deve ser realizado em 16 de dezembro. (Agência Estado 09/09/2016)

 

Fazendas devem lucrar R$ 10 bilhões com produção de laranja em 2016

Números representam um pequena queda em comparação com a receita do último ano. 
A produção de laranja deve gerar receita de R$10 bilhões em 2016, segundo dados divulgados pelo Ministério da Agricultura. Os números representam um pequena queda em comparação com a receita do último ano, que ficou em R$11 bilhões.

As exportações de suco estão com preço menor em 2016 e por isso houve uma queda na receita. O preço internacional do suco este ano (média de janeiro a julho) ficou em 820 dólares/tonelada. Em 2015, estava em 950 dólares/tonelada.

Entre janeiro e maio de 2016, a exportação do suco de laranja chegou a US$ 860 milhões. O resultado é considerado bom já que o consumo de suco de laranja sofreu queda no exterior nos últimos anos, com as pessoas buscando bebidas menos calóricas.

Pensando nessa queda, os produtores brasileiros se preparam para investir em campanhas que valorizem o produto na Europa. A ideia é mostrar os benefícios nutricionais do suco de laranja. Para isso, serão investidos nesse trabalho 7 milhões de dólares no primeiro ano.

O Brasil é o maior produtor e exportador de suco de laranja do mundo faturando em 2015 US$ 1,8 bilhão. De cada dez copos de sucos bebidos no mundo, seis são de origem brasileira. A produção de laranjas no país movimenta o campo e a indústria e emprega mais de 200 mil brasileiros. (G1 08/09/2016)

 

Commodities Agrícolas

Café: Melhora climática: As melhores condições climáticas na Ásia pressionaram os contratos futuros do café arábica ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 1,549 a libra-peso, recuo de 20 pontos, refletindo as chuvas regulares que atingem as áreas produtoras do Vietnã. Maior produtor de café robusta do mundo, o país passou por um período de clima quente e seco que comprometeu a produtividade da última safra. Com isso, aumentou a demanda pelo café arábica no mercado internacional devido à escassez do robusta. A queda de ontem, no entanto, foi limitada pelas incertezas em relação à próxima safra no Brasil. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica em São Paulo ficou em R$ 501,36 a saca de 60 quilos, alta de 0,55%

Suco de laranja: Depois da tempestade: Apesar dos danos limitados provocados pela passagem do furacão Hermine na Flórida, as perspectivas pessimistas para a safra de laranja no Estado americano voltaram a dar sustentação aos contratos futuros da commodity ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em novembro fecharam a US$ 1,9575 a libra-peso, alta de 445 pontos. Após uma temporada de clima quente e seco provocado pelo El Niño, os citricultores da região, que abriga o segundo maior parque citrícola do mundo, devem registrar a pior produção em 52 anos. A Flórida é o principal fornecedor de laranjas para a indústria de suco dos EUA. No mercado doméstico, o preço médio pago pela indústria pela caixa de 40,8 quilos de laranja subiu 0,05%, para R$ 20,16, de acordo com o Cepea.

Algodão: Chuva no Texas: Apesar dos danos provocados pelo furacão Hermine nas lavouras de algodão da Geórgia, as chuvas que atingiram o Texas devem favorecer o desenvolvimento do algodão plantado no Estado, segundo analistas. Com isso, os contratos futuros para dezembro recuaram 25 pontos, para 69,29 centavos de dólar a libra­peso na bolsa de Nova York. "As lavouras estão melhorando no Texas após as recentes chuvas, reduzindo os temores de um redução nas estimativas de produção que serão divulgadas pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) no próximo dia 12", afirmou Jack Scoville, da Price Futures Group. O Texas é o maior Estado produtor de algodão dos EUA. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou ontem em R$ 82,54 a arroba, segundo a Associação de Agricultores local (Aiba).

Milho: Recorde em xeque: As previsões de produção recorde nos EUA foram colocadas em xeque após o início da colheita do milho no país, com os relatos de baixas produtividades nas lavouras das planícies do sul ­ onde houve bolsões de seca ao longo do desenvolvimento da safra 2016/17. Esse quadro levou os contratos com vencimento em dezembro a fecharem em alta de 5,25 centavos ontem na bolsa de Chicago, a US$ 3,385 o bushel. Com a menor produtividade de alguns Estados americanos, o mercado acredita que o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) revisará para baixo suas estimativa de safra para o país em seu próximo relatório de oferta e demanda que será divulgado dia 12. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 41,92 a saca de 60 quilos, queda de 1,96%. (Valor Econômico 09/09/2016)