Macroeconomia e mercado

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Grupo chinês quer investir US$ 1 bi em negócio agrícolas brasileiros

A chinesa Hunan Dakang, que adquiriu 57% da trading mato-grossense Fiagril, pretende comprar também participações em empresas de propriedades agrícolas.

Na recente visita de Michel Temer a Pequim, o grupo chinês assinou um protocolo para investir US$ 1 bilhão no Brasil. Cerca de US$ 200 milhões já saíram da conta para a entrada no capital da Fiagril. (Jornal Relatório Reservado 31/10/2016)

 

Projeto Brazil Sugarcane Bioenergy promove ações na Argentina

Resultado de imagem para logo Projeto Brazil SugarcaneO setor sucroenergético da Argentina segue em crescimento após elevação da mistura de etanol à gasolina para 12%. Esse aumento deu-se em abril deste ano e, as usinas localizadas no País buscam novas tecnologias para potencializar a produção de etanol e de açúcar.

De olho nessa oportunidade de mercado, o Projeto Brazil Sugarcane Bioenergy Solution, parceria entre o Apla (Arranjo Produtivo Local do Álcool) e a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) promove nos dias 7, 8 e 9 de novembro, em Tucuman, ações de incentivo à exportação da tecnologia, soluções, máquinas e equipamentos brasileiros para setor sucroenergético.

O diretor executivo do Apla, Flavio Castellari, observa que as empresas nacionais têm muito interesse e estão preparadas para atender a demanda de usinas da Argentina. “A expansão do setor na Argentina, principalmente após o aumento do uso de biocombustíveis mostra uma chance de obtermos novos negócios e atrair divisas para o Brasil, por isso esperamos resultados positivos para o evento em novembro”, avalia.

A Argentina, um dos maiores produtores mundiais de alimentos, possui um déficit energético que pode ser parcialmente aliviado com o uso dos biocombustíveis. Os produtores de açúcar e milho passaram a serem fornecedores de etanol no País.

O Projeto Brazil Sugarcane vai levar 31 empresas brasileiras para o evento em Tucuman. Na programação, além das rodadas de negócios, os fornecedores participarão de visitas técnicas em usinas e acompanharão palestras ministradas pelos especialistas Guilherme Nástari, da Datagro Consultoria, Sérgio Mattar, do CTC Brasil e Henrique Amorim, da Fermentec Brasil.
De acordo com decreto publicado pelo governo argentino, a medida de aumento da mistura de etanol à gasolina deu-se pelo fato de proporcionar mais segurança energética e para garantir a estabilidade no fornecimento biocombustíveis.

A produção atual de etanol da Argentina está em torno de 800 mil metros cúbicos anuais, o equivalente a 800 milhões de litros. Do total, 60% são de milho e outros 40% de cana. A nova mistura é direcionada especialmente para a indústria de cana, como forma de compensar os efeitos dos atuais preços internacionais do açúcar sobre o setor. (Brasil Agro 01/11/2016)

 

Fapesp e entidade britânica financiam pesquisas sobre biocombustíveis

As pesquisas para o desenvolvimento de biocombustíveis de segunda geração no Brasil vão receber um investimento de 5 milhões de liberas esterlinas (aproximadamente R$ 19 milhões) para dois projetos de pesquisa colaborativa para a obtenção de biocombustíveis avançados envolvendo diferentes abordagens em biorrefinaria, complexos industriais que produzem combustível, eletricidade e produtos químicos a partir de biomassa.

Os projetos receberão em conjuto investimento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e do Biotechnology and Biological Sciences Research Council (BBSRC), um dos sete Conselhos de Pesquisa do Reino Unido (RCUK, na sigla em inglês).

Do investimento total, 3,5 milhões de libras (cerca de R$ 14 milhões) ficarão a cargo do BBSRC, e 1,5 milhão de libras (algo em torno de R$ 5 milhões) serão financiados pela Fapesp. O valor investido nos dois projetos representa um dos maiores volumes de recursos já aplicados pela Fapesp em uma chamada conjunta de propostas.

Um dos projetos visa desenvolver enzimas e novos microrganismos fermentativos, melhorar as características da biomassa de plantas (palha, bagaço de cana, sorgo e resíduos de eucalipto) para produzir biocombustíveis avançados e produtos químicos, além de explorar novas rotas tecnológicas e avaliar sua viabilidade industrial e comercial.

O outro projeto tem como objetivo desenvolver novas rotas biotecnológicas para valorizar a lignina (particularmente de cana-de-açúcar e trigo), utilizada sobretudo para queima e fornecimento de energia para processos biotecnológicos, a partir do uso de microrganismos, desenvolvidos por engenharia metabólica, em produtos químicos. (Valor Econômico 31/10/2016)

 

Representantes da Opep aprovam nova estratégia de longo prazo do grupo

Representantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) aprovaram nesta segunda-feira um documento que define a estratégia de longo prazo do grupo exportador.

O documento havia sido adiado por diferenças sobre se o grupo deveria focar em um controle mais rígido do mercado de petróleo, disseram duas fontes da Opep.

O conselho de governantes da Opep, que vem discutindo uma atualização da estratégia de longo prazo desde 2015, reuniu-se mais cedo nesta segunda-feira em Viena para discutir a mais nova versão.

"Está aprovada", disse uma das fontes, acrescentando que a reunião correu tranquilamente.

Uma diferença de opinião entre a Arábia Saudita e o Irã, sobre se o grupo deveria afirmar que mira o gerenciamento de produção, havia contribuído com o atraso. (Reuters 31/10/2016)

 

PL defende endurecimento da pena para roubo de defensivos agrícolas

O aumento da criminalidade no meio rural e nas cidades do interior do Brasil tem provocado mudanças no comportamento de produtores e empresários. Animais, maquinários e insumos agrícolas têm sido o alvo frequente das quadrilhas especializadas. No caso dos agroquímicos, o interesse se multiplica pelo alto valor de mercado desses produtos, muitas vezes cotados em dólar.

Para falar sobre o PL 2079/2015, que tramita na Câmara dos Deputados, o Brasil Rural desta segunda-feira (31) entrevistou o deputado Jerônimo Goergen (PP/RS), autor da proposta, e o presidente da Associação dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (ANDAV), Salvino Camarotti, que falaram sobre o andamento do projeto e a onda crescente de violência no país.

Pela proposta estão inclusos no rol dos crimes hediondos o roubo, furto, receptação e contrabando de agroquímicos. Atualmente no Brasil, o crime hediondo é valido para casos de estupro, homicídio, latrocínio e tráfico de drogas.

O Brasil Rural vai ao ar de segunda a sexta-feira, de 6h às 7h, sábado, às 7h, e domingo, às 6h, pela Rádio Nacional AM de Brasília. A apresentação é de Marcelo Ferreira. (Agência Brasil 31/10/2016)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Mais liquidações: As liquidações de posições vendidas dos fundos no mercado futuro de açúcar voltaram a pressionar as cotações ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em maio fecharam a 21,11 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 51 pontos. Trata-se da sexta desvalorização seguida da commodity. De acordo com a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), os gestores de recursos já reduziram em mais de 10% suas posições líquidas compradas desde o início de outubro, reduzidas a 57.536 contratos no último dia 25. Os dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) de produção no Brasil também ajudaram a pressionar as cotações. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em $ 100,88 a saca de 50 quilos, queda de 0,04%.

Soja: Oferta em alta: O aumento nos embarques semanais de soja nos EUA não foram suficientes para impedir a pressão nas cotações gerada pelo avanço da colheita nos EUA e pela alta do dólar ante as principais divisas do mundo. Os papéis com vencimento em janeiro fecharam a US$ 10,1175 o bushel na bolsa de Chicago ontem, recuo de 0,25 centavo. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 87% da área plantada de soja no país havia sido colhida até o último dia 30 ­ abaixo dos 91% observados no mesmo período do ano passado, mas acima da média histórica dos últimos cinco anos, de 85%. Segundo alguns analistas, os trabalhos em campo devem ser concluídos em até dez dias. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 77,01 a saca de 60 quilos, queda de 0,98%.

Milho: Colheita semi-concluída: Acompanhando as cotações da soja, os contratos futuros do milho também foram pressionados pela perspectiva de avanço da colheita nos EUA. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 3,6275 o bushel na bolsa de Chicago ontem, recuo de 0,50 centavo. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 75% da área plantada no país havia sido colhida até o dia 25, abaixo dos 82% observados no mesmo período do ano passado, mas em linha com a média histórica dos últimos cinco anos. Os analistas estimam que os trabalhos serão concluídos ainda esta semana, com uma produção avaliada em 382,48 milhões de toneladas pelo USDA. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 40,86 a saca de 60 quilos, alta de 1,34%.

Trigo: Demanda firme: O aumento dos embarques semanais de trigo nos EUA impulsionou as cotações do cereal ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 4,3375 o bushel, avanço de 5,50 centavos. Já em Kansas, os contratos de mesmo vencimento fecharam a US$ 4,325 o bushel, alta de 3,25 centavos. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os americanos enviaram 325,49 mil toneladas de trigo para o exterior na semana encerrada no dia 25, crescimento de 22,7% em relação à semana anterior. No acumulado do ano-safra iniciado em junho, os embarques somam 11,63 milhões de toneladas contra 9,05 milhões de toneladas no ciclo anterior. No Paraná, o preço médio do grão ficou em R$ 633,06 a tonelada, alta de 0,12%, segundo o Cepea. (Valor Econômico 01/11/2016)