Macroeconomia e mercado

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Grupo chinês quer investir US$ 1 bi em negócio agrícolas brasileiros

A chinesa Hunan Dakang, que adquiriu 57% da trading mato-grossense Fiagril, pretende comprar também participações em empresas de propriedades agrícolas.

Na recente visita de Michel Temer a Pequim, o grupo chinês assinou um protocolo para investir US$ 1 bilhão no Brasil. Cerca de US$ 200 milhões já saíram da conta para a entrada no capital da Fiagril. (Jornal Relatório Reservado 31/10/2016)

 

Representantes da Opep aprovam nova estratégia de longo prazo do grupo

Representantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) aprovaram nesta segunda-feira um documento que define a estratégia de longo prazo do grupo exportador.

O documento havia sido adiado por diferenças sobre se o grupo deveria focar em um controle mais rígido do mercado de petróleo, disseram duas fontes da Opep.

O conselho de governantes da Opep, que vem discutindo uma atualização da estratégia de longo prazo desde 2015, reuniu-se mais cedo nesta segunda-feira em Viena para discutir a mais nova versão.

"Está aprovada", disse uma das fontes, acrescentando que a reunião correu tranquilamente.

Uma diferença de opinião entre a Arábia Saudita e o Irã, sobre se o grupo deveria afirmar que mira o gerenciamento de produção, havia contribuído com o atraso. (Reuters 31/10/2016)

 

PL defende endurecimento da pena para roubo de defensivos agrícolas

O aumento da criminalidade no meio rural e nas cidades do interior do Brasil tem provocado mudanças no comportamento de produtores e empresários. Animais, maquinários e insumos agrícolas têm sido o alvo frequente das quadrilhas especializadas. No caso dos agroquímicos, o interesse se multiplica pelo alto valor de mercado desses produtos, muitas vezes cotados em dólar.

Para falar sobre o PL 2079/2015, que tramita na Câmara dos Deputados, o Brasil Rural desta segunda-feira (31) entrevistou o deputado Jerônimo Goergen (PP/RS), autor da proposta, e o presidente da Associação dos Distribuidores de Insumos Agrícolas e Veterinários (ANDAV), Salvino Camarotti, que falaram sobre o andamento do projeto e a onda crescente de violência no país.

Pela proposta estão inclusos no rol dos crimes hediondos o roubo, furto, receptação e contrabando de agroquímicos. Atualmente no Brasil, o crime hediondo é valido para casos de estupro, homicídio, latrocínio e tráfico de drogas.

O Brasil Rural vai ao ar de segunda a sexta-feira, de 6h às 7h, sábado, às 7h, e domingo, às 6h, pela Rádio Nacional AM de Brasília. A apresentação é de Marcelo Ferreira. (Agência Brasil 31/10/2016)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Mais liquidações: As liquidações de posições vendidas dos fundos no mercado futuro de açúcar voltaram a pressionar as cotações ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em maio fecharam a 21,11 centavos de dólar a libra-peso, recuo de 51 pontos. Trata-se da sexta desvalorização seguida da commodity. De acordo com a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), os gestores de recursos já reduziram em mais de 10% suas posições líquidas compradas desde o início de outubro, reduzidas a 57.536 contratos no último dia 25. Os dados da União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica) de produção no Brasil também ajudaram a pressionar as cotações. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em $ 100,88 a saca de 50 quilos, queda de 0,04%.

Soja: Oferta em alta: O aumento nos embarques semanais de soja nos EUA não foram suficientes para impedir a pressão nas cotações gerada pelo avanço da colheita nos EUA e pela alta do dólar ante as principais divisas do mundo. Os papéis com vencimento em janeiro fecharam a US$ 10,1175 o bushel na bolsa de Chicago ontem, recuo de 0,25 centavo. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 87% da área plantada de soja no país havia sido colhida até o último dia 30 ­ abaixo dos 91% observados no mesmo período do ano passado, mas acima da média histórica dos últimos cinco anos, de 85%. Segundo alguns analistas, os trabalhos em campo devem ser concluídos em até dez dias. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 77,01 a saca de 60 quilos, queda de 0,98%.

Milho: Colheita semi-concluída: Acompanhando as cotações da soja, os contratos futuros do milho também foram pressionados pela perspectiva de avanço da colheita nos EUA. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 3,6275 o bushel na bolsa de Chicago ontem, recuo de 0,50 centavo. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), 75% da área plantada no país havia sido colhida até o dia 25, abaixo dos 82% observados no mesmo período do ano passado, mas em linha com a média histórica dos últimos cinco anos. Os analistas estimam que os trabalhos serão concluídos ainda esta semana, com uma produção avaliada em 382,48 milhões de toneladas pelo USDA. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa ficou em R$ 40,86 a saca de 60 quilos, alta de 1,34%.

Trigo: Demanda firme: O aumento dos embarques semanais de trigo nos EUA impulsionou as cotações do cereal ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 4,3375 o bushel, avanço de 5,50 centavos. Já em Kansas, os contratos de mesmo vencimento fecharam a US$ 4,325 o bushel, alta de 3,25 centavos. De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os americanos enviaram 325,49 mil toneladas de trigo para o exterior na semana encerrada no dia 25, crescimento de 22,7% em relação à semana anterior. No acumulado do ano-safra iniciado em junho, os embarques somam 11,63 milhões de toneladas contra 9,05 milhões de toneladas no ciclo anterior. No Paraná, o preço médio do grão ficou em R$ 633,06 a tonelada, alta de 0,12%, segundo o Cepea. (Valor Econômico 01/11/2016)