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Não é o momento para projetos de Greenfield, diz presidente da Biosev

O presidente da Biosev, braço sucroenergético da Louis Dreyfus Company (LDC), Rui Chammas, afirmou nesta terça-feira, 20, que "este não é o momento para projetos de greenfield", ou seja, de construção de novas usinas de cana-de-açúcar. "Ainda seguimos com o plano de desalavancagem e de geração de valor", destacou ele, durante reunião com analistas e investidores em São Paulo.

A Biosev nasceu em 2009, a partir da fusão da LDC Bioenergia com a Santelisa Vale, uma das maiores companhias nacionais na produção e processamento de cana-de-açúcar. Ela é a segunda maior processadora de cana do mundo, com 11 unidades industriais localizadas em quatro polos agroindustriais no Brasil. A capacidade total de moagem é superior a 36 milhões de toneladas por safra. (Agência Estado 20/12/2016)

 

Commodities Agrícolas

Cacau: Tempo bom: A melhora além das expectativas nas condições de cultivo no oeste da África, a maior região produtora do mundo ­ após um período de seca segue pressionando os contratos futuros do cacau na bolsa de Nova York. Ontem, os papéis com vencimento em maio fecharam o pregão a US$ 2.251 a tonelada, recuo de US$ 48. Com isso, a commodity acumula desvalorização de mais de 27% desde que atingiu o maior valor do ano, de US$ 3.113 por tonelada em agosto. Assim, alguns investidores têm preferido esperar para ver se as cotações renovam suas mínima antes de passar a assumir uma posição comprada. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, o preço médio pago ao produtor pela amêndoa ficou estável, em R$ 124 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Suco de laranja: Estoques zerados: A perspectiva de uma menor produção no Brasil e nos EUA associada à queda do dólar ante o real deu fôlego às cotações do suco de laranja na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 1,9855 a libra­peso ontem, avanço de 225 pontos. O dólar mais fraco tende a desestimular as exportações do Brasil, maior produtor mundial da commodity, e onde os estoques devem ser zerados em 2017, segundo a Associação Nacional dos Exportadores de Sucos Cítricos. Na safra 2016/17, a produção no cinturão citrícola de São Paulo, Triângulo e Sudoeste Mineiro deve cair quase 20%, para 244 milhões de caixas de laranja, segundo o Fundecitrus. No mercado interno, o preço médio da caixa de laranja à indústria ficou ontem em R$ 25,86, recuo de 0,27%, segundo o Cepea.

Soja: Chuva na Argentina: A chegada das chuvas na Argentina levou os contratos futuros da soja a ampliarem, ontem, as perdas iniciadas na segunda-feira na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 10,1575 o bushel, recuo de 16,25 centavos. As chuvas atingiram a maior parte das áreas mais secas do país, e há previsão de mais precipitações para os próximos dias na região. A realização de lucros por parte dos investidores diante das festas de fim de ano e a valorização do dólar ante as principais moedas do mundo, o que reduz a competitividade da oleaginosa produzida nos EUA, também têm pressionado. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão com saída pelo porto de Paranaguá ficou ontem em R$ 78,44 a saca de 60 quilos, com recuo de 0,72%%.

Milho: Queda em Chicago: A melhora nas condições climáticas na Argentina, que deve beneficiar a produção de milho no país, e a perspectiva de uma oferta mundial abundante pressionaram o grão ontem na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 3,57 o bushel, com recuo de 3 centavos. De acordo com a consultoria UkrAgroConsult, a Rússia exportou 1,8 milhão de toneladas de milho de setembro a novembro, com um pico de 800 mil toneladas em novembro ­ o maior volume já observado para um único mês no país. Segundo a consultoria, o aumento dos embarques foi possibilitado pelo aumento da produção local. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&F para o grão ficou ontem em R$ 39,34 a saca de 60 quilos, queda diária de 0,05%. (Valor Econômico 21/12/2016)