Macroeconomia e mercado

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Louis Dreyfus tem aumento de 3,8% no lucro no 1º semestre

A Louis Dreyfus Commodities teve um lucro líquido de US$ 135 milhões no primeiro semestre, um pouco maior que os US$ 130 milhões registrados no mesmo período de 2015.

As vendas, porém, caíram 11% em valor no mesmo período, para US$ 23,5 bilhões. O volume de produtos embarcados cresceu 1% na mesma comparação, impulsionado pelas exportações de grãos e oleaginosas na América do Sul, divulgou a companhia, adicionando que também houve um incremento nas entregas de algodão, café e metais.

“Estou especialmente satisfeito que neste ambiente desafiador para o nosso setor, fomos capazes de trazer resultados satisfatórios e até mesmo elevar o volume de vendas”, disse o CEO, Gonzalo Ramirez Martiarena, no texto de divulgação. "O ambiente externo continuou difícil durante o primeiro semestre de 2016, com o crescimento da China desacelerando, a recuperação do EUA que ainda não contaminou outras grandes economias, e inúmeros casos de instabilidade política e as tensões geopolíticas”, continuou. (Valor Econômico 29/09/2016)

 

Acordo da Opep cria cenário de alta para o petróleo e dá fôlego à Petrobras

Para analistas, cotação mais alta do petróleo melhora perspectiva da empresa de reduzir sua alavancagem

O anúncio de acordo preliminar para corte na produção de petróleo, feito pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) na quarta-feira, altera o cenário para a Petrobrás no Brasil.

Com a cotação do barril mais valorizada e a melhora de perspectiva, a empresa ganha fôlego para atingir a meta de alavancagem de até 2,5 vezes em 2018, segundo Edmar Almeida, professor do grupo de economia da energia (GEE) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

O consultor Filipe Rizzo, da RX2 Engenharia e Consultoria, destaca ainda que a alta do petróleo inviabiliza qualquer redução dos preços da gasolina e do óleo diesel pela estatal. “A alta do preço do petróleo permite que a Petrobrás entregue mais facilmente a meta de redução da dívida, que é sua meta prioritária. Com o petróleo em baixa, a empresa teria de fazer um sacrifício enorme. Mas não significa que poderá ampliar investimentos”, disse.

A Opep decidiu reduzir a produção de 33,2 milhões de barris por dia (bpd) para até 32,5 milhões de barris por dia (Bpd), numa tentativa de elevar as cotações do petróleo e dos seus derivados. Como reação, os contratos dispararam mais de 5% nos negócios de anteontem e atingiram a maior valorização diária desde abril.

A atual cotação, na casa de US$ 49 por barril para os contratos de novembro e dezembro nas bolsas de Nova York e Londres, supera as projeções da Petrobrás, que, no dia 19, divulgou, em seu plano de negócios, que trabalha com a premissa de que, em 2017, o barril do petróleo valerá, em média, US$ 48.

Para Rizzo, a tendência é que os preços iniciem uma escalada a partir de agora. A principal justificativa seria a aproximação do fim das eleições nos Estados Unidos. “A manutenção do preço da gasolina em baixos patamares favorecia a candidata Hillary Clinton, nos Estados Unidos. Com o fim do processo eleitoral, já é possível pensar em alterações. A cotação pode subir até US$ 70 a médio prazo. Mas não deve passar disso, porque esbarra no shale gas (gás de xisto) americano (produzido a um custo menor)”, afirmou Rizzo.

Do ponto de vista financeiro, a alta da cotação contribui para melhorar a receita da Petrobrás e, consequentemente, reduzir o seu endividamento, de acordo com o especialista da UFRJ. A Petrobrás ganha, principalmente, com as exportações, que crescem neste ano. A venda de petróleo nacional no mercado externo avançou 4,9% de janeiro a agosto, comparado a igual período de 2015, enquanto a de gasolina subiu 47% e a de diesel, produto de maior valor agregado, 389%, segundo estatística da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). (O Estado de São Paulo 30/09/2016)

 

INSS vai investigar tratamento diferenciado para a aposentadoria de Dilma

Ministério do Desenvolvimento Social afastou o ex-ministro petista Carlos Gabas e outros dois servidores do INSS para investigar conduta que garantiu aposentadoria em tempo recorde para a ex-presidente.

O Ministério do Desenvolvimento Social informou neste sábado, 1, que afastou o ex-ministro petista Carlos Gabas e outros dois servidores de carreira do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) para investigar a conduta deles em um suspeito tratamento diferenciado para a aposentadoria da presidente cassada Dilma Rousseff pelo instituto.

Segundo reportagem da revista “Época”, Dilma se aposentou menos de 24 horas depois de ter assinado, em 31 de agosto, a notificação do Senado que oficializava que o impeachment tinha sido aprovado. Ela obteve a remuneração mensal de R$ 5.189,82, teto da Previdência.

O tempo médio de espera para se aposentar no Brasil é de 74 dias, segundo o INSS. Em Brasília, onde o pedido de Dilma foi deferido, é de 115 dias.

O secretário executivo do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário, Alberto Beltrame, determinou ao INSS, vinculado à Pasta, que abra sindicância interna para apurar a responsabilidade de Gabas e de Iramo da Costa Coelho e Fernanda Cristina Doerl dos Santos. Segundo a “Época”, Gabas – que foi ministro de Dilma e é servidor de carreira do INSS, acompanhou uma mulher munida de procuração de Dilma para fazer o pedido da aposentadoria em uma agência do instituto em Brasília. O chefe da agência, Iracemo da Costa Coelho, foi responsável pelo atendimento.

Fernanda foi responsável, segundo a revista, por fazer 16 alterações no cadastro da ex-presidente em 10 de dezembro do ano passado, oito dias depois que o ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), anunciou que havia aceitado o pedido de impeachment da presidente. Ela exercia uma função gratificada na Diretoria de Atendimento do INSS, na sede do órgão em Brasília.

Segundo o ministério, os três foram afastados dos cargos de origem para que não possam interferir no andamento das investigações. O INSS também deve pedir o acompanhamento dos órgãos de controle para a verificação dos fatos e eventual ilegalidade nas alterações cadastrais da ex-presidente. Coelho e Fernanda vão ser dispensados dos cargos de confiança que ocupam. A decisão será publicada no Diário Oficial da União de terça-feira.(O Estado de São Paulo 01/10/2016)

 

Commodities Agrícolas

Café: Opção mais cara: A menor oferta de café robusta no mercado internacional continua a dar sustentação aos contratos futuros do café arábica na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em março de 2017 fecharam a US$ 1,5490 a libra-peso, com alta de 140 pontos. De acordo com a Organização Internacional do Café (OIC), as exportações globais de robusta nos primeiros onze meses do ano da safra internacional 2015/16 caíram 8,5%, para 40,68 milhões de sacas. Já as de café arábica cresceram 3,6%, refletindo a maior procura pela espécie. O café robusta é usado principalmente na fabricação de café solúvel e considerado de menor qualidade pelo setor. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o arábica em São Paulo ficou em R$ 503,07 a saca de 60 quilos, alta de 0,12%.

Suco de laranja: Ainda a Flórida: Os contratos futuros do suco de laranja concentrado e congelado (FCOJ, na sigla em inglês) registraram alta na última sexta-feira em Nova York, sustentados pela menor produção na Flórida desde 1964, segundo estimativa do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). Os papéis com vencimento em janeiro de 2017 fecharam a US$ 2,0315 a libra-peso, avanço de 240 pontos. "A colheita na Flórida deve começar em poucas semanas e pressionar as cotações nos próximos dias, mas, por enquanto, parece ainda haver demanda no mercado para laranja e para suco", lembra o vice-presidente da Price Futures Group, Jack Scoville. No mercado interno, o preço médio pago pela indústria pela caixa de 40,8 quilos de laranja ficou em R$ 20,43, queda de 0,49%, segundo o Cepea.

Soja: Demanda firme: Os dados positivos de exportações apontados pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para a safra americana de soja 2016/17 deram sustentação aos contratos da oleaginosa na bolsa de Chicago na última sexta-feira. Os papéis com vencimento em janeiro de 2017 fecharam a US$ 9,5925 o bushel, alta de 3 centavos. Na sexta-feira, o USDA notificou a venda de 316 mil toneladas da oleaginosa, sendo 118 mil para China e 198 mil para destinos desconhecidos. O órgão é obrigado a notificar qualquer venda acima de 100 mil toneladas de uma mesma commodity, num único dia ­ o que é considerado um termômetro da demanda. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 77,77 a saca de 60 quilos, queda de 0,26%.

Milho: Estoques reduzidos: O menor volume dos estoques de milho nos EUA no início de setembro impulsionou as cotações do grão na bolsa de Chicago no último pregão da semana passada. Os papéis com vencimento em março de 2017 fecharam a US$ 3,4650 o bushel, avanço de 7,50 centavos. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os estoques americanos de milho no início do mês passado somavam 44,2 milhões de toneladas, abaixo das projeções de mercado, que indicavam, em média, estoques de 44,63 milhões de toneladas, e inferior ao registrado no mesmo período de 2015, quando 43,97 milhões de toneladas de milho estavam estocadas. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 41,53 a saca de 60 quilos, alta de 1,05%. (Valor Econômico 03/10/2016)