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Parcerias ampliam projetos de startups

Um caminho irreversível e trilionário. Assim os especialistas mundiais definem a internet das coisas (IoT, na sigla em inglês) e a internet das coisas industrial (IIoT). O mercado de IoT deve crescer de um base instalada de 15,4 bilhões de dispositivos móveis (2015) para 30,7 bilhões (2020) e 75,4 bilhões (2025), segundo a IHS Markit que estuda esse cenário. Já a General Electric (GE) prevê um investimento industrial no IIoT de US$ 60 trilhões nos próximos 15 anos.

Obter dados mais precisos e rápidos a um custo muito menor é uma das vantagens da IoT, uma combinação de aplicações com serviços de transmissão de dados que começam a avançar no mundo com a ajuda das startups. Além das grandes desenvolvedoras e integradoras de tecnologia e operadoras de telecom que têm despertado para essa oportunidade de negócios, há uma série de empresas novas e pequenas, mas inovadoras e com alto potencial de crescimento, fazendo história nessa área.

Muitas com projetos-piloto e casos bem sucedidos nas áreas de utilities (luz, água, gás), agronegócio, hospitalar e setor automotivo. Frank Meylan, sócio da KPMG, conta que há projetos em estudo nos quais os sensores instalados no veículo mandam, com o consentimento do motorista, informações para as seguradoras sobre a forma de dirigir. Esse novo olhar pode mudar, no futuro, a forma como são definidos os valores do seguro.

Dois exemplos de startups brasileiras em destaque na área são a Altave e a Greenant. A primeira, nasceu em 2011, em São José dos Campos (SP), na incubadora de empresas do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), pelas mãos de dois formandos em engenharia aeronáutica, em 2010.

Por ser especializada em monitoramento e telecomunicações para grandes áreas, a Altave chamou atenção durante a Olimpíada pelo uso de seus quatro balões cativos (aeronaves não tripuladas), responsáveis pelo monitoramento aéreo da segurança da Rio 2016, com imagens das grandes áreas em 360 graus, de forma simultânea e em alta resolução.

Com 25 funcionários, a empresa faturou R$ 23 milhões em 2015 ante os R$ 200 mil de 2014. Uma de suas áreas de atuação hoje é o agronegócio, que sofre com problemas de conectividade no campo e a dificuldade em usar voz e dados. No momento, tem quatro projetos-piloto nessa área.

É possível, por exemplo, detectar incêndios e auxiliar na agricultura de precisão. “Com o balão dotado de um equipamento de telecom embarcado, é possível capturar dados de sensores no campo que medem, por exemplo, a umidade do solo, e retransmitir essas informações em tempo real para a nuvem”, conta Bruno Avena, diretor da Altave.

Uma das parceiras da Altave é a PromonLogicalis, provedora de serviços e soluções de tecnologia da informação e comunicação na América Latina. “Somos parceiros em sete startups que trabalham hoje com IoT”, conta Lucas Pinz, diretor de tecnologia da empresa.

Esse tipo de proximidade aumenta as possibilidades de conquista de clientes e oferta de soluções completas. Com a Altave, Pinz conta que foi desenvolvido um projeto para um grande produtor de etanol que planta cana-de-açúcar e demandava conectividade aos seus maquinários agrícolas e sensores de campo. Ao invés de construir uma torre de celular, o balão da Altave foi escolhido para levar conectividade a um custo cinco vezes menor.

A PromonLogicalis também tem parceria com a startup GreenAnt, que desenvolve medição de energia inteligente. Ela surgiu formalmente em 2013, quando Pedro Bittencourt e Raphael Guimarães, ambos engenheiros pela PUC, decidiram resolver um problema que consideravam fundamental na eficiência energética, que é a falta de informação do consumidor final de energia.

“Uma analogia é você imaginar um supermercado sem preço nas prateleiras e, no final, você tem que pagar o carrinho cheio, sem saber quanto custou cada item. Isso impossibilita o consumo racional”, explica Bittencourt. Energia elétrica, diz, funciona assim.

A startup desenvolveu um software de inteligência artificial que, a partir da medição de energia da unidade consumidora, consegue reconhecer alguns padrões e calcular o consumo dos equipamentos que utilizados. Todo o processamento roda online em um sistema em nuvem. Hoje, a GreenAnt tem 150 clientes e a meta de chegar a 1.000 no próximo ano. (Valor Econômico 23/12/2016)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Alta marginal: As cotações do açúcar demerara apresentaram leve oscilação no último pregão antes do Natal, refletindo as negociações mais fracas em Nova York. Os papéis com vencimento em maio fecharam a 17,97 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 2 pontos. As perspectivas, no entanto, ainda são de queda em meio à melhora das estimativas para a produção mundial nesta temporada. O banco Pine estima que produção acumulada no Centro-Sul do Brasil até a primeira quinzena de dezembro ficou em 589,8 milhões de toneladas, avanço anual de 2%. Na Índia, a produção de açúcar cresceu 11% nos primeiros meses do ano-safra atual. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 90,79 a saca de 50 quilos, leve alta de 0,19%.

Cacau: Efeito do câmbio: A queda do dólar ante as principais divisas do mundo deu fôlego às cotações do cacau na bolsa de Nova York na sexta-feira, apesar das estimativas de superávit na oferta mundial em 2016/17. Os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 2.258 a tonelada, avanço de US$ 74. Além do câmbio, que tende a elevar a demanda, a chegada da estação seca no oeste da África gera maior volatilidade no mercado. Segundo a consultoria Zaner Group, o clima seco pode ter impacto significativo nas principais regiões produtoras durante um mês, reduzindo a produção na reta final desta temporada. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, o preço médio pago ao produtor ficou estável em R$ 120 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Suco de laranja: Maior produção: As previsões do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) para a produção brasileira de laranja pressionaram as cotações do suco na bolsa de Nova York na sexta-feira. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 1,8945 a libra-peso, com recuo de 250 pontos. Segundo o órgão, o país deve colher 446 milhões de caixas de 40,8 quilos, 37% acima do registrado em 2015/16, sendo 340 milhões de caixas só em São Paulo. O número contrasta com as previsões recentes do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus), que apontam uma safra de 244,02 milhões de caixas em São Paulo e Minas Gerais. No mercado interno, o preço médio da caixa de 40,8 quilos de laranja destinada à indústria ficou estável em R$ 26,00, segundo o Cepea.

Soja: Novas perdas: Com o recuo nas vendas americanas e a melhora do clima na América do Sul, os contratos futuros da soja encerraram em queda na bolsa de Chicago na última sexta-feira. Os papéis com vencimento em março fecharam a US$ 9,975 o bushel, recuo de 6,5 centavos. "Está chovendo bem em todo o Brasil e a safra de grãos está andando bem. Não tem nada que chame a atenção, tirando uma ou outra região muito pontual onde as chuvas estão ocorrendo de forma mais irregular", diz o agrometeorologista da Rural Clima, Marco Antonio dos Santos. Segundo a Conab, o país deve colher 102 milhões de toneladas de soja na atual temporada. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão em Paranaguá ficou em R$ 75,81 a saca de 60 quilos, queda de 1,25%. (Valor Econômico 26/12/2016)