Macroeconomia e mercado

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Bayer lança aplicativo que identifica planta daninha no campo

A Bayer anunciou há pouco o lançamento de um aplicativo capaz de reconhecer plantas daninhas por meio de imagens tiradas com o celular. Com a ferramenta, os produtores brasileiros passam a ter a possibilidade de identificar essas pragas ainda nos estágios iniciais, quando o controle é mais fácil.
Chamado de “Weedscout”, o aplicativo possui mais de 30 mil imagens registradas e conta com um sistema de atualização colaborativa, ou seja, é alimentado com fotos tiradas pelos próprios usuários para aprimorar os seus algoritmos.
Ao identificar uma planta daninha, o produtor só precisa abrir o aplicativo e clicá-la. Os algoritmos fazem a identificação automática. Além disso, o produtor recebe informações sobre o defensivo agrícola mais adequado para combatê-la.
“A planta daninha é uma ameaça que pode prejudicar qualquer lavoura. Por isso, é imprescindível que a base de dados do aplicativo seja ampla, quanto mais imagens mais plantas serão identificadas e com maior precisão. É isso que aumentará a assertividade de identificação das espécies que já estão no WeedScout e a capacidade de reconhecer novas espécies”, diz André Felli, gerente de Desenvolvimento de Negócios de Digital Farming da Bayer.

O WeedScou faz parte de um projeto global da companhia alemã. Já é utilizado na Alemanha, sendo o Brasil o primeiro país da América Latina e segundo mercado a obter a ferramenta. Está disponível para os sistemas operacionais Android e iOS. (Valor Econômico 08/12/2016 às 17h: 01m)

 

Variedade de fertilizantes ofertados vai aumentar no mercado

Maior variedade de fertilizantes para aplicação em todos os tipos de solos e culturas é um dos benefícios que a Instrução Normativa 46, publicada quarta-feira (7), traz aos produtores. Maior número de produtos poderão ser registrados para comercialização, a partir de flexibilização de exigências que foi determinada . “Mesmo com a flexibilização de exigências, será mantida a segurança dos produtos, pois haverá maior controle nos processos de produção”, garante o coordenador do Departamento de Fiscalização de Insumos Agrícolas (DFIA), do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Hideraldo Coelho.
Fabricantes e consumidores pediram a modernização das normas, iniciativa que faz parte do Plano Agro+. O plano visa, além da modernização, desburocratizar a atividade agropecuária. Atualmente, existem cerca de 70 mil formulações (produtos) no mercado, número que agora poderá até dobrar, prevê o coordenador. Outro ponto de destaque são os rótulos dos produtos, que deverão informar todos os componentes contidos na fórmula. Isso permitirá que o agricultor saiba exatamente o que está comprando, tornando a aquisição mais segura. Foi ampliada também a lista de aditivos autorizados na formulação.

A importação de matérias primas, cerca de 70% do total consumido pelas indústrias no processo de produção - também foi flexibilizada. No caso do potássio, por exemplo, era exigido teor de 58% do mineral. Agora será de 50%, o que atende a todos os solos e culturas, viabilizando ainda a exploração das minas existentes no Brasil. Segundo o coordenador, as empresas têm prazo de adaptação de 180 dias ás novas regras. (Mapa 08/12/2016)

 

TCU freia novos desinvestimentos da Petrobras, mas libera negócios próximos de conclusão

O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou nesta quarta-feira uma medida cautelar que proíbe a Petrobras de assinar novos contratos de venda de ativos e de iniciar novos processos de alienação, mas libera a estatal para concluir aqueles desinvestimentos que estão em fase final.
Com isso, se a Petrobras conseguir finalizar os desinvestimentos que estão mais avançados, e que podem gerar 3,3 bilhões de dólares, ficará bem perto de atingir a meta de desinvestimentos de 15,1 bilhões de dólares estabelecida para o biênio 2015-2016. Até o momento, a companhia fechou acordos no período de aproximadamente 11 bilhões de dólares.
Segundo o relator do processo no TCU, ministro José Múcio, "suspender os processos (de desinvestimentos) que já estão em fase final implicaria, a meu ver, um prejuízo ainda maior, haja vista o montante negociado, a necessidade premente de obter liquidez para arcar com o pagamento de dívidas".
A cautelar permite o prosseguimento dos desinvestimentos de cinco projetos com os codinomes: Paraty 1, Paraty 3, Ópera, Portifólio 1 e Sabará. A princípio, o plano de desinvestimentos da Petrobras inclui todas as usinas de etanol e biodiesel em que a estatal possui participação. No setor sucroenergético, isso envolve a Bambuí (antiga Total, com participação de 43,58%), a Guarani (42,95%) e a Nova Fronteira (49%).
No processo, a Petrobras estima que os ativos liberados podem render 3,3 bilhões de dólares. Dessa forma, a decisão do TCU, diante de uma representação formulada pela SeinfraPetróleo, foi vista como favorável pela Petrobras.
"O importante era não parar o que estava em processo final de negociação", disse uma fonte da empresa com conhecimento do assunto, na condição de anonimato.
Para realizar novos processos de desinvestimentos a Petrobras terá que readequar suas metodologias, que então serão analisadas pelo TCU.
"A companhia já está revisando sua sistemática de desinvestimentos e se compromete com os aperfeiçoamentos recomendados pelo TCU e demais órgãos de controle", disse a estatal em nota enviada à Reuters.
"A Petrobras reafirma a meta de seu programa de parcerias e desinvestimentos de 15,1 bilhões de dólares para o biênio 2015/16 e de 19,5 bilhões de dólares para 2017/18".
Na avaliação da fonte, na medida em que a empresa mude alguns processos, revisando algumas metodologias, a Petrobras poderá avançar em novas negociações sobre desinvestimentos com o aval do TCU. (Reuters 08/12/2016)
 

Petrobras reitera meta de desinvestimento até 2018

Estatal afirmou que proibição do TCU sobre venda de ativos não afeta o plano de desinvestimentos da empresa
A Petrobras informou que as alterações propostas pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e demais órgãos de controle não modificam a expectativa de cumprimento das metas do Programa de Parcerias e Desinvestimentos, de US$ 15,1 bilhões para o biênio 2015/16, e de US$ 19,5 bilhões para 2017/18.
A petroleira informou ainda que a decisão cautelar proferida pelo TCU na quarta-feira, 7, autorizou o prosseguimento dos cinco processos que estão em fase final de negociação.
“O TCU também determinou que a Petrobras se abstenha de concluir os demais projetos em andamento e de iniciar novos processos, até que haja o pronunciamento de mérito pelo Tribunal”, diz o comunicado da estatal.
A Petrobras informou ainda que está em fase final de revisão de sua sistemática para desinvestimentos, buscando incorporar os aperfeiçoamentos recomendados pelo TCU e demais órgãos de controle.
Conforme já noticiado, o TCU proibiu a Petrobras de vender ativos por tempo indeterminado. A decisão, em caráter liminar, foi tomada nesta quarta-feira, 7, em razão de irregularidades detectadas nos processos adotados pela estatal para fazer os chamados “desinvestimentos”.
A corte, no entanto, atendeu pedido da companhia e permitiu que sejam concluídos cinco alienações que estão em fase avançada e cuja receita prevista é de R$ 10 bilhões.
Conforme a decisão, a Petrobras terá de se abster de “assinar contratos de venda de ativos e empresas, bem como de iniciar novos processos de alienação”, até que o tribunal delibere a respeito do mérito do processo, que visa a corrigir as falhas detectadas. As exceções são os projetos de desinvestimento batizados de Paraty 1, Paraty 3, Ópera, Portfólio 1 e Sabará, que poderão ser finalizados.
Entre outras irregularidades, o TCU apontou a falta de transparência e a possibilidade de direcionamento dos negócios, conforme antecipou o jornal O Estado de S. Paulo no último dia 27.
A corte lista a escolha do assessor financeiro dos processos sem consulta ao mercado, a liberdade da estatal para a definição de potenciais compradores, a chance de restrição do número de interessados nas aquisições de forma “arbitrária” e a permissão para que o objeto alienado seja alterado “a qualquer momento”, mesmo em etapas avançadas de negociação.
Além disso, o TCU verificou que parcela considerável de atos relacionados à venda não é enviada à deliberação de órgãos diretivos da companhia, o que “pode implicar consequências indesejadas ao processo de desinvestimento, macular as diretrizes fundamentais do procedimento licitatório, além de potencializar os riscos de ocorrência de atos ilícitos, como o direcionamento e o ajuste de preços das vendas, de modo similar às práticas desvendadas pela Operação Lava Jato”. (Agência Estado 08/12/2016)
 

Condições de La Niña já estão presentes, diz órgão dos EUA

O órgão de meteorologia do governo norte-americano afirmou nesta quinta-feira que as condições de La Niña estão presentes e podem se dissipar no início de 2017.
O Centro de Previsão Climática (CPC), uma agência do Serviço Meteorológico Nacional, afirmou em previsão mensal que as condições são favoráveis a uma volta à neutralidade climática entre janeiro e março de 2017. (Reuters 08/12/2016)
 

China financiará ônibus elétricos no Brasil

O Banco de Fomento da China vai abrir em 2017 uma linha de crédito de R$ 1 bilhão para investimentos no Brasil na construção de ônibus elétricos e painéis solares. A linha será aberta para a BYD, chinesa líder do setor e que mantém uma fábrica de ônibus elétricos em Campinas, no interior de São Paulo.
Em fevereiro, a companhia asiática vai abrir na região uma planta de painéis solares. Com essa linha, a BYD vai oferecer aos empresários de transporte público um contrato de leasing.
Cada ônibus elétrico custa R$ 1 milhão, enquanto um modelo comum (movido a combustível) sai por R$ 400 mil.
Segundo Adalberto Maluf, vice-presidente de vendas da BYD no Brasil, essa diferença será financiada no prazo de dez anos. As parcelas, segundo ele, serão pagas com o dinheiro que será economizado com combustível e manutenção.
De acordo com técnicos da BYD, cada ônibus elétrico tem vida útil de pelo menos 20 anos. Dessa forma, segundo eles, seria possível até reduzir as tarifas depois de pago o empréstimo.
O assunto foi tratado em uma reunião em Shenzhen, cidade onde está a sede da BYD, entre o presidente da empresa, Wang Chuan Fu, e o prefeito reeleito de Campinas, Jonas Donizete (PSB).
Donizete disse no encontro que, diante da iniciativa dos chineses, vai incluir na licitação do transporte público de Campinas em 2017 a exigência da aquisição de uma cota mínima de ônibus elétricos para as companhias que forem operar na cidade.
Atualmente, já circulam em Campinas 11 ônibus elétricos da BYD, que foram comprados pela Itajaí Transporte. Além disso, cinco táxis elétricos operam na cidade do interior paulista.
O ônibus tem autonomia para rodar 300 km por dia usando uma bateria de ferro-lítio, enquanto os carros andam 400 km sem precisar reabastecer.
A BYD também espera, com essa linha de crédito, entrar no mercado da capital paulista, onde há a perspectiva que se aprove, em 2018, um cota semelhante à de Campinas no momento da renovação dos contratos de transporte público.
Além de Campinas, Curitiba e o Distrito Federal já operam com ônibus elétricos.
Considerada o Vale do Silício da China, Shenzhen será em 2017 a primeira cidade do mundo a ter 100% da frota de ônibus e táxis movida a energia elétrica.
Com 20 milhões de habitantes, Shenzhen espera também inaugurar em 2017 um trem monotrilho elétrico.
Executivos da BYD disseram ao Estado esperar que o governo de Michel Temer retome o Programa de Incentivo à Indústria de Nanocondutores (Padis), que foi derrubado no governo da ex-presidente Dilma Rousseff. No dia 20, a BYD estará no 4º leilão de energia solar. (Agência Estado 08/12/2016)
 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Pressão especulativa: O desmonte das posições compradas que os fundos vinham carregando desde o início do ano voltou a pressionar os contratos do açúcar demerara ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em maio fecharam a 18,96 centavos de dólar a libra-peso, com recuo de 16 pontos. De 27 de setembro a 29 de novembro, os gestores de recursos reduziram em mais de 41% seu saldo líquido comprado nos papéis da commodity, segundo a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês). Um novo relatório deve ser divulgado hoje, relativo ao pregão da última terça-feira, quando os papéis registraram alta de 3,01%. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 93,03 a saca de 50 quilos, queda de 0,59%.
Café: Pregão volátil: As incertezas em relação à oferta brasileira de café levaram volatilidade a o mercado futuro do arábica ontem em Nova York. Os papéis com vencimento em março fecharam o pregão a US$ 1,414 a libra-peso, com recuo de 30 pontos. De um lado, as estimativas de uma maior produção no Brasil na safra 2016/17, como projetou o USDA, e a possibilidade de o Brasil autorizar a importação de café robusta pressionaram os contratos. De outro, a estimativa do banco holandês Rabobank de um déficit de 3,4 milhões de sacas na oferta mundial de café na safra 2016/17, limitou as perdas em Nova York. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o grão arábica negociado em São Paulo ficou em R$ 511,50 a saca de 60 quilos ontem, com alta de 0,09%.
Cacau: Novas perdas: Os contratos futuros de cacau ampliaram, ontem, as perdas iniciadas em novembro, pressionados pela perspectiva de um superávit na oferta mundial ao longo da safra 2016/17. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 2.272 a tonelada, recuo de US$ 52 e o menor valor desde julho de 2013. "Efetivamente, o quadro fundamental tende a ser baixista, com um superávit na oferta e um consumo sem sinais de recuperação. Tudo isso contribui para um cenário de queda que está sendo aproveitado para especulação", avalia o analista de mercado, Thomas Hartmann. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, ficou em R$ 134 a arroba na última quarta-feira, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
 

Soja: Chuva na Argentina: As previsões de chuva ao longo dos próximos 15 dias na Argentina pressionaram os contratos futuros da soja ontem na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 10,3775 o bushel, com recuo de 21,75 centavos. O clima mais úmido deve aliviar o atraso do plantio na Argentina, atualmente em 57,6% da área estimada para a cultura ­ 11 pontos abaixo do observado no mesmo período do ano passado. No Brasil, a revisão nas estimativas para a safra 2016/17, projetada em 102,45 milhões de toneladas pela Conab, conferiu pressão adicional às cotações em meio à perspectiva de uma produção recorde nos EUA. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja em Paranaguá ficou em R$ 79,84 a saca de 60 quilos, queda de 0,03%. (Valor Econômico 09/12/2016)