Macroeconomia e mercado

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Evaporação

A compra da Ale tem se mostrado um mau negócio para o Grupo Ultra/Ipiranga ao menos no quesito venda de diesel.

A distribuidora comprada teve uma queda de 16% na comercialização do combustível em 2015 e esse ano já está perto disso, contra uma média de 4% de recuo da BR e da Raízen. (Jornal Relatório Reservado 15/09/2016)

 

Hyundai, o Grupo Caoa

Este promete ser um ano sofrido para Carlos Alberto de Oliveira Andrade.

Citado nas Operações Zelotes e Acrônimo, o empresário também enfrenta problemas em seus negócios.

Representante da Hyundai, o Grupo Caoa caminha para fechar 2016 no vermelho.

A se confirmar, seria o primeiro prejuízo em mais de uma década.

A Caoa disse que "a informação não procede". O RR, então, insistiu algumas vezes na pergunta:

A Caoa, portanto, está operando com lucro?

O grupo não respondeu nem que sim nem que não. (Jornal Relatório Reservado 15/09/2016)

 

SRB entra com recurso contra suspensão da compra de terras por estrangeiros em SP

A Sociedade Rural Brasileira (SRB) informou nesta quarta-feira, 14, que apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) recurso de agravo regimental contra decisão liminar da Corte que suspende a liberação de compra de imóveis rurais por empresas brasileiras de capital estrangeiro no Estado de São Paulo. A liminar foi proferida pelo ministro do Supremo Marco Aurélio Mello. No entender do magistrado, conforme nota da SRB, São Paulo deve observar o entendimento da Advocacia-Geral da União (AGU), de 2010, que veta a aquisição de propriedades rurais no País por investidores estrangeiros.

“O Estado, entretanto, permitia a aquisição”, informa a SRB, como consta no provimento da Corregedoria-Geral de Justiça, o qual orientava a atuação dos Cartórios de Registro de Imóveis do Estado. Para o Tribunal paulista, a Constituição Federal de 1988 veda a discriminação de empresas brasileiras de capital estrangeiro, para fins de limitação e restrição da aquisição de imóveis rurais.

A decisão liminar do ministro do STF suspendeu, porém, o parecer do TJ-SP em resposta à ação judicial proposta pelo Incra e pela União Federal. A decisão foi fundamentada no Art. 190 da Constituição Federal, sob a alegação de que seria possível estabelecer restrições à aquisição de terras por estrangeiros. Segundo o ministro, “a efetividade dessa norma pressupõe que, na locução ‘estrangeiro’, sejam inclusas entidades nacionais controladas por capital alienígena”.

A SRB informou, entretanto, que “discorda da decisão” e por isso decidiu recorrer. Para o presidente da entidade, Gustavo Diniz Junqueira, “não se pode assumir que o investimento estrangeiro em empresas brasileiras se faça com a intenção de burlar as restrições definidas na Constituição”. Conforme o vice-presidente da entidade, Francisco de Godoy Bueno, sócio do escritório Bueno, Mesquita e Advogados, que elaborou o recurso em nome da SRB, “não se pode confundir a nacionalidade dos sócios com a nacionalidade da empresa, sob pena de derrubar o princípio da personalidade jurídica”. Nesse contexto, ele aponta que “o Código Civil é expresso no sentido de que as empresas constituídas no Brasil são brasileiras, independentemente de quem sejam seus sócios. Regidas pela Lei do Brasil e submetidas à soberania nacional, não podem, de acordo com a Constituição Federal, sofrer discriminação”.

Ainda segundo Junqueira, é preciso ler a decisão de uma forma mais ampla, atentando-se ao fato de que ela não afeta a aquisição de terras somente para a agricultura. “A decisão limita os investimentos estrangeiros diretos em qualquer atividade de empresas sediadas em imóveis rurais, o que inclui mineradoras, companhias de logística e transporte, geradoras de energia, loteamentos imobiliários, indústrias, complexos hoteleiros, entre outros”.

Além disso, a SRB acredita ser imprescindível que o projeto de lei do deputado federal Marcos Montes (PSD-MG), que define o marco regulatório para investimento estrangeiro direto, seja encaminhado para discussão no plenário da Câmara Federal o mais rápido possível. “A questão precisa ser discutida e pacificada de uma vez por todas”, conclui Gustavo Junqueira. (Agência Estado 15/09/2016)

 

Prosseguem negociações com Tailândia

Brasil e Tailândia, que lideram as exportações globais de açúcar, voltaram a tratar ontem, em Genebra, da queixa brasileira contra o regime tailandês de subsídios ao produto. Para Brasília, a política prejudica as exportações brasileiras.

Pelas regras da Organização Mundial de Comércio (OMC), depois de 60 dias de consultas o Brasil já poderia ter aberto na quarta-feira um painel, ou seja, uma denúncia formal diante dos juízes da entidade global. Mas os dois países continuam conversando sobre uma solução consensual que evite uma longa, e cara, disputa jurídica. Mas o fato é que o Brasil já pode abrir uma disputa a qualquer momento.

No imbróglio com o país do Sudeste Asiático, o Itamaraty acionou inicialmente o Mecanismo de Disputa da OMC, a pedido da União da Industria de Cana-de-Açúcar (Unica). A entidade identificou no sistema de apoio interno tailandês uma maneira de turbinar as exportações do país. Isso porque, com o aumento da produção doméstica, a Tailândia passou a contar com um excedente exportável maior. (Valor Econômico 16/09/2016)

 

Maggi transforma a Conab em abobrinha

O ministro Blairo Maggi, da Agricultura, decidiu esquartejar a Conab e restringir ao mínimo sua atuação como reguladora de estoques de safras agrícolas.

O plano desenhado por Maggi prevê a privatização de metade dos 92 armazéns da estatal e ainda zera os investimentos na construção de novas unidades.

A Conab ficaria apenas com os armazéns em pontos considerados estratégicos.

A decisão tem enfrentado uma renhida oposição do titular da pasta do Desenvolvimento Agrário, Osmar Terra, que vocaliza interesses de pequenos e médios agricultores, preocupados com a perda de poder da Conab e a participação privada na regulação dos estoques.

Blairo deverá levar a melhor na disputa porque conta com o apoio do ministro Eliseu Padilha, da Casa Civil. (Jornal Relatório Reservado 15/09/2016)

 

Piauí busca investimentos japoneses para o agronegócio

O governo estadual do Piauí, em parceria com a Câmara de Comércio e Indústria Japonesa do Brasil, vai realizar uma missão técnica nesta sexta-feira (16/9) em São Paulo para apresentar as potencialidades econômicas do Estado a empresários japoneses. O evento que leva o tema “Piauí, Terra de Oportunidades” vai tratar de áreas econômicas estratégicas, entre elas o agronegócio e geração de energia sustentável.

“Queremos garantir esse intercâmbio entre Piauí e Japão, através dos empresários que já investem no Estado em diversos campos de atividade. Os japoneses consomem alimentos de outros países, como a soja e frango. Por outro lado, eles querem vender os seus produtos aqui, como os tecnológicos. Há também os que querem investir em áreas dentro do Piauí, como da energia eólica, ferrovias e outros potenciais campos. É um passo importante e acredito que vamos colher bons resultados”, pontuou o governador Wellington Dias. (Reuters 15/09/2016)

 

Preço do milho cai 40% na conclusão da safrinha em Mato Grosso do Sul

Valor passou de R$ 50 para R$ 30 neste mês.

Prestes a encerrar a colheita do milho segunda safra em Mato Grosso do Sul, média do preço pago ao produtor pela saca de 60 quilos do cereal chega a R$ 30,00 no Estado, valor até 40% inferior ao comercializado no início da safra, três meses atrás, mas ainda dentro de patamares recordes, em relação a anos anteriores. Apesar da forte alta de preços, que caracterizou o ciclo do milho safrinha neste ano, as perspectivas para a próxima temporada ainda são de incerteza no campo.

“O produtor sofreu muito nessa safra e vai entrar na próxima temporada bastante descapitalizado e desmotivado. Muita gente acha que eles aproveitaram esses preços recordes, o que não é verdade. Os produtores já tinham travado grande parte da produção antes das máximas registradas, com valores entre 40% a 50% inferiores. Quando aconteceu a forte alta de preços, a maioria estava com o milho no campo, não tinha um grão para vender. Portanto, ele precisou esperar, colher toda a safra, entregar o que vendeu e então avaliar a sobra para negociar”, explica a analista de grãos da Rural Business Consultoria, Tânia Tozzi. (Correio do Estado 15/09/2016)

 

Biógrafo britânico diz que Lula foi conivente com 'sistema corrupto'

Autor de Lula of Brazil, biografia de Luiz Inácio Lula da Silva lançada em 2008 e que critica o legado de seu governo - pedindo em especial uma postura mais forte contra a corrupção na política brasileira -, o acadêmico britânico Richard Bourne saiu em defesa do ex-presidente ao comentar a denúncia oferecida na quarta-feira pelo Ministério Público Federal do Paraná.

Para Bourne, a maneira como as acusações foram apresentadas endossa a percepção que um processo politizado, apesar de seus elogios à operação Lava Jato. "As investigações devem ser elogiadas por revelar práticas corruptas de empresas, intermediários e políticos de vários partidos, e uma das críticas que tenho a Lula é que ele nunca se posicionou em algum tipo de cruzada contra a corrupção", diz o britânico em entrevista à BBC Brasil.

"Mas quando o MP faz acusações graves contra Lula sem apresentar provas contundentes, ele endossa o argumento dos defensores de Lula de que há aspectos políticos na investigação ou mesmo uma campanha para desacreditá-lo."

Na quarta-feira, Lula foi denunciado pelo MPF por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em relação ao caso do tríplex no Guarujá, acusado de ser o "comandante máximo" de uma "propinocracia". Em pronunciamento nesta quinta, Lula disse que o MPF construiu "uma mentira, um enredo de novela". "Provem uma corrupção minha que irei a pé até Curitiba. (...) "Não compreendi como você convoca uma coletiva, gastando dinheiro público, para dizer 'não tenho prova, tenho convicção'."

O acadêmico diz que a atuação do Judiciário reforça sua percepção de que as forças mais à direita da política brasileira estão "com muito medo" da possibilidade de Lula ser uma presença forte nas eleições presidenciais de 2018.

"Mesmo que não se candidate, Lula pode exercer forte influência, e o risco de acusações sem muitas provas é de que o ex-presidente e o Partido dos Trabalhadores possam tirar vantagem para se dizerem vítimas de perseguição política. E, pelo menos no momento, eles têm razão para reclamar. Não foram políticos do PT, por exemplo, que manifestaram desejo de encerrar os trabalhos da Lava Jato", explicou Bourne, referindo-se às gravações divulgadas em maio que mostravam políticos do PMDB, incluindo o ex-ministro do governo Temer Romero Jucá, reclamando das investigações sobre corrupção na Petrobras.

Porém, Bourne também vê responsabilidade de Lula na situação por causa da falta de um posicionamento mais incisivo contra o que chama de "sistema político corrupto" e pelas alianças políticas feitas para alavancar o projeto de poder do PT.

"Ele não hesitou em se comprometer com o sistema para se manter no governo. Devemos lembrar que sua administração ficou marcada pelo escândalo do mensalão. Se há suspeitas, elas devem ser investigadas, mas você precisa de provas para sustentar essas acusações e não afetar a credibilidade da operação".

O britânico se disse surpreso com o momento vivido pelo homem sobre o qual escreveu. "Jamais esperei que um dia fosse ver a possibilidade de Lula ser preso. Escrevi meu livro na época de sua reeleição (2006), em uma época que a imagem pública de Lula era certamente bem diferente de hoje", conta. (BBC Brasil 15/09/2016)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Menor moagem: A menor moagem de cana no CentroSul do Brasil impulsionou as cotações do açúcar demerara na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em março de 2017 fecharam a 21,16 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 43 pontos. Segundo a União das Indústrias de Cana-de-Açúcar (Unica), a região processou 38,306 milhões de toneladas de cana na segunda quinzena de agosto, 19,3% abaixo do registrado em igual período da safra passada. Com isso, a produção de açúcar caiu 10,9% para 2,537 milhões de toneladas. O Brasil é o maior produtor mundial da commodity, e o Centro-Sul do país responde por 90% dessa produção. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em ficou em R$ 86,18 a saca de 50 quilos, alta de 0,41%.

Suco de laranja: Nova retração: Com o enfraquecimento da tempestade que se formou na região da Flórida esta semana, os contratos futuros do suco de laranja seguem perdendo valor na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em janeiro de 2017 fecharam ontem a US$ 1,926 a libra-peso, com recuo de 75 pontos. Em nota, Jack Scoville, da Price Futures Group, afirma que os frutos dos pomares do Estado americano apresentam bom desenvolvimento e estão prontos para amadurecer. "A colheita será pequena, mas o suco deve ser de alta qualidade", destacou. A Flórida é o principal fornecedor de laranjas para a indústria americana de suco. No mercado paulista, o preço médio da caixa de 40,8 quilos de laranja destinada à indústria ficou estável em R$ 20,20, segundo levantamento do Cepea.

Soja: Correção técnica: Apesar das vendas externas semanais mais fracas nos EUA, os contratos futuros da soja registraram alta ontem na bolsa de Chicago após uma correção técnica motivada pela venda pontual de 110 mil toneladas do produto para destinos desconhecidos, segundo informou o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Os papéis com vencimento em janeiro de 2017 fecharam a US$ 9,5575 o bushel, avanço de 7,75 centavos. Segundo o USDA, foram vendidas 1,02 milhão de toneladas de soja da safra atual na semana encerrada dia 8 e cancelados contratos de outras 90,2 mil toneladas da temporada 2017/18, o que limitou os ganhos. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão em Paranaguá ficou em R$ 80,27 a saca de 60 quilos, alta de 0,21%.

Milho: Demanda fraca: As vendas externas semanais dos EUA abaixo das expectativas do mercado pressionaram as cotações do milho ontem na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em março de 2017 fecharam a US$ 3,4025 o bushel, com queda de 2,25 centavos. Segundo o Departamento de Agricultura do país (USDA), os americanos negociaram a venda de 703,5 mil toneladas de milho da safra atual (2016/17) e 21,1 mil toneladas do ciclo 2017/18. O mercado esperava números entre 800 mil e 1,15 milhão de toneladas. Ainda segundo o USDA, os EUA deverão colher 383,38 milhões de toneladas do cereal na safra 2016/17 ­ um recorde para o país. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho ficou ontem em R$ 42,55 a saca de 60 quilos, valorização de 0,71%. (Valor Econômico 16/09/2016)