Macroeconomia e mercado

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Dinheiro chinês para infraestrutura agrícola

Representantes do Ministério da Agricultura chinês virão ao Brasil em dezembro para se reunir com Blairo Maggi. Em pauta, o financiamento de projetos de infraestrutura agrícola, notadamente a construção de terminais portuários e armazéns.

Será a partida no fundo de investimento agrícola de US$ 1 bilhão criado pelos dois países na recente viagem de Michel Temer a Pequim. (Jornal Relatório Reservado 21/11/2016)

 

Congelar preço da gasolina no governo Dilma custou R$ 40 bi a usinas

O represamento dos preços da gasolina durante o governo da presidente Dilma Rousseff saiu caro para as usinas e, agora, poderá ser custoso também para o governo.

A política de controle da inflação, por meio desse represamento, gerou perdas de cerca de R$ 40 bilhões para os produtores de etanol de 2011 a 2014. Muitos, agora, se movimentam para obter um ressarcimento do governo por essas perdas.

O valor foi apurado e trazido a valores atuais pela MacroSector Consultores.

A defasagem do preço médio da gasolina foi de 17% na refinaria nesse período. Isso gerou uma perda, em valores atualizados, de R$ 0,20 a R$ 0,30 por litro de etanol no período analisado, segundo a MacroSector.

O represamento foi nos preços da gasolina, mas os valores do álcool estão basicamente atrelados aos desse combustível.

Quando o preço do etanol supera o percentual de 70% do da gasolina, o derivado de cana passa a ser menos competitivo do que o do combustível fóssil.

Essa política de interferência do governo ocorreu logo depois de muitos projetos, voltados exclusivamente para a produção de etanol, entrarem em operação.

O descasamento entre remuneração e custos levou muitas usinas a paralisar as atividades.

Sem geração de caixa, algumas optaram por atrasar pagamentos de impostos; outras retardaram a renovação das lavouras de cana-de-açúcar, diminuindo a oferta de cana. Para outras, a saída foi um endividamento, segundo informações do setor sucroenergético.

Atualmente, pelo menos 80 unidades estão com as atividades paradas ou em recuperação judicial, enquanto o endividamento do setor é estimado de R$ 80 bilhões a R$ 90 bilhões.

Esses números se referem ao total das usinas estabelecidas no Brasil.

Para Fabio Silveira, sócio-diretor da MacroSector, o controle de preços da gasolina efetuado pela União obrigou os produtores de etanol a manter o preço de seu produto abaixo do ponto de equilíbrio do mercado.

"A grave crise no setor não retardará a propositura de ações exigindo a reparação dos danos causados pela política do governo", diz.

Suínos

O setor continua tendo o melhor desempenho neste mês entre as proteínas. As exportações do mês poderão atingir 64 mil toneladas, 20% mais do que em outubro. Em relação a novembro do ano passado, a alta é de 16%.

Em queda

A exportação de carne bovina registra recuo de 1% no mês em relação à de outubro. Já o setor de aves manteve a tendência de alta, com aumento de 9% de um mês para outro.

Pé no freio

O mercado interno impede as exportações de milho. As exportações do mês, até agora, caíram 24% em relação às de outubro. Tomando como base as vendas externas até agora, o país deverá exportar apenas 900 mil toneladas. No mesmo período do ano passado, foram 4,76 milhões de toneladas.

Ritmo menor

As compras externas de adubos se mantêm aquecidas neste mês, em relação às de outubro. Mas o ritmo deste mês, ante o de novembro de 2015, registra queda de 16%, segundo a Secex (Secretaria de Comércio Exterior).

Milho 1

A produtividade melhora em Mato Grosso na safra 2016/17. O Estado deverá obter 92 sacas, em média, por hectare. O volume supera as 74 sacas da safra anterior, mas é bem inferior às 109 de 2014/15.

Milho 2

A estimativa é do Imea (Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária). A produção do cereal deverá atingir 23 milhões de toneladas no Estado na safra 2016/17. (O Estado de São Paulo 22/11/2016)

 

Abag diz que juro alto deve prejudicar acesso a crédito em 2017

O diretor executivo da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Cornacchioni, previu dificuldades no acesso ao crédito em 2017. "O que nos preocupa é a taxa de juros, ainda elevada", afirmou em rápida entrevista ao Broadcast Agro (serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado) nos bastidores do Summit Agronegócio Brasil 2016, promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo, em parceria com a Faesp, na capital paulista.

O executivo disse esperar que as medidas de ajuste fiscal passem no Congresso, o que, segundo ele, se traduziria em entrada de recursos no País e queda dos juros. "Temos esperança nisso", frisou. Cornacchioni comentou que seria importante uma expansão no mercado de capitais no Brasil, para que as empresas do agronegócio tenham outro meio de acesso ao crédito.

O executivo também disse esperar que o ministro da Agricultura, Blairo Maggi, "se preocupe com os juros e o seguro rural" à frente da Pasta. (Agência Estado 21/11/2016)

 

Para IBM, agricultura tende a ficar cada vez mais computadorizada

O diretor do Centro de Pesquisas da IBM no Brasil, Ulisses Melo, afirmou nesta segunda-feira, 21, que a agricultura brasileira tende a ficar cada vez mais computadorizada. Em sua avaliação, esse processo passará pela aplicação da "computação cognitiva", aquela em que as máquinas possuem inteligência artificial para auxiliar os produtores na tomada de decisões.

"A computação cognitiva substituirá a atual computação programática e vai permitir aos profissionais absorver grande quantidade de conhecimento", comentou durante o Summit Agronegócio Brasil 2016, promovido pelo jornal O Estado de S. Paulo em parceria com a Faesp, na capital paulista. Ele citou, como exemplo, o Watson, sistema de perguntas e respostas em desenvolvimento pela IBM.

Nesta plataforma, o computador é capaz de solucionar problemas ou questões a partir de sua base de dados. "Se um produtor precisar de informações sobre onde plantar, não terá de ler diversos livros, bastará usar a computação cognitiva", frisou Melo. (Agência Estado 21/11/2016)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Reação cambial: A queda do dólar ante as principais moedas do mundo, entre elas o real, levou a uma reação nas cotações do açúcar demerara na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em maio fecharam a 19,79 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 17 pontos. O real caiu mais de 10% após a eleição de Donald Trump nos EUA, tornando as exportações do Brasil mais competitivas e aumentando a pressão sobre os cotações em dólar na bolsa. Desde a semana passada, contudo, a moeda brasileira se recuperou, alcançando R$ 3,3517 na Ptax, que serve de referência para liquidação de contratos futuros, contra um patamar de R$ 3,46 em 14 de novembro. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 97,53 a saca de 50 quilos, queda de 0,35%.

Café: Foco no Brasil: A perspectiva de uma menor oferta de café no Brasil na safra 2017/18, associada à recuperação do real ante o dólar ­ deu fôlego às cotações do café arábica ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 1,633 a libra-peso, alta de 120 pontos. "Pela primeira vez, em nossa longa história -de produtores e exportadores de café, estamos com os estoques de segurança zerados. O pequeno estoque público que resta será leiloado no início de 2017", afirma o Escritório Carvalhaes, em nota. O Brasil é o maior produtor mundial de café e sofre com a escassez de grãos conilon no mercado interno, o que gera uma maior demanda por arábica. Ontem, o indicador Cepea/Esalq para o grão em São Paulo ficou em R$ 556,05 a saca de 60 quilos, com recuo de 1,99%%.

Soja: Demanda firme: Os dados de embarques semanais de soja dos EUA, que ficaram acima do esperado pelo mercado, impulsionaram as cotações do grão ontem na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 10,285 o bushel, com alta de 25,25 centavos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os americanos embarcaram 2,66 milhões de toneladas de soja na semana móvel encerrada no último dia 17. Apesar de terem caído em relação à semana anterior, no acumulado do atual ano-safra as exportações do país estão 20,55% acima do observado em 2015/16. O dólar mais fraco também contribuiu para a alta. Ontem, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 78,03 a saca de 60 quilos, com queda de 0,08%%.

Milho: Embarques americanos: Os embarques semanais de milho dos EUA também deram sustentação aos contratos futuros do cereal na bolsa de Chicago ontem. Os papéis para março fecharam a US$ 3,5775 o bushel, com alta de 4,25 centavos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o país exportou 875,976 mil toneladas de milho na semana móvel encerrada no último dia 17 de novembro, 27,88% mais que o registrado na semana anterior. No acumulado do ano-safra, os embarques estão 82,56% acima do verificado em igual período do ciclo anterior. Segundo o USDA, os EUA devem colher 386,75 milhões de toneladas de milho em 2016/17. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o milho ficou em R$ 37,93 a saca de 60 quilos, com retração de 2,82%. (Valor Econômico 22/11/2016)