Macroeconomia e mercado

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Exportação de máquinas agrícolas crescem 10% em novembro

No momento em que o câmbio dá uma leve repicada, os fabricantes de máquinas agrícolas estão salvando um pouquinho da lavoura.

As exportações neste mês devem ficar 10% acima das registradas em novembro do ano passado, índice quase igual ao registrado em outubro. (Jornal Relatório Reservado 28/11/2016)

 

Déficit de gasolina do Brasil é oportunidade para etanol, diz presidente da Petrobras

O presidente da Petrobras disse nesta segunda-feira que o crescente déficit na capacidade de refino de gasolina do país é uma oportunidade para as usinas de etanol do Brasil.

Durante fala em conferência de açúcar e etanol da associação industrial Unica, Pedro Parente, disse que esperava que o déficit entre a demanda e a capacidade da Petrobras de refino de gasolina alcançasse de 3 bilhões a 10 bilhões de litros por ano até 2030. (Reuters 28/11/2016)

 

Negócios com Bumlai leva a bloqueio de bens de diretores do BNDES

Juiz federal determinou indisponibilidade de bens de Luciano Coutinho (Foto) e outras 19 pessoas, entre elas donos da São Fernando.

O ex-presidente do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) Luciano Coutinho e outras 19 pessoas, entre diretores do banco e empresários, estão com os bens indisponíveis por determinação da Justiça Federal em Dourados, cidade a 233 km de Campo Grande.

O motivo é uma ação de improbidade administrativa impetrada pelo MPF (Ministério Público Federal) por concessão de empréstimos sem garantias à Usina São Fernando, de José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula e um dos réus na Operação Lava Jato.

Os bens e recursos financeiros dos implicados no processo somam R$ 665 milhões. Na semana passada a defesa dos réus entrou com recurso para garantir o desbloqueio alegando caráter alimentar, mas a Justiça manteve a indisponibilidade dos valores suspeitos.

Na ação de improbidade o MPF responsabiliza a cúpula do banco pela concessão de empréstimos sem garantias à Usina São Fernando, que fica em Dourados. Com dívida de R$ 1,5 bilhão, a usina enfrenta vários pedidos de falência, inclusive do próprio BNDES.

José Carlos Bumlai e seus filhos Maurício e Guilherme, que são oficialmente os donos da usina, também são réus na ação que tramita em Dourados. BTG, Banco do Brasil e a Usina São Fernando também configuram como réus.

Os outros denunciados pelo MPF são Gil Bernardo Borges Leal, Carlos Eduardo de Siqueira Cavalcanti, Maurício dos Santos Neves, Júlio César Maciel Raimundo, Plínio Bastos de Barros Netto, Bernardo Bueno Bastos de barros, Maria Alves Felippe, Anita Rabaca Feldman, Victor Emanoel Gomes de Moraes, Armando Mariante Carvalho Júnior, Claudia Pimentel Trindade Prates, Gustavo Lellis Pacifico Peçanha, Daniel Schaefer Denys, Renata Soares Baldanzi Rawet, Evandro da Silva, Luiz Fernando Linck Dorneles, João Carlos Ferraz, Eduardo Teixeira e Borges e Anna Clements Mannarino.

Valores suspeitos

Na decisão em que manteve a indisponibilidade dos bens, a Justiça Federal citou valores incompatíveis encontrados nas contas dos diretores do banco com os salários que recebem.

É o caso de Victor Emanoel Gomes de Moraes, que teve o saldo de R$ 1,5 milhão de suas bancárias bloqueadas pela Justiça. Demonstrativos de pagamento expedidos pelo BNDES mostram que no mês de julho, por exemplo, ele deveria receber valor líquido de R$ 9.748,95.

Entretanto, a Justiça negou o pedido do MPF de liberar apenas 30% da remuneração mensal daqueles que são servidores públicos. “A presente ação não trata de verba alimentar, tampouco houve anuência dos demandados quanto ao desconto, razão pela qual prevalece a natureza impenhorável das verbas salariais”, decidiu o Juízo.

A decisão, no entanto, mantém bloqueados as sobras do salário mensal dos servidores. “Este Juízo entende que os valores recebidos a título de contraprestação laborativa não consumidos no interregno entre uma remuneração e outra ("sobras") deixam de ter a proteção da impenhorabilidade”. (Campo Grande News 28/11/2016)

 

Governo do Brasil ouvirá setor de biocombustíveis para lançar plano, diz ministro

O governo federal pretende lançar um plano de longo prazo para o desenvolvimento dos biocombustíveis no Brasil, principalmente o etanol e o biodiesel, o que será discutido em uma reunião com os agentes do setor agendada para 13 de dezembro no Ministério de Minas e Energia, disse a jornalistas nesta segunda-feira o ministro da pasta, Fernando Coelho Filho.

O ministro disse que o objetivo do plano RenovaBio -Biocombustíveis 2030, atualmente em estudo no governo, é dar "tranquilidade, estabilidade e previsibilidade" para os investidores do setor.

Ele afirmou ainda que os planos do governo para os biocombustíveis visam tirar o país da atual situação de "interrogação" sobre o futuro do segmento para um papel de protagonista. Isso seria feito, segundo ele, com ações para assegurar condições de investimento para o setor privado, sem grande intervencionismo estatal nas políticas setoriais.

"Que o Brasil possa sair dessa interrogação, se vai para a frente, se não vai, e possa ocupar de fato seu lugar de destaque na liderança, não só no volume mas na detenção da tecnologia dos combustíveis verdes", afirmou Coelho Filho, que falou com jornalistas durante evento da União da Indústria da Cana-de-Açúcar em São Paulo. (Reuters 28/11/2016)

 

Rumo é a maior beneficiada, avalia mercado

A Rumo foi considerada pelo mercado a principal beneficiária da Medida Provisória (MP) das Concessões, a de nº 752, publicada na sexta­feira. Ontem, o papel da transportadora ferroviária encerrou o pregão com a segunda maior alta do Ibovespa, cotado a R$ 6,60, variação de 6,80%. A avaliação geral é de que a MP dá segurança jurídica para o governo promover a prorrogação antecipada da Malha Paulista, já prevista no contrato original.

Trata-se da concessão que integra o "corredor Norte" da empresa, ligação entre Rondonópolis (MT) e o porto de Santos, principal porta de saída de grãos e açúcar brasileiros. A concessão vence em 2028 e a Rumo se compromete a investir a soma de R$ 7,2 bilhões só nos primeiros cinco anos em troca da extensão do prazo até 2058. Contudo, o montante será bem maior ao longo desse período subsequente.

Em relatório a investidores divulgado ontem, o Credit Suisse destaca a consequência direta para a prorrogação. A MP estabelece algumas condições, entre elas, que as concessionárias precisam demonstrar o cumprimento das metas de produção e de segurança em três dos últimos cinco anos anteriores ao pedido de renovação. "Acreditamos que a probabilidade de a audiência pública desse processo ser lançada entre um e três meses fica maior agora", pontua o relatório do Credit Suisse.

Na mesma linha, o Morgan Stanley declarou que a MP tem implicações favoráveis para a Rumo e aumenta a perspectiva de renovação da concessão. A MP afirma claramente que as concessões ferroviárias podem ser prorrogadas antecipadamente sujeitas a certos requisitos, "o que entendemos que a Rumo já cumpriu", diz o relatório.

"Isso cria mais segurança jurídica, aumentando a probabilidade de que o TCU [Tribunal de Contas da União] e o agente regulador irão assinar a renovação", diz o Morgan. Além disso, o banco menciona que um possível obstáculo à prorrogação da Malha Paulista ­ a exigência de um inventário de ativos, que atrasaria o processo ­ não prosperou no texto final da MP.

A Rumo afirmou que a MP é positiva ao trazer segurança jurídica aos processos de renovação das concessões e possibilitar "um novo ciclo de investimentos no setor". Declarou também que segue os trâmites legais em busca da renovação antecipada da Malha Paulista. "A MP estabelece procedimentos e requisitos para as antecipações de prorrogação dos contratos de concessão, conferindo segurança jurídica ao processo e trazendo medidas adicionais de caráter regulatório e institucional que permitirão um melhor gerenciamento de ativos na busca de eficiência operacional", informou em nota. (Valor Econômico 29/11/2016)

 

Corte de preço de combustível não é permanente, diz Parente

O fato de a Petrobras ter feito duas reduções de preços de combustíveis não significa que esse será "um comportamento permanente", disse ontem Pedro Parente, presidente da estatal, em apresentação durante evento em São Paulo promovido pela União da Indústria da Cana-de-Açúcar (Unica).

O executivo da estatal voltou a afirmar que o comportamento dos preços de combustíveis depende dos preços internacionais do petróleo ­ a referência da estatal é o Brent, que ontem fechou cotado a US$ 48, 24 o barril, alta de 2,11%, e do comportamento do câmbio, "variáveis que estão fora do nosso controle". Desde a eleição de Donald Trump a presidência dos EUA, o dólar apresentou forte alta.

A Petrobras reduziu os preços de gasolina e diesel em outubro e no início de novembro, nas reuniões mensais que estão sendo feitas para avaliar o comportamento dos preços internacionais. O foco da estatal é buscar a "paridade" com os preços internacionais de petróleo e derivados, destacou Parente.

Na apresentação, o executivo destacou acontecimentos recentes que podem ter efeito sobre os preços do petróleo, como a eleição presidencial nos Estados Unidos.

Parente voltou a defender a meta de venda de US$ 15,1 bilhões em ativos no biênio 2015 e 2016. Até agora, a Petrobras já anunciou a venda de cerca de US$ 11 bilhões em ativos. "Precisamos anunciar, mas não depende só da empresa, depende também das outras partes", disse. (Valor Econômico 29/11/2016)

 

Trump nos EUA pode reduzir políticas de incentivo a biocombustíveis, diz Unica

A presidente da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), Elizabeth Farina, afirmou nesta segunda-feira, 28, que a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos tende a "reduzir o ritmo" das políticas globais voltadas aos biocombustíveis.

A executiva, contudo, avalia ser difícil um retrocesso nesse sentido. "(A eleição de) Trump ficou como uma sombra, mas a agenda ambiental de biocombustíveis está e continuará andando", disse antes da abertura do Unica Fórum 2016, realizado nesta segunda-feira em São Paulo.

O evento, em sua primeira edição, reúne representantes e lideranças para discutir o futuro do setor sucroenergético brasileiro. Estavam previstas, inicialmente, as presenças de autoridades políticas, como o governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, mas eles não puderam comparecer. Para Elizabeth, essas ausências não prejudicam os debates. "A discussão está preservada", destacou. (Agência Estado 29/11/2016)

 

Compra de terras por estrangeiros deve ser autorizada em 2017, diz MB Agro

A compra de terras brasileiras por estrangeiros deve ser autorizada em 2017, na opinião do analista e agrônomo da MB Agro, Alexandre Mendonça de Barros. "Vão ter regras. Fundos soberanos, por exemplo, não devem ter aceso", disse ele, durante o Encontro de Analistas da Scot Consultoria, realizado nesta sexta-feira, 25, em São Paulo.

Barros acrescentou que a mudança na legislação brasileira sobre a compra de terras não deve ter influência significativa para os preços dos ativos. "Apetite tem, movimento e interesse, mas não vamos imaginar também que vai explodir", afirmou. Ele lembrou que existem atualmente outros fatores influenciando o mercado de terras. Como exemplo ele citou a forte recuperação do setor sucroenergético no interior de São Paulo, "que não é desprezível".

Durante o debate, Guilherme Belloti de Melo, do Itaú BBA, afirmou que a abertura deve aumentar o nível de liquidez do mercado de terras. Ele ponderou que a percepção que se tinha anteriormente de que a mudança iria estimular empresas e impulsionar os preços está um pouco diferente. "Essa precificação não é mais óbvia", afirmou.

O professor e pesquisador, Sérgio de Zen, do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea/Esalq/USP) lembrou, ainda, que a expansão de terras agrícolas no mundo é limitada. "A África seria uma possibilidade, mas lá a questão política é um impeditivo", disse. Ele ressaltou que, historicamente, quando a produtividade da agropecuária brasileira aumenta, o preço das terras diminui. (Agência Estado 28/11/2016)

 

Engenheiros agrônomos são fundamentais para o desenvolvimento do agronegócio paulista

O engenheiro agrônomo tem o dever de desenvolver e implantar projetos para fomentar e orientar a execução de trabalhos relacionados ao agronegócio, contribuindo para o desenvolvimento econômico e social. Esse foi o destaque do secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Arnaldo Jardim, durante a abertura do Encontro da Engenharia Unida, realizado em Barra Bonita, no dia 24 de novembro de 2016.

O titular da Pasta ressaltou que a Agronomia, como segmento da engenharia tem uma função primordial para a retomada do crescimento econômico. Em um País de economia fortemente agropecuária como o Brasil, o engenheiro agrônomo é peça-chave para esse desenvolvimento”, afirmou.

Na Secretaria de Agricultura e Abastecimento, existem cerca de 830 engenheiros agrônomos, de um universo de 25.709 profissionais registrados pelo Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de São Paulo (CREA-SP), que atuam na extensão rural, orientando o produtor para executar trabalhos relacionados à produção agropecuária, que pesquisam e aplicam conhecimentos científicos e técnicos de manejo e práticas para aumentar a produtividade no campo, e que atuam para garantir a sanidade agropecuária em todo o território paulista.

“O agrônomo está presente em todos os processos de produção de alimentos de origem vegetal e animal, visando diminuir o custo de produção, melhorar a qualidade e incrementar a produtividade, atendendo às diretrizes do governador Geraldo Alckmin de diminuir a distância entre o conhecimento e o campo; garantir a saudabilidade dos alimentos; e apoiar o pequeno e médio produtor”, disse Arnaldo Jardim.

Para o presidente da Federação Nacional dos Engenheiros, Murilo Celso de Campos Pinheiro, a qualificação do engenheiro agrônomo é muito ampla, pois ele trabalha com a interação de todos os elos da cadeia produtiva, sendo capaz de planejar e executar serviços relativos à produção e exploração dos recursos naturais, pesquisas e inovações tecnológicas que contribuem diretamente para o nosso propósito que é unir os setores da categoria para impulsionar a retomada do crescimento do Brasil”, afirmou.

Na opinião do engenheiro agrônomo, João André Miranda de Almeida Prado, a engenharia é o “motor do desenvolvimento da sociedade, e a agronomia participa ativamente dessa etapa, pois cuida dos recursos primordiais para o crescimento da sociedade, como o alimento e a preservação do meio ambiente”, destacou.

O encontro seguirá até o dia 26 de novembro debatendo ações e medidas para a categoria enfrentar a crise econômica do País. (Secretaria da Agricultura de São Paulo 29/11/2016)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Suporte cambial: A queda do dólar ante o real em meio ao agravamento da crise política no Brasil segue dando fôlego às cotações do açúcar demerara na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em maio fecharam ontem a 19,36 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 10 pontos. A moeda americana mais fraca tende a desestimular as exportações brasileiras, dando sustentação aos preços em Nova York. Os preços, no entanto, seguem pressionados pela forte atuação dos fundos, que realizam lucros nesse mercado. Apesar de registrar altas pontuais, a commodity encerrou a semana passada com desvalorização de 1,5%, a sétima queda semanal consecutiva. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 95,38 a saca de 50 quilos, alta de 0,35%.

Cacau: Entregas na África: Mesmo com o ritmo lento das entregas de cacau nos portos da Costa do Marfim, os contratos futuros da commodity registraram queda ontem na bolsa de Nova York, refletindo a perspectiva de superávit na safra 2016/17. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 2.402 a tonelada, recuo de US$ 13. Segundo levantamento realizado pela Bloomberg, as entregas acumuladas até a última semana de novembro estão 17% inferior ao observado no mesmo período do ano passado, 1 (um) ponto percentual acima do observado uma semana antes. As expectativas de mercado eram de que o ritmo das entregas apresentasse melhora. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, o preço médio pago ao produtor foi de R$ 132 a arroba, queda de 0,75%, segundo a Central Nacional de Produtores.

Algodão: Vendas semanais: As vendas externas semanais de algodão dos EUA deram sustentação aos contratos futuros da commodity na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em março fecharam a 72,02 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 77 pontos. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), foram vendidas 254 mil toneladas de algodão na semana encerrada no último dia 17, aumento de 19% em relação à semana anterior e 52% acima da média das últimas quatro semanas. No acumulado do ano, os americanos já venderam 60% do volume estimado pelo USDA para a safra 2016/17 contra uma média de 63,1% nos últimos cinco anos. Na Bahia, o preço médio pago ao produtor foi de R$ 83,55 a arroba, segundo a associação de produtores local, a Aiba.

Soja: Ainda a China: A China segue como forte compradora da soja americana, o que levou os contratos futuros da oleaginosa à sétima valorização consecutiva na bolsa de Chicago ontem. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 10,645 o bushel, avanço de 10 centavos. No acumulado do ano até o último dia 17, os americanos já haviam exportado 39,3% do volume estimado pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para a atual temporada, percentual acima da média histórica dos últimos cinco anos, de 36,3%. Já as vendas acumuladas (não efetivamente embarcadas) representavam 76,4% do esperado para a safra 2016/17 ante uma média histórica de 69,7%. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovspa para o grão em Paranaguá ficou em R$ 80,12 a saca de 60 quilos, alta de 0,26%. (Valor Econômico 29/11/2016)