Macroeconomia e mercado

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Basf abre novo centro de tecnologia para melhorar testes de defensivos

A Basf inaugurou um novo centro de tecnologia de aplicação na sede da divisão de Proteção de Cultivos da companhia, em Limburgerhof, na Alemanha. A instalação conta com um pulverizador comercial de grande escala, capaz de conduzir testes controlados de novos agroquímicos sob condições agrícolas reais.

Em comunicado, a Basf informou que os testes das formulações vinham sido realizados em uma escala menor. “Devido ao fato de a pulverização para proteção de cultivos estar cada vez mais complexa, os produtos para proteção das plantas e seus testes ganharam importância”, explicou a empresa.

A Basf acrescentou que, com o novo pulverizador comercial de grande escala, fornecido pela John Deere, será possível otimizar as propriedades de aplicação de produtos para uma “maior consistência”. Ambas as empresas, em colaboração, utilizarão os resultados dos testes. (Valor Econômico 23/09/2016)

 

No ano,vendas de etanol caem 14% e da gasolina aumentam 2,6%

As vendas de todos os combustíveis no Brasil em agosto somaram aproximadamente 74,37 milhões de barris, queda de 1,9 por cento ante o mesmo mês do ano anterior, diante da pior recessão econômica em décadas e da queda da renda das famílias, enquanto a gasolina permanece ganhando espaço em relação ao etanol hidratado.

Dados publicados nesta quinta-feira pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) mostraram que as vendas de gasolina C somaram 22,25 milhões de barris, alta de 7,5 por cento ante o mesmo mês do ano anterior.

Em contrapartida, as vendas de etanol hidratado somaram 8,5 milhões de barris, queda de 14 por cento na mesma comparação.

No ano passado, o preço médio do etanol passou grande parte do ano mais favorável do que o da gasolina em boa parte do país, invertendo a relação apenas no fim do ano.

A queda na comercialização de óleo diesel, importante termômetro para a economia do país, contribuiu com o recuo das vendas no Brasil de todos combustíveis somados, uma vez que é o combustível mais vendido.

Em agosto, as vendas de diesel no Brasil somaram cerca de 30,77 milhões de barris, queda de 2,5 por cento ante o mesmo mês do ano passado.

No acumulado do ano até agosto, segundo a ANP, as vendas de todos os combustíveis registraram recuo de 4,4 por cento ante o mesmo período do ano passado; as vendas de etanol hidratado despencaram 14 por cento; as de diesel caíram 4,7 por cento, enquanto as de gasolina aumentaram 2,6 por cento. (Reuters 22/09/2016)

 

Empresa indiana deve investir R$ 1 bi no Brasil, diz ministro da Agricultura

A empresa indiana UPL deverá investir 1 bilhão de reais no Brasil para a instalação de uma fábrica de agroquímicos, informou o Ministério da Agricultura nesta quinta-feira, após o ministro Blairo Maggi assinar um acordo em Nova Délhi.

O local da nova unidade da UPL, que diz em seu site estar presente em mais de 100 países, ainda será definido. A empresa já opera uma fábrica em Ituverava (SP), produzindo defensivos agrícolas para produtos como soja, milho, algodão, café, cana-de-açúcar e arroz.

"Um investimento como esse vai trazer mais renda e empregos para o nosso país", disse o ministro em nota.

A UPL diz ser líder global em dez produtos no segmento de agroquímicos, com 28 unidades produtivas espalhadas por 11 países, segundo informação do site da companhia.

Na viagem à Índia, Maggi também se reuniu com o ministro do Petróleo do país, Dharmedra Pradhan. Segundo nota do governo, eles conversaram sobre etanol. A Índia é o segundo produtor global de açúcar após o Brasil e busca aumentar a produção do biocombustível de cana.

A Índia é o sétimo país visitado pelo ministro da Agricultura este mês em sua missão à Ásia, região cujo consumo de alimentos cresce fortemente. Ele já passou pela China, Coreia do Sul, Tailândia, Myanmar, Vietnã e Malásia. (Reuters 22/09/2016)

 

O Globo: Vale vende parte de sua área de fertilizantes por US$ 3 bilhões

O Conselho de Administração da Vale vai aprovar hoje um negócio bilionário: a venda de dois terços de sua área de fertilizantes para a americana Mosaic. Uma transação de US$ 3 bilhões.

Originalmente, a Vale venderia todos os seus ativos no setor. Para valorizá-los, no entanto, resolveu fazer uma separação.

Uma parte menor dos ativos, mais ligada a área química, está sendo negciada a parte, por cerca de U$ 1 bilhão. Esta, contudo,não terá o seu comprador anunciado hoje. (Reuters 22/09/2016)

 

Processo de venda da BR Distribuidora começa em outubro, afirma Petrobras

O presidente da Petrobras, Pedro Parente, afirmou nesta quarta (21) que a empresa deve apresentar ao mercado no próximo mês o modelo definitivo de venda da BR Distribuidora, dando início ao processo competitivo.

Ele frisou, porém, que não espera concluir a venda em 2016.

A Petrobras já anunciou que pretende ter controle compartilhado na BR, com a transferência de 51% do capital votante da empresa a um novo sócio.

O detalhamento do modelo está em fase de conclusão, disse Parente, que apresentou o plano de negócios 2017-2021 a executivos do setor de petróleo na noite desta quarta.

Considerada a joia da coroa do processo de venda de ativos da estatal, a BR já foi oferecida ao mercado, mas as propostas não foram consideradas satisfatórias.

Cessão

Parente diz que a empresa acredita que sairá credora do governo ao fim do processo de revisão da cessão onerosa, áreas concedidas à estatal durante a capitalização em 2010.

Empresa e governo discutem o valor final das reservas, que somam 5 bilhões de barris e foram repassadas à estatal a US$ 8,51 por barril em troca de ações.

A renegociação define qual o valor atual. Se for superior àquele acordado, a Petrobras tem que devolver dinheiro à União. Se for inferior, a estatal vira credora. (Folha de São Paulo 22/09/2016)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Queda na prorrogação: O açúcar operava no maior patamar desde 2012 quando passou por um ajuste técnico, em parte motivado pela alta do dólar ante o real. Os papéis com vencimento em março de 2017 fecharam a 22,67 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 9 pontos. A commodity tem apresentado tendência altista desde que a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) apontou queda de 10,9% na produção de açúcar do Centro-Sul do Brasil na segunda quinzena de agosto comparada a igual período do ano passado. "A menor produção poderia significar um aumento do déficit projetado para este ano", destaca Jack Scoville, da Price Futures Group. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 88,15 a saca de 50 quilos, alta de 1,56%.

Café: Ajuste técnico: Também pressionado pelo dólar, o café arábica registrou queda ontem na bolsa de Nova York após bater a cotação máxima do ano, de US$ 1,64 a libra-peso. Os papéis com vencimento em março de 2017 fecharam a US$ 1,5850 a libra-peso, queda de 125 pontos. "Foi uma reação natural. Não tinha nada além da questão técnica que justificasse a alta [registrada ao longo da sessão] ", destaca Roberto Costa Lima, analista da corretora Terra Investimentos. O Brasil é o maior produtor mundial de café e a valorização da moeda americana tende a aumentar a disposição dos produtores brasileiros a exportar diante de uma queda de 11,1% nas vendas externas acumuladas em 2016. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica em São Paulo ficou em R$ 510,68 a saca de 60 quilos, alta de 0,20%.

Soja: De virada: A soja operou em terreno negativo durante quase toda a sessão de ontem na bolsa de Chicago, mas mudou de sentido pouco antes do fechamento, sustentada pelas previsões de chuva para o Meio-Oeste dos EUA ­ o que deve atrasar a colheita da safra 2016/17 nos EUA. Os papéis com vencimento em janeiro fecharam a US$ 9,82 o bushel, alta de 1 centavo. A commodity vinha sendo pressionada pela queda das exportações semanais de soja dos EUA apontada pelo Departamento de Agricultura do país (USDA). Segundo o órgão, as vendas externas de soja do país caíram 8,65% na semana encerrada no último dia 15 na comparação com o período anterior. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 79,11 a saca de 60 quilos, queda de 0,91%.

Milho: Demanda em queda: Os contratos futuros do milho foram pressionados ontem na bolsa de Chicago pela queda vertiginosa das importações chinesas do grão. Os papéis com vencimento em março de 2017 fecharam a US$ 3,4675 o bushel, queda de 3,25 centavos. De acordo com o serviço alfandegário chinês, o país importou apenas 26,55 mil toneladas de milho em agosto, 95,63% menos que no mesmo mês do ano passado. O tombo ocorre às vésperas de uma possível safra recorde nos EUA e no mundo. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), a safra mundial 2016/17 deve atingir 1,3 bilhão de toneladas, sendo 383,38 milhões colhidas pelos EUA. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 41,29 a saca de 60 quilos, queda de 1,62%. (Valor Econômico 23/09/2016)