Macroeconomia e mercado

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Petrobras eleva em 6,1% preço do diesel nas refinarias

A Petrobras anunciou nesta quinta-feira um aumento de 6,1 por cento, em média, no preço do diesel nas refinarias a partir da sexta-feira, mas manteve inalterado o preço da gasolina.

Este é o segundo mês consecutivo em que o preço do diesel é reajustado pela Petrobras. Em dezembro, o preço do combustível mais vendido no país foi sofreu reajuste de 9,5 por cento, enquanto o preço da gasolina subiu 8,1 por cento.

Se o reajuste for repassado integralmente para os consumidores, o preço pode subir em média 3,8 por cento, ou cerca de 0,12 por litro, na bomba, disse a Petrobras em comunicado.

A Petrobras informou que o reajuste se deve à elevação dos preços do petróleo no mercado internacional e à valorização do real desde a revisão realizada em dezembro.

"As revisões anunciadas hoje (quinta-feira) refletem também movimentos sazonais nas cotações globais dos derivados, com os preços do diesel respondendo a uma maior demanda em função de inverno no Hemisfério Norte", disse a estatal.

A Petrobras adotou no ano passado uma nova política de preços para os combustíveis, com a criação do Grupo Executivo de Mercado e Preços, que se reúne a cada 30 dias para avaliar as condições do mercado e revisar os preços. (Reuters 05/01/2017)

 

Anfavea prevê alta de 13% na venda de máquinas agrícolas

Após as vendas de máquinas agrícolas terem superado as expectativas iniciais da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea) em 2016, a entidade apresentou ontem projeções mais otimistas para 2017. Segundo a Anfavea, as vendas no mercado doméstico devem crescer 13% neste ano em relação a 2016, alcançando a 49,5 mil unidades. Os dados incluem as vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias e também as de colhedoras de cana-de-açúcar, que passam a fazer parte das estatísticas neste ano.

No ano passado, a produção nacional de máquinas agrícolas caiu 4,1%, para 53 mil unidades. As vendas no mercado doméstico recuaram 4,8%, somando 42,8 mil unidades. E as exportações tiveram queda de 5,7%, para 9,5 mil unidades. (ver infográfico) Embora tenha havido retração, as quedas foram menores do que a entidade previa inicialmente.

De acordo com Ana Helena de Andrade, vice-presidente da Anfavea, a melhora nas expectativas dos produtores rurais deve levar ao crescimento das vendas este ano. "Essa confiança, aliada à expectativa de maior produção neste ano e à disponibilidade de recursos para poder financiar a aquisição das máquinas, vai propiciar um ano de 2017 melhor que 2016", afirmou a jornalistas.

O Moderfrota, principal linha de crédito para máquinas agrícolas, já atingiu R$ 4,2 bilhões em financiamentos de um total de R$ 5 bilhões disponibilizados pelo Plano Safra. Essa grande demanda levou o governo a negociar um aporte de mais R$ 2,5 bilhões para o programa, remanejando recursos do Plano Safra.

"Não houve a necessidade de acessar esse montante adicional em dezembro, mas esse valor garante que não haverá interrupção de recursos para os primeiros meses do ano", disse ela.

A Anfavea divulgou também os resultados do último mês de 2016. As vendas em dezembro somaram 4.093 unidades, 84% acima de igual mês do ano anterior. De acordo a associação, o avanço expressivo também é reflexo da fraca base de comparação. "Não tivemos uma escassez de recursos no fim do ano passado como no fim de 2015", acrescentou.

Para a vice-presidente da Anfavea, a queda vista em 2016 pode ser explicada pela crise de confiança que afetou os produtores. "Embora as vendas tenham superado nossa estimativa inicial, essa queda só pode ser explicada pela falta de confiança. A agricultura brasileira foi bem em 2016, mas o agricultor estava receoso de fazer novos investimentos", disse. (Valor Econômico 06/01/2017)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Instabilidade: A instabilidade nos preços do barril do petróleo limitou os ganhos do açúcar na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em maio fecharam o pregão a 20,43 centavos de dólar a libra-peso, leve alta de 2 pontos. O petróleo mais caro tende a elevar a demanda por etanol, reduzindo a produção de açúcar no médio prazo e dando sustentação aos contratos. O combustível fóssil, no entanto, oscilou fortemente ao longo do dia de ontem em meio ao aumento dos estoques de gasolina nos EUA e à confiança do mercado na capacidade da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) de reduzir a produção em 1,2 milhão de barris por dia. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal ficou em R$ 88,99 a saca de 50 quilos, desvalorização de 0,45%.

Cacau: Alerta climático: O início da estação seca no oeste da África tem impulsionado as cotações do cacau na bolsa de Nova York. Os papéis da amêndoa com vencimento em maio fecharam ontem a US$ 2.245 a tonelada, avanço de US$ 25. Trata-se da terceira alta consecutiva desde a retomada das negociações na bolsa, na última terça-feira, levando a uma valorização acumulada de US$ 132 (6,25%). Na Costa do Marfim, maior produtor global da commodity, as lavouras a oeste e sudeste do país receberam pouca ou nenhuma chuva na última semana, segundo a consultoria Zaner Group. Em Gana, as chuvas abaixo da média já duram duas semanas. No mercado brasileiro, o preço médio ao produtor em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, ficou estável, em R$ 118 a arroba, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.

Soja: Realização de lucros: Após os preços da soja terem registrado alta de mais de 20 centavos na última quarta-feira, os investidores realizaram lucros ontem, pressionando as cotações da oleaginosa na bolsa de Chicago. Os papéis com vencimento em março fecharam o dia a US$ 10,125 o bushel, com queda de 2,75 centavos. Além disso, o início da colheita da safra 2016/17 no Brasil também pressiona o mercado. No Mato Grosso, principal Estado produtor do país, as primeiras informações apontam para uma produtividade de 59 sacas por hectare, desempenho 10% superior às 54,4 sacas por hectare observadas na safra anterior, de acordo com a Zaner Group. No mercado brasileiro, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja no porto de Paranaguá (PR) ficou em R$ 74,82 a saca de 60 quilos, alta de 0,4%

Trigo: Clima seco nos EUA: O clima frio e seco nas planícies do sul dos EUA fez os contratos futuros do trigo subirem ontem nas bolsas americanas. Em Chicago, os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 4,365 o bushel, alta de 7,25 centavos. Em Kansas, o cereal com entrega para o mesmo mês encerrou a US$ 4,46 o bushel, avanço de 8 centavos. O percentual de lavouras em condições boas ou excelentes em Oklahoma, Estado mais atingido pela estiagem, está em 25%, abaixo dos 53% observados em novembro e dos 77% de um ano atrás, segundo o Commerzbank. Também houve piora nas condições das lavouras em Colorado, Montana e Nebraska, com previsões de continuidade da seca nos próximos dias. No Paraná, o preço médio do cereal foi de R$ 626,41 por tonelada, recuo de 0,29%, segundo o Cepea. (Valor Econômico 06/01/2017)