Macroeconomia e mercado

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Weg anuncia aquisição de fabricante de turbinas e transmissões TGM

A fabricante de motores e equipamentos para energia WEG adquiriu o controle da TGM Indústria e Comércio de Turbinas e Transmissões, sediada na cidade de Sertãozinho (SP), informou em comunicado divulgado nesta quinta-feira, sem especificar o valor da transação.

Conforme o documento, a quantia paga na aquisição da TGM não representa investimento relevante para WEG. A operação está sujeita ao cumprimento de determinadas condições e à obtenção de aprovação por parte de autoridades de proteção à concorrência.

A TGM apurou receita líquida de 238 milhões em 2015 e conta com unidades em Maceió, São José dos Campos e Nuremberg, na Alemanha. (Reuters 15/12/2016)

 

Senado aprova nomes de dois novos diretores da ANP

O Plenário do Senado Federal aprovou ontem (14/12) os nomes de Décio Oddone e Felipe Kury para comporem a Diretoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP). Ambos haviam passado por sabatina, de manhã, na Comissão de Serviços de Infraestrutura do Senado.

Décio Fabricio Oddone da Costa é graduado em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), tendo também cursado Administração na Harvard Business School e no Insead e recebido título de doutor honoris causa em Educação da Universidad de Aquino (Bolívia). É funcionário aposentado da Petrobras, pela qual atuou no Brasil, Angola, Líbia, Argentina e Bolívia, onde foi presidente da subsidiária da empresa. Entre 2015 e novembro de 2016, foi diretor de Projetos de Óleo e Gás da Prumo Logística.

Felipe Kury é graduado em Engenharia Elétrica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-RJ) e fez especializações executivas na Harvard Business School e London Business School, além de MBA em Finanças e Economia pelo IBMEC. Possui experiência em gerência geral, gestão de investimentos e desenvolvimento de negócios, bem como atuação em conselhos de administração de empresas na construção de estratégias de crescimento, planos de investimentos e reestruturação. Atuou em empresas como IBM, Microsoft, Softbank e Thomson Reuters. (ANP 15/12/2016)

 

Preços de fertilizantes devem permanecer baixos nos próximos trimestres

Os preços globais para os fertilizantes devem continuar baixos nos próximos trimestres, segundo a consultoria BMI Research. A empresa avalia que não há nenhuma tendência de recuperação considerável até 2020. "Esse sentimento baixista nos preços vai favorecer produtores de fertilizantes de baixo custo, assim como todos os que estão integrados no sistema de abastecimento", afirmou, em nota.

A consultoria destacou ainda que as empresas do setor de fertilizantes vão apresentar um desempenho inferior ao de outras companhias de insumos agrícolas. Entretanto, as empresas de mercados emergentes devem sair na frente. "As empresas de fertilizantes que operam em mercados emergentes terão uma perspectiva mais positiva do que as localizadas em mercados desenvolvidos nos próximos cinco anos.

Isso por causa de uma combinação de custos de produção mais baixos e demanda mais forte". (Dow Jones Newswires 15/12/2016)

 

Estado petroleiro – Editorial Folha de São Paulo

O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, demonstrou mais uma vez que não teme as consequências de seus atos e escolhas. O mais recente sinal de imprudência do republicano veio com a indicação de Rex Tillerson para o posto de secretário de Estado.

Tillerson preside desde 2006 a petroleira ExxonMobil, sexta maior empresa do mundo em faturamento. Se o Senado aprovar a nomeação, a pasta de maior prestígio do governo americano será ocupada por um executivo sem experiência no serviço público.

As credenciais do indicado, contudo, podem dificultar sua confirmação no Comitê de Relações Exteriores, composto por 19 senadores, 10 deles republicanos.

A ExxonMobil já esteve em conflito aberto com lideranças representativas como Sarah Palin, republicana da ala ultraconservadora. A indústria petroleira tem presença marcante no Alasca, Estado que aumentou as taxas pagas pelo setor durante o governo de Palin.

Além disso, investimentos de Tillerson na área de petróleo na Rússia foram congelados após embargos levantados contra o país de Vladimir Putin, do qual é considerado próximo. Mesmo entre republicanos há desconforto com as suspeitas de interferência russa nas eleições americanas.

A atuação de mais de três décadas do executivo na ExxonMobil abre um flanco para Trump, ainda, por seu impacto negativo nos setores da opinião pública e do empresariado que apostam em energias limpas. Depois do carvão, petróleo é o pior combustível fóssil, do ponto de vista da mudança climática.

O desprezo retrógrado de Trump pelas questões ambientais, de resto, já havia sido demonstrado em outras de suas nomeações. Scott Pruitt, indicado para a Agência de Proteção do Ambiente, é um exemplo. Como procurador-geral do Estado de Oklahoma, iniciou ações contra a própria agência que irá comandar, contestando as limitações impostas à indústria petrolífera.

Por sua vez, o ex-governador do Texas Rick Perry, convidado para o Departamento de Energia, já se referiu ao aquecimento global como "farsa climática".

Não são poucos os obstáculos para que se efetivem as escolhas de Trump, mas o presidente eleito já deu mostras suficientes de que não recua facilmente diante deles. (Folha de São Paulo 16/12/2016)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Impulso comprador: Um movimento de compras após os preços do açúcar terem caído ao patamar de junho deste ano deu fôlego às cotações da commodity na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em maio fecharam a 18,32 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 50 pontos. No acumulado da semana, no entanto, as cotações ainda registram queda de 46 pontos (2,45%), pressionadas pelo aumento da produção brasileira. Segundo a União da Indústria de Cana-de-Açúcar (Unica), o Centro-Sul do país produziu 34,698 milhões de toneladas de açúcar no acumulado da safra 2016/17, 18,01% acima do observado no mesmo período do ciclo anterior. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 92,22 a saca de 50 quilos, alta de 0,53%.

Cacau: Recuo em NY: Os contratos futuros do cacau romperam uma série de três altas consecutivas ontem na bolsa de Nova York em meio à desvalorização do dólar ante as principais moedas do mundo. Os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 2.242, queda de US$ 69. Na semana, a commodity acumula alta de US$ 72. O dólar mais caro após a decisão do Fed de elevar as taxas de juros nos EUA tende a reduzir a demanda pelo cacau em Nova York, já que o contrato perde competitividade em relação aos negociados em Londres e cotados em libra, divisa que vem se depreciando desde a decisão dos britânicos de deixar a União Européia. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, o preço médio pago ao produtor ficou em R$ 126 a arroba, alta de 2,43%, segundo a Central Nacional de Produtores.

Soja: Demanda robusta: Apesar da forte valorização do dólar, a demanda robusta pela soja americana deu sustentação aos contratos futuros da oleaginosa na bolsa de Chicago ontem. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 10,3925 por bushel, com alta de 4,75 centavos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os americanos fecharam contratos para venda de 2 milhões de toneladas de soja da safra 2016/17 na semana encerrada no dia 8, volume 33% superior à média das últimas quatro semanas. Outras 396,5 mil toneladas da safra 2017/18 foram vendidas na mesma semana, além de um contrato pontual de 132 mil toneladas para a China. O indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão em Paranaguá subiu 0,67% ontem, para R$ 79,12 por saca.

Trigo: Pressão cambial: O avanço do dólar ante as principais divisas do mundo e o desempenho mais fraco das exportações americanas de trigo pressionaram os contratos futuros do cereal nas bolsas americanas ontem. Em Chicago, os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 4,2125 o bushel, recuo de 7,75 centavos. Em Kansas, os contratos com entrega para o mesmo mês fecharam a US$ 4,2425 o bushel, queda de 7 centavos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os americanos fecharam contratos para a venda de 531,3 mil toneladas do cereal na semana encerrada no dia 8, volume 7% abaixo da média das últimas quatro semanas. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor no Paraná ficou em R$ 621,30 a tonelada, queda de 0,59%, segundo levantamento do Cepea. (Valor Econômico 16/12/2016)