Macroeconomia e mercado

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Eficácia na contratação: Como saber se o prestador de serviço é competente

Nem sempre é possível identificar se o profissional a ser contratado para a realização de um projeto é ético, competente e comprometido, porém há inúmeras cautelas que devem ser adotadas para evitar problemas maiores.

Para identificar o consultor ou uma empresa que será sua parceira na realização do projeto, deve-se buscar referências pessoais e no mercado, sua formação acadêmica e experiência profissional. Em 2009, um Airbus A320 da US Airways, com 155 passageiros fez um pouso forçado no Rio Hudson - NY, sem qualquer perda, graças à habilidade do piloto e sua experiência. O que você deseja para sua empresa?

Sempre que possível, teste o comportamento da empresa e do técnico para realizar o projeto com um serviço pequeno, obviamente, de baixo custo. Assim, se chegar à conclusão de que o padrão não era o que esperava, o prejuízo será menor.

Ainda muitas empresas procuram profissionais de elevado nível ou instituições tradicionais no mercado. Mas na para realização dos serviços ou projetos são alocados recursos "traines" ou estágios. Como exemplo posso destacar um projeto de planejamento estratégico por uma grande empresa internacional no qual o gestor do projeto tinha como base a Europa, a realização do projeto foi executada por profissionais sem experiência. Esse fato provocou uma guinada desastrosa para a companhia. Evidentemente, o projeto não atendeu às expectativas da empresa contratante e o projeto final está em alguma gaveta da empresa. No setor bioenergético, muitas Usinas adquirem máquinas e equipamentos com preços elevadíssimo e contratam pessoas (não profissionais) para a manutenção dos mesmos - "este é o barato que sai caro" conforme o ditado popular.

Se houver alguma dúvida na contratação da empresa ou do técnico para realizar o trabalho solicite um contato pessoal para responder às questões, explicar como será executado o trabalho e identificar possíveis opções de solução.

Muitos projetos se iniciam sem a devida identificação do problema, sua solução e alternativas. Para achar a causa do problema é sempre recomendável buscar causas simples e só partir para as causas mais complexas depois de descartar as primeiras análises. O técnico ou a empresa sempre estará pintando um quadro de um "desastre" - falando em um custo astronômico, para depois apresentar uma solução com um custo menor e pegar o projeto no qual esta opção irá funcionar. É obrigação de um profissional ético e bem preparado assumir a responsabilidade pelo serviço.

No setor bioenergético, que necessita de uma redução efetiva de custos e aumento expressivo da produtividade, há muito o que ser feito e seus gestores têm como premissa e responsabilidade buscar profissionais e empresas que realmente resolvam o problema e não adie essa solução. A alocação de recursos (financeiros, terra, máquinas e equipamentos, tecnologia, pessoas), quer da empresa ou do contratante, pode conduzir a empresa a sucumbir. (Carlos Araujo CF0 Mackensie Agribusiness 14/10/2016)

 

Empresa de logística da Cosan muda atuação

A Brado, empresa de armazenagem e transporte de contêineres do grupo Cosan, ampliou seu foco de atuação para fazer a logística de cargas por meio de vários modais.

Criada em 2011 como uma empresa de transporte ferroviário, a companhia passou a fazer o que chama de "inteligência logística".

"Não somos responsáveis apenas pela movimentação de mercadorias em contêineres, que viajam principalmente por ferrovias", diz Rogério Patrus, diretor-presidente da companhia.

"Quando um cliente precisa que suas mercadorias cheguem do ponto A ao B, desenvolvemos um plano da operação, com os modais mais eficientes para cada caso, dentro do prazo definido."

A nova abordagem deverá permitir que a Brado movimente mais de 90 mil contêineres cheios ao ano em 2017. Neste ano, a projeção é fechar com 70 mil contêineres, mesma marca de 2015.

Caso a expectativa se concretize, o crescimento em número de contêineres transportados será de 30% -projeção que há anos a empresa não divulgava.

A empresa faz parte do grupo Cosan através da Rumo Logística, que assumiu as operações da ALL, além de ter hoje outras parcerias.

A Brado vem buscando também uma diversificação de cargas. A predominância era de mercadorias congeladas e grãos em contêineres, mais do Centro-Oeste para os portos do Sul e do Sudeste.

"Estamos batendo recordes no transporte de madeira, papel e celulose, além de passar a movimentar outras mercadorias", relata.

A companhia está em fase de testes de transporte de alguns produtos químicos.

Outra novidade é a expansão para a região Norte, usando parte da ferrovia Norte-Sul. "O mercado segue tendência animadora", acrescenta o diretor-presidente.

RAIO-X Brado Logística

70 mil foi a média de contêineres cheios, ao ano, em 2015 e 2016

2,4 mil vagões

22 terminais. (Folha de São Paulo 13/10/2016)

 

Ministério da Agricultura aprova uso de herbicida da Basf em café

O Ministério da Agricultura aprovou a inclusão da cultura do café no produto Heat, herbicida desenvolvido pela alemã Basf, já utilizado para o controle de invasoras na cana-de-açúcar, milho e soja.

Em comunicado, a Basf afirmou que o herbicida tem rápida ação e é eficaz em plantas daninhas de folhas largas e de difícil controle. Segundo a companhia, também auxilia no manejo de resistência das plantas daninhas a outros herbicidas existentes no mercado com mecanismos distintos de ação. (Valor Econômico 13/10/2016)

 

Tereos melhora previsão de resultado para 2016/17 com mercado de açúcar em alta

A produtora francesa de açúcar e etanol Tereos elevou suas projeções financeiras para a temporada 2016/17, à medida que a companhia se beneficia de uma forte recuperação nos preços do adoçante.

O grupo agora espera lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), antes de complementos de preços, entre 560 milhões e 585 milhões de euros, alta de cerca de 30 por cento ante o ano financeiro de 2015/16, disse a cooperativa em comunicado.

A projeção anterior, anunciada em junho deste ano, era de um Ebitda ajustado de entre 525 milhões e 550 milhões de euros.

"Os preços globais do açúcar melhoraram ao longo dos últimos meses e em paralelo nosso plano para melhorar a performance operacional em nossas atividades está indo bem", disse um porta-voz da companhia.

Os preços do açúcar bruto na ICE subiram para 23,90 centavos de dólar por libra-peso na última semana, maior nível em mais de quatro anos. O preço do adoçante já subiu mais de 50 por cento até o momento em 2016.

A Tereos, terceira maior produtora global de açúcar, registrou vendas anuais de 4,2 bilhões de euros em 2015/16. (Reuters 13/10/2016)

 

2017 será positivo para o agronegócio brasileiro, prevê analista

Cenário é favorável para café, grãos, pastagens, cana-de-açúcar e hortícolas, mas problemas internos ainda precisam ser resolvidos.

"Se depender do clima, 2017 será um ano positivo para o agronegócio brasileiro, o que ajudará a cumprir a meta de evolução. O risco é pequeno para o próximo ano, com cenário favorável para café, grãos, pastagens, cana-de-açúcar e hortícolas".

A avaliação é feita pelo analista de mercado Carlos Cogo, que, apesar do otimismo, alerta para problemas internos que precisam ser resolvidos, para que o setor possa manter o ritmo de crescimento previsto.

”Não temos política agrícola de longo prazo, nem linhas de investimentos agrícolas permanentes. Também faltam estoques reguladores e regras de intervenção”, criticou o especialista em entrevista à Sociedade Nacional de Agricultura (SNA).

A alta no preço dos alimentos é outro fator que preocupa Cogo. "Para crescer, o País também terá de resolver a questão da inflação dos alimentos que, em nove dos últimos dez anos, superou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”.

Para ilustrar o peso da inflação dos alimentos, o analista cita o caso do feijão, cujo preço da saca de 60 quilos estava cotada em dez reais, em agosto de 2014. Exatamente dois anos depois, o quilo chegou a ser comercializado por quase 20 reais.

“Em 2014, o feijão chegou a virar adubo, porque não valia a pena colher, por causa do preço baixo”, relata. “Já em agosto de 2016, o quilo do produto, “em oferta” em supermercados, alcançava R$ 19,90, o que significa mais de R$ 1.199,00 a saca de 60 quilos, no varejo, e cerca de 600 reais ao produtor”, compara.

“A culpa da inflação dos alimentos seria das crescentes exportações de grãos, carnes, açúcar, café, dentre outros? O Brasil pode ser grande exportador agrícola sem gerar inflação de alimentos?”, questiona Cogo, acrescentando que, se estas afirmativas fossem verdadeiras, os Estados Unidos não teriam uma inflação anual em torno de 0,3%.

COMMODITIES

Projetando o desempenho das commodities nacionais, o analista afirma que a área de cultivo de milho vai crescer nos plantios de verão e de inverno, mas em contrapartida, ocorrerá queda de preços do grão no início do verão.

Na opinião de Cogo, a cana-de-açúcar está em uma situação de mercado muito boa: “O único problema é que não temos marco regulatório para o setor sucroalcooleiro, para os biocombustíveis”.

“O café também está em uma situação confortável. Os preços estão sustentados e os estoques de passagens estão baixos”, justifica.

Quanto ao algodão, segundo ele, a safra deve se recuperar no próximo. Quanto ao arroz, o cultivo deverá ficar restrito às áreas irrigadas.

EXPECTATIVA

Para a analista, a expectativa para 2016 é que a soja responda por 34% do valor bruto da produção agrícola, seguida pela cana-de-açúcar (25%), milho (15%), café (7%), algodão, (4%) e citros (3%). A participação das demais culturas é prevista em 22%

A projeção para 2017 é de estoques de 225 milhões de toneladas (estoques de 9 milhões de toneladas e safra de 216 milhões de toneladas). “A capacidade de armazenagem brasileira, de 158 milhões de toneladas, não acompanha a expansão da produção de grãos, portanto, teremos um déficit de armazenagem de 67 milhões de toneladas no próximo ano”, calcula Cogo. (InfoMoney 13/10/2016)

 

BR Distribuidora entra no radar da Lojas Americanas

De olho na rede de conveniências BR Mania, varejista passa a disputar fatia do negócio de distribuição da Petrobrás com outros rivais de peso.

O segmento de conveniência da BR Distribuidora, que tem a marca BR Mania, despertou o interesse da Lojas Americanas, que anunciou nesta quinta-feira, 13, estar na disputa por fatia da subsidiária de venda de combustível da Petrobrás. Assessorada pelo Citibank, a estatal selecionou um grupo de empresas que poderiam se interessar pelo negócio para receber o prospecto com detalhes da modelagem de venda.

Além da Lojas Americanas, estão no páreo a Itaúsa (holding de investimentos dos donos do Itaú), o fundo americano de investimentos Advent, a gestora brasileira GP Investments e a comercializadora de commodities holandesa Vitol. Segundo fontes, a maioria das empresas que recebeu o prospecto da Petrobrás já havia demonstrado interesse na BR, mas se opunha às condições impostas pela petroleira.

As conversas com a Lojas Americanas ainda são preliminares. No comunicado, a empresa informa que identificou a BR como uma oportunidade para ganhar mercado, mas que ainda não há qualquer definição sobre uma possível apresentação de propostas.

“A companhia está sempre atenta às oportunidades dentro da sua estratégia de crescimento e está continuamente analisando potenciais operações que agreguem valor aos seus acionistas”, informou a Lojas Americanas em comunicado divulgado ontem.

Recuperação

A BR está na lista de ativos dos quais a Petrobrás vai se desfazer para reforçar o caixa nesse período de crise financeira, agravado pela baixa cotação do petróleo no mercado internacional e pelas consequências da Operação Lava Jato. Alguns modelos de venda foram desenhados para a BR. Apenas em julho a estatal decidiu oferecer 51% do capital votante e manter a maioria do capital total – o que dá a ela o direito de participar das decisões estratégicas da empresa.

Em um primeiro momento, a Petrobrás planejou vender uma fatia minoritária da BR, que chegaria a no máximo 25%. A companhia também pensou oferecer ações da empresa na BM&FBovespa, mas membros do conselho de administração da estatal consideraram que, antes disso, a distribuidora precisaria avançar internamente, principalmente em transparência e governança corporativa.

Segundo dados da Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), a Ipiranga detinha 19,7% das vendas de combustíveis no País em março. A segunda colocada, a Ipiranga, tinha com 17,7%, já somada a participação de 3,1% da Ale, que a distribuidora do Grupo Ultra adquiriu em abril. A terceira colocada é a Raizen (joint venture entre Cosan e Shell). (O Estado de São Paulo 13/10/2016)

 

Entrega de fertilizantes tem recorde mensal; analista vê alta de 7% no ano

As entregas de fertilizantes aos produtores rurais do Brasil em setembro atingiram um recorde histórico de 3,98 milhões de toneladas, em alta de 5,9 por cento ante o mesmo mês de 2015, informou nesta quinta-feira a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda).

O volume do mês passado supera a melhor marca do setor, de 3,92 milhões de toneladas, registrada em agosto, indicando uma forte recuperação nas vendas em 2016 e também boas perspectivas de produtividade para a safra atual, após as entregas de fertilizantes terem caído em 2015.

Considerando o período de nove meses, as entregas acumulam alta de 9,6 por cento, a 24,43 milhões de toneladas.

Os volumes estão 2,9 por cento acima do registrado de janeiro a setembro de 2014, ano em que o Brasil registrou o recorde de consumo de fertilizantes. Os volumes caíram em 2015 devido a um aperto no crédito aos agricultores, apesar de um aumento de área plantada.

Segundo a Anda, os negócios este ano vêm sendo impulsionados "pela relação de trocas favorável para maioria das culturas".

As entregas de fertilizantes nitrogenados (N) apresentaram alta de 13,6 por cento nos nove meses de 2016 "em função do aumento da demanda para cana, milho e café, disse a Anda.

Já nos fertilizantes fosfatados (P2O5), que acumulam alta de 5,8 por cento nas entregas entre janeiro e setembro, a demanda é puxada pelas culturas da soja e do milho verão para plantio na safra 2016/17.

Nos potássicos, a alta acumulada em nove meses é de 8 por cento, "resultado do aumento da demanda para milho, soja, cana-de-açúcar e café".

ALTA ANUAL

Na avaliação da Agroconsult, as entregas deverão ser fortes em outubro, que ainda é um período de preparação de lavouras para a nova safra de grãos.

A previsão da consultoria é de que o ano termine com entregas de 32,3 milhões de toneladas de fertilizantes, alta de 0,3 por cento ante 2014 e de 6,9 por cento ante 2015.

"O poder de compra do produtor está mais firme, o que também favorece uma recuperação do nível tecnológico", disse o analista de fertilizantes da Agroconsult, Cleber Vieira.

Segundo ele, a recuperação dos níveis de uso de fertilizantes não é uma realidade apenas no chamado Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e oeste da Bahia), principalmente no Piauí e na Bahia, onde o clima tem sido prejudicial às lavouras nos últimos anos, o que abala a capacidade de investimento dos produtores.

"Se esses mercados repetissem 2015, teríamos entrega ainda maior no país este ano", estimou Vieira. (Reuters 13/10/2016)