Macroeconomia e mercado

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Raízen capta US$ 500 mi

A Raízen fechou uma captação de US$ 500 milhões em bônus de dez anos, segundo fonte.

A companhia conseguiu reduzir a taxa proposta inicialmente e fechou a operação com retorno ao investidor de 5,3% ao ano.

O rendimento estimado inicialmente era de cerca de 5,75%.

A Raízen, que possui grau de investimento pelas agências S&P e Fitch, conseguiu taxa nelhor do que a Fibria, que captou US$ 700 milhões na véspera, com retorno de 5,7% em títulos de dez anos.

A produtora de celulose também tem grau de investimento.

A Raízen atraiu uma demanda de US$ 4 bilhões, segundo uma fonte.

A operação foi liderada por Bank of America Merrill Lynch (BofA), Bradesco BBI, Citi, J.P. Morgan e Santander. (Valor Econômico 13/01/2017)

 

Terminais sem rumo

A decisão da Rumo, de Rubens Ometto Silveira Mello, de devolver a concessão de dois portos secos no Rio Grande do Sul está provocando um bate cabeças no governo.

O Ministério dos Transportes diz que o problema é da ANTT; a agência empurra o abacaxi de volta para o Ministério. (Jornal Relatório Reservado 12/01/2017)

 

Dólar segue exterior e recua para R$ 3,175

O dólar fechou ontem em queda frente ao real acompanhando o movimento no exterior. Investidores reduziram a posição de hedge no dólar após a falta de detalhes sobre as medidas econômicas no discurso do novo presidente americano, Donald Trump, na quarta-feira.

No caso do real, analistas afirmam o fluxo positivo de recursos também contribuiu para a queda de 0,54% do dólar, para R$ 3,1751, menor patamar desde 8 de novembro de 2016.

O corte da taxa Selic em 0,75 ponto percentual na quarta-feira não deve afetar, segundo analistas, o apetite dos investidores pelas aplicações em renda fixa no Brasil, dado que a taxa básica de juros ainda está em um patamar elevado de 13%, a terceira maior taxa nominal do mundo atrás apenas de Argentina e Venezuela, e o prêmio de risco do país vem caindo com a expectativa de avanço nas reformas.

Outro fator que tem contribuído para a queda de 2,32% do dólar em janeiro é a retomadas das captações externas. Depois da Petrobras e da Fibria terem emitido bônus no exterior nesta semana, ontem a Raízen anunciou a captação de US$ 500 milhões por meio de um papel de dez anos. Para o ano, a expectativa é de um total de cerca de US$ 25 bilhões em captações externas. (Valor Econômico 13/01/2017)

 

Cade aprova operação entre Petrobras e São Martinho

O grupo São Martinho incorporará os 49% de participação da petroleira na empresa Nova Fronteira Bioenergia

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) aprovou operação entre a Petrobras e a São Martinho no ramo de biocombustíveis. A aprovação, sem restrições, foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) desta quinta-feira, 12.

Pela operação, o grupo São Martinho, um dos maiores produtores de açúcar e álcool do País, incorporará os 49% de participação da petroleira na empresa Nova Fronteira Bioenergia.

Em troca, a Petrobras receberá 6,59% do capital total da São Martinho. As ações devem ser vendidas pela estatal em mercado “de maneira estruturada”, de acordo com comunicado divulgado no início de dezembro.

O acordo começou a ser discutido há mais de um ano e faz parte do movimento da Petrobras de sair de negócios que não são considerados estratégicos pela empresa. O valor da transação é avaliado em cerca de US$ 133 milhões.

Petrobras Biocombustíveis e São Martinho formaram a joint venture em 2010 e criaram a Nova Fronteira, controladora da Usina Boa Vista (GO). (Agência Estado 12/01/2017)

 

Agrishow lamenta visão distorcida do produtor rural

 “Os promotores da Agrishow, maior feira do agronegócio no Brasil, manifestam seu apoio às preocupações das principais entidades do setor e à proposta de uma reação coletiva de instituições, empresas e empresários rurais ao samba-enredo da Escola Imperatriz Leopoldinense, para o desfile do Carnaval do Rio de Janeiro 2017.

Motivo de orgulho para o país, o agricultor brasileiro possui uma série de responsabilidades, ao garantir o abastecimento de alimentos no mundo, por meio da aplicação de técnicas e tecnologias de ponta, de práticas sustentáveis e da integração entre suas mais diversas atividades. Em 2016, a comunidade agrícola foi a única atividade econômica a fechar o ano com saldo positivo na geração de empregos e na manutenção da balança comercial superavitária.

Dessa maneira, um enredo, que utiliza a palavra “monstro” para definir o produtor rural, e alas, como “fazendeiros e seus agrotóxicos”, apresentam uma imagem distorcida, inverídica e injustamente generalizada do agricultor brasileiro e demonstram a falta de conhecimento de suas atividades e de sua importância social e econômica para o país e para a sociedade.

Compreendemos a relevância do tema, que busca exaltar a comunidade indígena e sua contribuição para a cultura e a história de nosso país. No entanto, de maneira alguma, pode-se concordar com a divulgação de uma mensagem preconceituosa em relação aos nossos produtores e, também, de uma visão de que haja um antagonismo entre o segmento do Agro e a comunidade indígena. (Diretoria da AGRISHOW 12/01/2017)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Cenário incerto: As incertezas sobre a situação no mercado indiano de açúcar continuam a gerar volatilidade nos futuros da commodity na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em maio fecharam ontem a 20,52 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 14 pontos. Embora o consumo no país seja estimado em até 26 milhões de toneladas e a produção na atual temporada deva alcançar entre 22,5 milhões e 23,5 milhões de toneladas, as autoridades locais têm descartado a necessidade de importar açúcar, alegando estoques suficientes. Ainda assim, os preços locais já subiram mais de 10% no último mês, refletindo a escassez de açúcar no mercado interno. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 89,11 a saca de 50 quilos, alta de 0,19%.

Cacau: Recuperação: O cacau recuperou terreno ontem na bolsa de Nova York, após as perdas registradas na quarta-feira. Os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 2.213 a tonelada, valorização de US$ 98. De acordo com a consultoria BMI Research, os preços da commodity tendem a "ficar de lado" na primeira metade deste ano, refletindo um cenário baixista já precificado pelo mercado. Ainda segundo a empresa, as cotações têm "espaço limitado para novas desvalorizações nos próximos meses". Já Jack Scoville, da Price Futures Group, não vê motivo para otimismo e lembra que as altas têm se limitado aos valores de resistência. Em Ilhéus e Itabuna, na Bahia, o preço médio pago ao produtor ficou em R$ 114 a arroba, com queda de 1,72%, segundo a Central Nacional de Produtores.

Café: Estimativa da OIC: Os contratos futuros do café arábica registraram leve alta ontem na bolsa de Nova York em meio às estimativas de oferta mundial da Organização Internacional do Café (OIC) para a safra 2016/17. Os papéis para maio subiram 60 pontos, para US$ 1,52 a libra-peso. A OIC estimou a produção mundial da commodity em 151,6 milhões de sacas na safra 2016/17, praticamente estável em relação à temporada anterior. No Brasil, maior produtor mundial, a entidade estimou uma colheita de 55 milhões de sacas, numa recuperação sobre a temporada anterior. O mercado de commodities em geral também foi sustentado pela queda do dólar diante da decepção do mercado com a coletiva do presidente eleito Donald Trump. No Brasil, o indicador Cepea/Esalq para o arábica subiu 0,41%, a R$ 515,74 a saca.

Suco de laranja: A Flórida, de novo: A Flórida voltou a preocupar os investidores. O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduziu sua estimativa para a produção de laranja do Estado, segundo maior polo produtor da fruta no mundo, o que favoreceu a alta dos preços do suco de laranja na bolsa de Nova York. Os lotes para maio subiram 70 pontos, a US$ 1,816 a libra-peso. O USDA reduziu sua estimativa para a colheita de laranja na Flórida em 1% ante a projeção do mês passado, para 71 milhões de caixas ­ o volume deve ser o menor desde 1964 na região. Os preços, porém, tiveram forte volatilidade, refletindo o nervosismo do mercado após a primeira coletiva de Donald Trump após as eleições. No Brasil, o preço da laranja para a indústria ficou estável em R$ 26,00 a caixa de 40,8 quilos, segundo o Cepea/Esalq. (Valor Econômico 13/01/2017)