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Compra da Ale pela Ipiranga pode elevar preços de combustíveis

A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) concluiu em parecer divulgado quarta-feira que a compra da distribuidora de combustíveis Ale pela Ipiranga, da Ultrapar, pode resultar em elevação de preços na distribuição e na revenda.

Essa alta nos preços dos combustíveis, acrescentou o órgão, ocorreria em função "do aumento do poder de mercado da Ipiranga e da maior possibilidade de atuação coordenada das empresas do setor", dominado por quatro companhias (BR Distribuidora, da Petrobras; Raízen, da Shell e Cosan; Ipiranga e Ale).

Segundo o parecer da Superintendência, os mercados mais afetados pela operação são os de gasolina, diesel e etanol.

"Por essa razão, a operação foi impugnada para análise do Tribunal do Cade, órgão responsável pela decisão final sobre a aprovação, reprovação ou adoção de eventuais remédios que afastem os problemas identificados", afirmou o órgão em nota.

O acerto da compra da Ale pela Ipiranga, por 2,17 bilhões de reais, foi anunciado em meados do ano passado.

Em nota, o grupo Ultra afirmou que seguirá buscando a aprovação da operação no Tribunal do Cade e colaborando com o órgão para "afastar preocupações concorrenciais identificadas em parecer técnico elaborado pela Superintendência-Geral".

As determinações do tribunal podem ser aplicadas de forma unilateral ou mediante acordo com as partes.

O ato de concentração foi notificado em 19 de setembro de 2016, e o prazo legal para a decisão final do Cade é de 240 dias, prorrogáveis por mais 90. (Reuters 01/02/2017)

 

Exportação brasileira de açúcar cresce 27,8% em janeiro, com 1,9 mi ton

O Brasil exportou em janeiro 1,912 milhão de toneladas de açúcar bruto e refinado, volume 26,4% menor que os 2,598 milhões de toneladas embarcadas em dezembro e 27,8% superior ante os 1,496 milhão de toneladas registradas em igual mês de 2016. Dados do Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC) divulgados nesta quarta-feira, 1º de fevereiro, mostram que do total embarcado no mês passado, 1,777 milhão de toneladas foram de açúcar demerara e 135,5 mil toneladas, de refinado.

A receita obtida com a exportação total de açúcar em janeiro último foi de US$ 955,4 milhões, 13,6% menor que a registrada em dezembro (US$ 1,106 bilhão) e 120,7% acima ante os US$ 432,9 milhões computados em janeiro de 2016. (Agência Estado 02/02/2017)

 

Agronegócio já começa 2017 segurando o superávit na balança comercial

O Brasil começou 2017 com o pé direito nas vendas de produtos ao exterior. O superávit (diferença entre exportações e importações) das vendas aos estrangeiros foi de US$ 2,725 bilhões - crescimento de 20,6% em relação a janeiro de 2016. O anúncio foi feito pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), nesta quarta-feira (1º).

Segundo o ministério, as exportações fecharam em US$ 14,911 bilhões em janeiro, com média diária de US$ 677,8 milhões. Os números representaram crescimento em todos os três grandes grupos de produtos vendidos ao exterior na comparação com o mesmo mês do ano passado. 9Gazeta do Povo 02/02/2017)

 

Commodities Agrícolas

Açúcar: Índia no foco: As especulações sobre a possibilidade de a Índia derrubar as tarifas sobre a importação de açúcar este ano voltaram a dar sustentação aos preços do açúcar na bolsa de Nova York. Os contratos com vencimento em maio fecharam ontem a 20,7 centavos de dólar a libra-peso, avanço de 24 pontos. A Índia é o maior consumidor mundial de açúcar e deverá registrar um déficit de 4 milhões de toneladas na oferta da safra 2016/17. Enquanto as autoridades locais afirmam que estoques de 7,75 milhões de toneladas do país são suficientes, o banco ING estimou ontem que a Índia terá de importar pelo menos 2 milhões de toneladas para atender o mercado interno em 2017. No front doméstico, o indicador Cepea/Esalq para o açúcar cristal em São Paulo ficou em R$ 84,75 a saca de 50 quilos, alta de 1,05%.

Café: Demanda global: O avanço nas exportações mundiais de café em dezembro passado deu sustentação aos contratos futuros do café arábica na bolsa de Nova York ontem. Os papéis com vencimento em maio fecharam a US$ 1,5255 a libra-peso, com alta de 55 pontos. De acordo com a Organização Internacional do Café (OIC), as exportações mundiais de café totalizaram 10,17 milhões de sacas em dezembro de 2016, incremento de 7% sobre as 9,5 milhões de sacas de igual mês do ano anterior. Já as exportações globais de café nos primeiros três meses do ano-safra internacional 2016/17 (que começou em outubro) aumentaram 8,3%, para 29,77 milhões de sacas. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a saca de 60 quilos de café arábica subiu 0,55% ontem, para R$ 522,63.

Algodão: Compra especulativa: As compras especulativas dos fundos impulsionaram as cotações do algodão na bolsa de Nova York. Ontem os contratos futuros com vencimento em maio atingiram o maior valor desde junho de 2014, cotados a 77,05 centavos de dólar a libra-peso. Segundo a Comissão de Negociação de Futuros de Commodities (CFTC, na sigla em inglês), os fundos mantinham um saldo líquido comprado de 87.341 contratos no último dia 24 de janeiro, avanço semanal de 3,2% e próximo de patamares recordes. Um novo balanço deve ser divulgado amanhã, referente ao fechamento de terça-feira, quando a commodity registrou alta de 72 pontos. No mercado interno, o preço médio ao produtor na Bahia ficou em R$ 91,80 a arroba, segundo a associação de produtores local, a Aiba.

Soja: Vendas atípicas: As vendas atípicas de lotes de soja dos EUA ao exterior num momento em que a demanda tende a migrar para a produção da América do Sul alimentam as especulações sobre demanda firme pela oleaginosa americana. Com isso, ontem, os papéis com vencimento em maio fecharam em alta de 12,5 centavos, a US$ 10,4675 o bushel. Segundo o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), o país fechou contrato para a venda de 237,7 mil toneladas de soja a destinos desconhecidos ontem, sendo que 107,7 mil toneladas deverão ser entregues ainda nesta safra 2016/17. A produção estimada para o ciclo é de 117,21 milhões de toneladas. No mercado interno, o indicador Esalq/BM&FBovespa para a soja no porto de Paranaguá subiu 1,01%, para R$ 74,17 a saca de 60 quilos. (Valor Econômico 02/02/2017)