Macroeconomia e mercado

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Seminário Internacional do Açúcar será realizado em novembro em São Paulo

No dia 7 de novembro, a LMC International e a Consultoria Canaplan vão realizar o Seminário Internacional do Açúcar 2016. O evento, que tem o apoio da UDOP e do BrasilAgro, trará líderes importantes dos principais países produtores do mundo a São Paulo para discutir como irá evoluir o panorama global de açúcar.

Uma série de apresentações e painéis vão permitir grande interação dos participantes e palestrantes. O resultado será um evento exclusivamente informativo, examinando como o mercado futuro será formatado, e o que isso significará para o Brasil.

Será apresentado um panorama detalhado do mercado mundial de açúcar. Com base em décadas de experiência combinada e expertise, a LMC e a Canaplan vão identificar os desafios que o setor enfrentará nos próximos anos e como estes podem ser superados. As discussões irão incluir as principais forças para as tendências do consumo, da produção e dos preços de forma a demonstrar como se chegou ao equilíbrio atual do mercado.

Serviço:

Seminário Internacional do Açúcar 2016

Data: 7 de novembro

Horário: a partir das 8h

Local: Hotel Renaissance

Cidade: São Paulo

Inscrições: www.sugarseminar2016.com

 

Cenário positivo para energia renovável aquece a opção de uso de eucalipto na entressafra de cana

Poucos seriam os investimentos necessários para a usina processar o eucalipto.

A baixa remuneração da energia da biomassa esfriou a prática de unidades sucroenergéticas gerarem energia na entressafra utilizando outras matérias-primas além do bagaço de cana. Mas o cenário futuro é promissor, além da expectativa de o país voltar a crescer e, com isso, aumentar o consumo de energia, o Brasil, por meio do Acordo do Clima de Paris, se compromete a elevar o uso de energias renováveis de 10% para 23% na geração de energia elétrica até 2030.

Assim, gerar maior quantidade de energia e o ano todo volta a atrair as atenções do setor. No 10º. Congresso Nacional da STAB, realizado de 20 a 22 de setembro em Ribeirão Preto, SP, Aristides Bobroff-Maluf, professor da Escola de Engenharia de Piracicaba, falou sobre o uso do eucalipto na entressafra da cana-de-açúcar, destinado à produção de energia.

Segundo ele, poucos seriam os investimentos necessários para a usina processar o eucalipto. Inclusive equipamentos como caldeira e turbina seriam os mesmos.

O eucalipto usado como matéria-prima pode ser de produção própria ou de fornecedores.

O cultivo do eucalipto por unidades sucroenergéticas já é uma realidade para várias empresas, principalmente na região Nordeste, em decorrência das áreas declivosas que impedem a entrada de colhedoras de cana.

Estudos indicam que até 2018 o cultivo florestal ocupe uma área antes dedicada à cana de 20 mil hectares em Pernambuco e Alagoas, principais regiões canavieiras do Nordeste.

Cerca de metade da atual área de cana desses dois Estados tem alguma limitação para permanência da cultura. Juntos, eles somam 800 mil hectares de canaviais, dos quais ao menos 390 mil hectares estão em regiões acidentadas, o que torna difícil implementar a mecanização. Nessa condição, a colheita de cana nessas áreas demanda um contingente alto de pessoas no corte, cerca de seis trabalhadores por mil toneladas colhidas, ante o índice inferior a duas pessoas do corte mecanizado.

Entre as unidades que desenvolvem cultivo de eucalipto está a Usina Petribu, em Pernambuco, que já plantou 2 mil hectares em terras próprias e outros mil hectares em área de fornecedores. O objetivo da empresa é cultivar 18 mil hectares em seis anos.

O foco, conforme o presidente do grupo, Jorge Petribu, é usar o eucalipto como matéria-prima para ampliar a produção de eletricidade. A estimativa da empresa é de, até 2021, ter uma produção anual de 400 mil toneladas de madeira picada com as quais serão geradas 400 megawatts (MW)/hora/ano. O grupo já detém uma planta de cogeração com capacidade de 69 MW e na qual usa o bagaço da cana como matéria-prima. (Cana Online 23/09/2016)

 

Biocombustíveis contaminam mais que gasolina e diesel

Biocombustíveis derivados de vegetais geram até 80% mais emissões que os oriundos de petróleo.

Deterioração do solo e dos lençóis freáticos são lado negativo dos biocombustíveis

Uma pesquisa encomendada pela União Europeia mostra que combustíveis derivados de vegetais, como o de soja ou canola, podem gerar até 80% mais emissões que a gasolina ou diesel derivados do petróleo.

O estudo diz que os biocombustíveis emitem muito menos dióxido de carbono (CO²) na atmosfera de forma direta em relação ao convencional, mas as mudanças no solo que o cultivo dos tipos de grãos utilizados provocam levam ao desmatamento na zona dos trópicos e a drenagem de lençóis freáticos, o que de forma indireta faz com as emissões de gases aumentem substancialmente.

No relatório há especial preocupação com os combustíveis fabricados a partir da palma (uma espécie de cacto) e soja, dois dos cultivos mais utilizados na produção de biocombustíveis. Levando em conta a questão ambientalista, esses carburantes emitem 231 gramas de CO² por Megajoule (uma medida de energia) e 150 gramas de CO² por megajoule, respectivamente. Na legislação da União Europeia, calcula-se que a gasolina gere 94 gramas de CO² por megajoule.

A pesquisa mostra também que nem todos os biocombustíveis poluem igual e toma por exemplo o milho, a beterraba e a cana-de-açúcar, que são usados para produção de etanol e que não emitem muitos gases aumentativos do efeito estufa. Contudo, esses são mais caros de produzir e a porcentagem de uso no mercado é menor. (O Estado de São Paulo 23/09/2016)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Alta marginal: Após uma sessão instável, os contratos futuros do açúcar demerara registraram alta no último pregão da semana passada na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em março de 2017 fecharam a 22,7 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 3 pontos. A commodity tem se valorizado desde que a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) apontou queda de 10,9% na produção de açúcar do Centro-Sul do Brasil ao longo da segunda quinzena de agosto comparada com igual período do ano passado. Já na Índia, segundo maior produtor mundial, as autoridades locais projetam uma queda de 8% na produção durante a safra 2016/17. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 88,65 a saca de 60 quilos, alta de 0,57%.

Café: Realização de lucros: Um movimento de realização de lucros derrubou as cotações do café arábica na bolsa de Nova York na última sexta-feira. Os papéis com vencimento em março de 2017 encerraram a sessão a US$ 1,5460 a libra-peso, recuo de 390 pontos. De acordo com Jack Scoville, vice-presidente da Price Futures Group, em Chicago, os investidores passaram a liquidar suas posições a partir de relatos de uma melhor oferta de café em regiões em que os produtores precisam abrir espaço para a próxima safra. A valorização do dólar em relação ao real, que incentiva as exportações brasileiras ­ também colaborou para a correção no valor dos contratos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica em São Paulo ficou em R$ 496,42 a saca de 60 quilos, queda de 2,79%.

Algodão: Ajuste técnico: Um ajuste técnico motivado pelo cenário macroeconômico desfavorável para ativos de risco, como as commoditites, pressionou o valor dos contratos futuros do algodão na bolsa de Nova York na última sexta-feira. Os papéis com vencimento em dezembro fecharam a 70,07 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 164 pontos. A queda foi limitada, no entanto, pela perspectiva de dano às lavouras americanas nas próximas semanas. As previsões meteorológicas apontam chuvas para o Sudeste dos EUA nos próximos dias, o que pode atrasar a colheita do país e prejudicar a qualidade da safra 2016/17. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 86,93 a arroba, segundo a associação de produtores local, a Aiba.

Trigo: Pressão da soja: A queda expressiva nas cotações da soja negociada na bolsa de Chicago pressionou os contratos futuros do trigo nas bolsas americanas na última sexta-feira. Os papéis com vencimento em março de 2017 negociados em Chicago fecharam a US$ 4,28 o bushel, queda de 0,25 centavo. Já os negociados em Kansas com entrega para o mesmo mês registraram alta de 0,75 centavo, cotados a US$ 4,38 dólares o bushel. Com o avanço da colheita nos EUA, alguns produtores têm relatado produtividade acima das expectativas, o que tem gerado especulações de que o Departamento de Agricultura do país (USDA) irá revisar a produtividade da safra americana de grãos. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o cereal no Paraná ficou em R$ 682,42 a tonelada, queda de 0,17%. (Valor Econômico 26/09/2016)