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ADM espera receber propostas para suas destilarias nos EUA até fim do ano, diz CEO

A trading norte-americana Archer Daniels Midland (ADM) espera receber até o final de 2016 propostas consolidadas envolvendo suas destilarias de etanol nos Estados Unidos, disse o CEO da companhia, Juan Luciano, reforçando que está conversando com uma pequena lista de partes interessadas. A empresa colocou o negócio sob avaliação estratégica no início deste ano.

Apesar disso, Luciano não revelou se a empresa vai vender uma participação no negócio, aliená-lo ou buscar outra opção. A ADM, que é uma das maiores produtoras de etanol dos EUA em termos de capacidade, vem obtendo margens mais fracas no negócio nos últimos anos. Embora o resultado tenha melhorado em 2016, a ADM tem direcionado mais investimentos para setores com margens maiores.

No começo deste ano, a companhia fechou acordo para vender suas operações de etanol em Limeira do Oeste, no Estado de Minas Gerais, para a JFLim Participações S.A. (Down Jones 03/11/2016)

 

Lucro da Bunge recua 50,6% no 3º tri ante 2015

A Bunge reportou lucro líquido de US$ 118 milhões no terceiro trimestre de 2016, encerrado em 30 de setembro, o que representa uma queda de 50,6% sobre o resultado positivo de US$ 239 milhões obtido em igual período de 2015. A companhia atribuiu a queda no desempenho no período ao setor de agronegócios, que inclui grãos e oleaginosas, por causa queda da colheita na América do Sul, principalmente no Brasil, reduzindo assim o resultado da originação e do esmagamento de soja.

O lucro operacional antes de juros e tributos (Ebit) no terceiro trimestre de 2016 foi de US$ 199 milhões, queda de 45,7% sobre os US$ 367 milhões no período encerrado em 30 de setembro de 2015. No setor de agronegócios, o Ebit recuou de US$ 322 milhões para US$ 83 milhões entre os períodos. "As condições desafiantes do mercado e as vendas de agricultores levaram a um resultado menor que o esperado no trimestre", informou o CEO da Bunge, Soren Schroder.

Por outro lado, em razão da melhora dos preços de açúcar e etanol, o lucro operacional do segmento de açúcar e bioenergia da companhia disparou entre os trimestres, de US$ 3 milhões para US$ 35 milhões. Segundo a companhia, em nota, "os melhores resultados no trimestre foram impulsionados principalmente pela operação de cana-de-açúcar, que se beneficiou pelos preços do açúcar e do etanol. Os resultados de trading e distribuição foram maiores com margens melhores que compensaram os volumes menores".
Nos nove meses de 2016, a Bunge relatou lucro líquido de US$ 474 milhões, ante US$ 588 milhões no período de janeiro a setembro de 2015. (Agência Estado 02/11/2016)

 

Novembro: calor e chuva nas áreas produtoras de cana

As fortes chuvas do mês de outubro, que atingiram diversas cidades do estado de São Paulo, afetaram diretamente uma das fases de produção da cana-de-açúcar. O processo de moagem da gramínea foi prejudicado por conta das precipitações ao longo do mês. “Tínhamos planejado 562 mil toneladas e, por enquanto, entregamos apenas 371 mil. Ainda temos mais cinco dias de moagem e o número tende a cair”, explica Rafael Ascoli, coordenador do departamento Técnico Agrônomo da Usina Da Pedra, localizada em Serrana (SP).

As máquinas que vão a campo para moer a cana-de-açúcar são as grandes danificadas no período de chuvas e contribuem para diminuir a safra. “Se chove ela não consegue rodar por conta do excesso da umidade no solo e temos que ficar alguns dias parados”, diz Rafael. 

De acordo com o especialista, o cenário, no entanto, só não é tão preocupante porque já foi moída bastante cana nos primeiros meses do ano, abrindo uma frente razoável de estoque. “Hoje estamos com 40 mil toneladas em reserva, temos que torcer para manter nesse nível”, afirma. Porém, se os próximos meses chegarem com chuvas acima da média, pode ser que o número de cana moída anual sofra uma queda considerável.

Novembro deve começar com chuva. A primeira semana do mês que começou quente e vai terminar com bastante chuva, devido a passagem de uma frente fria. "Até o dia 05 muitas nuvens vão se espalhar pelo estado e junto com a chuva vão deixar a temperatura mais amena. A partir da segunda semana do mês as temperaturas devem voltar a subir e o calor aumenta nas áreas produtoras de cana de açúcar", comenta Nascimento.

Ainda de acordo com o meteorologista, é comum chover nesta época do ano nas áreas produtoras de cana. Novembro será marcado por grandes variações, ou seja, uma semana com bastante chuva e a outra com mais calor. (Agroclima 01/11/2016)

 

Importação de petróleo dos EUA atinge máxima em 4 anos na última semana

Os Estados Unidos importaram cerca de 9 milhões de barris por dia na última semana, quase 2 milhões a mais que na semana anterior e no maior patamar semanal desde setembro de 2012, de acordo com dados do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês).

O avanço nas importações, que ocorreu em todas as regiões dos EUA, teve um papel crucial para o aumento de 14,42 milhões de barris nos estoques da commodity na última semana. O relatório do DoE mostrou que a produção petrolífera dos EUA teve alta pequena, de 8,504. (Dow Jones Newswires 02/11/2016)

 

Fertilizantes: Brasil é uma das apostas da Mosaic para recuperar setor

Uma das apostas da Mosaic para a recuperação do setor de fertilizantes é o Brasil, onde a companhia norte-americana expandiu sua rede de distribuição e vendas. De acordo com o CEO da companhia, Joc O'Rourke, após as crises política e econômica no País, produtores brasileiros devem ter mais acesso a crédito, o que deve resultar em maior demanda por nutrientes.

As vendas de produtos premium da Mosaic no Brasil em 2016 estão 70% maiores do que em igual período do ano passado, segundo a companhia. Além disso, a aquisição dos negócios de distribuição de fertilizantes da Archer Daniels Midland (ADM) no Brasil e no Paraguai, em 2014, fez com que a unidade internacional da Mosaic "superasse consideravelmente as expectativas", disse O'Rourke.

A compra, por US$ 350 milhões, incluiu US$ 150 milhões em capital de giro, quatro misturadoras e instalações de armazenagem no Brasil e uma no Paraguai, além de galpões e serviços de logística. (Dow Jones Newswires 01/11/2016)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Fim de série: Os contratos de açúcar negociados em Nova York interromperam ontem uma série de sete pregões em queda. Os lotes da commodity com entrega para maio fecharam o dia cotados a 21,16 centavos de dólar por libra peso, valorização de 36 pontos. No início de quarta­feira, os contratos até esboçaram nova baixa, mas a commodity encontrou um nível de "suporte", de acordo com analistas. A premissa é que o preço do açúcar não está suficientemente alto a ponto de estimular a produção futura. De acordo com a trading Czarnikow, o preço do açúcar deve estar acima de 20 centavos de dólar por libra-peso, mas contratos de vencimento mais longo estão abaixo disso. Em São Paulo, principal produtor do país, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal recuou 0,18% na última terça-feira, atingindo R$ 100,70 a saca.

Soja: À espera do USDA: A expectativa com a divulgação do novo levantamento mensal de safra do USDA, prevista para a próxima quarta-feira, já mexe com os preços da soja na bolsa de Chicago. Ontem, os contratos futuros de segunda posição de entrega fecharam o pregão cotados a US$ 9,8650 o bushel, desvalorização de 6,75 centavos de dólar. No mercado, a especulação é que o USDA divulgará na próxima semana uma estimativa de produção de soja ainda maior do que aquela que já estava prevista. Em outubro, o órgão estimou que os agricultores americanos colherão 116,18 milhões de toneladas em 2016/17. No mercado brasileiro, não houve alterações nos preços ontem devido ao feriado de Finados. Na terça-feira, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a oleaginosa em Paranaguá ficou estável, a R$ 77,00 a saca de 60 quilos.

Milho: Safra abundante: A perspectiva de uma safra abundante de milho nos EUA pressionou ontem as cotações do cereal na bolsa de Chicago. Os contratos futuros com vencimento em março encerraram o pregão cotados a US$ 3,5575 por bushel, queda de 2,25 centavos de dólar. Segundo analistas, a safra de milho dos EUA será tão grande que nem mesmo a alta competitividade do grão no mercado internacional vai conseguir impulsionar as cotações de forma contundente. A safra americana foi estimada em outubro pelos USDA em 382,4 milhões de toneladas. Na semana que vem, o órgão vai atualizar a estimativa. No mercado brasileiro, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho ficou em R$ 40,83, ligeira queda de 0,07%. No Paraná, o preço médio do cereal ficou em R$ 31,20 por saca, alta de 0,10%, de acordo com o Deral.

Suco de laranja: Testando máximas: Os preços do suco de laranja congelado e concentrado (FCOJ, na sigla em inglês) testaram ontem novas máximas em Nova York. Os contratos futuros da bebida para janeiro encerraram a sessão a US$ 2,2585 por libra-peso, alta de 220 pontos. Em alguns momentos do dia, os papéis chegaram a ser negociados na máxima de US$ 2,2385 a libra-peso. Os preços do suco de laranja têm sido sustentados pela perspectiva de que a produção na Flórida, principal polo de produção de laranjas dos EUA, e do Brasil, maior produtor global, serão menores. Por outro lado, analistas apontam que a forte alta dos últimos dias deve levar a um movimento de realização de lucros em breve. Em São Paulo, a caixa de 40,8 quilos de laranja para a indústria caiu 0,94% na terça-feira, a R$ 24,17, de acordo com o Cepea. (Valor Econômico 03/11/2016)