Macroeconomia e mercado

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Bayer deve elevar proposta para adquirir a Monsanto

A Bayer deve elevar sua proposta para aquisição da Monsanto, de US$ 127,50 por ação para US$ 129 por ação, segundo fontes citadas pela Bloomberg.

Trata-se do terceiro aumento proposto pela Bayer em sua oferta de compra. De acordo com a agência, a nova proposta prevê ainda uma multa de US$ 3 bilhões caso as agências reguladoras americanas não aprovem a transação, o dobro do oferecido inicialmente pela Bayer.

As duas empresas estão em negociação desde maio deste ano. A proposta inicial da Bayer era de US$ 122 por ação da Monsanto, o que foi classificado como “insuficiente e financeiramente inadequado” pela companhia americana. (Valor Econômico 13/09/2016)

 

Conselho da Monsanto deve decidir sobre venda para Bayer nesta terça, dizem fontes

O Conselho de Administração da gigante norte-americana do setor de sementes Monsanto deverá reunir-se nesta terça-feira para decidir se aprova a venda da companhia para a alemã Bayer por mais de 65 bilhões de dólares, após mais de quatro meses de negociações, disseram fontes com conhecimento do assunto.

O acordo deverá avaliar a Monsanto um pouco acima da proposta melhorada de 127,5 dólares por ação feita pela Bayer na semana passada, disseram as fontes à Reuters.

O conselho supervisor da Bayer também espera analisar o acordo, na quarta-feira, e ainda é possível que surjam entraves com o conselho de alguma das duas companhias, alertaram as fontes.

As fontes pediram anonimato porque as discussões são confidenciais. A Bayer e a Monsanto não quiseram contentar. (Reuters 13/09/2016)

 

Etanol conquista espaço no mercado global

Derivado de cana começa a ganhar visibilidade como solução sustentável.

O etanol amplamente usado como combustível no Brasil, tem potencial para ganhar espaço em outros países. Quem avisa é Marcos Clemente (Foto) , gerente de pesquisa e desenvolvimento da Mahle e membro do grupo de inovação e competitividade do Sindipeças. O executivo participou do IV Workshop Legislação Automotiva, realizado por Automotive Business em São Paulo na segunda-feira, 12.

“O etanol está ganhando visibilidade global, com aumento do seu uso misturado à gasolina”, diz. O nível de emissões do combustível de cana-de-açúcar é menor do que o dos derivados de petróleo considerando todo o ciclo, desde o plantio até o uso no veículo. Esta característica, segundo Clemente, torna a solução interessante para outros mercados. “Em 2030 a União Europeia deve ter limite de emissões de apenas 40 gramas de CO2 por quilômetro rodado. O etanol pode ser uma saída para isso”, destaca.

O executivo lembra que a solução jamais terá a presença global da gasolina, por exemplo, já que a produção é mais limitada. O ideal, segundo ele, é que cada país ou região desenvolva a solução energética mais adequada. Em muitos casos, Clemente diz, o etanol pode ser uma opção interessante. (Automotive Business 12/09/2016)

 

Mato Grosso busca seu futuro na energia renovável

Mato Grosso discute o potencial e o futuro da bioenergia no Estado. Líder nacional no setor agropecuário, o Estado tem um grande potencial de crescimento na área.

Com uma participação nacional na geração de energia de biomassa inferior a 10%, a estrutura produtiva do Estado permite avanços bem maiores.

"O Centro-Oeste é uma caixa de força", diz Plinio Nastari, da Datagro, consultoria especializada em agronegócio. E isso vai permitir uma grande realocação agroindustrial para a região, principalmente para Mato Grosso, segundo ele.

O potencial do Estado na geração de energias alternativas é incontestável, mas a concretização desse setor passa pela necessidade de adoção de políticas públicas.

Esse é o consenso geral de participantes do primeiro congresso de bioenergia do Estado e do terceiro congresso do setor sucroenergético, realizados pelo Sistema Famato e Aprosoja, em Cuiabá, nesta terça-feira (13). O evento continua nesta quarta (14).

Glauber Silveira diz que sem essas políticas públicas o potencial mato-grossense servirá apenas para o fornecimento de matérias-primas para Estados vizinhos.

Na avaliação dele, em cinco anos, boa parte das usinas do norte de São Paulo, do oeste de Goiás e as de Mato Grosso do Sul serão flex. Ou seja, além da utilização da cana-de-açúcar, vão usar também o milho na produção do etanol.

O aumento de produção de milho em Mato Grosso fará com que as usinas desses Estados vizinhos sejam beneficiárias não só dos preços competitivos do cereal mas também do bom potencial de energia vinda do bagaço da cana que elas têm. "Sem política para o setor, Mato Grosso não avança" diz ele.

Nastari diz que essa mudança de parte das usinas paulistas pode até ocorrer, mas que Mato Grosso ainda continuará sendo atrativo para a produção de etanol de milho, devido aos confinamentos e à utilização do DDGS (resíduo proteico que sobra da industrialização do milho).

Mas é preciso a busca de equacionamento e carga tributária que traga equilíbrio entre custos e renda compatíveis para o setor de biomassas, afirma Piero Parini, presidente do Sindalcool-MT (sindicato das indústrias sucroalcooleiras do Estado).

O preço dessa energia limpa tem de internalizar os benefícios que o produto está gerando para a sociedade, segundo Nastari. Ele também vê a necessidade de uma regulação para gerar e sustentar investimentos. "Regulação, no entanto, não é intervenção", diz.

O presidente da Datagro acredita em rápido avanço da demanda da energia renovável e destaca a chegada do carro elétrico movido a combustível líquido, um dos projetos de uma empresa japonesa para os próximos três anos.

O carro vai extrair o hidrogênio do etanol e convertê-lo em eletricidade. Com isso, está resolvido o problema da logística do carro elétrico, uma vez que o país tem 35.200 postos que fornecem esse combustível, diz ele. Com um tanque de 30 litros de etanol, a autonomia do veiculo será de 600 quilômetros.

A produção de biomassa é uma boa diversificação para o produtor. Etanol de milho, biodiesel de soja, biometano e tantas outras fontes de energia poderão reduzir custos de produção dentro da porteira e dar diversidade e segurança ao produtor em períodos de altos e baixos.

Dados da Datagro indicam que a renda anual por hectare com na cadeia do boi é de R$ 1.093, abaixo dos R$ 3.459 com a soja e ainda mais abaixo dos R$ 10.256 provindos da cana. A diversificação, além de dar mais oportunidades para a produção de energias renováveis, traz uma renda diferenciada.

Para Décio Gazzoni, pesquisador da Embrapa, o mundo está aprendendo a consumir energia. Cresce a eficiência energética e isso favorece a busca por energias renováveis. Além disso, a China é uma grande investidora nas diversas opções de energia, barateando os custos ano a ano.

Luiz Fernando Marinho Nunes, presidente da Petrobras Biocombustíveis, também destaca a necessidade de políticas públicas voltadas para direitos assegurados ou reconhecimento da importância desse bem pela sociedade.

Quanto à Petrobras Biocombustível, ele diz que esse não é o momento de priorizar investimentos, mas o de encontrar rentabilidade para os que já existem.

O biodiesel é um dos destaques entre os combustíveis renováveis. Com 77% do produto vindo da soja, Mato Grosso, o líder nacional na produção da oleaginosa, deve elevar a participação na produção desse combustível, segundo Donizete Tokarski, diretor-presidente da Ubrabio (União Brasileira do Biodiesel e Bioquerosene). (Folha de São Paulo 14/09/2016)

 

JBS troca presidência após justiça barrar Wesley e Joesley Batista no comando da empresa

A companhia de alimentos JBS anunciou nesta terça-feira que José Batista Júnior assumiu a presidência da empresa em caráter interino, depois que a justiça impediu Wesley Batista de exercer cargos executivos, como consequência da operação Greenfield, da Polícia Federal.

A maior processadora de carne bovina do mundo também afirmou que a presidência do Conselho de Administração será exercida pelo fundador do grupo, José Batista Sobrinho, diante de decisão semelhante da justiça contra Joesley Batista.

"O Sr. Wesley Batista está temporariamente suspenso do exercício de seus cargos de Diretor Presidente e de Vice-Presidente do Conselho de Administração da companhia e o Sr. Joesley Batista está temporariamente suspenso do exercício de seu cargo de Presidente do Conselho de Administração da Companhia", afirmou a JBS.

As ações da JBS exibiam queda de 1,4 por cento às 10:36, enquanto o Ibovespa tinha baixa de 1,5 por cento.

Os irmãos Joesley e Wesley Batista foram alvo da operação Greenfield na semana passada. A operação teve como objetivo investigar suspeita de fraude nos fundos de pensão de estatais Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Postalis (Correios) e Funcef (Caixa Econômica Federal), com o cumprimento de 127 mandados judiciais em diversos Estados.

"Assumo a JBS com o compromisso de dar continuidade ao crescimento sustentável da companhia. A JBS possui uma robusta estrutura global e regional de negócios, com executivos de alta qualidade e uma sólida governança", disse José Batista Júnior, em comunicado à imprensa.

Com a suspensão de Wesley e Joesley, a Eldorado Brasil, produtora de celulose controlada pela empresa de investimentos da família Batista, a J&F, anunciou também nesta terça-feira que seu Conselho de Administração será presidido interinamente por Ricardo Menin Gaertner. A vice-presidência do colegiado ficará com Francisco de Assis e Silva.

Wesley e Joesley vão recorrer da decisão da justiça, informaram as empresas. (Reuters 13/09/2016)

 

Entregas de fertilizantes batem recorde no Brasil em agosto

As entregas de fertilizantes aos produtores rurais do Brasil em agosto atingiram um recorde histórico de 3,92 milhões de toneladas, em alta de 9,9 por cento ante o mesmo mês de 2015, informou nesta terça-feira a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda).

O volume do mês passado supera a melhor marca do setor, de 3,91 milhões de toneladas, registrada em setembro de 2014, segundo a série histórica da Anda.

Naquele ano, as empresas do setor fizeram o maior volume de entregas da história, com 32,2 milhões toneladas. Após, em 2015, o mercado retraiu-se, principalmente devido a um aperto no acesso dos agricultores ao crédito.

A expectativa de importantes executivos do setor é que 2016 possa recuperar os níveis de negócios de 2014, com uma melhora na confiança dos produtores rurais e boas relações de troca entre fertilizantes e produtos agrícolas.

"Está havendo uma recuperação impulsionada pelos preços (de fertilizantes) que caíram em dólares. É uma combinação de fatores que levou o produtor a fixar (contratar)", disse à Reuters, no fim de agosto, o diretor-presidente da Fertilizantes Heringer, uma das maiores empresas do setor no país, Dalton Carlos Heringer.

No acumulado de oito meses, as entregas no Brasil somam 20,45 milhões de toneladas, alta de 10,3 por cento ante 2015 e de 3,2 por cento ante mesmo período em 2014. (Reuters 13/09/2016)

 

Commodities Agrícolas

Café: Exportações em queda: Os sinais de uma demanda mundial mais fraca, apontados pela Organização Internacional do Café (OIC), pressionaram os contratos futuros do arábica ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a US$ 1,4840 a libra-peso, recuo de 250 pontos. Segundo a OIC, as exportações mundiais de café em julho totalizaram 7,7 milhões de sacas, 22% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado e o menor volume mensal desde outubro de 2011. No Brasil, as exportações em agosto caíram 7,4% na comparação com igual período de 2015, segundo o Conselho dos Exportadores de Café (Cecafé). Em São Paulo, o indicador Cepea/Esalq para o arábica ficou em R$ 498,60 a saca de 60 quilos, com alta de 0,36%.

Suco de laranja: Receio com o clima: A formação de um sistema de baixa pressão em Melbourne, na Flórida, deixou os investidores em alerta para a possibilidade de um novo ciclone se formar no Estado, o que deu sustentação às cotações do suco de laranja na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em janeiro de 2017 fecharam a US$ 1,9465 a libra-peso, avanço de 425 pontos. A Flórida é responsável por 49% da produção americana de laranja e deverá colher 81,6 milhões de caixas de 40,8 quilos da fruta na safra 2015/16, estima o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 16% abaixo da temporada 2014/15. No mercado interno, o preço médio pago pela indústria pela caixa de 40,8 quilos de laranja em São Paulo ficou estável em R$ 20,16, segundo acompanhamento do Cepea.

Algodão: Chuvas na Geórgia: Previsões de pancadas de chuvas no Estado da Geórgia semanas após a passagem do furacão Hermine deram sustentação aos preços futuros do algodão ontem na bolsa de Nova York. A razão é que as lavouras de algodão do Estado estão em estágio final de desenvolvimento e mais vulneráveis às intempéries. Com isso, os contratos para entrega em dezembro fecharam em alta de 21 pontos, cotados a 66,90 centavos de dólar a libra-peso. Os EUA são o maior exportador mundial de algodão e devem ter uma produção de 22,3 milhões de toneladas na safra 2016/17, segundo projeção do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 83,04 a arroba, segundo a associação de produtores local, a Aiba.

Soja: Mais perdas: As estimativas para os estoques mundiais de soja, divulgadas segunda-feira pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), continuam pressionando o valor dos contratos futuros do grão em Chicago. Os papéis com vencimento em novembro fecharam a sessão de ontem a US$ 9,44 o bushel, queda de 20,25 centavos. Segundo o USDA, os americanos devem consumir 56,50 milhões de toneladas de soja na safra 2016/17. Com uma produção recorde de 114,33 milhões de toneladas de soja no país, os estoques finais da safra 2016/17 devem alcançar de 9,95 milhões de toneladas, 87% acima do estimado para o ciclo anterior (2015/16). No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 80,38 a saca de 60 quilos, queda de 0,58%. (Valor Econômico 14/09/2016)