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Petrobras reduz preço do diesel em 5,1% e da gasolina em 1,4%

A Petrobras anunciou redução do preço do diesel nas refinarias em 5,1 por cento e da gasolina em 1,4 por cento, a partir da sexta-feira.Se o reajuste for repassado integralmente para os consumidores, o diesel pode cair, em média, 2,6 por cento ou cerca de 0,08 reais por litro e a gasolina, 0,4 por cento ou 0,02 reais por litro, afirmou a Petrobras nesta quinta-feira.

A decisão, segundo a petroleira, reflete principalmente a valorização do real desde a última revisão de preços e por ajustes na competitividade da Petrobras no mercado interno.

A empresa também citou como motivo a queda dos preços dos derivados nos mercados internacionais, especialmente do diesel, que teria sofrido uma elevação de estoques em função de um inverno menos rigoroso que o previsto no Hemisfério Norte.

Desde que a nova política de preços da petroleira passou a vigorar, em outubro, é a terceira vez que a empresa reduz o preço do diesel e da gasolina. No período, o diesel teve o preço elevado duas vezes e a gasolina, uma.

A empresa frisou que os preços permanecem com margem positiva em relação à paridade internacional, conforme os princípios da atual política da empresa.

"A Petrobras reafirma a política de revisão de preços pelo menos uma vez a cada 30 dias, o que lhe dá flexibilidade necessária para lidar com variáveis com alta volatilidade", diz trecho do comunicado (Reuters, 26/1/17)

 

Sincopetro vê como improvável queda da gasolina chegar ao consumidor final

O presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo do Estado de São Paulo (Sincopetro), José Alberto Gouveia, avalia que a redução do preço dos combustíveis nas bombas depende de um repasse pelas distribuidoras, sendo menos provável que chegue ao consumidor final no caso da gasolina.

"No caso da gasolina, acredito que será difícil porque a queda não é significativa, mas para o diesel deve sim ter diminuição dos preços nos postos", afirmou.

A Petrobras voltou a reduzir o preço dos combustíveis após dois aumentos do diesel e um da gasolina. A companhia decidiu revisar a partir desta sexta-feira, 27, o preço da gasolina nas suas refinarias em 1,4%, em média, e, no caso do diesel, em 5,1%.

A estatal estimou que se o ajuste for integralmente repassado e não houver alterações nas demais parcelas que compõem o preço ao consumidor final, o diesel pode cair 2,6% ou cerca de R$ 0,08 por litro, em média, e a gasolina, 0,4% ou R$ 0,02 por litro, em média.

Na prática, no entanto, o que tem ocorrido desde quando a empresa anunciou a sua nova política de preços, em outubro do ano passado, é um rápido repasse para os consumidores apenas quando a estatal anuncia aumentos dos combustíveis.

A lei brasileira garante liberdade de preços no mercado de combustíveis e derivados. Com isso, as revisões da Petrobras podem ou não se refletir no preço final para o consumidor. (Agência Estado 27/01/2017)

 

Preços de créditos de combustíveis renováveis despencam nos EUA

Os preços dos créditos de combustíveis renováveis comercializados entre as refinarias americanas para garantir o cumprimento do mandato de biocombustíveis do governo estão em queda livre nesta semana.

A desvalorização é reflexo da decisão do governo de Donald Trump de congelar todas as decisões dos departamentos e agências reguladoras, entre as quais a Agência de Proteção Ambiental (EPA, na sigla em inglês), que regula a política de combustíveis renováveis.

Em memorando publicado na sexta-feira, o chefe de gabinete de Trump, Reince Priebus, suspendeu o encaminhamento de medidas para publicação no Registro Federal, além da aplicação de medidas já oficializadas mas que ainda não entraram em vigor.

Conforme levantamento da agência de informações Argus Media, o RIN (sigla para Renewable Identification Number) vinculado ao etanol de milho fechou ontem em 53 centavos de dólar por RIN (ou por galão), ante 69,8 centavos de dólar o RIN na segunda-feira. O RIN vinculado aos biocombustíveis avançados (categoria na qual se encaixa o etanol produzido a partir da cana-de-açúcar no Brasil) caiu de 104,5 centavos de dólar o RIN na segunda-feira para 95 centavos de dólar ontem. O RIN vinculado ao biodiesel caiu de 97 centavos de dólar o RIN na segunda para 89,3 centavos de dólar o RIN ontem.

Os RINs são gerados pelas refinarias que misturaram mais combustível renovável que o volume obrigatório estabelecido pela EPA e são comercializados para refinarias que não atingiram esse patamar.

Paulo Roberto de Souza, presidente executivo da Copersucar, maior trading de etanol do Brasil e dona de dona da maior trading de biocombustíveis dos Estados Unidos, a Eco-Energy, afirmou ao Valor que “o mercado já ‘reprecificou’ o RIN como resultado das indicações iniciais do governo Trump”. Para o executivo, “mesmo com a reação negativa do mercado, não há medidas efetivas ainda, e a expectativa é com o que virá”.

Souza não vê risco de o novo governo americano alterar os mandatos estabelecidos para este ano, mas avalia que pode haver risco com relação à mistura de 15% do etanol na gasolina (E15). “Se não for um governo abertamente favorável aos biocombustíveis, talvez não tenhamos o E15, mas não vemos riscos em relação ao E10 [mistura de 10% de etanol na gasolina]”.

O presidente da Copersucar disse ainda que o mercado está esperando que Trump “se pronuncie sobre o programa de [combustíveis] renováveis derivados do milho” e lembrou que, em campanha, o republicano se manifestou a favor do mercado de etanol de milho perante os produtores. (Valor Econômico 26/01/2017 às 19h: 40m)

 

Preços mais firmes dos adubos neste começo de ano

Segundo levantamento da Scot Consultoria, os preços dos adubos fosfatados e potássicos subiram 0,2% e 0,1%, respectivamente, na primeira quinzena de janeiro deste ano, frente a dezembro/16.

Os fertilizantes nitrogenados tiveram alta de 1,8% neste mesmo período.

Algumas empresas falam em menor disponibilidade matéria-prima neste momento. Além disso, cabe destacar as recentes altas de preços dos adubos e matérias primas no mercado internacional, mais ajustado do lado da oferta nos últimos meses.

Já do lado da demanda interna, o cenário ainda é de baixa movimentação. A expectativa é de retomada a partir de fevereiro pelo setor de cana-de-açúcar e para atender a demanda para segunda safra no país. (Scot Consultoria 26/01/2017)

 

Blairo refuta na Europa críticas de que agronegócio destrói ambiente

O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, refutou hoje enfaticamente em Bruxelas percepções de alguns setores na Europa de que o Brasil destrói o meio-ambiente na produção agrícola a fins de exportações.

A Apex (Agência de Promoção das Exportações) e a Unica (União da Indústria da Cana­de­Açúcar) organizaram um debate do ministro com empresários e parlamentares europeus, funcionários da Comissão Européia, além de representantes dos EUA.

A mensagem de Maggi foi de que a agricultura brasileira está se tornando cada mais sustentável, mostrou uma série de dados. E insistiu que o país exporta, mas também consome grande parte do que produz.

“Foi muito importante a presença do ministro em Bruxelas, pois permitiu desmistificar críticas feitas ao Brasil com relação ao uso da terra e uso de alimentos para produzir biocombustíveis”, afirmou Géraldine Kutas, representante da Unica na capital européia.

Maggi observou, sobre o uso da terra, que 11% do território brasileiro é preservado na propriedade privada, ou seja, nas próprias fazendas. Além disso, há as áreas protegidas, incluindo reservas indígenas. Ele destacou que 61% do território ainda tem vegetação nativa. E que a produção agrícola, fora pecuária, só ocupa 8% do território brasileiro.

O ministro falou também de novas iniciativas ambientais. Inclui a plataforma Biofuture, criada para acelerar alternativas ao uso de combustíveis fósseis em transporte, químicos, plásticos e outros setores. E o programa Renova Bio 2030, que define papel concreto de bioenergia sustentável.

Um representante da UE, da direção geral sobre clima, destacou que a UE e o Brasil tem forte parceria em negociações do clima e que a Europa vê o Brasil como um dos líderes nas discussões nessa área.

Curiosamente, no debate nada foi perguntado sobre a negociação UE­Mercosul. (Valor Econômico 26/01/2017 às 16h: 26m)

 

Commodities Agrícolas

Cacau: Demanda fraca: Os receios com o arrefecimento da demanda mundial por cacau em meio às previsões de superávit na oferta global da amêndoa na safra 2016/17 derrubaram os preços da commodity ontem na bolsa de Nova York. Os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 2.140 a tonelada, recuo de US$ 60. Esta semana, a Barry Callebaut, maior processadora do mundo, divulgou que o volume de produtos de cacau e chocolate vendidos no primeiro trimestre da safra 2016/17 recuou 0,4%. A empresa, contudo, observou que as perspectivas são de aumento dos volumes no segundo trimestre, que se encerra em fevereiro. No mercado interno, o preço médio pago ao produtor em Ilhéus, na Bahia, ficou estável, em R$ 118 a arroba, segundo a Secretaria de Agricultura do Estado.

Algodão: Compras especulativas: Uma onda de compras especulativas deu sustentação aos contratos futuros do algodão pela segunda sessão consecutiva na bolsa de Nova York. Ontem, os papéis com vencimento em maio fecharam a 74,7 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 18 pontos. Em nota, o Commerzbank destacou que as compras especulativas são baseadas nas revisões negativas para a safra 2016/17 na Índia. "É verdade que a Associação do Algodão da Índia agora prevê uma safra de algodão de 7,4 milhões de toneladas, que é 1,1% inferior à estimativa anterior. Isso, ainda assim, resultaria em uma safra 1% superior à anterior", apontou a instituição financeira. No mercado brasileiro, o preço médio pago ao produtor na Bahia ficou em R$ 91,80 a arroba, segundo a associação de produtores local, a Aiba.

Soja: Vendas em queda: A queda nas vendas externas semanais de soja dos Estados Unidos e a melhora do clima na Argentina derrubaram as cotações da oleaginosa na bolsa de Chicago ontem. Os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 10,59 por bushel, recuo de 5,5 centavos. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), os exportadores americanos fecharam contratos para a venda de 539 mil toneladas de soja na semana móvel encerrada no último dia 19. O volume é 45% inferior à quantidade negociada na semana imediatamente anterior e 10% menor do que o volume médio das quatro semanas precedentes. No Brasil, o indicador Esalq/BM&FBovespa para o grão em Paranaguá ficou em R$ 76,11 a saca de 60 quilos, queda de 0,38%. No acumulado de janeiro, o recuo é de 4%.

Milho: Risco Trump: A possibilidade de que Donald Trump reveja o mandato para a adição de etanol à gasolina nos EUA pressionou as cotações do milho na bolsa de Chicago ontem. Os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 3,71 por bushel, desvalorização de 2,5 centavos. Trump já sinalizou que não deverá incentivar o setor e há receio de que possa suspender o reajuste nos percentuais mínimos de adição do etanol à gasolina. O biocombustível é produzido a partir do milho no país, o que compromete as estimativas para a demanda nos EUA em meio a uma safra recorde. De acordo com o Departamento de Agricultura (USDA) do país, serão colhidas 384,78 milhões de toneladas do grão na safra 2016/17. No mercado brasileiro, o indicador Esalq/BM&FBovespa subiu 0,3%, para R$ 36,61 a saca de 60 quilo. (Valor Econômico 27/01/2017)